"Há ainda o semanário Tribuna Portuguesa, dirigido pelo terceirense José Ávila, que sai a lume na Califórnia. Dizem-me que é o jornal de expansão mais rápida no mercado da diáspora lusófona nos Estados Unidos. Leio com assiduidade as suas crónicas de Miguel Ávila, em inglês. A luta diária que os responsáveis por esses periódicos comunitários travam dia a dia assemelha-se ao labor inigualável da maioria dos pequenos órgãos regionais das ilhas açorianas. Ambos são prodígios de perseverança e vontade. Cada edição que sai a lume representa um triunfo de persistência e trabalho extenuante." in Expresso das Nove, Gigantes lusófonos no mar dos media americanos, 26 de Setembro de 2008.
Retive na mente a parte do texto que eleva cada edição pela "persistência e trabalho extenuante". Acrescento uma expressão subjectiva e que aplico agora: a grandeza de alma. São uns heróis os que construem a história escrita, preservam acontecimentos, registam factos, imagens, gentes em estrofes de vida e escritos que nos unem na simplicidade do sonho e da realidade.
Cabe a mim, hoje, simples cidadã terceirense, de raiz serretense, homenagear um nome que me encontrou, fruto de uma imagem do Fotógrafo angrense, que me fez ir a correr à Rua da Palha para informar este, e que, graças a uma fotografia à rainha das Festas Sanjoaninas, um senhor tinha feito uma pesquisa e tinha encontrado a primeira criação que assentou na primeira página do jornal de Modesto, Califórnia. Aquele senhor chamava-se José Ávila, editor deste jornal, que depois me informou do que havia publicado na sua "Tribuna Portuguesa"... Imaginam o que foi, para mim, esta descoberta? É que não fazem ideia MESMO! Foi assim como que voltar aos tempos que corava por tudo e por nada. "O meu sonetilho alusivo às Sanjoaninas 2006, num jornal da América?! Credo, senhor! Bendito seja Deus!"... E aquilo bailou-me nas ideias por uns tempos.
Passado um ano, mais coisa menos coisa, tive a felicidade de cumprimentar o senhor José Ávila no dia da Coroação do Divino Espírito Santo - 2007, em São Bento de Angra do Heroísmo, no adro da Igreja. Mais uma vez, era o culto ao Divino Espírito Santo que reunia a América à Ilha, ou vice-versa. Lembro-me perfeitamente que foi um encontro emocionante. Não sei se ele adivinhou o que me ia na alma. Acho que falei muito debaixo daquela emoção. Pela primeira vez, conversava com alguém que tinha encontrado algo que lhe chamara a atenção, lá tão longe... na Califórnia...
Daí para cá, o olhar de José Ávila capta algumas das minhas criações e/ou me pede algumas quadras de improviso. É lindo isso. A inspiração tem-me saído mais ou menos a jeito e até, através dele, já tive ocasião de falar com outras pessoas da sua amizade e que mereceram os maiores elogios. Gente que tem as ilhas no coração e fizeram trabalhos valiosos e honrosos pela América e engrandeceram o seu torrão natal com tais feitos.
Então, dei comigo a matutar nisto tudo e a fazer uma retrospectiva do que já havia sido publicado no jornal quinzenário, "Tribuna Portuguesa", por José Ávila. Os temas andam à volta do Divino Espírito Santo, das Festas Sanjoaninas, do Carnaval, da tourada e da Gente que levou o nome das ilhas longe no que elas têm de melhor (Germano Silva, Turlu e Charrua, Mário Costa, Carlos Silveira, etc.).
Só lhe posso agradecer, do fundo do coração, por estes gestos continuados de amabilidade para com o que eu vou escrevendo com sentimento e dedicação. Com o melhor dos meus sorrisos resolvi dedicar-lhe esta Homenagem a tempo de José Ávila sorrir para ela.
Felizmente tive a alegria de o conhecer e de ele ver o brilho do olhar quando se fala das criações da Rosa Azoriana e de as saber no jornal que une as ilhas à América, que socorreu tantos sinistrados de vulcões e terramotos. José Ávila está atento a tudo e divulga-o com o seu cunho pessoal. Se agrada a todos isso não importa, o que importa é que ele preserva pela escrita o que é nosso e dele, o que é natural das ilhas dos Açores.
Um ABRAÇO e um beijo no rosto do homem que a mim só tem feito bem. Que o Divino Espírito Santo continue a iluminá-lo e a dar-lhe todas as graças que ele e a família merecem.
Mil vezes obrigada!
Angra do Heroísmo, 8 de Outubro de 2008.
Rosa Maria Silva ("Azoriana")
P.S. Se houver alguma vírgula tresmalhada que me desculpem. Não sei amarrá-las melhor. :)
Neste caso, o que conta é a intenção e a intenção é das melhores, podem crer. Oxalá esta homenagem seja lida em vida, porque esse é o meu lema.
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Homenagem a José Ávila, da «Tribuna Portuguesa»
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Eis-te transformada numa verdadeira jornalista! Rapariga, tu não páras!
ResponderEliminarParabéns por toda essa energia e polivalência!
Abraço!
Um dia conto o que faz ser assim... Ser ilhoa é uma das razões... A outra é ter tomado gosto a isto... e há mais que, por agora, ficam em conserva.
ResponderEliminarObrigada pela visita.
Acredito! Eu fico-me mais pelos sonetitos e pela edição online das obras do meu avô e mesmo assim já me vejo "grega" para conseguir fazer tudo! Claro que esta bicheza toda me ocupa muito tempo, mas já não sei viver sem eles e prometi à minha mãe, antes dela morrer, que lhe trataria dos animais até à sua morte natural.
ResponderEliminarAbraço grande!