Regressaram as rimas da "Melra Preta" e da "Cagarra"

Resposta ao artigo da Joanina

intitulado:

"O regresso das rimas"



Acordei hoje cedinho

Já temendo o final.

(Há um barulho vizinho

Que me deixa dormir mal.)



Em passando esta tormenta,

Que até é coisa à toa,

A cabeça me rebenta

Porque o nariz não assoa.



Vai tudo vias internas

Até ao fundo de mim;

Cansei um pouco as pernas

E retratei muito, sim!



Faço saldo positivo

Dos dias cá no descanso;

Há sempre algo negativo

Não pode ser tudo manso.



Eu sabia que cá vinhas

Espreitar as minhas bandas

Mesmo sem notícias minhas

Do meu lar tu não desandas.



E tiveste encomendas

Agradáveis por sinal

Lindas são as oferendas

Não te ficam nada mal.



O outro verde 'tá bravo,

E não te resolve nada...

Uma reza bem que cravo

Não fiques desesperada.



Ó minha querida amiga,

Esse "outro documento",

Faz-me doer a barriga

'Inda não foi solto ao vento.



Auguro boa ventania...

Só palavras, por enquanto;

Oxalá que chegue o dia

D'abraçá-lo tanto, tanto!



Temos que ser pacientes,

Levar a vida nas calmas.

O valor das nossas gentes

Merece carinho e palmas.



Um senhor que vive cá,

Até sem me conhecer,

Muito mérito me dá

Pelo que lhe dei a ler.



A minha qu'rida Serreta,

Que sempre teve um farol,

Também é outra que decreta

Que um dia eu veja o sol.



Este Sol que me raiou,

Em dias de nostalgia,

Foi no verso que brilhou

O prazer da cantoria.



Mário Pereira da Costa,

Em Peabody, emigrante,

Um autor que também gosta

Deste cantar cativante.



Do seu livro te falei,

E já li segunda vez,

Algumas notas tirei,

Foram todas neste mês.



E que fique registado,

Que esse livro foi mote,

Para ter iniciado

O contacto de bom dote.



O dote que vem do céu

P'ra gente que faz o bem:

O facto dele ser ilhéu

Dá-lhe mais força também.



Sempre quero agradecer

Aos 'amores' cá da terra;

Teu nome também vais ver

Se "o tal" descer a serra.



Rosa Silva ("Azoriana")




Nota: 1º artigo relacionado da "Cagarra Azoriana", que sou eu, que dei o mote à repentista Joanina, digo, "Melra Preta Amaricana". Lembras-te da nossa página de cantorias? :) O Índice está aqui.

1 comentário:

  1. Como eu já calculava
    Armou-se uma cantoria
    Melra Preta chilrreava
    E a Cagarra assobia

    De manhã logo cedinho
    Não me sai a rima certa
    Mas bebi um cafezinho
    E já estou mais desperta

    Muito tenho a lamentar
    Que do nariz estejas mal
    Se a coisa piorar
    Corre para o hospital

    Que a urgência é coisa fina
    O povo assim o diz
    Dão-te um frasco de aspirina
    E uma bomba p’ra o nariz

    Encomendas cá chegaram
    Vieram numas caixinhas
    São coisas que me enviaram
    As queridas irmãs minhas

    De tudo muito gostei
    Mas foi grande o pandemónio
    Tal coisa nunca pensei
    De pôr ao peito um Anómio

    Mas tive outra supresa
    Pesada que nem calhau
    Já estás a ver com certeza
    Que também veio bacalhau

    A linguiça é que faltou
    Que essa então não porfia
    Desta vez se tenteou
    Minha mãe e minha tia

    Do verde não há sinal
    Faz uma reza certeira
    É que s’ isto correr mal
    Não posso ir à Terceira

    Quanto ao outro documento
    Na minha fé prevaleces
    Vai-te trazer esse vento
    A resposta que mereces

    Na porta certa tocaste
    Em boa hora também
    Tuas cartas já lancaste
    E vai correr tudo bem

    Teu sonho vais realizar
    E Aquele lá de cima
    Também de vai ajudar
    A no papel pores a rima

    Bj da Jo

    P.S. E claro que me "alembro" na nossa pagina!!!
    Bom fim de semana! Aproveita bem estes diazinhos!!!

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