E canta a «Melra Preta Amaricana»:
Como eu já calculava
Armou-se uma cantoria
Melra Preta chilrreava
E a Cagarra assobia
De manhã logo cedinho
Não me sai a rima certa
Mas bebi um cafezinho
E já estou mais desperta
Muito tenho a lamentar
Que do nariz estejas mal
Se a coisa piorar
Corre para o hospital
Que a urgência é coisa fina
O povo assim o diz
Dão-te um frasco de aspirina
E uma bomba p’ra o nariz
Encomendas cá chegaram
Vieram numas caixinhas
São coisas que me enviaram
As queridas irmãs minhas
De tudo muito gostei
Mas foi grande o pandemónio
Tal coisa nunca pensei
De pôr ao peito um Anómio
Mas tive outra supresa
Pesada que nem calhau
Já estás a ver com certeza
Que também veio bacalhau
A linguiça é que faltou
Que essa então não porfia
Desta vez se tenteou
Minha mãe e minha tia
Do verde não há sinal
Faz uma reza certeira
É que s’ isto correr mal
Não posso ir à Terceira
Quanto ao outro documento
Na minha fé prevaleces
Vai-te trazer esse vento
A resposta que mereces
Na porta certa tocaste
Em boa hora também
Tuas cartas já lancaste
E vai correr tudo bem
Teu sonho vais realizar
E Aquele lá de cima
Também de vai ajudar
A no papel pores a rima.
Joanina
18/07/2008
~~~~~~~~ºººººº~~~~~~~~
E respondo eu cantando:
«Melra Preta», cantadeira,
Afinaste bem o pio;
Isto é uma cegueira
P'ra bicar ao desafio.
A Cagarra só fez contas
Em tarde de sexta-feira,
Enquanto em rimas despontas
Tua arte verdadeira.
Se eu soubesse nadar,
No nosso mar da Prainha,
Podes crer ia aspirar
Esta minha "ladainha".
A Urgência do Hospital
Que anda sempre à cunha
Ainda posso ficar mal
Se fizer muita caramunha.
Temos a "Consulta aberta"
Cá no Centro de Saúde,
E quando a coisa aperta
É uma grande virtude.
Gostei do atendimento,
Da moça administrativa;
Seu serviço é a contento,
Com sorriso receptiva.
Nada melhor que um sorriso
Para quem está doente,
Há que fazer bom juízo
Do que aparece na frente.
Também os nossos utentes
Devem ser mui cordiais
Mesmo estando doentes
Não deixam de ser leais.
Mudando agora de moda,
E meu verso afinando:
O "Anómio" anda à roda
Do teu peito batucando. :)
Por essa não esperava,
E deixou-me por cá rindo,
Era só o que te faltava
Mas o selo ficou lindo!
Se andas com esse selo...
Bem mer'cia outra ideia:
A "Melra Preta" de pêlo
E Cagarra em lua cheia.
Acho até que o tamanho,
Da t-shirt especial,
Para mim não é estranho
É um "size" tal e qual.
Se o "verde" ficar feito,
E nossa reza ouvida:
Traz esse modelo a jeito
Para te ver à saída.
Imagino no avião,
Toda a gente a olhar.
Trazes rubricas, então,
Nesse belo exemplar.
E se a fé não m'enganar,
Tu virás num tempo bom
Para puderes rubricar
A t-shirt do meu tom.
E vamos pela cidade,
De Angra do Heroísmo,
Muito felizes de verdade
Elevando o simbolismo.
E fora de brincadeira...
Deus te oiça, minha amiga!
E que venhas à Terceira,
Ver no papel a cantiga.
E em par, vou terminar,
Porque assim eu aprendi:
As quadras são como o mar
Num vai-vem também aqui.
Rosa Silva ("Azoriana")
18/07/2008
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