Desculpem minha ousadia
Ou se vou incomodar
Suspiro por melodia
Que soe bonita no ar.
Onde posso encontrar
Uma hiperligação
Para então me consolar
A ouvir uma canção?
Sapateia ó meu bem
Olhos negros, Samacaio
Ilhas de Bruma também
Pairam cá no meu ensaio.
É que a tristeza invade Nota: Para já ouço "Portugal", lindas a melodia e a canção de Euclides Cavaco, o poeta que ecoa pelo mundo com "Horizontes da Poesia". Embalo-me na canção...
Este ser desanimado…
Uma canção é que há-de
Libertar este enfado.
Rosa Silva ("Azoriana")
Há ecos em mim.
Portugal, teu amor!
Canta o coração,
Germina assim
Gosto e fulgor!
E dos meus Açores
Ilhas de mil flores
Canto para ti
Voam inteiros
Ecos verdadeiros
Do que hoje ouvi.
Ah, John Pimentel,
Tua voz é de mel,
Teu canto é doçura...
Canta tua alma inteira
Chegam ecos à Terceira,
À emoção junto ternura.
Uma moda açoriana
Na tua voz soberana
Trará contentamento.
Às nossas flores reais
Juntam-se dotes vocais
E o sonho acalento.
Rosa Maria
Depois de alargado interregno, eis que apareço de novo para cumprimentar a minha amiga e desejar-lhe toda a felicidade do mundo.
ResponderEliminarPorquê?...
Ao ler este seu poema, penso que o seu ego não é o habitual, ou estou enganado...?
Gostaria bem de estar enganado, pois apercebi-me que esta não é a sua forma de fazer poesia, mesmo nos momentos de nostalgia.
Espero que este fim de semana, seja reconfortante e muito alegre, no seio da sua família.
Para a consolar e ajudar a passar melhor o tempo, vou oferecer-lhe um lindo poema de "Mário Beirão" que publicou há sessenta anos no seu "MAR DE CRISTO":
MORNA, A ARAGEM SUSPIRA...
A nau da Praia Lusitana
Que peregrina, em busca
Dum clarão que uma nuvem sempre ofusca,
Vai, extasiada, a sonhar,
Cortando a vítrea superfície plana,
Cortando o luar...
Toma a viola um gajeiro,
Estreita-a ao peito,
Estreita-a mais,
De insatisfeito;
Desfere as cordas que, surpresa,
Vibram. doridas... e, a escorrer tristezas,
Súbito, espumam e o salpicam de ais!
Morna, a aragem suspira,
Como se compreendesse
O que essa viola diz, na febre em que delira,
Ora em grito de angústia, ora gemer de prece...
De olhos postos no vago ideal da Ausência,
Em perdidas distâncias,
Rasos de um pôr-de-sol de morna refulgência,
De imagens de outros céus, fumos de outras estâncias...
O gajeiro desata
A voz, que os ares tinge de fulgores,
De auroras de oiro e prata:
E nascem lírios, doces como a graça
Do vulto de Maria;
Rosas que lembram, pálidas, a taça
Gloriosa, de onde escorre a luz do dia;
Açucenas de Deus...; quantas sagradas flores!
Que é todo o Mar Oceano a desfazer-se em pranto;
Duma alma, em orfandade,
Naufragando em si mesma, consumida,
Desterrada da sua própria vida,
Ardendo em penas de saudade...
Oh, que jardim fantástico decora
De sons o corpo imenso
Da noite austral!
A espaços, ri; a espaços, sangra e chora,
Na sua primavera sideral...
Vago e suspenso,
De celestiais espíritos esplende
E, a si mesmo embalando-se, adormece...
Vago e suspenso,
Por vezes, saudosíssimo, rescende
À luz que beija doirada messe,
Que ondula aos ventos de Portugal...
Espero minha querida amiga que tenha gostado.
Um grande abraço,
Teixeira da Silva
Se te pede o coração
ResponderEliminarUma melodia bela
Eu já lhe botei a mão
E estou em posse dela
Vai já agora a correr
Ao Blog da Joanina
Pois eu tive que fazer
Uma "supresa" a menina!
Bj da Jo
Ainda bem que voltou e com um poema muito bonito que eu desconhecia.
ResponderEliminarObrigada e realmente não estou radiosa mas continuo a ser a mesma Rosa.
Abraço