Continuação da Desgarrada de Além Mar - 2ª Edição

C.163

Ontem mandei um soneto

Da árv're, prá Renascença,

Pois merece o nosso afecto

E é lindo ver-lhe a crescença!


R.164

Foi um gesto mui bonito.

A árv’re tens dois sentidos:

Dá papel para ser escrito

E vida em ramos floridos!


 


(...)


 


Já está no ar a 2ª edição da Desgarrada de Além Mar, entre a D. Clarisse Barata Sanches, de Góis (a letra verde) e eu (a letra rosa). De novo vem à tona o que a nossa inspiração ditou. Espero que gostem e comentem tanto lá como cá.


 



 


Esta imagem leva-nos à 1ª edição

À "Xana"

Muito obrigada pelas tuas visitas e comentários. Um blog também serve para estreitar amizades e, neste caso, é um meio eficaz para começar uma nova amizade.


 


Espero que te decidas a dar início a uma página com tudo o que tens a mostrar ao mundo sobre as nossas tradições culturais. Fazes parte integrante de uma delas e basta coleccionares alguns objectos, vestuário e repertório das canções antigas, que eram muito do agrado dos nossos avós, para rechear a mesma.


 


Uma página pessoal ou um blog são instrumentos úteis para tal fim. A primeira é feita sem necessidade de registos tão assíduos como o blog. O recurso ao blog incentiva a interactividade dos comentários e a novos artigos com data de publicação à nossa escolha.


 


Fico ao teu dispor para tirar alguma dúvida.


 


Beijinhos


 


Rosa Maria

Gosto do improviso

"São os espíritos dos poetas que fazem cantar o vento" - D. Angelina Sousa (Turlu)


 


"a poesia, se não for harmoniosamente rimada, não é poesia, mas sim prosa" - Charrua


 


"a poesia é a arte de combinar palavras com sentido poético" - Charrua


 


"a poesia para ter beleza e harmonia tem de combinar as palavras pela rima" - Charrua


 


São estas finas expressões que destaco da leitura continuada e assídua que estou fazendo ao livro precioso "Aurora e Sol Nascente".


 


As lágrimas já me correram ao ler as pérolas que me caíram nas mãos destes bravos terceirenses. Que Deus os tenha ao seu lado felizes e contentes e a cantar lá nos céus.


 


A leitura deste livro despertou-me estas rimas:


 


Gosto do improviso


 


Como a água corre a pique
Em melodia sem fim
Vem-me à mente o despique
Com quem me cantar assim.

Se escrevi sem conhecer
O livro que tenho na mão
Imagino o que vai ser
Depois de dar-lhe atenção.


 


Tenho um homem que adoro
E que faz tudo por mim
Não pensem que o ignoro
Por tecer rimas assim.

De lágrimas ora me cubro
A ler as páginas tantas
A Turlu que está ao rubro:
Cantadeira, tu m'encantas!

Acho que a Turlu no Céu
Me está a mandar sinais
P'ra cantar o povo ilhéu
Em festas e arraiais.

Quem voasse à terra quente
Da América e Canadá
Para ver o que é que sente
Quem anda a cantar por lá.

Quem dera ter as violas
A tocar meu desafio
Mas só a toque de esmolas
Para entrar nesse bom trio.

Será que sei enfeitar
O calor de uma plateia
Só para ouvir cantar
Uma rima que se ateia?

Meu nome eu omitia,
A favor de "Azoriana"
Para ver à luz do dia
A faceta que me abana.

A minha alma até chora
Por não ter estado presente
Na passagem que decora
O valor desta boa gente.

A Turlu não vou bater
Porque a ela ninguém bate
Mas ainda estou em crer
Que a cantoria me cate.

Esta rima é muito pobre
Disso tenho a noção
Mas é ela que me cobre
Esta doce vocação.

Se um dia eu cantar
Mesmo com a fraca voz
Vai ser para bem lembrar
Quem já partiu de nós.

A Turlu e o Charrua
Poetas de eleição
Cantaram à luz da lua
Seu talento em oração.

José de Sousa Brasil
Charrua, foi conhecido
Com aplausos mais de mil
Que o fez reconhecido.

Tal como o Mestre das Velhas
Nasceu dia de São João
São duas boas parelhas
Fazendo jus ao torrão.

Vinte e cinco anos dista
A época de cada um,
O nosso agrado conquista.
Como estes não há nenhum.

Ai se eu pudesse abraçar
A mulher da minha estima:
As lágrimas iam contar
Meus amores pela rima.

Rosa Silva ("Azoriana")

"Aurora e Sol Nascente" - um Livro de Ouro

Ao décimo terceiro dia de férias, após uma manhã atordoada pelos barulhos de uma obra vizinha, resolvi fazer algo que me ocupou a mente por algumas horas e virá a ocupar futuramente, assim espero.


 


Após dez dias de “entra e sai” para a cidade festiva, nada melhor para apaziguar o delírio do fim, do que um bom livro. Bons livros tenho eu (uns oferecidos e outros que, por caros que fossem, valeram o sacrifício). Mas este que me prendeu os sentidos tem um nome matutino e poético: “Aurora e Sol Nascente”; o subtítulo são “Confidências”, dos grandes Turlu e Charrua, pelo autor Mário Pereira da Costa, que se apresenta na contra capa e que eterniza, assim, este par magnífico da Cantoria ao Desafio e Poesia.


Não li o miolo total do livro. Li a introdução, os agradecimentos e os 2 poemas em destaque, ainda no interior da capa final – “Aurora” da autoria de Charrua e “Sol Nascente” de Turlu. Belo destaque!


Na intimidade do meu quarto nasceu-me vários sentimentos. Ainda é cedo para os revelar, se bem que um é fácil de adivinhar. Há algo que me atrai para este livro que, finalmente, nos dá a conhecer a mulher, digo, o par repentista. Sim! Decididamente, eu também o sou – repentista. O meu coração treme e a minha alma vai amar este livro. Qual será o meu destino?


Bem-haja o seu autor Mário Costa.


 


 


Rosa Silva (“Azoriana”)


 


Transcrito por: Paulo Borges (“PIPOCA”) – filho da Azoriana


 


Nota: O Pipoca segue a par e passo as inspirações da sua mãe. Talvez um dia seja o seu seguidor nas Cantorias, já que mulher da cantoria foi a Turlu e nunca mais se viu igual.


 


 


 


 


Imagem de AzoresGlobal.com

Imagem (de amarelo e azul)

Trono da cidade




Frente à toada do mar
Num balanço transparente
Vejo patos cirandar
Numa fila docemente.
O ensaio vai começar.
Faz-se em mim fogo ardente;
Há um som que faz vibrar
Uno coração que sente.
E nas portas da cidade,
Abertas em simultâneo,
Num solo extemporâneo...

Há degraus, humanidade,
Gestos d'água, magia:
Há amor, junto à baía!

Rosa Silva ("Azoriana")


 


Em http://www.sonetos.com.br/sonetos.php?n=12543


Índice temático: Desenho sonetos



O prazer terceirense





Minha alma está cantando

De alegria sem fim

Porque hoje estou rimando

E a saudade entra em mim.



A festa vai acabar

O povo vai descansar

Chega ao fim a romaria.

Em coro nossa oração

Dez dias p'ra São João

Num reinado d'alegria.



Meu amor vem p'ro meu lado

Acerta o passo comigo

Olha p'ro céu estrelado

Porque hoje é nosso amigo.



Vão os músicos tocar,

Deixando um rasto de luz,

E nos olhos do luar

O Adeus já nos reluz.



É o prazer terceirense

Que assalta toda a gente.

Esta festa nos pertence

Mas alastra docemente.







2008/06/29



Rosa Silva ("Azoriana")


Nota:

Parabéns a Lara Braga e a toda a sua equipa;

Parabéns a toda a gente que participou activamente nestes dez dias de festa;

Parabéns a toda a população que emoldurou os passeios das ruas por onde desfilaram milhares de pessoas;

Parabéns pelo sucesso sanjoanino!



Este o meu último artigo alusivo a esta festa, regado de saudade...



Após o desfile de Filarmónicas, onde o meu filho mais novo também se encontrará, fecha-se a festa com chave de ouro com fogo de artifício na baía de Angra do Heroísmo. Junto com as lágrimas felizes que caírão do céu resplendoroso juntarei as minhas também...



- Até para o ano se Deus quiser. Bravo, bravíssimo!


 




 

O aniversário da Joanina

Eu que não fui bailadeira

Só nascida na Terceira

Com vontade de bailar.

Mas nesta hora presente

Fiquei deveras contente

Por alguém me convidar.



Pelas ruas da cidade

Desfilou com amizade

O folclore cá da ilha.

Conheci duas irmãs

Que são as tuas fãs

E o seu sorriso brilha.



Foi nessa hora então

Que rimos com mais razão

Ao falar da Joanina.

A São Pedro quis cantar

P'ra contigo festejar

Os anos da "bailarina".



Neste dia do Senhor,

De São Pedro seguidor

Da sua vida sagrada;

É o teu dia também

E desta festa que tem

A dezena terminada.



Parabéns, Parabéns!

Por mais um Verão que tens

Num dia tão festejado:

Olha p'ro céu a sorrir,

Fecha os olhos a seguir

Verás a gente a teu lado.



A Mena e Azoriana,

A rimar também a Xana,

E as amigas bloguistas:

Todas te vão abraçar,

Verás foguetes no ar

E Parabéns dão nas vistas.



Beijinhos Amiga!







Rosa Maria

"As tradições da nossa gente" desfilAndo em Angra do Heroísmo

Uma carta da Califórnia...





"Querida amiga Azor,



Este mail tem o propósito de te agradecer tudo o que fizeste por mim nestas Sanjoaninas!! Através do teu blog, das tuas reportagens, das tuas fotos, das tuas rimas, eu pude estar presente nas festas que adoro, mesmo sem o estar. Emprestaste-me o teu tempo, os teus olhos, a tua sensibilidade, a tua alegria e levaste-me contigo às festas Sanjoaninas. Eu sei que não o fazes só para mim... Mas sei que também o fazes a pensar em mim, e por isso te agradeço do fundo do meu coração!




Eu costumo dizer que Deus me abençoou com o Dom da Amizade... Tu és mais uma prova desse dom com que Ele me abençoou.




Obrigada! Obrigada!!!



A tua amiga que gosta muito de ti,





Jo"


 


Esta carta, via e-mail, chegou na hora H e comoveu-me. Eu estava precisamente a acabar de editar algumas fotos que captei ontem à noite, do desfile das paróquias de Angra do Heroísmo, com "As tradições da nossa gente". Confesso que o fiz também a pensar na minha amiga Joanina e em tantos outros emigrantes com os olhos pendurados no meu blog como que à procura de algo que lhes corte as saudades, ou simplesmente para conhecer o que por cá se vai fazendo pelas festas Sanjoaninas, que estão a um dia de chegarem ao seu terminus.


 


O desfile comoveu-me quando vi a minha freguesia natal, a Serreta, muito bem representada pelas pessoas que lhe dão alma e porque trouxeram o melhor quadro que retrata bem a nossa tradição: os romeiros da Senhora dos Milagres. O pequeno vídeo que se segue não tem a qualidade desejada mas foi o que consegui. Perdoem-me não ter meios melhores mas é a "prata da casa".


 


 



 


Depois de degustar a boa massa sovada que nos ofereceram, houve tempo para captar mais imagens, que podem ver seguindo a hiperligação na foto-montagem abaixo. Tudo isto é para vós que não estais presentes:


 


As Tradições Da Nossa Gente


 


As Tradições da Nossa Gente

Mensagem para "xana"

Vou fazer os possíveis por comparecer ao convite. :)

Aficionados de coração

Tourada à corda nas Avenidas - Angra do Heroísmo


(Clique na imagem para ver o vídeo)

Um toiro só se queixa é se alguém
Não lhe faz mostrar a força que tem.
O seu olhar de bravo é bem real
E quanto mais o for, é bom sinal.

A corda que lhe é posta, laça-o bem,
Salva a bravura de fugir além.
A corrida se faz em arraial
De gente que ao toiro não quer mal.

Os homens que o incitam à bravura
É porque amam a sua cornadura,
Mesmo que o risco seja o da morte.

Mas se Deus quis assim o bravo toiro,
E se p'ra tantos, o bicho vale oiro...
Não há, pois, queixas nesta pura sorte.

Rosa Silva ("Azoriana")

Índice temático: Desenho sonetos


Parabéns à
Casa Agrícola José Albino Fernandes
Que recebeu o prémio pelo melhor toiro à corda.
Sanjoaninas 2008
Tourada das Avenidas
Angra do Heroísmo

Lara Braga passa testemunho a Miguel Costa


 


Notícia captada da página oficial da

Câmara Municipal
de Angra do Heroísmo

Pezinho em Angra do Heroísmo

Saíram 6 cantadores a cantar o Pezinho pelas principais zonas da festa - Câmara Municipal, Secretariado das Sanjoaninas, Rua de São João junto ao altar com o santinho, Sé Catedral, casa de D. Violante do Canto e Alto das Covas, no Palco das Tradições.





Podeis ver alguns pequenos vídeos que consegui captar.

Palco de fotografias de Angra do Heroísmo

Palco de fotografias de Angra do Heroísmo

Pedaços de uma Angra encantada
Alegram os cenários da visão.
O palco de uma festa inacabada
Nas montras que aplaudem o São João.

Rendemo-nos à festa animada.
Um punhado de imagens, que nos são
Familiares, atraem em desfilada
Os versos que cantamos de paixão.



Ancorados nesta ilha por amor,
Cantamos o mar e o campo em flor.
- Há pétalas de ferro envelhecido!



De repente, do ferro se faz vida
Na magia da imagem colorida
Saem pétalas de amor convertido.

Rosa Silva ("Azoriana")


Em http://www.sonetos.com.br/sonetos.php?n=12542


Índice temático: O Blogue da Azoriana


 

Versos de Alfenim

Agradeço o teu carinho

E fica em pergaminho

Os teus versos emolduro;

Trataste com afeição

Alfenim do coração

De açúcar fino e duro.



Vou levar p'ro meu espaço

Teus versos e teu abraço

Muito à laia de cantiga:

Se vieres à Terceira

Vem cá ter à minha beira,

Para um abraço de amiga!


 


Rosa Maria


 


Os versos da amiga Picarota


 


 


Rosquilha de alfinim

 

Ontem aqui no meu lar

Oiço o meu cão ladrar

Fui ver. Era o carteiro

Um envelope ele trazia

Olho, e num momento certeiro

Leio, era da amiga Rosa Maria


 


Continua. Leia o resto seguindo esta hiperligação


Também li no outro blog e respondi assim:


 


Eu já li do outro lado

Hoje mesmo e há bocado

A tua inspiração.

Já viste como a rosquilha

É danada p'ra sextilha

Bem a jeito de canção?!



Como ela chegou partida

Já pode ser dividida

Pela tua família toda.

Se sobrar algum bocado

Ele pode ser congelado

P'ra fazeres nova boda.



P'ro ano se Deus quiser

Talvez pudemos comer

As rosquilhas bem ao vivo.

Em vez de vir o caixote

E p'ra lá o envelope

Há-de haver melhor motivo.



Agora vou-me calar

Para a festa vou andar

Porque a cidade me chama.

Vou com isto na ideia

Um sorriso me incendeia

E São João nem reclama.


 



 


Além dos versos picarotos há uns outros de mais longe...


 


No blog Ocaso... Ao Acaso encontrei a inspiração da Maria.


 


Cliquem na imagem abaixo para lerem o que lá está:


 



 


Esta jarra de alfenim é a réplica exacta

da jarra original cuja história

pode ler em artigo anterior

e neste mais este.


 


A autora destas peças é dona do blog "alfenim_pomba_branca", que também fez o logótipo do meu blog em alfenim e o livro que foi para a autora dos "Cânticos da Beira - Prosa e Poesia" de Góis - Portugal.


 


As Marchas Sanjoaninas Infantis 2008 alegraram Angra do Heroísmo

 



"Conceição a Cantar"


 


Nossa terra é de bravos

Tourada é tradição

Pastores bem apressados

Atrás do toiro fujão.

O capinha aprumado

Passeia-se no arraial

E as moças na varanda

Aplaudem o festival.




É a Terceira em festa

Já chegou o São João

E ao som da melodia

Vem cantando a Conceição.

Vem mostrar nossa cultura

Nosso modo de viver

E com versos de ternura

Vamos todos aprender.




Toda a ilha Terceira

Festeja o Espírito Santo

Ergue a Coroa de alegria

E bandeira como um manto

Branca pomba de alfenim

Que traz paz e orações

Toda a ilha é um altar

Florindo nossos corações.


 


Letra: Lurdes Meneses

Música: Durval Festa

Ensaiador / Coreógrafo: Maria de Lurdes


Marcha da


EBI/Jardim de Infância de Nª Sª da Conceição


 



 


Siga a hiperligação na imagem supra para ver as crianças

que desfilaram nas Marchas Infantis das Sanjoaninas 2008.

As Marchas Sanjoaninas 2008 abrasaram Angra do Heroísmo de...

Alegria, cor, folia,


Beleza, amor, fantasia...


 


É o culminar de um fabuloso trabalho de meses precedentes: letras, músicas, coreografias, talento sobretudo... o talento do amor às Festas Sanjoaninas de Angra do Heroísmo...





Ao clicar na imagem abaixo abrirá um leque de outras imagens que o meu olhar captou e editou consoante o meu critério. Pena que a máquina fotográfica não tenha aguentado captar todas as Marchas, num total de 29, mas tenho o suficiente para amostra.


 


A noite mais longa esteve ao rubro desde o Alto das Covas, passando pela Rua da Sé, Rua de São João, Rua Direita e Praça Velha.


 


Ei-las:


 


Porto das Pipas 2008





Com meu guarda-sol armado

Esperando a tourada

Olhando o mar prateado

Duma baía animada.








As pipocas coloridas

Passeando à minha frente

Por ecos distribuídas

A quem não lhe nega o dente.








Pensando na Joanina

Mirei o barco à vela

E a obra pequenina

Com falta de aguarela.








O toiro lá fez voar

Os rapazes aventureiros

Da jangada auxiliar

Bravos saltos "marinheiros".






Completo a descrição

Com o som tradicional

"Ora mais" p'ra São João

Vou à Marcha inaugural.


As boninas

'Inda me prendo a olhar
As amarelas boninas
Como que a emoldurar
As Festas Sanjoaninas


 


 



A Praça do meu luar
Na mente eu centralizo
Como que a emoldurar
A frescura dum sorriso


 


 



É assim que eu te vejo
Ó minha Angra encantada
Quando à noite és beijada


 


 



Logo me assalta o desejo
De te ver apaixonada
P'lo rosto da madrugada.


 


 



Rosa Silva ("Azoriana")







 


Em http://www.sonetos.com.br/sonetos.php?n=12544


Índice temático: Desenho sonetos

Alcunha Azoriana

Agradeço a sua visita ao meu espaço das rimas e dos momentos bafejados pela ventania da palavra feita de intervalos escassos. Talvez as férias quebrem o impulso diário a que me rendo ao blog da minha alcunha Azoriana.


 


Esta apresentação saiu-me contagiada pelo encontro com o blog de João Videira Santos que não conhecia nem conheço mas um comentário fez-me visitar o seu blog e dei de caras com aquele ar forte e doce da poesia. Não foi preciso percorrê-lo inteiro para saber que ali há uma chama ardente para uma visita contente.


 


Da barra lateral capto que o nome do autor está registado na Sociedade Portuguesa de Autores - SPA e que tudo o que ali vive tem direitos de autor.


 


Parabéns e espero voltar a visitá-lo e talvez o autor também volte ao meu cantinho.

Novidades do blog AN'ARKA

AN'ARKA




E fui ali de repente

Ver d'An'arka novidades

E pude ficar ciente

Das lindas variedades.



Suas quadras pioneiras

Deve colar no balão

Para serem as primeiras

Da Rua de São João.



Se das imagens autor

Deve fazer a menção

Porque há um grande valor

Na sua apresentação.



E dali não vim embora

Sem deixar-lhe Parabéns

Pela sua vida fora

Merece todos os bens.


 


Rosa Silva ("Azoriana")

Uma tourada de alfenim nas Sanjoaninas de Angra do Heroísmo

A imagem é da autoria do autor do blog "Futebol, Gente e Toiros" captada de uma montra da cidade. As quadras são da minha autoria. Espero que gostem. Visitem a:





Tourada de Alfenim


 


- Para ler clique aqui -

Em Angra olhAndo Exposições

São várias as exposições espalhadas pela cidade de Angra do Heroísmo, inclusive há belíssimos quadros nas montras das lojas testemunhando o ponto fulcral das Festas Sanjoaninas.

Já vi pelo menos 3 dessas Exposições.


 


"O toiro" - Centro Cultural de Angra do Heroísmo


Duas delas estão patentes ao público no Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo, cujos temas são:

- "Um Abraço de Prata" da autora São Passos (ver foto 1 e 2);


 


- "1.80: o Sismo que Abalou os Açores" do autor fotojornalista João António Marques Valentim (ver foto).

Foi um momento difícil de explicar mas deixei algumas palavras de apreço que transcrevo e faço-vos o convite: Procurem ir ver porque as fotos de Marques Valentim e os quadros de São Passos são dignos da nossa visita e apreciação.


 


A Marques Valentim

O sentimento existe
Estampou-se no seu olhar
E na ilha 'inda subsiste
Um retrato do lugar.

Lugar que estremeceu
E rebolou com a terra.
Em tudo qu'então se deu
Cada imagem o encerra.

Bravo! Senhor Valentim.
Que tudo bem retratou;
A dor é que não tem fim
Em tudo que ali ficou.

2008/06/21

Rosa Silva ("Azoriana")


 



 


Angra do Heroísmo, 21 de Junho de 2008

À D. São Passos

A sua exposição
É feita de alegria
Mostra que a D. São
Tem o dom por companhia.

Os azuis predominantes
Of'recem grande esplendor.
Parabéns já são sonantes
Num ramalhete de cor.

Da ilha Terceira sou
E em Angra eu estou
Com gosto por conhecer

A "Dama do Azul Marinho"
Que nos trata com carinho.
O seu dom dá gosto ver!

Rosa Silva ("Azoriana")


 


 

MirAndo a Festa de Angra do Heroísmo


 


Na Praça Velha as boninas

Enfeitam nossos olhares

Pelas Festas Sanjoaninas

Saudam-te quando passares.


 



 


Em frente à edilidade

Dançam vénias ao luar

Porque é nesta cidade

Que São João tem altar.


 



 


E o céu luz na Igreja

Que combina com o mar

Nesse tom canta e festeja

Até a noite a beijar.


 



 


Numa montra jovial

Um encontro de cidades

Neste imenso festival

São João faz amizades.



Rosa Silva ("Azoriana")

Angra e suas irmãs: Porto, Sintra, Évora e Guimarães

Estou fazendo rima "deitada", porque em pé não posso estar, estou mesmo muito cansada de pelas ruas andar. Avistei poderio de gente, a beber, a comer e a desfilar. Estive na Rua da Sé presente para tudo muito bem apreciar.



Veio o carro de Guimarães com seu Castelo altaneiro; a seguir a ponte do Porto e o seu vinho verdadeiro; Sintra com Palácio da Pena, com o pequeno e a pequena; Évora e o Templo de Diana que ao olhar não engana; por fim vinha a Rainha de Angra do Heroísmo, linda, sorridente e rica de simbolismo. Com bolinhas de sabão simbolizando champanhe (e nenhuma delas se acanhe)... Foi assim todo o caminho num "adeus" com muito carinho.



Chegando à recta final subiu à Câmara, triunfal. O discurso proferiu com voz sonante e bela o conduziu.



E eu a pensar em ti... uma "curta metragem" produzi... A imagem não é tamanha mas foi a minha façanha. O telemóvel ficou cansado e a mais não foi obrigado.


 







Acredita que de ti falava a quem ao lado me acompanhava. Foi então que veio a ideia de irmos às "donas donetes"... Viemos por beira mar e vimos luzir os foguetes para a "nova onda" começar. Porto de Pipas em festa não há onda como esta!



Jorge Palma hoje vai estar com "Encosta-te a mim" no "Pipas ao Vivo" a brilhar. :)

PartilhAndo as Sanjoaninas 2008 - Angra do Heroísmo


 


Clique na imagem para ver uma parte do que os meus olhos viram...

A Rainha das Festas acenando à população




 


Na Rua de São João


 



 


Altar de São João





 


O início foi assim...



1, 2, 3 até vinte e um

Morteiros anunciando

Que havia em Angra algum

Desfile começando.



Guimarães

Porto

Sintra

Évora

Angra




Cinco carros espectaculares

Que chamaram nossos olhares


Parabéns à Comissão

Pela excelente organização.


 


 



 Imagens captadas com telemóvel pelo que o efeito não é o melhor.

A Joanina responde ao meu artigo assim...

A ti venho agradecer

Sem saber o que dizer

Do louvor que tu me teces

Pois eu não sinto vaidade

E p’ra falar com verdade

Louvor és tu que o mereces



Eu sou só principiante

E por vezes hesitante

Rimo com meu coração

Mas sabes verdade ser

E não é favor dizer

Que comecei por tua mão



Foste tu que me ensinaste

E em meu peito semeaste

O gosto para rimar

Por isso te agradeço

Um dom que sei não mereço

E te quero dedicar



Eu canto a nossa cidade

Porque em mim mora a saudade

E triste é meu coração

Queria estar ao pé do mar

Com Angra a festejar

As Festas de São João



Quem canta seu mal espanta

E eu trago na garganta

As modas regionais

E vou cantando baixinho

A Saudade com carinho

Da terra que amo mais



Ó Angra do meu encanto

Meu amor por ti e tanto

És o meu maior tesoiro

Eu nasci em teu regaço

E sei bem que teu abraço

É de Prata mas vale Oiro.


 


Joanina - Paula Belnavis


 


Resposta ao artigo anterior

Homenagem à Joanina - Paula Belnavis


 


Post dedicado à amiga Joanina - Paula Belnavis,

na Califórnia - USA, autora de

um belo hino intitulado:

"
De Prata é teu Abraço"

que se encontra no seu blog.




Eis o meu sincero agradecimento desta forma:
 


Ai como a ilha te beija

E a cidade almeja

Por um dia te abraçar;

Depois dessa linda oferta,

A saudade é que desperta

No coração a cantar.



Joanina querida amiga

É tão bela a cantiga

Que da alma te desponta:

No rosto de São João

A lágrima cai então

Por ter-te em boa conta.



Teu encanto de ilhéu

Voa pelo nosso céu

Traz as modas regionais;

Chegam à nossa marina

Na brisa leve e divina

Do Santo dos arraiais.



Esta moda vou parar

Porque a tua vou cantar

Na cidade dos teus olhos;

Angra é doce e feliz,

Mulher linda que nos diz:

São de prata os meus folhos!



Rosa Silva ("Azoriana")



Nota: Oxalá que alguém da Comissão das Sanjoaninas veja a letra dela e deixe um elogio porque ela merece.


 


Parabéns, querida amiga e mereces um grande Louvor!


 


Atenção: Vejam as Sanjoaninas 2008 em directo através da ViaOceanica, em www.azoresglobal.com.

Café com Natas?! Humm... Café com Quadras (ao quilómetro)


 


As derradeiras que lá deixei foram estas:





Nosso dia já chegou

O São João cá da terra

Por isso eu não estou

Para entrar numa guerra.



Vou p'ra festa logo mais

Ver desfile a passar:

São culturas regionais

Que quero documentar.



Se der chuva, ventania,

Como ontem sucedeu,

Perde-se esta regalia.

Mas hoje o sol apar'ceu.



Canta a alma da Terceira

Pela festa sem igual;

Adeus até à primeira,

Vou alindar o visual.



Mas as que me
deram mais prazer escrever neste Desafio "Ó i ó ai!" foram:





Mas que rima tão bonita

Da amiga Joanina;

São João agora fita

O nome que lhe combina.



Cantas e muito bem

E lembras tuas amigas,

Uma Poeta que tem

Aqui imensas cantigas.



Ela é porque Deus quer

Por mim faço o que posso

Improviso de prazer

Neste terreiro nosso.



Estou no centro da Festa

Que convida suas irmãs,

E cada uma se apresta

Para as noites e manhãs.



Desta vez o Porto vem

Na onda de poesia;

São João decerto tem

Inspiração nesse dia.



O Porto a nós se uniu

Pelo Santo popular

E p'ra Terceira seguiu:

A festa vem abraçar.






Rosa Silva ("Azoriana")





PARABÉNS AO "CAFÉ COM NATAS" PELA EXCELENTE IDEIA!

Parabéns ao Luís Nunes pelo seu aniversário

Mais uma festa se faz

Na roda do calendário

O canto que satisfaz

Salvé teu aniversário!



Tens uma valsa do mar,

E nas ondas a cantiga,

Tens o teu filho a cantar

Todo o amor que vos liga.



Os parabéns desta amiga

Numa rima repentista,

Que este dia prossiga

E com muitos mais à vista.



Canta, canta amigo meu

Neste dia especial;

E canta o Porto Judeu

Pelo seu filho leal

Cante nossa ilha inteira

No coração da cidade;

Canta a alma verdadeira

O valor da amizade!


 


Rosa Silva ("Azoriana")

Ai que calor... (sem alFenIM) - dedicado a Clarisse Sanches

Ai que calor tenho eu,
Que agonia medonha:
Só se for só com um véu
E espalmada sem fronha.

Ainda ‘tou nas janelas
Nunca mais lhe vejo fim;
Ando cá a limpar nelas
Sonhando com alfenim.

Dele não posso abusar,
É gulosa doçaria,
Que me pode alargar.

Em Góis já terá provado,
Alguma peça algum dia?
É valor dulcificado.

Rosa Silva (“Azoriana”)

As Sanjoaninas estão à porta...

As imagens seguintes já navegam em dois blogs terceirenses e foram retiradas e adaptadas da página oficial das Sanjoaninas 2008. Espero que ao clicarem nelas encontrem motivos para não arredarem pé de Angra do Heroísmo, de 20 a 29 de Junho.


 








É pena o Porto das Pipas ter pouco espaço para o número de pessoas que provavelmente quererão ouvir os convidados especiais. Será que vai ter algum ecran gigante para os que ficarem para cá da meta?


 


E aviso quem tiver interessado em receber imagens fresquinhas da festa procure estar atento à divulgação das mesmas no  http://tv.azoresglobal.com


 


Para pormenores específicos aconselho um vídeo de telemóvel, por exemplo. Neste caso só mediante pedido por e-mail.

Victor Santos - uma voz terceirense a cantar na América e Canadá...

Eu gosto muito de pesquisar o que os nossos emigrantes vão produzindo por terras americanas, canadianas, etc.


 


Graças ao Director do jornal "Tribuna Portuguesa" - José Ávila e o director de Gente da Nossa TV - César Pedro, vou deparando com o que de melhor se faz pela América e Canadá.


 


Mais recentemente encontrei outras curiosidades através do blog "made in Califórnia" da amiga Joanina, como já deram por isso. Outras vezes são os comentários e as mensagens de correio electrónico que me chegam e onde noto que sou mais apreciada fora da ilha do que propriamente dentro da ilha, salvo algumas excepções, sobretudo dos amigos/as que já conhecem os meus escritos. Acho isso deveras interessante pois acabo por produzir escritos dedicados a estes nossos irmãos emigrados que me visitam na esperança de encontrar novidades da sua querida terra natal. 


 


Quando emigraram, na sua maioria, foi na senda de um futuro promissor que acabaram por conseguir. Isto a propósito da voz de Victor Santos que nos enche a alma e, apesar, de estar longe, na Califórnia, podemos ouvi-lo através dos vídeos da internet que faz tudo parecer tão perto. 


 


É precisamente ao emigrante terceirense - Victor Santos, que pedi que fosse o intérprete da letra que escrevi a pedido de Donato Parreira, o aficionado taurino da Casa Agrícola José Albino Fernandes.


 


Sobre Victor Santos:


 


Foi para a América com 8 anos. É natural da Terra Chã, concelho de Angra do Heroísmo. Foi o fundador do Grupo Amigos Da Terceira. É um apaixonado pela sua ilha e pelos seus valores culturais, os mais ricos dos Açores. Isto o que o próprio me referiu por e-mail. 


 


A resposta deste emigrante terceirense veio de imediato após eu ter conseguido o seu contacto por intermédio de César Pedro, a quem volto a agradecer. Passo a transcrever o que me enviou porque merece ser do conhecimento geral.


 


A resposta de Victor Santos:


 


"Assim que tiver um pouco de tempo irei escrever a música e gravar a canção. A letra está linda. Vou para a semana cantar para Califórnia. Ainda nunca tive oportunidade de ser convidado para cantar na minha Ilha mas estou pensando em fazê-lo para 2009 (...). As nossas grandes Festas tanto de San Joaninas como Angra precisam ser alertados para os talentos que têem na diáspora dos seus filhos imigrantes. Trazem tudo de fora e se esquecem do que têem tão perto. Há muito talento espalhado nestas Américas e Canadá (modéstia à parte). Talvez poderei cantar noutras freguesias. Irei usar o meu critério sobre a música da canção do Albino. Espero que goste. (...)."


 


Seu repertório


 


Aproveito para divulgar os títulos de algumas das suas canções e o que tem por hábito cantar:


 


As Velhas; o Pezinho; "América" (dedicado ao 11 de Setembro);

Tango: O imigrante; Marcha: Terceira em festa;

Valsa "Alma Terceirense"; Açores és um encanto";

Marcha: Terceira, terra dos bravos; Marcha: Os Clubes de Portugal;

Poema: descendente da ilha Terceira;

Também tem outro CD com modas regionais tocadas por ele e a viola regional assim como um poema sobre a viola.


 


Finalmente, da minha parte um bem-haja a este amigo da ilha e fico a aguardar a sua surpresa.


 


Rosa Silva ("Azoriana")

1º dia de férias

Pensava eu que dormia até mais tarde mas não consegui. Acordei cedo com uma sensação de que estava mais fresca que no resto do ano que é uma inquietação para deixar a almofada.


 


Tive umas horas desorientada e senti uma solidão enorme estar nas quatro paredes.


 


Aos poucos fui sintonizando o meu cérebro para a realidade. "É mulher estás de férias, aproveita!". O que me valeu é que tive uma chamada de Góis que me fez rir e desabafar um pouco as minhas moléstias.


 


Depois recebi umas encomendas que fiz para surpreender umas pessoas também de longe... Não vou dizer o que é ainda porque não chegou a hora. O que sei é que adorei! Tenho muito a agradecer a esta amiga nova.



Não tardou a chegar uma pessoa que me tirou de casa para ir espairecer e voltei já quase na hora do jantar. Oxalá que amanhã eu entre no ritmo das férias porque hoje ainda não me pareceu.



Férias para mim é quando saio da ilha. Cá dentro é como se tivesse em fim-de-semana permanente. Ainda bem que estão quase as festas (se não chover... São Pedro tenha dó e junte-se a São João para desviarem as chuvas).


 


Resta-me agradecer a quem me comentou desejando que eu passe uns bons dias. Acho que mereço sair desta quietude. Penso que podia chamar o meu caso de "choque valente".

Raiz

A pétala do amor

toca a raiz da ilha

penetra na minha pele

e chama-me pelo nome.


Nome que esvoaça

pelo céu de uma cratera

e se perde na promessa

do sorriso das estrelas.




Rosa Silva ("Azoriana")


 



(imagem encontrada na net)

A nossa desgarrada nos «Cânticos da Beira»

Grata estou! Meu ser de bruma

Quando amanhece a sofrer,

Sai do nada ou coisa alguma

Põe-se logo a escrever.


 


É assim que começo o artigo inaugural com a 60ª quadra da «Desgarrada de Além Mar», da autoria de Clarisse Barata Sanches e minha. Coloquei-a numa página pessoal. A hiperligação está disponível no artigo do blog "Cânticos da Beira" com uma descrição especial. Confira, por favor.


 


Esperamos que goste desta forma de "cantar", cujo endereço ficará ao alcance dos olhares do mundo e dos nossos, como uma bonita recordação do resultado dos e-mail’s que trocámos ao longo de algum tempo. Foram 100 encaminhamentos que fizemos para completar a 1ª Edição da nossa desgarrada repentista.


 


As cantigas ímpares são da poetisa D. Clarisse Sanches, de Góis – Portugal e as pares são desta açoriana Rosa Silva.


 


Rosa Silva

Os artigos do futuro

Se quiser escrever um artigo e deixá-lo para publicar no futuro, com data do porvir, é fácil e até se pode morrer que, se alguém continuar com o contrato, o artigo pessoal vem à tona na data desejada.



Vejamos umas quadras que escrevi hoje sobre estes “milagres” tecnológicos:


 


E mesmo depois de morrer,

Este nosso SAPO amigo,

Deixa a gente “escrever”

Um poético artigo.



Basta acertar a data

Da sua publicação,

E se a vida se aparta

Sai artigo pois então...



Um leque d’ inspirações

Reparando nos detalhes:

No Blogue - Outras Opções,

Dá tudo p’ra que não falhes.



Estamos a meio do ano

E já posso engendrar

Um artigo açoriano

Com data qualquer no ar.



2008/06/17

Rosa Silva (“Azoriana”)


 


(Clique na imagem para ampliar e ver a prova)


 


A um passo das férias

1

Caro bloguista ou amigo,

Isto não te desanime:

Faço hoje este artigo

Com mais um verso que rime.

2

As férias vão começar

Aqui p'ra minha pessoa:

Penso que não vou viajar

Nem p'ró Pico nem Lisboa.

3

Se houver coisa de monta

Ou se notares ausência:

Comentário me aponta

Ou então correspondência.

4

Não me deixes ignorada

Nem tão pouco moribunda

Um tal "e-mail" ou chamada

Liberta qualquer barafunda.

5

As festas Sanjoaninas

Decerto vão-me ocupar

Vou ver meninos e meninas

Pelas ruas a cantar.

6

Mas isto se não chover

De noite ou madrugada...

Nesse caso vou beber

Sangria... Ou laranjada?!

7

Morcela e pão de milho

Na tasca mais baratinha;

Depois vai ser um sarilho

Por causa da tal pinguinha...

8

É que festa sem petiscos

Não é festa nem é nada

Regam-se sempre os mariscos

Numa boa jantarada.

9

Eu não vou daqui embora

Sem dizer: - Aqui vou eu!

Mas está chegada a hora

De gozar direito meu.

10

E nesta minha dezena

Repentina como gosto;

A cantiga é mais pequena

Mas é nela que aposto.



Rosa Silva ("Azoriana")

Um gosto que tive


Olá amiga Rosa Maria


Que lindo poema


deixe que lhe agradeça assim:


 


O meu sincero obrigado

Pelo poema deixado

No meu Livro de Visitas

Sinto-me  muito  feliz

Por tudo o que nele diz

Com sextilhas tão bonitas !...



 

Fico feliz por saber que gostou do livro

Desejos duma óptima semana

Euclides Cavaco

Um pedaço do mundo do poeta Cavaco nas minhas mãos

Aos dezasseis dias do mês de Junho do ano de dois mil e oito, pelas treze horas e trinta minutos, sensivelmente, recebi por correio normal o tão desejado livro do poeta Euclides Cavaco. É uma honra para mim receber as ilustres páginas repletas de poesia. Não há palavras, queria-as especiais, para agradecer tal sublime gentileza. "Horizontes da Poesia" reúne versos de luz, inspiração suprema e o dom do poeta que tem na alma o Fado.



Agradeço-lhe sensibilizada e dedico-lhe alguns versos que me brotam repentinos:



Dedicatória a Euclides Cavaco



Na entrada de Vairinho,

Numa prosa de carinho

Fica-se a bem conhecer:

"HORIZONTES DA POESIA",

O Livro que neste dia,

Me deu um grande prazer.



E da NOTA DO AUTOR

Extrai-se o grande Amor

Pela Pátria querida;

Por Amor à sua língua

Deixa o ónus à míngua

Dá-nos retalhos de vida.



Sai da pena o seu Fado,

No seu Livro sublimado

Com alma e coração.

Com toda a "Delicadeza"

Faz o "Canto à Natureza"

Faz da vida uma canção.



Um mundo de Poesia

Que me chega em alegria

Num livro autografado:

Onde noto com clareza

Sua "Alma Portuguesa":

Euclides Mestre do Fado!



Canta a fé no pergaminho

E dá-lhe todo o carinho:

É tão linda a maestria!

Minha alma se encanta

E com gosto agora canta:

Há quem nasça com poesia!



O Fado é, sim, tudo isto

E dele já não desisto...

Aprendi a gostar dele;

Sinto o "Perfume do Fado"

No verso dulcificado

E tudo devo a ele.



Obrigada!



Rosa Silva ("Azoriana")

Computador - parte 3 (final)

Com ele de volta, outra vez ao colo e com o máximo cuidado, cheguei a casa (tinham-me recomendado poucos balanços não fosse a placa sair do sítio e voltar tudo ao mesmo) e vinha agoniada e com uma fome danada.



Após a refeição de "roupa velha" para todos vim directo para a sala onde estava o meu querido computador à espera, ainda empacotado. Toda a gente estava com os olhos pregados em mim e na peça. Ninguém ousava aproximar-se...


 


A medo, tirei o "bicho" do saco e coloquei-o no seu armário. Liguei a miscelânea de fios e ajustei-os bem. O calor abrasava-me mas continuei. Estava na hora de ligar o botão e ouvir os tais sinais de arranque e não apenas um gemido fraco.



Liguei... Luzes... SINAL, outro SINAL e eis que ressuscitavam todas as minhas pastas, ficheiros e ícones a passear no "Desktop" como eu gosto para "atalhar" procedimentos... Ufa!! A blusa escorria de calores... Finalmente via outra vez o regresso do SAPINHO, o blog inteirinho com a área de edição pronta para receber estas mal notadas linhas.



E agora digam-me lá... Para além da "Poeta porque Deus quer", da "Joanina", da "D. Clarisse de Góis", da "Picarota", será que mais alguém deu pela minha falta? Será que perceberam o que aconteceu ao meu computador?


 


Pois... Eu não sou muito de "esfregar" as peças internas da máquina para não destruir algum circuito mas devia tê-la aberto e posto ao sol para arejar :) Há placas que não se compadecem com a humidade e com o isolamento perpétuo dentro de uma casa. Há que usar de certos truques para clarear as ideias das placas... Aprendi mais uma coisa hoje... No desaparafusar é que está o ganho :)


 


Que não se desaparafuse sem conhecimento do que se está a fazer pois "a emenda pode ser pior que o soneto".



Graças ao "mecânico" e à oficina estou de novo feliz e contente. Até que a placa não me surpreenda de novo.



Obrigada a quem se preocupou com esta situação e espero dormir melhor esta noite...