"São os espíritos dos poetas que fazem cantar o vento" - D. Angelina Sousa (Turlu)
"a poesia, se não for harmoniosamente rimada, não é poesia, mas sim prosa" - Charrua
"a poesia é a arte de combinar palavras com sentido poético" - Charrua
"a poesia para ter beleza e harmonia tem de combinar as palavras pela rima" - Charrua
São estas finas expressões que destaco da leitura continuada e assídua que estou fazendo ao livro precioso "Aurora e Sol Nascente".
As lágrimas já me correram ao ler as pérolas que me caíram nas mãos destes bravos terceirenses. Que Deus os tenha ao seu lado felizes e contentes e a cantar lá nos céus.
A leitura deste livro despertou-me estas rimas:
Gosto do improviso
Como a água corre a pique
Em melodia sem fim
Vem-me à mente o despique
Com quem me cantar assim.
Se escrevi sem conhecer
O livro que tenho na mão
Imagino o que vai ser
Depois de dar-lhe atenção.
Tenho um homem que adoro
E que faz tudo por mim
Não pensem que o ignoro
Por tecer rimas assim.
De lágrimas ora me cubro
A ler as páginas tantas
A Turlu que está ao rubro:
Cantadeira, tu m'encantas!
Acho que a Turlu no Céu
Me está a mandar sinais
P'ra cantar o povo ilhéu
Em festas e arraiais.
Quem voasse à terra quente
Da América e Canadá
Para ver o que é que sente
Quem anda a cantar por lá.
Quem dera ter as violas
A tocar meu desafio
Mas só a toque de esmolas
Para entrar nesse bom trio.
Será que sei enfeitar
O calor de uma plateia
Só para ouvir cantar
Uma rima que se ateia?
Meu nome eu omitia,
A favor de "Azoriana"
Para ver à luz do dia
A faceta que me abana.
A minha alma até chora
Por não ter estado presente
Na passagem que decora
O valor desta boa gente.
A Turlu não vou bater
Porque a ela ninguém bate
Mas ainda estou em crer
Que a cantoria me cate.
Esta rima é muito pobre
Disso tenho a noção
Mas é ela que me cobre
Esta doce vocação.
Se um dia eu cantar
Mesmo com a fraca voz
Vai ser para bem lembrar
Quem já partiu de nós.
A Turlu e o Charrua
Poetas de eleição
Cantaram à luz da lua
Seu talento em oração.
José de Sousa Brasil
Charrua, foi conhecido
Com aplausos mais de mil
Que o fez reconhecido.
Tal como o Mestre das Velhas
Nasceu dia de São João
São duas boas parelhas
Fazendo jus ao torrão.
Vinte e cinco anos dista
A época de cada um,
O nosso agrado conquista.
Como estes não há nenhum.
Ai se eu pudesse abraçar
A mulher da minha estima:
As lágrimas iam contar
Meus amores pela rima.
Rosa Silva ("Azoriana")
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