Por aqui o Carnaval
Ocupa-nos coisa e tal
Que o tempo faz correr
Mas venho só convidar-te
Com modéstias aparte
P'ra melhor te convencer.
Marca lugar no avião
Vem à Terceira então
À festa que o Porto atrai
Em Junho o Santo festeiro
Iguala-se a este Fevereiro
Que das Danças não sai.
O nosso rico São João
Em Angra do coração
Agradece tu cá vires
Juntas algumas patacas
E em Junho tu atracas
Para cá te divertires.
Trazes a família toda
Arma-se autêntica boda
De iguarias terceirenses
Em Angra do Heroísmo
Recebemos com civismo
E simpatia os portuenses.
Não me peças para parar
Esta febre de rimar
Que na ilha é normal
Que nunca te admires
Se no meu blog vires
Fervura de Carnaval.
Em sextilha vou cantando
Cada verso que rimando
Me dá maior prazer
P'ro palco segue o teatro
Nestes dias, que são quatro,
Haverá muito que ver.
Vira e volta o abraço
Lá me alonguei no espaço
Do qual já tinha saudade
Volta e meia vou por ali
E só hoje me decidi
Comentar com amizade.
Um abraço para AFlores & Cª.
Etiquetas
Para um amigo portuense - Ailaife Blog
Carnaval - «Olh'á dança rapazes!!» - Parte I, II e III
Saudação
I
Boa noite ou Bom dia,
Saúdo com alegria
Nobre povo abençoado
A cantoria regressa
No Carnaval que começa
Com a Rima do seu lado.
II
Um abraço cordial
Para todo o roseiral
Que simboliza este povo
Que enche nossos salões
Fazendo das tradições
Um teatro sempre novo.
III
Às ilhas açorianas
Devotas e ou profanas
Fonte das melhores graças
Desejo que neste Entrudo
O riso seja sortudo
E mascare as desgraças.
IV
As famílias emigrantes
E aos amigos lá distantes
Nunca se esqueçam de nós
São palavras de carinho
Que os une a este cantinho
Do tempo dos seus avós.
V
Um apreço fraternal
Para todos em geral
Nesta hora de alegria
O Carnaval festejando
Em cada verso levando
A força da cantoria.
VI
Segue agora a prima parte
Improviso que reparte
Ecos da vida actual
Anda a circular correio
Enchendo este novo meio
Com remessa sempre igual.
Parte I
Ecos da vida actual
VI
Anda aí uma Marcela
Com um "Oi" e fotos dela
- Um alvo de largo espanto -
Se receberem tal missiva
Não deixem que sobreviva
Pois do mal saberão quanto.
VIII
A mim não vai enganar
Porque agora 'tou ensaiar
A mente p'ro Carnaval.
A ventania sobrevoa
E atira qualquer pessoa
Para o canto habitual.
IX
Para as Danças pouco falta
E as luzes da ribalta
Já brilham nas entrementes;
Folgo no dia que chega
E que a rima aconchega
Os sentidos bem mais quentes.
X
Está um frio de rachar
P'ra nosso povo dançar
Com o toque do pandeiro.
Desta vez dançam mais cedo
P'ra ninguém já é segredo:
Entrudo abre Fevereiro.
XI
Se continuar assim
Não sei que será de mim
Com doces a toda a hora;
Mal acaba o Natal
Entra logo o Carnaval
Tentações não vão embora.
XII
São os pratos especiais
Nos moldes tradicionais
De iguarias portuguesas
As filhoses e coscorões
Vão connosco p'ros salões
Enfeitam as nossas mesas.
XIII
E por muito que se diga
Há sempre nova cantiga
Pronta p'ro palco subir;
O Carnaval da Terceira
Atravessa a ilha inteira
E seu eco faz-se ouvir.
XIV
Carnaval, ó Carnaval,
Que não me leves a mal
Por gostar tanto de ti:
Fazes tremer de alegria
Quer de noite, quer de dia
Cena igual eu nunca vi.
XV
Agora vou terminar
Esta moda vai parar
Dando lugar ao artigo:
Na minha mente a preceito
Levei a cantiga a eito
Para ti, bloguista amigo.
XVI
A dezena consegui
Neste cantinho segui
P'ra lembrar o Carnaval
O assunto que vier
Seja o que Deus quiser:
No Entrudo tudo vale.
Coro
Carnaval
É a Dança verdadeira
É a alma da Terceira
À solta pelos salões
Carnaval
É um mar de euforia
Uma onda de poesia
Marejada de emoções.
Parte II
O euro está de jejum...
XVII
Agora na actualidade
Fala-se da obesidade
E doenças incomuns,
Mas para vos ser sincera
O que agente mais espera
É a chegada dos jejuns.
XVIII
Não há dinheiro p'ra nada
O euro vai em debandada
Nas carteiras dos mortais;
Querem comprar pão e leite
Artigos e algum enfeite
E os preços altos demais.
XIX
Já não sabem que fazer
P'ra então sobreviver
Neste mundo de fantasias;
Há que ter bom pé de meia
E forrada a algibeira
E encher bem as maquias.
XX
Há quem se vai regalar
Quando o Carnaval chegar
Nas mesas das Sociedades
Vão comendo aqui e ali
Vão seguir pr'ali e pr'acoli
Folgando as obesidades.
XXI
Amigos prestem atenção
Quando à boca do Salão
Surgir alguma Comédia:
É que as danças deste Entrudo
Já gastaram quase tudo...
Cada um que faça a média.
XXII
Na verdade o que interessa
É a Dança que começa
Sem que a porca a vá comer;
O dinheiro que se gasta
Há-de vir nalguma pasta
Com papéis para preencher.
XXIII
O Carnaval cá da terra
Confio que nada o emperra
E seguirá com mais valor:
Juntam-se pessoas amigas
A um role de cantigas
Cada vez com mais amor.
XXIV
Um conselho vou apregoar
Que não deixem acabar
A nossa boa tradição:
Se o dinheiro for escasso
Não tenham sequer embaraço
P'ro subsídio da Canção.
XXV
As cantigas sempre abrir,
Ao palco vai-se exibir
O traje mais interessante;
Lá longe vai estar atento
Aquele que neste momento
Não se quer como emigrante.
XXVI
É para ele que mando agora
Uma carta sem demora
Espero que não leve a mal:
Tu que amas a tua ilha
Podes mandar uma bilha
De apetrechos p'ro Carnaval.
XXVII
Acredito que és bondoso
E da ilha 'tás saudoso
Ao ponto de cá voltares:
Na Dança podes entrar
E connosco festejar
A alegria destes ares.
XXVIII
Se queres algo diferente
Que anime toda a gente
Seja velho ou criança:
Manda casacos, vestidos, chapéus
Na lilás cor dos ilhéus
E faz-se a letra da Dança.
XXIX
Munido de alguns foguetes
Que se fazem alegretes
Anuncias tua passagem
Pelas nossas freguesias
Que em monte nestes dias
Te fazem rica homenagem.
XXX
É assim no teu torrão
Em cada canto e Salão
Não te sentes isolado
Tens sempre a porta aberta
P'ra quando a saudade aperta
Teres alguém do teu lado.
XXXI
E no fim vem o Adeus!
E levas aos Filhos teus
Uma onda de encanto:
Na América ou Canadá
Quando te lembras de cá
Há, de certeza, algum pranto.
XXXII
Afasta de ti a tristeza
Porque tenho a certeza
Que reinas em felicidade,
Abundância a toda a hora
Só nesta terra ancora
A lembrança da tenra idade.
XXXIII
Peço a todos desculpa
Nas falhas por minha culpa
No assunto em improviso
Segui a compasso a mente
Quis assentar num repente
Tudo o que veio ao juízo.
XXXIV
No lápis foi a toada
No caderno rabiscada
"Olh'á dança rapazes!"
Trago isto no meu ouvido
Ecos do pai falecido...
Imitá-lo sóis capazes.
Coro
Carnaval
É a Dança verdadeira
É a alma da Terceira
Num teatro popular
Carnaval
É um mar de euforia
Uma onda de poesia
Em cada canto ao luar.
Parte III
Despedida
XXXV
Estou toda arrepiada
Chega a hora atordoada
Do bote da despedida,
Em cada ponto ilhéu
Há um olhar para o céu
Velando lágrima sentida.
XXXVI
A vós todos eu desejo
Saúde e muito ensejo
P'ra seguir a desfilada
E que Deus vos acompanhe
E a mim sempre desenhe
Outra dança improvisada.
XXXVII
Sóis o cálice dos Açores
Sóis nove ilhas de mil flores
Rodeadas de mar e luz,
Mas p'ra dizer a verdade
O prazer da Sociedade
Está na Ilha de Jesus.
XXXVIII
O prazer 'tá nas cantigas
Que já sabeis ser antigas
Num leque de bons autores;
De bom grado Hélio Costa
Viu qu' Azoriana gosta
Da rima com nossas cores.
XXXIX
As sextilhas lhe dedico
E mui contente ora fico
Se ele p'ra elas olhar
Nos Salões por todo o lado
Seu nome elogiado
Por tanto à ilha dar.
XL
Agradeço de coração
Nesta minha ovação
Ao grande Autor de Danças
Foi graças ao incentivo
Que me deu o gosto vivo
P'ra me ver nestas andanças.
XLI
No meu blog fica feita
Esta peça imperfeita
O que p'ra mim é normal...
Bem no fundo do meu ser
Nunca pensei escrever
Assim no meu carnaval.
XLII
Carnaval visto à distância
Do meu tempo de infância
Tais folguedos muito via.
Corria pela estrada
P'lo foguete era chamada
Ao Salão da freguesia.
XLIII
Adeus pessoas amigas
De belas cores garridas
Visitantes amiúde:
É p'ra vós tudo o que faço
No presente o meu abraço
Com um voto de saúde.
XLIV
Que alastre a toda a terra
Muita paz e pouca guerra
Saúde que seja mais;
P'ra aquele que é ausente
Maior cura p'ro doente
Que se vê nos Hospitais.
XLV
P'ra quem 'tá no cativeiro
E p'ra todo o desordeiro
Venha a paz por cortesia;
Para adultos e crianças
Sejam dadas esperanças
De vida com mais valia.
XLVI
Neste final o que resta
É o gosto pela festa,
Brava gente hospitaleira,
Alegre eu me despeço
E no Carnaval só peço:
- Canta, canta, ilha Terceira!
Coro
Carnaval
É a Dança verdadeira
É a alma da Terceira
Brindando os Açorianos
Carnaval
É um mar de euforia
Uma onda de poesia
Vai e volta todos os anos.
Rosa Silva ("Azoriana")
No "Porto das Pipas" - o blogue e uma sugestão
Costumo ler as Crónicas do Azevedo (é assim que eu lhes chamo) mas desta vez o olhar foi direitinho para uma imagem postada ontem, dia 29 de Janeiro, e que vos convido a apreciar (sobretudo para quem gosta de imagens do género, como eu gosto).
Obrigada ao Azevedo, do «Porto das Pipas», que é um blogue que já passou a barreira das 150 mil visitas, bem merecidas.
E a sugestão:
Aproveito esta ocasião para postar que o nosso amigo SAPO é espectacular porque nos dá a oportunidade de postarmos na hora e minutos que bem entendermos. Um artigo (post) pode ser escrito pela noite dentro (ou fora) e ser posto à vista num horário completamente aquém (ou além) do manuscrito ou do pensamento.
Tenho por hábito "escrever" os meus artigos quando lavo louça, quando estendo roupa, quando limpo a casa, etc. e muitas vezes ali por volta das 5 e tal da manhã quando o sono dá lugar ao sonho acordado. É que ultimamente acordo, mais coisa menos coisa, por volta desta hora e depois vejo-me a "cantar", "editar" e sei lá mais que "manuscritos" que me acertam em cheio e, logicamente, vou postando mais cedo ou mais tarde, conforme me apetece (ou não posto).
Qualquer dia até posso re-datar os postes antigos e fazê-los vir à tona de novo e alguns até posso apagá-los porque já prescreveram.
Agora tenho um pedido a fazer (consequências de sonhar acordada) aos que estão sentados ao lado do amigo SAPO, que é o seguinte:
- Haverá forma de obter (obtermos) um ficheiro, de forma rápida, com o conteúdo dos postes publicados ao longo destes anos que me associei (associámos) a esta "edição" on-line? Era necessário algo na parte da "edição de blogues" que tivesse o título: Exportação / Exportar Blog.
Será que dá para isso? Veremos se é útil para todos os bloguistas do SAPO. Dava cá um jeito que nem vos conto.
Obrigada, desde já, pela vossa atenção e agradeço também ao Azevedo pela bonita imagem que postou.
Em nome da amizade
A tua dor destemida
Na corda bamba da vida
Merece o olhar de amiga
E por seres como és
Neste mundo de lés-a-lés
Ofereço-te esta cantiga.
Cobre-me a inspiração
Fruto preso ao coração
Que conheces muito bem
Para ti neste momento
Um elogio ao talento
Do teu coração também.
Hoje, mais que uma vez
Senti por mim, talvez,
Cada sextilha que faço.
Agarro o tom que é da ilha
No lilás cor maravilha
Que coloco neste abraço.
Um abraço fica aqui
Ele é todo para ti
Ancorado à amizade
Que sejas muito feliz
Foi o que eu sempre quis
Pró amigo de verdade.
Pelo nosso Carnaval
Salutar e especial
Fica atento à cantoria
Se quiseres participar
Comigo podes cantar
Em qualquer parte do dia.
Adeus que me vou embora
A saudade ainda mora
Nestes meus lados ilhéus
Estou feliz como convém
Pese embora se provém
Algum cinzento nos céus.
Nesta moda a cantar
Para sempre a rimar
No tom da minha maresia
Aproveito a ocasião
Qu'os dedos da minha mão
Dançam com mais alegria.
Alegria por saber
Que ainda te posso ler
Com pensamento profundo
«Frases e poemas» são
Tua força e inspiração
Que navega neste mundo.
Azoriana
«Ilhas» e «Azoriana» não falham uma...
Ninguém nos travou, o «Ilhas» assim continuou:
328
Em véspera de Carnaval
Ainda apetece cantar
É a época mais natural
Para andar por ai a rimar
329
Este ano ao palco não vou
Vou ficar apreciar
A minha poesia até dou
Alguém a irá cantar
330
Ali para o cantinho
Já estão a ensaiar
O que com carinho
Lhes pude com gosto dar
331
Também o Porto Judeu
Minha rima vai cantar
É mais um orgulho meu
Que terei para escutar
332
Também na imigração
Minha alma será cantada
Decerto com o coração
Minha poesia será escutada
333
Não tens que agradecer
Palavras que te dirigi
Só as digo por entender
Ser verdade o que senti.
334
És uma sã mensageira
Da Serreta tanto amada
E toda a ilha Terceira
Por ti está divulgada
335
Por aqui se celebrou
Amizade sã e verdadeira
Bastante se festejou
Em cada Quinta-feira
336
As comadres se divertem
Nesta semana invernal
Quintas-feiras se despedem
Até próximo Carnaval
29/01/2008
"Ilhas"
E assim continua a cantoria virtual, já que ninguém leva a mal:
337
Picada pela cantoria
Que entre nós veio p'ra ficar
Até que chegue algum dia
Que alguém mais queira entrar.
338
Quintas-feiras quase em quebra
P'ra dar asas ao ritual
Da quadra que se celebra
Cujo vício é Carnaval.
339
Ninguém lhe fica alheio
Actuando ou a assistir
Há Tourada pelo meio
P'rós Estudantes divertir.
340
A onda contagiante
Fez-me noutra letra pensar
Com lápis foi num instante
Para ela desenhar.
341
A minha foi brincadeira
Comparada com as tuas
Tu levas à ilha inteira
As belezas com que actuas.
342
Ao "Cantinho" fico atenta
Dá-me sinal logo na hora
Que na Serreta ela assenta
Para vê-la sem demora.
343
E a Dança do Porto Judeu
Também quero ver se vejo
Reconhecer o traço teu
Aplaudir com muito ensejo.
344
Tu e eu a divulgar
A Terceira de Jesus
Nossas freguesias a chegar
Mais longe que a própria luz.
345
Bem ou mal assim cantando
Sentindo muita emoção
Dos olhares amealhando
Um pouco de atenção.
346
"Olh'á dança rapazes!"
Não me sai do pensamento
Se quiseres também fazes
Sextilhas que lh'acrescento.
Bom Carnaval!
29/01/2008
Azoriana
Arte por um Canudo 2... (arteagostinho)
Data a relembrar:
A 29 de Janeiro de 2008 o Agostinho deu-me a feliz notícia de que chegara a Parada de Gonta a minha oferta para CAH, Agostinho e os membros do Grupo do Tacho, que, peço, no próximo convívio façam a leitura do seguinte, que acompanhou tal oferta:
Aos amigos de Parada de Gonta
1
Uma prenda p’ra Parada
De Gonta, a geminada,
Seguiu com muito carinho
Na proeza do caminho.
2
Um caminho fora de mão
Mas dentro do avião
Seguiu o mote com atraso
Que às alegrias vai dar aso.
3
Aos amigos paradenses
Dos amigos serretenses
Recebam o novo CD
No tributo que se lê.
4
Assim, voou com tal gosto
Esse CD bem disposto.
Ao Carlos será entregue
E que um sorriso lhe pregue.
5
Agostinho o ouvirá
E concerteza divulgará
A beleza serretense
Fruto do torrão terceirense.
6
São treze temas escolhidos
Alguns serão conhecidos;
Mas o Hino é especial
Da Padroeira sem igual.
7
Tendes tudo o que preciso
Para alargar vosso sorriso.
Se chegar em condições
Do «Tacho» virão opiniões.
8
Quando em confraternização,
Em qualquer uma ocasião,
Falem da bloguista Azoriana
Que deseja boa semana.
9
Estes versos cheguem bem
E peço à Santa Mãe,
Dos Milagres, protectora,
Que seja vossa auxiliadora.
10
Ao Carlos mando um abraço,
Ao Agostinho também lhe faço
Agradecimento e boa cortesia
Extensiva a toda a Freguesia.
11
Parada de Gonta portuguesa
Uma Aldeia com beleza
Que se liga com a Serreta
Dois pontos deste planeta.
12
Celebra-se nossa amizade,
E creio que assim há-de
Continuar alegremente...
Mil abraços junto ao presente.
Rosa Silva ("Azoriana")
Nota:
Estas quadras foram talhadas em Angra do Heroísmo - Ilha Terceira - Açores, a 9 de Janeiro de 2008 e agora publico aqui com algumas actualizações, uma vez que o CD já chegou ao destino.
Oxalá que todos gostem e cá fico à espera de alguma palavrinha vossa.
Um abraço
Dica fresquinha - «Código de Conduta para Bloggers»
2. Não dizemos nada online que não seriamos capazes de dizer em público.
3. Se quaisquer conflitos aumentarem de intensidade, entraremos em contacto pessoalmente antes de responder publicamente.
4. Sempre que nos apercebermos que alguém está a ser vítima de um ataque, tomaremos uma providência.
5. Não permitiremos comentários anónimos, mas permitiremos comentários com pseudónimos.
6. Ignoramos os trolls*
*Troll: designa uma pessoa ou grupo cujo comportamento tende sistematicamente ofensivo ou que provoca, destrutivamente, as pessoas numa discussão. Os Trolls costumam deixar comentários provocadores ou difamatórios em blogs.
7. Incentivamos as plataformas de blogs para a imposição mais rigorosa dos seus Termos e Condições de utilização de serviço. Caso estejas a cumprir todas estas 7 sugestões, parabéns, és um bom blogger. Caso contrário, estás sempre a tempo de corrigir alguns pontos e ajudar a Blogosfera a manter-se fiel ao seu desígnio: um universo de conversas livres, francas e abertas.
Agora, digam-me, estou a cumprir ou não com os 7 mandamentos do blogger?
Doce quadro
Olhei serena imagem e sonhei
Quando outrora então peguei
Ao colo os meus filhos um a um.
A ternura do sorriso com desvelo
Parece que me vi nesse novelo
Doce e meigo como não há nenhum.
Amor de mãe faz-se em sorriso
Como se fora anjo do paraíso
A olhar outro anjo mais mimoso.
O sonho desse filho abençoado
Sorri ao colo que lhe foi doado
No tempo que se faz tão amoroso.
Agora a saudade com que fico
Faz nascer os versos que dedico
Aos frutos da árvore de primavera
E quanto mais avança o pensamento
Mais doce e meigo é esse momento
E mais a saudade me dilacera.
Rosa Silva ("Azoriana")
Ontem e hoje...
Ontem, Angra do Heroísmo, estava pintada de cores frias e lindas. O pequeno sismo que a fez estremecer um pouco não lhe tirou a beleza contagiante e manteve-se serena.
Os sentires são diferentes: há quem sintiu o chão mexer-se num ir e vir rápido; há quem ouviu as peças de mobiliário mais frágil darem um estalido; há quem viu algum objecto mais leve mover-se e voltar a quedar-se no mesmo sítio.
Hoje, o céu enferrujou e bradou alto nuns berros que fizeram cair lágrimas fortes da chuva que é tão natural como a sede. Hoje há trovoada e sou eu que me quedo silenciosa com o receio menor. Antes o berro dos céus que o sentir da terra (ou nenhum dos dois).
Tenho medo... Acho que este foi o último berro para acalmar os meus medos.
Afinal a manhã até foi boa para mim.
Título: «Serreta na intimidade»
Serreta é pequenina
No ser, e grande
na alma. Onde quer que ande
vejo-a menina
de simplicidade,
e na intimidade
guarda a Rainha
que não se quer sozinha.
É isto o que sinto,
juro que não minto,
por ser lá que o meu coração
se ficou em pedaços.
De vez em quando, a espaços,
sonho e volto na emoção
de um passado que se foi
e de algo que ainda me dói:
Agora, faço-te a vontade:
desenho a «Serreta na intimidade»
por ti, minha mãe.
Acho que chegou o momento
de espalhar o que me vem
agarrado ao sentimento.
Aquele adeus que não disse;
Aquele abraço que não te dei
em papel o transformei
para que então seguisse
em direto (porque não?!)
para a terra do coração.
Serreta na intimidade,
é a inspiração da saudade
e deixa que alguém
por intermédio da Mãe há-de
soprar boa ventania
para eu sair desta agonia,
e ver teu sonho realizado
com o doce olhar do passado.
No «Caderno da Azoriana»
cada palavra que emana
é um tanto de ti que passa por mim,
escapulário de pétalas sem fim,
o teu amor pelo Divino
puro, mártir, cristalino...
E sim, faço-te a vontade,
Serreta na intimidade:
É luz, é cor, é cordel,
é a raiz mais fiel.
Com Maria, a Padroeira
Dos Milagres, da Terceira:
- Rogai por nós pecadores
E que olhes pelos Açores.
À beleza junto as dores,
Alegrias e dissabores.
No Jardim de Portugal
Como Tu, Maria, não há igual!
Angra do Heroísmo, 27 de Janeiro de 2008
Rosa Silva ("Azoriana")
_________________
Nota: Manuscrevi esta inspiração antes das 12:52 (mais uma hora em Lisboa), altura em que a terra me deu a entender que tenho de me apressar a colecionar, em papel, o que a Serreta me inspirou na intimidade do lar. A terra treme para nos fazer acreditar que é só ela que comanda e só a voz de Maria, Rainha do Mundo, a pode amparar.
Ser serretense
Serreta
Imagem da autoria de G. Rocha
in blog Anitta - O Continente e as Ilhas
~~~*~~*~~*~~~
SER SERRETENSE
Gostava de ser poeta
Como aqueles que o são
Tecer uma quadra discreta
Fazer jus ao meu torrão.
Que a luz venha em seta
E me crave o coração
Para de forma directa
Ter o mote sempre à mão.
Canto o amor nesta hora
E recorro sem demora
À Senhora mais feliz:
Maria cheia de Graça
O meu coração te abraça
Na alegria da raiz.
Rosa Silva ("Azoriana")
As Danças do Carnaval Terceirense já andam no ar...
Bailinho “Uma Excursão ao Brasil” – Serreta
Autor do texto/enredo: Ludgero Vieira
Autor da letra das cantigas: Álamo de Oliveira
Música: arranjos de Ruben Alves
E o Carnaval 2008 está listado aqui...
Podem também ficar atentos à emissão em directo da TVAZORES.
O capítulo XVI - Desafio de «Ilhas» e «Azoriana»
O "Ilhas" cantou muito bem:
303
Com tanto elogio seguido
Deixas-me embasbacado
Fico deveras sentido
Agradeço-te: Muito Obrigado!
304
Os ilhéus podem ser mote
E o mar azul companheiro
E a ti quem te deu o dote
Foi Rosa de melhor cheiro
305
Foi Rosa Celestial e terna
Da Serreta padroeira
Amada terra materna
Que te fez dessa maneira
306
Por isso sabes cantar
Na rima não te vais perder
Porque a vais divulgar
Enquanto teu ser viver
307
Quanto ao senhor Bicudo
Que a RTP está a dirigir
Não percebe de Entrudo
Nem das ilhas unir
308
O Pedro Moura faz falta
Com o seu acordar matinal
Para poder por na ribalta
O nosso lindo Carnaval
309
Mas, o que penso vou dizer,
Porque se calhar é verdade
O “Bom dia” havia-se de fazer
Se o tal senhor tivesse vontade
310
Agora deve querer poupar
Sem olhar a meios de tal
Pondo os açorianos a mirar
Imagens de outro canal
311
Um dia o nosso telejornal
Vai ser sem comentários
Iremos aprender língua gestual
P`ra RTP não pagar honorários
312
Meu lema não é desarmar
Por isso minha amiga
Enquanto você quiser cantar
Terá como resposta cantiga
Ilhas
23-01-08
Formo gosto no Capítulo XVI:
313
Tua quadra vou emoldurar
Repetindo-a nesta hora
Que enquanto aqui cantar
Tenha no mote a Senhora:
"Foi Rosa Celestial e terna
Da Serreta padroeira
Amada terra materna
Que te fez dessa maneira"
314
Obrigada pela cantiga
Que me fez emocionar
Tu és pessoa amiga
Que sempre vou elogiar.
315
Que sejam nossos leitores
A travar a cantoria
Somos só dois cantadores
A rimar de noite e dia.
316
Agora fizeste-me rir
Com o cenário gestual
Ainda vamos conseguir
Gesticular no telejornal.
317
Tu p'ra cá e eu p'ra lá
Com os dedinhos no ar
O ensaio começa já
P'ro ano vais actuar.
318
Uma dança divertida
Que se quer pelo Entrudo
O tema que ora convida:
"No comments Sr. Bicudo".
319
É triste não ter dinheiro
Mais triste não ter programa:
"Bom Dia" era pioneiro
Logo ao levantar da cama.
320
As coisas são como são
Não adianta a insistência
Porque a nossa televisão
Pode estar em decadência.
321
Foi-se a "Tia do Nordeste"
E as ilhas uma a uma
O "Troféu" 'inda que reste
Já não tem graça nenhuma.
322
Fica fora do horário
Sabem bem como manter
O pessoal neste diário
Que não o querem perder.
323
Dá tarde e às más horas
E nós queremos repousar
Mudem-no sem demoras
P'ra conseguirmos acordar.
324
Virei-me para o desporto
Que até acho interessante
Deixa-nos um desconforto
Vê-lo na hora distante.
325
Para não perder o pio
E dar corda às cantigas
Décimo sétimo desafio
Trará palavras amigas
326
Quinta-feira de Compadres
Mais uma comemoração
Na outra são as Comadres
Que enfeitam a tradição.
327
Mando um abraço aos meus
Nas vésperas do Carnaval;
Na volta os versos teus
Trarão outro no final.
Azoriana
24/01/2008
«Ilhas» e «Azoriana» sempre a dar-lhe...
O "Ilhas" não desarma e canta:
282
O Carnaval vai chegar
Espalhando sua poesia
E o povo vai estar
Sorrindo de alegria
283
A alegria de voltar
A encher um salão
E o povo vai levar
Assunto no coração
284
Foguete vai estalar
Toda a noite, todo dia
A dança está a chegar
É isso que anuncia
285
Temas a desenrolar-se
Novidade sem final
E o povo a consolar-se
Com o nosso Carnaval
286
As filhoses e coscorões
Enchendo tanta mesa
São doces tradições
Desta terra portuguesa
287
As danças sem “ratão”
Já é coisa normal
É verdade está em extinção
Mas acho que não faz mal
288
Cada um a defender
O canto que é seu
Para bom Carnaval ver
Tens de vir ao Porto Judeu
289
Um salão colossal
Sempre a transbordar
Lugar sagrado ideal
P'ra Rei Momo festejar
290
Acredito que tenha sabor
O lugar onde nasceste
Pois para ti tem valor
Ambiente que viveste.
22/01/2008
«Ilhas»
Não o deixo sem resposta:
291
Não desarmas tu nem eu
Nesta dança agora nossa
Para ir ao Porto Judeu
Ninguém faça vista grossa.
292
É um lugar animado
E com muito pessoal;
Foste na poesia nado
Bem honras o Carnaval.
293
Os ilhéus são o teu mote
O mar tua inspiração
O dom que tens é mascote
Que brilha em qualquer salão.
294
Estou à espera de saber
Qual a dança que assinas
Para atenta então ver
Na hora que me destinas.
295
À Serreta ninguém falta
Porque é ponto de passagem
Novo palco está em alta
P'ra fazer outra homenagem.
296
Meu cantinho é predilecto
Como o teu também o é
Cada qual tem seu afecto
Do qual não arreda pé.
297
O Rei Momo a festejar
Com a rima terceirense
Vai a todos alegrar
O Carnaval lhe pertence.
298
Sugiro que a televisão
Mostre aos seus espectadores
Mais danças da ocasião
Que cheguem além Açores.
299
As ilhas estão a perder
O que era tão genuíno
Pedro Moura deixou de fazer
O programa matutino.
300
É pena que a doença
Prive estas boas vontades;
Que o Bicudo tenha crença
Nestas nossas variedades.
301
As ilhas todas merecem
Ser alvo de atenção
Que nossas danças regressem
Ao palco da televisão.
302
Um palco p'ra cada dança
Escolhida a capricho
Um sorriso de esperança
Regado p'lo "mata-bicho".
23/01/2008
Azoriana
Angra do Heroísmo
Angra é pérola nascida do mar,
É ventre verde beijado p'lo céu,
Rosário de estrelas a c'roar
O bravo da ilha, o nosso ilhéu.
Do casario desvio o olhar
P'rò Monte Brasil de cratera ao léu
E lá do alto eu posso avistar
Toda a beleza do azulado véu.
Ilha de Nosso Senhor Jesus Cristo,
Descoberta por ilustres navegantes
Que da memória não são distantes.
De louvar-te - Angra - nunca desisto!
Em dois mil e oito de forma tão grata
Chamas o mundo num «ABRAÇO DE PRATA»!
Rosa Silva ("Azoriana")
A tristeza cai em mim
Chegou a carta que eu suspeitava que iria chegar, uma vez que eu não queria pagar duas vezes por um serviço em que eu era e sou a mesma a utilizá-lo e, ainda por cima, na mesma morada. O que mudou foi um aparelho que passou de beje para preto e uns números novos.
É muito difícil encarar uma carta que obriga a pagar por um serviço que eu queria mesmo que fosse suspenso em virtude de ter um novo porque, infelizmente, aderi a uma promoção que em vez de me dar alegrias veio encher-me de tristeza.
Terá sido minha a máxima culpa? Ou as promoções que nos entram pelos olhos adentro mais vale não se cair na tentação de aderir a elas? (Eu até precisava de mudança porque a ligação à internet era demasiado penosa com o aparelho antigo que possuía).
Não me conformo e a tristeza cai em mim e nada posso fazer ou então sujeito-me à via judicial. Se calhar se fosse a tribunal ganhava a causa... Essa a dúvida que me vai ficar a bailar o resto do tempo. Não tive outro remédio e paguei a multa.
Infelizmente o mês de Outubro e Novembro de 2007 não vou conseguir esquecer porque estive ligada à internet a preço de ouro.
O triunfo Outonal das cores

É no Outono que triunfam as cores
Num bailado orquestrado p'la natureza
É assim por todo o lado e nos meus Açores
Marejados por nove conchas de beleza.
No ciclo de despedida caem as flores
E folhas, manto de força e delicadeza.
Com gosto, o gesto, o gorjeio de amores
Elevam o sonho com fé, honra e firmeza.
É no Outono que os tons, em arco, cantam
Escondem o pranto da nova paisagem
Que cai em soluços na boca do Inverno.
Tinge-se de branco a estação do caderno
Que recebe em gotas as linhas da aragem
Nua das cores que na Primavera voltam!
20/01/2008
Rosa Silva (Azoriana)
De tudo o que a ilha tem...
em tempo que foi de Maravilha em Festa. Aprecie o que é natural, o que é nosso.
A cantoria que inicia o Carnaval - «Ilhas» e «Azoriana»
O "ilhas" não se cansa e canta assim:
268
Esta cantoria a continuar
Com tema que te chateia
O sapo vamos deixar
P`ra cantiga fazer nova teia
269
Amigos na semana passada
Andou-se por ai a festejar
Anda rápida a caminhada
Para o Carnaval chegar
270
Esta semana é vez delas
Saírem para a malandrice
Apanharem umas “cadelas”
Andarem no diz que disse
271
Depois vem compadres
Com filhós e coscorões
A seguir vêm comadres
Pra seguirem tradições
272
Chegam dias de reinação
Com Carnaval animado
Salta um alegre “ratão”
Foliando com mascarado
273
As danças enchem salões
De magia pelos ares
Alegrando os corações
Com seus temas e cantares
274
Não sei onde vai parar
Esta nossa cantoria
Decerto vai continuar
Enquanto te der alegria
15/01/2008
«Ilhas»
Agora é a minha vez e respondo cantando:
275
A cantoria continua
Agora mais satisfeita
A mudança se efectua
E a ligação 'tá perfeita.
276
Nem amigos nem amigas
Não saí p'ra festejar
Seguem agora cantigas
Mini-férias vão chegar.
277
Partilham-se as guloseimas
Tradições da ilha Terceira
E surgem algumas teimas
Quando se bebe à maneira.
278
Na abertura de Fevereiro
Vai brindar o Carnaval
Já tenho salão certeiro
Com um palco especial.
279
Do "ratão" tenho saudades
Está em vias de extinção
Será que não são capazes
Do fazer voltar à acção?
280
Foguetes a dar sinal
À volta de toda a ilha
Dão vida ao Carnaval
Que é a nossa maravilha.
281
E assim continuamos
A cantoria virtual
É na Serreta que vamos
Encontrar bom Carnaval!
18/01/2008
Azoriana
Dia de Amigas
A semana passada foi assim... Os amigos presenteavam as amigas, por um lado, e por outro reuniam-se para comemorar o seu dia que acabava por ter uma surpresa feminina de preferência com pouca roupa...
E hoje é dia das Amigas darem uma palavra de simpatia aos amigos, por um lado, e por outro, reunem-se para também comemorar o seu dia que acaba, quase sempre, por ter uma surpresa masculina em fio dental :)
Então, que seja um Bom Dia de Amigas. Assim, fica a faltar menos tempo para a grande festa da rima carnavalesca. Portanto, não se admirem de eu gostar tanto de rimar... está-me no sangue e na raiz de ser ilhéu, num arco-íris de emoções.
Após alguns contactos, o SAPO também foi meu amigo e já mudou meu tarifário de acordo com a minha pretensão após verificar que o meu computador só será veloz quando um dia eu tiver um pai natal generoso :)
Obrigada e beijinhos para todos.
E em Angra do Heroísmo...
Mesmo com a chuva miudinha a espaços, tive um convite especial para ir ver o jogo do Angrense com o Boavista do Pico.
Entusiasmei-me. O Angrense levou a melhor com a vitória de 2 golos de Tiago que merece o artigo que li no blog de "Futebol, Gente e Toiros". O Boavista conseguiu apenas 1 golo e todos eles foram na 2ª parte do jogo.
Não posso alargar-me muito mais no texto porque de futebol não sei, ainda, tecer grandes considerações porque desconheço as regras inerentes a este desporto que faz com que os olhares permaneçam fiéis aos 90 minutos dos jogadores em campo, que desta vez estava molhado pela teimosa chuva que nos arrefecia os ânimos de vez em quando. Foi o que valeu porque alguns já estavam muito exaltados.
A partida acabou bem e acho que fiquei adepta destas visões.
Angra do Heroísmo - Património Mundial desde 1983
A propósito de uma notícia num canal de televisão sobre o tema das Sanjoaninas 2008 fiz uma pesquisa na internet e encontrei informação importante que saliento abaixo, retirada o jornal "A União" on-line:
(...) “A importância da data é tão ou mais relevante enquanto tivermos presente que Angra do Heroísmo foi a primeira cidade portuguesa a ser classificada como Património Mundial”, salientou Jorge Bruno.
Segundo o responsável pelo IAC, a comemoração desta efeméride tem a maior pertinência, porque essa distinção, deve ser motivo de orgulho para os angrenses, para a ilha Terceira e para os Açores.
A cidade de Angra do Heroísmo passou a ser, em 1983, o mais antigo centro histórico português incluído na lista do Património Mundial da UNESCO, vendo assim premiado o esforço de manutenção da sua traça original.
Foi, posteriormente, classificada pelo Governo Regional como "conjunto de interesse púbico" (Monumento Regional), por um decreto de 1984, que impôs regras de reconstrução, construção, restauro, conservação e correcção de anomalias arquitectónicas.
Angra do Heroísmo foi vila em 1474 e elevada à categoria de cidade, a primeira nos Açores, por D. João III em 1534, no mesmo ano em que o Papa Paulo III a designa sede do Bispado dos Açores.
Nessa altura, Angra era já uma florescente povoação, devido ao seu porto localizado numa bacia natural que lhe dá o nome, e pela sua privilegiada situação geo-estratégica, que a tornou escala obrigatória nas travessias transcontinentais em particular na época dos descobrimentos.
Em Portugal, no mesmo ano, entraram para a lista de património classificado da UNESCO monumentos como: o Mosteiro dos Jerónimos, a Torre de Belém, o Mosteiro da Batalha e o Convento de Cristo em Tomar.
Em 1986 o Centro Histórico de Évora foi classificado, seguindo-se a paisagem cultural de Sintra (1995); o Centro Histórico do Porto (1996); os sítios de Arte Rupestre do Vale do Côa (1998); o Centro Histórico de Guimarães (2001); o Alto Douro Vinhateiro (2001) e a Paisagem da Cultura da Vinha da ilha do Pico, Açores (2004).
Dos mais de 800 bens inscritos na lista do Património Mundial, treze encontram-se em Portugal e destes dois nos Açores.
Resta acrescentar que Angra é linda... Angra é poética... Angra é de Festa já com o lema para 2008 «Angra num Abraço de Prata»
Ecos do Hino
Ecos do Hino
(Pedido a Porfírio Domingues)
Com a voz harmoniosa
Que Deus lhe presenteou
Cantava os versos da Rosa
Que Nossa Senhora inspirou.
A melodia do Hino
Da Serreta, da Padroeira,
Voando num disco fino
Pela nossa ilha inteira.
Empreste-lhe a sua voz,
Cante o coro volteando
O tom de forma veloz.
Dê-lhe graça e formosura
E ao céu estará levando
Ecos do Hino com ternura.
Rosa Silva (“Azoriana”)
Índice temático: Desenho sonetos
«Gala de Outono» da RTP Açores
Vi com gosto parte da Gala de Outono, da RTP Açores, ontem, 11 de Janeiro. Merece um apontamento da parte desta simples bloguista terceirense.
Ter um blog é um bom auxiliar para levar ao mundo opiniões e sentimentos que de outra forma jamais podiam sair da toca.
Fiquei emocionada com o discurso de Carlos Ávila que homenageou o "Magazine Tauromáquico" que teve início em 17 de Maio de 1987; gostei imenso da voz de Porfírio Domingues e da Dina. Peço desculpa de não mencionar os restantes nomes mas não me foi possível ver o programa na sua totalidade. Talvez seja repetido um dia destes. Pode ver-se aqui um pouco desta Gala.
Parabéns a todos!
E foi graças a este programa que nasceu o que vou publicar no próximo artigo...
Dia Histórico
Querida equipa do SAPO ,
Não fazem ideia da alegria que me deram ao conseguirem retomar o meu processo de aceder à área de edição deste e do outro blog complementar, após o vendaval que, de certeza, fui eu que causei em virtude das mudanças recentes (confidencio-te que estou, em parte, arrependida de tal mudança mas fica de emenda... não me meto noutra, espero eu).
Mas nem tudo está ainda resolvido. Há uma outra parte que parece estar mais complicada. Receio que essa avolume o "vil metal".
Por agora, vão os meus melhores cumprimentos e agradecimentos. A tranquilidade abeirou-se de mim de novo.
Abraços e
Rosa Silva ("Azoriana")
Dia de Amigos (tradição açoriana)
Minha alegria está no ar
Neste gosto de rimar
À luz das nossas tradições.
Hoje é Dia de Amigos
Começam assim os artigos
Com o cheiro das diversões.
Os amigos dão às amigas
Em prosa ou em cantigas
Palavras de simpatia;
Assim a época é especial
Aproxima-se o Carnaval
Nasce o mote sem apatia.
Há filhoses e coscorões
Que alegram longos serões
Dos graúdos e crianças.
Alma da ilha animada
Com nossa gente aprumada
A ensaiar as novas danças.
Carnaval faz-se com gosto
Anda tudo bem disposto
Avista-se um ar de festa.
Louvo ainda as costureiras
Que não olham a canseiras
Numa quadra como esta.
“As Festas na Ilha Terceira”
Um assunto de primeira
Desenha-se no horizonte.
Por toda a ilha então
Em cada ponto e salão
O “Ratão” também se conte.
Bailinhos de Carnaval
Por cá ninguém leva a mal
Os dias desta euforia.
Somam-se bonitas cantigas,
Juntam-se amigos e amigas:
Haja saúde e alegria!
Rosa Silva ("Azoriana")
Quinta feira de amigos, 10 de Janeiro de 2008
- Dia 17 de amigas, dia 24 de compadres e dia 31 de comadres -
Ainda cantamos: «Ilhas» e «Azoriana»
Vira e volta a cantoria e o «Ilhas» cantou assim:
243
Hoje é dia de Reis
Celebra-se epifania
Podem ser novas leis
Mote da nossa cantoria.
244
Infelizmente sou fumador
Já me sinto em extinção
Agora só na rua o odor
De uma bela inalação.
245
Os fumadores excluídos
Qualquer dia enjaulados
Ainda vamos ser mantidos
P`ra mais tarde ser estudados.
246
A lei pouco pensada
Vai criar muita confusão
Pára e olha para calçada
Vais ver outra poluição…
247
Cinzeiros tem de haver
Por toda rua citadina
Para beatas se meter
Com muita disciplina.
248
Quanto à tua dívida
É sempre bom insistir
Sei que estás sentida
Mas o Sapo vai-te ouvir.
249
Isso tudo foi engano
Não devia acontecer
A nódoa caiu no pano
Sapo tem de esclarecer.
250
Para o ano vais festejar
Novamente este dia
Com o Sapo celebrar
De novo a epifania.
6/01/2008
Ilhas
E eu respondo angustiada:
251
Essa história é assim:
Um dia desanimada
Com a lentidão sem fim,
Vi a promoção, encantada.
252
Julguei ser o bom caminho
Encomendei a nobre peça
Ao SAPO tenho carinho
E recebi a tal remessa.
253
Foi em finais de Setembro,
Em Outubro vida nova
E também já em Novembro
A nova peça tinha à prova.
254
A demora nestas trocas
Sendo eu a mesma pessoa
Em posse das engenhocas
Vi que a conta não 'tava boa.
255
Telefone, dádiva que recebi
Pelo novo equipamento;
Somei tudo e depois vi
Pior a emenda que o soneto.
256
Avarias sucessivas
Fizeram-me atordoar
Estudei as novas missivas
Que me fizeram bradar.
257
Duplicidade de facturas
Para os meses em apreço
Somando novas farturas
Avolumou logo o preço.
258
(Nós fazemos um pedido
Fica em fila de espera
E quando está resolvido
A duplicidade impera.)
259
Em Outubro e Novembro
Fiz o habitual trabalho.
Se falhei? Não me lembro.
Se mais penso mais baralho.
260
Fui atrás da promoção
Que me dava nova linha
O telefone p'ra ligação
A oferta que então vinha.
261
Nova linha tinha de ter
Novo pacote veio ainda
A velocidade a crescer
E o novo preço não finda.
262
Já pedi para regressar
À velocidade mais baixa
No meu pc não vai dar
O efeito daquela caixa.
263
Portanto são dois problemas
Facturas antigas e modernas;
Precisam olhar a estes temas
Se não cortam-me as pernas.
264
Ando nisto há tantos anos
Raras são as facilidades
Atrás das máquinas os humanos
Por quem se tecem amizades.
265
O SAPO é nosso amigo
Um servidor português
Sempre contigo e comigo
Em tudo o que aqui vês.
266
Alonguei a cantoria
[Deixei tema do fumo atrás]
Mais tempo do que devia
E a mudança não se faz.
267
Peço: Mudem a velocidade
Anexa à minha utilização
P'ra 8MB, por caridade,
Antes que falhe o coração.
7/01/2008
Azoriana
Atenção à NOVIDADE:
20 de Fevereiro de 2008
Este nosso Amigo SAPO
Atendeu ao meu pedido
Depois do meu "bate-papo"
O «acerto» foi-me devolvido.
Estou feliz nesta hora,
Ao SAPO dou um abraço;
Daqui não vou embora
De novo 8MB nest'espaço.
Viva
Muito obrigada!
Cantando no Domingo de Reis - «Ilhas» e «Azoriana»
O «Ilhas» canta assim:
231
O Natal já passámos
E embora a abrandar
No ano novo entramos
Ainda aqui a cantar
232
É bom entenderes
Demora em responder
São muitos os afazeres
Tempo falta p`ra escrever
233
Não sou de desistir
Venho aqui retornar
Para contigo insistir
Neste nosso cantar
234
Sei que andas triste
Contas fazem confusão
P`ra elas não há despiste
Mas pode haver solução
235
Não desistas de lutar
Por tudo o que vais querer
No que puder vou-te ajudar
Para esse problema resolver
236
Não deixes de escrever
Blogesfera pobre ficaria
O Sapo essa vai resolver
Essa conta de ninharia
4/01/2008
Ilhas
A minha resposta:
237
Vem o Domingo de Reis
P'ra animar a cantoria
E lembro que há novas leis
P'ra limpar o fumo ao dia.
238
Pode ser uma ninharia
As contas por pagar
O SAPO bem me fazia
Se as pudesse adiar.
239
Nesta altura gastou-se mais
Porque tive a casa cheia
Mas as dívidas serão brutais
Se lhes ficar agora alheia.
240
Eu não sei se falta faço
Na blogosfera nesta hora
Quem me dera um abraço
E dela não ir embora.
241
Se eu não tiver ajuda
P'ra resolver a situação
Nossa Senhora me acuda
E valha-me nesta aflição.
242
Não gosto de pedinchar
Nos blogs desta maneira
Mas alguém há-de achar
Bem continuar cantadeira.
6/01/2008
Azoriana
Sopa de Blogs
Olá,
Continuação de um Bom Ano. Parabéns pela Sopa de Blogs recheada de condimentos para todos os gostos.
Talvez pela trabalheira que deu confeccioná-la é que ainda não tive "reply" ou "post" ao meu comentário que relembro apenas com o link http://blogs.blogs.sapo.pt/81916.html#comentarios (Azoriana).
É que com o aumento da despesa e com a mesma receita fica difícil para mim reunir "condimentos" para a minha Sopa. Agradeço à equipa do SAPO por tê-la "tagado" nas Curiosidades.
Tenho urgência em saber da minha situação quanto ao preço dos "ingredientes" para as minhas "Sopas" que, por ora, estão a ser "cozinhadas" fora de casa.
Cumprimentos e obrigada pela atenção
Ausência de palavras
Caio no silêncio das palavras
que jazem no meu ser
atormentado pelo
emaranhado de letras
amarelecidas que pululam
no desfilar de luas e sóis.
Pinto-me de verde-água
e deslizo por terra e mar
antes de naufragar
num sonho parado
à espera de...
Saber
A quem
Pedir
Outras palavras [as tuas palavras doces].
Rosa Silva ("Azoriana")
Novo Ano, nova vida
Chegou o ano da mudança
E nestes versos meus
Tempero outra esperança.
As páginas que alimento
Os blogues a que dei voz
Entram num ritmo mais lento
Perdem o fogo veloz.
Ao SAPO peço perdão
Por ter de abrandar
Sempre que tiver ocasião
Fora de casa irei postar.
A todos os que me seguem
E conhecem esta faceta
À Senhora sei que pedem
Para não desligar a Serreta.
A Serreta foi minha sorte
O SAPO um grande amigo
Não há remédio p'ra morte
Mas os euros estão em perigo.
Um dia isto ia acontecer
Porque nada é eterno
A mudança que estou a viver
Torna o momento mais terno.
Até sempre!
Bem-vindo 2008
Um Adeus ao que já passou
Felicidades p'ro povo
Alegria a quem festejou.
Sois visitantes amigos
Que quero cumprimentar
Dos novos aos mais antigos
Venho agora abraçar.
Saúde, paz, harmonia,
Amor e solidariedade,
Que na viragem do dia
Se preserve a amizade.
Aos amigos emigrantes
Com saudade serretense
E aos familiares distantes
Grande abraço lhes pertence.
VIVA 2008
Rosa Maria