RimAndo pela Serreta

Ó Senhora Genuína
Que n'América estás
Fazei tal prece divina
Que mande gente p'ra trás.

P'ra povoar a Serreta,
E trazer muita alegria,
Fazer jus à tabuleta
Nas pontas da freguesia.

Se pudessem evitar
A desertificação
Seria como honrar
O berço do coração.

Não falta muito p'ra tal
E se for desta maneira
Daqui até ao Natal
Tristeza há quanta queira.

As casas estão vazias
O povo a envelhecer
As crianças nestes dias
Com saquinhas podes ver.

É o nosso Pão-por-Deus
O rito da ilha inteira:
É ouvir nos ecos seus
Alegria verdadeira.

Em mim ecoa saudade
Desse brilho da infância;
Não morava na cidade
Mas tinha mais abundância.

Agora resta cantar
Os versos que por 'qui vês
Um dia hei-de voltar
Mas quando me for de vez?!

Rosa Silva (Azoriana)

2 comentários:

  1. A Serreta merece que as tuas preces sejam ouvidas. Bjs

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  2. muito obrigada lindos versos, sei que com a sua dedicacao saber e coracao de poeta a serreta nao vai ficar esquecida nunca
    muita saude
    de artesia california mas sempre a pensar na cova da serreta

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