Desde Abril de 2004 que me empenho com este blogue e outras invenções que vou deixando livres nesta estrada de internautas.
Habitualmente e quando tenho possibilidades vou dando uma olhada aos blogues dos meus amigos e amigas mesmo que nem notem porque, ultimamente, não tenho tido muito tempo para os comentar. Vejo as novidades, leio alguns post's e há sempre algo que me chama a atenção.
Ao entrar no blogue de uma amiga terceirense, Chica Ilhéu, que visito amiúde, e que em certos casos tem parecenças comigo e também tem alguns problemas de saúde, dei por mim a percorrer a sua lista de blogues e entrei no blogue cujo título coincide com o nome do meu benjamim - Paulo Filipe. Trata-se de um fadista que faz do fado a sua vida e liga o seu destino às cordas de uma guitarra, conforme li na descrição do seu blogue, fazendo aqui a devida conversão do tempo do verbo.
A seguir, naveguei pelo blogue e encontrei uns artigos que me tocaram profundamente e entristeceram por ver que uma jovem fadista - Eliana Castro - tinha falecido. Mesmo sem saber quem era a moça e desconhecendo por completo o seu percurso artístico fez-me sentir pesar e envio as condolências aos familiares enlutados.
Depois veio-me de imediato um pensamento insistente - Será que lhe disseram em vida as palavras que ela merecia ouvir? Será que deu tempo dela saber o que pensavam dela?
E chorei... Porque eu quero saber o que pensam de mim, uma simples e mera cidadã bloguista, antes que algo me aconteça pois todos estamos sujeitos a uma morte seja ela previsível ou não...
Diz-me porque eu quero saber a tempo se o que pensas de mim é verdadeiro.
Olá amiga Azoriana . É sempre com muito prazer que visito o teu blogue e faço-o regularmente.
ResponderEliminarVou comentar o teu artigo da seguinte maneira:
Aquilo que os outros pensam de nós, na minha opinião pessoal, pouco ou nada tem de relevante. O fundamental e o mais importante é, sem dúvida, tudo aquilo que pensamos de nós mesmos.
E, eu pergunto-te isto, enquanto mulher cristã, filha de Deus e mãe de filhos, o que é que tu pensas de ti própria?
E eu pergunto-me: O que você pensa de si? Gosta de si como é ou nem tanto?!?!?... A mim parece-me que não...
ResponderEliminarO que penso de mim muda consoante os dias e as situações. Gosto muito de mim quando estou feliz. Mas tenho sempre em mente o que os outros podem pensar de mim e detesto que me interpretem mal quando não consigo expressar o que vai cá dentro.
ResponderEliminarNormalmente não me entendem à primeira e tenho de fazer um esforço suplementar para que seja compreendida. Isso cansa-me e/ou desgosta-me.
Em pequena sonhava ser actriz e via-me em palcos de luz... Nada disso aconteceu e hoje, acho que não é isso que me fará feliz de todo. A penumbra e o silêncio tem sido o melhor ultimamente e inspiram-me.
Fico tão feliz quando recebo um comentário como o teu porque sei que consegues ler as entrelinhas da Azoriana.
Ah... A única coisa que me assusta é a doença e também a morte. Tenho pena de não ver o futuro dos meus filhos.
Um respeitoso abraço
P.S. E as desgarradas? Andam um bocado descansadas, ou melhor, em férias. :)
Olá "niopeadeusa"
ResponderEliminarQuase respondi no comentário anterior... Eu penso tanta coisa de mim, já passei por tanta coisa, já ri, chorei, amei, odiei, etc... como todo o ser humano.
Quando digo que gosto da penumbra e do silêncio não quer dizer que goste de estar sozinha... Gosto de me sentir acompanhada para o bem porque há companhias que pela frente dizem uma coisa e por trás dizem outra.
Eu gostava de me reconstruir, começar de novo sabendo o que sei hoje. Seria outro barro sem mudar de nome, daria mimos aos meus pais que na sua época os limitavam. Faz muita falta receber e dar carinho. O melhor do mundo são os mimos de pais para filhos e vice-versa.
Agora choro silenciosamente enquanto escrevo isto:
Tenho saudades do beijo que meu pai me deu no dia do meu casamento; dói-me não ter dado o último beijo da vida da minha mãe; tenho saudades do dia que a minha avó foi fazer-me uma visita ao meu novo lar e uma única vez porque depois faleceu; dói-me ter falhado o primeiro casamento; tenho saudades da casa que um dia foi minha e perdi; dói-me a correria desenfreada nos dias; tenho saudades dos meus caracóis de criança; dói-me sentir a velhice chegando; tenho saudades do cheiro a mar único de Santo Amaro do Pico; dói-me ver tanta miséria, doença e mortes; tenho saudades das pessoas que não agradeci e abracei convenientemente... e mais, muito mais...
Será que isto ajuda a entender o que penso de mim?
Eterna saudade e dor entremeada com momentos de amor e tenho pena de não ter sido actriz noutros palcos. A minha vida é uma peça de teatro cujo pano está prestes a fechar.
Que tal uma desgarrada com o título: "Eu quero saber"?
ResponderEliminarAdmirada "Azoriana"
ResponderEliminarAo pedido insisteñte:
"Diz-me, eu quero saber..."
Veio a mim o de repente
de algo lhe escrever
Com pretensão repentista
nos versos lhe reconheço
uma veia de artista
rimando bem, sem tropeço
O que pensam da pessoa
não a deve preocupar
faça sempre por ser boa
deixe o resto Deus julgar
Esporádico leitor
acertei aqui agora
porque o computador
é fora da minha hora
Parabéns pelo blog feito!
Respondi porque pediu
em resposta só ao jeito
do cantar ao desafio
O Cantador
Prezado "Cantador"
ResponderEliminarQue admirável Cantador
Surgiu aqui agora:
Diga-me lá, se faz favor,
Sua graça, sem demora.
É que na volta da rima,
Senti que já o conheço,
Pois nos seus versos encima
"Admirada", qu'agradeço.
Conheço um repentista
Que canta nos arraiais,
Num grupo é o vocalista
Soube dele p'los jornais.
Eu posso estar enganada,
Por isso peço perdão,
Mas se não me disser nada
Será ele (ou talvez não?!).
De facto, o que interessa,
É que muito me agradou
A sua linda remessa,
Que a pergunta provocou.
O dia até 'tá jeitoso
Para cantar ao desafio
Lá fora é meio nubloso
Cá dentro ninguém dá pio.
A Cantadeira
Olha isso parece-me uma excelente ideia. Vamos lá ver se eu consigo isso neste próximo fim de semana.
ResponderEliminar... mas a hipocrisia fica-lhe tão mal!!!
ResponderEliminar"Finge tão completamente
ResponderEliminarQue chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente." - Uma parte do poema de Fernando Pessoa.
Após ler o seu comentário, que confesso não me espanta por estar coberto por detrás de um "nickname" identificável, só me veio à mente o grande poeta Fernando Pessoa.
Também veio à mente que há tanta hipocrisia por esse mundo fora que mais uma menos uma não fará grande mossa.
Agora já sei que é alguém que me lê, comenta e que me julga sem me conhecer. Ah, lembrei-me agora da canção dos D'ZRT: "Para mim tanto faz/Que digas coisas boas ou coisas más/Já não vou voltar atrás". Aqui, sim, estaria a ser hipócrita se lhe dissesse que para mim tanto faz a sua identificação.