1 Porto das Cinco Ribeiras
2 Zona balnear das Cinco Ribeiras
3 Zona costeira das Cinco Ribeiras
4 Em Santa Bárbara
Nossa Senhora da Ajuda
5 Pézinho de Nossa Senhora
6 Girassol - a flor do sol
em Santa Bárbara, na zona de lazer
7 Praça de Touros de
Nossa Senhora da Ajuda,
Santa Bárbara - ilha Terceira
8 Forno para os assados
Zona de Lazer de Santa Bárbara
9 Pia para a roupa
(onde antigamente se lavava
a roupa à mão)
10 Chaminé da freguesia
de Santa Bárbara
E vejam o resto das imagens
do dia 31 de Agosto 2006
graças à amiga Chica Ilhéu
que me proporcionou rever
estes belos recantos de duas
freguesias do concelho de
Angra do Heroísmo
Obrigada à Chica e marido
Por este belo passeio
Pois foi muito divertido
Com comes e bebes p'lo meio
Caldo de peixe junto à Praça
Loira cerveja e petisco
No Lazer a cor e graça
A tarde cheira a marisco.
Animados na conversa
Lá se deu umas risadas
No verso assim se versa
Crónicas abençoadas.
O Pézinho da Senhora
Que Ajuda os visitantes
Jamais dali vai embora
E vem de tempos distantes.
Azoriana
Etiquetas
À descoberta do "Pezinho"
Benditas mãos!
De ti
nasceram palavras
que as mãos
esculpiram
trabalharam
eternizaram
em beleza
e liberdade
As tuas
Benditas mãos!
Azoriana
(Ao poeta Manuel Alegre)
Uma tarde bem passada
Dedicado à Chica Ilhéu |
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Por um momento! |
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| Clique nas imagens para ampliar e veja o slideshow |
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«Donas Amélias» e a doçaria terceirense - Doce partilha
Doce partilha
Conheço bem Serreta, Raminho, Altares,
Bem como toda essa boa doçaria,
Que enriquecem todos os paladares,
E concerteza que a Rainha lhes sorria!
A saudade aprende-se quando se vem,
A este cantinho, jardim de Portugal,
Depois aparece na pena de quem tem,
Desejo de voltar ao sonho sem igual.
Por entre verdes e azuis, dançam mais cores,
Mas o branco sobressai à volta desta ilha,
Que se diz de Jesus e Terceira dos Açores.
Hortênsia lilás, cor d'ouro o Sacrário,
E em cada conta do nosso Rosário
O tom da Graça Divina: Doce partilha!
Rosa Silva ("Azoriana")
Índice temático: Desenho sonetos
Nota: O mote veio de «Dispersamente...»
Há FADO que aprecio...
Ultimamente as surpresas abundam pela blogosfera regional, nomeadamente a terceirense. Como habitualmente visito o blog da "Chica Ilhéu" e chamou-me a atenção um artigo que ela publicou com uma linda descoberta que ela fez e um mimo que lhe deram no blog "Meu Fado", da autoria de Paulo Filipe (este nome é precisamente igual ao do meu filho mais novo).
Gostei imenso do que li e atrevi-me a deixar um comentário, no novo blog, que aludia tanto à amiga Chica como ao detentor do blog:
É com grande alegria
Que vejo aqui neste dia
A amiga "Chica Ilhéu"
Belo presente ela ganhou
No poema que publicou
Merece esse troféu.
O Fado com moradia
Digna e com sabedoria
Regido por voz artista.
Há Fados que não aprecio
Outros que até me arrepio
E aqui há bom fadista!
Parabéns!
E qual não foi, também, a minha surpresa quando li o novo artigo do fadista, hoje - Terça-feira, Agosto 29, 2006 - com um destaque para o meu comentário que havia colocado no blog da Chica. Considero a Chica como a minha meia-irmã porque temos muitas coisas em comum, que nem sempre se encontram na própria família.
Até aqui tudo bem, só coisas lindas. Mas eis que volto, outra vez, ao blog da Chica e deparo-me com um artigo menos alegre. Já lhe dei a minha receita. Está a fazer falta irmos ao 5º toiro :) e há dias felizes quando encontramos quem nos dá um mimo. Basta isso!
Por tudo isto, faço hoje destaque do blog da Chica, porque ela merece!
Um abraço para a Chica, para o fadista Paulo Filipe (http://meufado.blogspot.com), com uma enorme gratidão, e para todos que, de certa forma, apreciam as dádivas que vêm de Deus, em especial a VIDA e deixem-nos viver conforme as capacidades.
Azoriana
Ecos da Paixão
Sou a luz que te inspira
a sorrir perante minha flor
a erguer teu fogo sedutor
onde o beijo ecoa e... delira
Completa este verso e vira
na volta com mais calor
prisioneira estou do amor
sou a deusa que te admira
Do teu canto não vou abalar
sei que não me vás calar
quero ser eterna oração
E no teu peito vou escrever
as nuances que dão prazer
direitinhas ao teu coração
Rosa Silva ("Azoriana")
Selo da felicidade
Amei esse seu soneto, linda forma,
que em mim palavras não conseguem aflorir
mando-lhe este meu canto leve e a sorrir
mesmo que ao chegar lhe dê tal reforma.
Mas não... Sinto que não lhe dará norma.
Um bem-querer só espero conseguir
nestas linhas que voam para aplaudir
a si e tudo aquilo que lhe conforma.
Que no meu Jardim nasça amizade
Rubra, escarlate, da mais bela flor
que exala fino odor... O mais sedutor!
E nestes versos que minha alma dita
com ternura... moldados de alva fita
com selo da minha felicidade!
Rosa Silva ("Azoriana")
Beijos
Qual será a cor que veste novo beijo,
será repleto de muito desejo?!
Nos lábios há uma sede qu'implora
o beijo que se dá na melhor hora.
Os beijos se faltam, sem cor me vejo,
saudosa é assim que eu me queixo
e percebo que minh'alma cai e chora
por aqueles que de mim foram embora.
Sinto que mil beijos podem vir a voar
e no peito sinto-os leves repousar...
Como é bom ter esta recordação!
Recordar o meu primeiro dá saudade
dos outros talvez ter doce vaidade
e o último gelará meu coração.
Rosa Silva ("Azoriana")
«Dispersamente...» surpreende-me...
Caro António,
Nem sei o que dizer-lhe... tal a emoção que me plantou no coração.
Que pena só agora saber da sua presença na ilha Terceira.
Na imagem que coloca no seu artigo, penso ser de uma rocha que também conheço bem e fica abaixo de um farol, dá-nos o retrato da força negra e azul-mar. E que lindo poema dedicado às Rochas - Mar - AÇORES, que, e muito bem, colocou em resposta ao Desafio que lancei aqui há uns dias atrás.
Estou encantada com esta descoberta e com as maravilhosas palavras que nos dirige. Pois é, diga aos seus conterrâneos que os Açores, nomeadamente a ilha Terceira onde esteve, são magia e cor, são abençoados por Deus e preservados pelas mãos de gentes com anos de dedicação.
Bem haja! Um abraço do tamanho da ilha que o encantou e muito obrigada pelo seu comentário.
«Dispersamente...» ficará na minha mente!
FÉRIAS cá dentro
Açores! Nove sonhos a amanhecer
Lembras-te, Matilde, deste mimo que te dei?
Agora é o tempo das minhas férias,
Neste que dizem paraíso açoriano,
Sem planos, sem viagens, sem novidades...
Estou completamente sem ideias
Para as próximas três semanas.
A GiraFlor deu a primeira e boa sugestão:
* Vamos festejar poder dormir até tarde *
Que outras sugestões me dão?
Para além de ver toiros na televisão
Nas Caldas da Rainha
Com o tom de fado como melodia de fundo...
Belíssimo espectáculo!
«Etiquetas» - desafio
Este desafio «Etiquetas», que me chegou do blog «A Minha T-Shirt» consta do seguinte:
Tenho que escrever 6 (seis) informações aleatórias sobre mim.
Depois escolho seis pessoas para etiquetar e listo os seus nomes.
E logo agora que eu vou de férias surge-me esta tarefa...
Deixa ver se ainda tenho capacidades para etiquetar seja o que for:
- Gosto de sonhar
- Gosto de comer
- Gosto de desafiar
- Gosto de Encontros
- Gosto de aniversários
- Gosto de ofertar
Escolho 6 pessoas (bloguistas) para seguirem com as «ETIQUETAS»:
- O dono de Arte por um canudo...2
- O dono de Ailaife Blog
- O dono de Frases e Poemas
- A dona de Chica Ilhéu
- O dono de Ideias e Ideais
- O dono de Porto das Pipas
Destaque: «Sonetos.com.br» de Bernardo Trancoso
Transcrevo algumas citações do grande sonetista Bernardo Trancoso (B.T.), em destaque.
São frases que li e captei no livro de visitas do seu site «Sonetos.com.br».
Espero, sinceramente, que ele não se ofenda, antes pelo contrário. O resto podem ler com os vossos próprios olhos.
Deixo-vos o link para o histórico das visitas, do sítio que começou a 22 de Fevereiro de 2002 e conta, nesta data, com 10100 (dez mil e cem) sonetos.
Hoje deixo-lhe aqui o maior dos elogios e muitos Parabéns, grande Poeta!
«Quanto a ser poeta, na minha opinião é como amar: não há como descrever; deve-se viver para saber» - B.T., no registro inserido em 06/11/02, 20:58:34;
«são poucas - na história, em comparação com os homens - as mulheres que escrevem sonetos...» - B.T., no registro inserido em 11/12/02, 09:19:42;
«comemore comigo no dia 22 de fevereiro o aniversário de 1 ano deste site e vendo as novidades, acessando SONETOS.COM.BR.» - B.T., no registro inserido em 11/02/03, 20:18:49;
«Através das ferramentas que criei, apenas pretendo dar um empurrão aos iniciantes na arte do soneto. É como se eu desse pincel e tinta a um pintor e lhe estimulasse a produzir quadros. Quanto ao rigor daquela forma poética, nem os iluministas conseguiram exterminá-lo. Ainda bem, porque depois deles nomes como Olavo Bilac, Machado de Assis e Drummond - por ora rendidos ao domínio dos catorze versos, dez sílabas por verso, rimas alternadas - encantaram a todos com suas obras.» - B.T., in registro inserido em 18/02/03, 16:00:59;
«De improviso:
obrigado pelos versos
imersos neste recado
por eles serão dispersos
outros versos, lado a lado.
O mister de um bom poema
diga ele o que quiser
é nascer da fé extrema
ou do amor de uma mulher
pondo a dor em um fonema...»
- Do improviso de Bernardo Trancoso, in registro inserido em 02/05/03, 01:02:21
«Para entrar na poesia pela porta da frente, é fundamental abrir o seu coração para o mundo. Veja os poetas, os escritores, os músicos: muitos começaram com um simples verso...» - B.T., in registro inserido em 18/08/03, 18:27:30;
«são muitos sonhadores e poetas... Triste é saber que alguns deles ainda apagam ou jogam fora seus versos porque temem que alguém - incorretamente - lhes aponte o que não deveria estar escrito ali. Deste modo, eles ocultam seu lado trovador que imenso valor traria a outras pessoas... É neste espaço que espero reuni-los!» - B.T., in registro inserido em 19/08/03, 09:13:49;
«Prefiro conceder certa liberdade àqueles que atravessam a grande barreira de seus corações e expressam em palavras mais ou menos estruturadas o que sentem do que obrigá-los a suprimir a sua força criativa por qualquer regra ainda mais forte. Só exijo os 14 versos porque assim nasceu o soneto; a rima e a métrica são apenas desafios ao poeta; a forma como eles são escritos eu prefiro não censurar...» - B.T., in registro inserido em 17/09/03, 21:36:00;
«recomendo este remédio a quem procura paz, alegria e amor... Nada cura mais do que a poesia» - B.T., in registro inserido em 10/10/03, 21:42:59.
É lindo, não é? Deixem a vossa opinião.
Quem me dera saber se o próprio poeta lerá esta sincera homenagem, porque em muitos dos sonetos de Bernardo Trancoso encontrei a tal cura que ele fala e fiquei contagiada pela beleza de tamanha arte e por um dos seus registos inserido em 2006-07-08: «Saiba que adoro recebê-la no nosso sítio. Aliás, o papel que faço aqui do Brasil você também o faz, com maestria, a partir do outro lado do oceano. Volte sempre, poetisa, com seus lindos versos!!»
Fico sem mais palavras... apenas sorrisos... que também dão cura.
Azoriana
Ciranda «Versando "A Paz", Vem comigo.»
36. Sonhei com a Paz!
Uma pomba sobrevoa
Os céus manchados p’la guerra
E num verso ela entoa
A paz que apregoa
P’ra salvar a Terra
Quando a terra é ferida
Causa dor à humanidade
Perde-se o dom da vida
Fica enegrecida
Por tanta maldade
A sombra da guerra existe
Enublando os corações
E se dela não se desiste
Acaba-se triste
Perdem-se razões
Por isso a Pomba da Paz
Leva um hino de Glória
Canta-o se fores capaz
E a guerra se desfaz
Das páginas da história
E assim vou levando
Ao mundo um sorriso
A pomba que mando
Vem do Paraíso
E traz um recado
Por Deus enviado
Em forma de Aviso:
A guerra é desfeita
Com mais orações
A Paz seja feita
Pelos corações
O mal é uma cruz
O bem uma luz
Paz para as multidões!
24/08/2006
”Azoriana”
Rosa Silva
Sou participante com o nº 36, em resposta ao Convite Versando "A Paz", Vem comigo, publicado no Recanto das Letras.
Agradeço à amiga poetisa Tere Penhabe, autora do sítio "Amor em Verso e Prosa", por me ter repassado o convite formulado por Deth Haak «A Poetisa dos Ventos».
Onda de Sonetos
Eu digo que este é o quarto sonho... mas sinto que poderá ser a primeira realidade.
A capa é provisória e serve para o exemplar que possuo feito e encadernado por mim após ter participado no curso de iniciação à encadernação.
E porquê este título ONDA DE SONETOS?
Porque nasceu precisamente por gostar imenso de sonetos. É um gosto muito especial sobretudo porque vi o meu pseudónimo listado no sítio de Bernardo Trancoso, a partir de Julho de 2005. Uma terceirense junto de poetas brasileiros e alguns portugueses é uma grande honra.
Eu não tenho a qualidade que estes grandes poeta têm, mas juro que me esforço ao máximo e tento melhorar com as dicas que nos são dadas naquele sítio repleto de autênticas maravilhas.
Sei que as exigências são muitas e a literatura não foge à regra mas o que sai do nosso coração e é passado para as novas tecnologias ou para o papel não deve causar danos a ninguém quando é feito com carinho.
Esta edição, ainda particular, reune mais de 50 sonetos. Estão publicados no blog, no sítio acima referido e no novo «Caderno da Azoriana» - Onda de Sonetos, uma colectãnea que reune muito do que já escrevi. No meu blog existem algumas dedicatórias a sonetistas que me presentearam com os seus lindos sonetos.
Estou agradecida a Bernardo Trancoso, a Ivan Magalhães, a Machado de Carlos, a Francisco Monteiro e a todas as pessoas que de uma forma ou outra me incentivaram. Peço perdão pelas falhas e espero a vossa opinião.
Título: Onda de Sonetos
Autora: Rosa Silva
Capa: Rosa Silva
(ver http://www.mundopt.com/detail-um-olhar...-3121.html)
Sonetos publicados no Livro 31, no sítio de Bernardo Trancoso
em www.sonetos.com.br; e no Blog intitulado:
Azoriana / Açoriana.
URL do Blog: http://silvarosamaria.blogs.sapo.pt
Número de Páginas: 78
Data: 10 de Dezembro de 2005
(c) Rosa Silva, 2005. Todos os direitos reservados.
Improviso a beleza
1
A beleza das pessoas
Mora no seu interior
Do coração te afeiçoas,
A outra minga o valor.
2
Podes até não ser tão bela
Navegar em atropelos,
Coração de Cinderela
A cantar alguns novelos.
3
Posso estar fraca de rima
E também de conteúdo
Sentir na parte de cima
O vento a fazer-se mudo.
4
Se ele sopra de feição
E bate mesmo de frente
A quadra é como vulcão
Numa lava permanente.
5
A brisa lesta e suave
Num espaço tão sedutor
Ai! Só Deus mesmo é que sabe
A beleza que é o amor.
6
Os beijos são como chamas
Envoltos em fogo ardente
Disso, sei que não reclamas
E não te finges ausente.
7
Há quem chame de loucura
Estes rasgos que eu tenho
Para mim nem dão tortura
É assim que me entretenho.
8
Gostei de subir ao palco
Dei meu sorriso nas calmas
Sem rosas e flores ao alto
Senti a presença das palmas.
9
Adoro as noites da Praça
Velha, que é como lhe chamam,
Se eu tivesse alguma graça
Lá ia mais os que rimam.
10
O cantador conhecido
Na Terceira tem morada
Gostava de ter motivo
P’ra entrar numa desgarrada.
11
João Ângelo já é famoso
Tem uma carreira jeitosa
Traz alegria p’ro povo
Numa “Velha” estrondosa.
12
Quando eu vou a uma festa
D’improviso e diversão
Digo de forma honesta:
Embelezo o coração!
Rosa Silva ("Azoriana")
Destaque: Ailaife Blog
Sinais (em resposta)
Fazes de mim um sorriso
Transbordando de alegria
Cuidas de mim a valer
Na flor que avança
Ao amanhecer.
Ilha Terceira. Por ti vou cantando...
Da Serreta p'ró Raminho
E Altares, que de Angra é,
Biscoitos doutro concelho
(Onde há bom vinho verdelho)
Até à Fonte do Bastardo.
São Sebastião guardo
P'ra Angra, com muita fé,
E depois sigo caminho,
Rumando às Doze Ribeiras:
A vizinha, sem fronteiras.
Dois concelhos a ilha tem:
A Praia da Vitória,
E Angra do Heroísmo,
Repletos de cor e civismo;
Hortênsias sempre à beira,
Decoram a ilha inteira.
E nos anais da história,
Esta riqueza convém
Guardar na nossa lembrança
Neste tempo de bonança.
Salvé! Nossos pais e avós,
E gentes que ancoraram,
Na ilha que lhes deu guarida,
Tornando-a tão garrida;
Uma musa para os poetas,
Que assinam folhas completas,
Aos sonhos obedeceram
Erguendo, em canto, a voz.
Brava gente hospitaleira,
Que amou e ama a Terceira!
És berço de artistas,
Semente de fé;
Nos palcos da vida,
Cantas destemida
E no mar ilhéu
A ponta de um véu
(Eu sei de quem é)
Nas velas avistas:
É adeus de saudade,
Amor e amizade!
21-08-2006
Azoriana
Recordação
Esta imagem é o que resta do blog na plataforma antiga do SAPO.
Hoje, dia 21 de Agosto de 2006, resolvi apagar o antigo blog, ou melhor escrevendo, a primeira versão do blog Azoriana.
Nesta data contavam-se 825 artigos, 2019 comentários e a quota atingia os 80,5%.
A nova plataforma beta do SAPO já deu provas de que é eficaz por isso não há necessidade daquele blog manter-se naqueles moldes.
Fica a recordação de uma parte da área de edição. Esta foi uma decisão difícil de tomar mas nada é eterno. E ficam activos os blogs I e II com o mesmo título: Azoriana / Açoriana.
A propósito de um comentário...
Férias
(Inspirada no comentário da "Chica Ilhéu"
Um momento desejado,
Quase aqui à minha beira,
Sonho de segunda-feira
Que deve ser premiado.
Mas não sei para onde ir
Talvez apreciar o mar
Sofro por não saber nadar
E o sol já está a encobrir.
'Inda falta uma semana
Para enfim ter meu descanso
Nesta ilha açoriana
Seja o mar bravo ou manso.
Ancorada no meu porto
Vejo passar as gaivotas
Quem me dera ir ao Porto
Com os meus filhos janotas.
Até fazia uma cantiga
A "Ailaife" e "Pé-de-vento" :)
Sou repentista e amiga
Da quadra neste momento.
Mas nesta altura do ano
Todos voltam ao trabalho
Tenho que mudar de plano
Desta vez sei bem que falho.
Azoriana
Dedicatória a Bernardo Trancoso e outros sonetistas
Nesse lugar engenhoso
De arte tão cativante
Cada dia mais famoso
Pelo Soneto lustroso
Como um diamante.
Até me apetece cantar
Nos Açores, terra Mãe,
Para a todos elogiar
A forma exemplar
E a beleza que tem.
Do Brasil e Portugal
Lindos canteiros de flores
Num encontro sem igual
No sítio especial
De versos e louvores.
Mando o abraço nas cores
Desta terra hospitaleira
Uma ilha de amores
De ricos sabores
Que se chama Terceira.
Bem haja!
Sonetos.com.br
2006-08-19
Azoriana
O valor das pequenas/grandes coisas
De acordo com o Censos populacionais da Região Autónoma dos Açores para o ano de 2001, a ilha do Corvo contava com 425 residentes, segundo a informação oficial do Instituto Nacional de Estatística.
A freguesia da Serreta, da ilha Terceira, para o mesmo ano, contava com 374 residentes, segundo informação fornecida pelo Serviço Regional de Estatística dos Açores.
A diferença não é muita mas trata-se da mais pequena ilha dos Açores e talvez da mais pequena freguesia da outra ilha.
Mas chamo a atenção para o grande valor das pequenas coisas. Ambas têm algo em comum e muito precioso que data do século XVI: A "Senhora da Ilha", conforme um artigo publicado no jornal "A União" da autoria do Pe. Alexandre Medeiros, e a "Senhora da Freguesia", imito eu, para a Mãe cujo título é comum - Nossa Senhora dos Milagres.
A festa na ilha do Corvo fez-se neste mês de Agosto, precisamente um mês antes da festa da freguesia da Serreta, cujo Santuário é mais recente (desde 7 de Maio de 2006, no "Dia da Mãe").
O milagre da Senhora começa precisamente na escolha do altar. Ela escolheu lugares pequenos mas com alma grande, porque a ilha enche-se de gente, bem como a freguesia. E são os Párocos dedicados que são os Seus intermediários na terra.
Convido-vos a lerem o artigo publicado na "A União", do dia 15 de Agosto de 2006, e perceberão o que afirmo.
O Pe. Alexandre Medeiros no Corvo e o Pe. Manuel Carlos na Serreta são pilares para que a "Senhora da Ilha" / Freguesia tenha peregrinos de fé.
Assim é! O valor das pequenas/grandes coisas que se traduzem em: Amor!
Rosa Silva ("Azoriana")
O desafio
Antes de tudo foi a realidade da imagem que captei no sítio chamado alagoa, na ilha Terceira. Depois foi a minha leitura, no dia 23/07/2006, que veio à tona e publiquei-a nalguns sítios (no meu blog, no sítio de Bernardo Trancoso e nos Grupos MSN) dos quais faço parte. Esta a forma que a vi e que republico:
As rochas
Parecem corpos longos abraçados,
Erguidos das águas temperadas,
Quantas vezes de espuma salpicadas?!
Só os rostos não vejo desenhados.
Corpos à beira-mar enfileirados,
Imersos nas correntes mui salgadas,
Sentindo as vagas brancas sublimadas,
De beijos que são sempre renovados.
Se fecho os olhos, perco-me no som,
Sinto-me rocha que segrega o tom,
Que, muitas vezes, faz canção de mar...
De outras, faz lágrimas derramar.
De repente, os corpos harmoniosos,
Parecem corpos longos tenebrosos!
Rosa Silva ("Azoriana")
A seguir vem outra leitura (e/ou resposta) feita pela minha amiga Biazocas, cujo nome é Maria Custódia Pereira, autora do Grupo MSN - Poetas Sonhadores, em 24/07/2006. Ela também está presente nos «Sonetos.com.br».
ROCHAS |
Na noite de 16/08/2006, navegando no sítio da "Dama da Poesia", Efigênia Coutinho, deparei-me com outras "Rochas" da autoria de Erigutemberg Meneses, que também tem sonetos publicados no sítio de Bernardo Trancoso, o sítio por excelência destinado a Sonetos.
Escrevi-lhe, via e-mail, a referir precisamente esta descoberta, pura coincidência. Regozijo-me com a sua resposta:
"A intertextualidade (sobreposição de um texto em outro) caracteriza o que Michel Foucalt denomina de ausência de autoria, ou autoria coletiva etc. José Saramago escreveu algumas de suas obras, o mais das vezes, tocado pelo sentido de enredos explorados em obras que lhe permaneceram no subconsciente: Ensaio sobre a cegueira e A caverna, são os exemplos a que me refiro. No primeiro caso, os críticos perceberam a rede de intertextos; no outro, o próprio autor é quem revela ter-se inspirado na obra O Mito da Caverna de Platão que serve de intertexto a muitas obras modernas, inclusive na publicidade e propaganda. Erasmo de Rotherdan, ao escrever Elogio à Loucura, de uma forma invertida deu corpo à inspiração platônica.
Nós, leitores de muitas obras, somos, sim, banhados na mesma fonte de inspiração; é possível coincidências até de temas e versos completos, sem que haja plágio, imitação. No meu imaginário, rochas são corpos, pernas e assim, poeticamente, componho.
Se tivermos uma raiz comum, é possível que eu tenha feito a leitura de seu belíssimo poema e quiçá, nele me inspirado. Se não, no campo da poesia, temos algumas afinidades. Muitos beberam na nascente dos grandes poetas clássicos. É por demais sabido que os nossos românticos coloriam seus painéis poéticos sob os influxos da inspiração dos poetas e autores europeus. Em meu soneto pode ser que se identifiquem ainda muitas outras vozes autorais. Não seriam os trechos "formoso sítio" e "lapas cavernosas" puro Camões? Copiei-os? Vieram-me de modos indiretos, não dissimulados? Eu tenho ferrenha admiração a Fernando Pessoa, e assim minha obra está impregnada de Pessoa e tambem de Florbela Espanca, de igual admiração. Se aproximarmos bem a lupa do conhecimento, é de se supor que todo o poema é um caleidoscópio de inspirações anteriores. A mim, coube organizar as palavras e as frases, de acordo com a métrica, a rima, criando a memória de um momento lírico; não me importa se a criação da obra tenha ou não originalidade inalienável: registrei um momento. Outros que compartilharam da mesma emoção hão de achar vestígios seus (poetas mais habilidosos e capazes) em minha obra. E ficarei feliz com isso..."
- Erigutemberg Meneses (17/08/2006).
ROCHAS |
- Vasco de Sousa (27/05/2008) - in Paixão e Poesia.
As escarpas do teu Amor
Altas e escuras paredes impenetráveis, |
Nota: Atrevo-me, então, a desafiar-vos para a continuação do lema: «Rochas» e quem sabe ainda nasce uma abundância de inspirações.
Para uma amiga
Dedicatória a Elisabete Nunes
(autora de trabalhos artesanais muito belos)
Ideias são uma constante
Nesse solar radiante;
Os ideais a presença
Que faz toda a diferença.
Mãos de fada, vão avante,
Luz assim bom diamante;
A beleza a recompensa,
Que nosso olhar não dispensa!
Assim o dom favorece,
A mesa onde acontece
Um momento sempre feliz.
Parabéns por tal faceta,
Que brilha nesse planeta...
É um dom que tens de raiz.
Rosa Silva ("Azoriana")
Destaque: Domínio dos Anjos
Pelos comentários que HumbertotheWizard deixou no artigo sobre a Cantoria na Guarita;
Pelo artigo que colocou no seu blog "Domínio dos Anjos" que é agradável de ler. Destaco uma parte que cria muita emoção:
(...) "As cantigas são a voz do povo, e nada melhor que elas para expremir aquilo que lhe vai na alma. Elas estão repletas de emoções que retratam fielmente os sentimentos que um povo sente, e nada melhor que elas, para reflectir a maneira de pensar que o faz assim agir. (...)
Açores é realmente uma terra de sonho. Que nos concede a paz e o sossego que por vezes nos falta."
O resto do artigo podem ler directamente no blog que está repleto de magia e luz.
Por tudo isto o meu muito obrigada!
Azoriana
À vontade
Não falar
De comer
E beijar
Com saber
A gritar
No gemer
A cantar
O prazer
A sorrir
O porvir
Se eu fito
Esse grito
Que por mim
Vem no fim!
Rosa Silva ("Azoriana")
Cantoria na Guarita - 27/07/2006
A seguir vos apresento
Umas quadras que então captei
Meu ouvido bem atento;
Reticentes as que falhei.
Cantoria na Guarita
27-07-2006
(...)
«Retornado»
Se calhar tu tens razão
A água corre no rio
Mas a nossa obrigação
É cantar ao desafio.
Mota
Nós temos que ir para além
E seguirmos sempre em frente
Porque existe sempre alguém
Que gosta de ouvir a gente.
«Retornado»
Há poucas pessoas antigas
Hoje aqui neste serão
Mas os que gostam de cantigas
Estão prestando atenção.
Mota
Os velhinhos vão morrendo
Acabam o seu serviço
Aqueles que vão crescendo
Já não se importam com isso.
«Retornado»
Esta cultura que nasceu,
Quem estudou sabe bem,
E quem não gosta do que é seu
Não gosta de mais ninguém.
(...)
«Retornado»
A vida tem vários trilhos
Às vezes é prematura
Incentivem os vossos filhos
A gostarem da nossa cultura.
Mota
A Terceira tem tradições
Que estão em nossas lembranças
Filarmónicas e procissões
E também as nossas danças.
(...)
«Retornado»
Angra capital de Portugal
De Heroísmo e alteza
Hoje Património Mundial
Viva a terra portuguesa!
(...)
«Retornado»
Da verdade ninguém se arreda
Quem sabe, sabe que eu tenho razão
Que até a Casa da Moeda
Já foi em São Sebastião.
(...)
«Retornado»
Eu já disse isto tantas vezes
Cantando em Festas e Bodos
Que nós somos mais portugueses
Que os outros portugueses todos.
Mota
Quando Lisboa se entregou
Ao domínio dos Castelhanos
A Terceira é que aguentou
A bandeira mais três anos.
(...)
«Retornado»
Ó Terceira terra minha
De lilás e dos amores
Para mim és a rainha
Das nove ilhas dos Açores.
(...)
«Retornado»
Temos respeito e civismo
Assim reza a nossa história
Por isso tem Heroísmo
E a Praia tem a Vitória.
(...)
«Retornado»
Vou-vos dizer outra vez
Espero não ter engano:
Orgulho-me de ser português
Mais em ser açoriano.
(...)
«Retornado»
Não quero ser teu estorvo
Tenho mais do que tu alguns anos
Mas de Santa Maria ao Corvo
Somos todos açorianos.
Mota
Isto é para quem pensa
Sem medo de dar a cara
Só existe uma diferença
É o mar que nos separa.
«Retornado»
Nós aqui rezamos o terço
História minha mãe me contou
Porque eu adoro o berço
Onde ela me embalou.
Mota
E há quem fale à toa
Pensando dizer maravilhas
Há senhores em Lisboa
Que não conhecem estas ilhas.
«Retornado»
Que venham ver as paisagens
Que são tão lindas e tão raras;
Não vêm mais porque as passagens,
Infelizmente, estão caras.
Mota
Que venha mais pessoal
Ver esta terra de amores
Da nossa Sé Catedral
Igreja mãe dos Açores.
«Retornado»
Temos a mesma bandeira
Com as mesmas sete cores
Mas quem não vir a Terceira
Pois não conhece os Açores.
Mota
O abalo a abalou
Todos viram como eu vi.
Mais tarde alguém a queimou
Mas ela não saiu daqui
«Retornado»
Terceirence, minha gente!
Meu povo pr’a quem eu canto,
Somos um povo mais crente
No Divino Espírito Santo.
(...)
«Retornado»
Mas se me derem atenção
Eu não quero fazer mal papel
Isto é a continuação
Da rainha Santa Isabel.
Mota
O nosso povo respeita
Esta ilha de Jesus
Que até quando se deita
Faz o sinal da cruz.
(...)
«Retornado»
Somos sujeitos ao pecado,
A vida tem dois caminhos
Jesus também foi coroado
Mas com uma coroa de espinhos.
Mota
Não discuto as razões
P’ra não acabar em estoiros
Também coroaram Camões
Com uma coroa de loiros.
«Retornado»
Eu acho que tens razão
Quem tem razão não castigo,
Abrilhantaste o serão
Deixaste-me ser teu amigo
Diz-me se gostaste ou não,
Mota, de cantar comigo?
Mota
Eu gosto dos arraiais
A tua prelecção bonita
Às vezes somos rivais
Fazemos figura esquisita
Gostei ainda muito mais
De cantar hoje na Guarita.
«Retornado»
És pilar da minha ponte
Erva das minha espigas
És luz do meu horizonte
Alma das almas amigas
És água da minha fonte
Mote das minhas cantigas.
Mota
És figura ilustrada
Que quadras estás fazendo
Qual delas melhor rimada
Sabes que eu te entendo
Ó João eu não sou nada
Daquilo que estás dizendo.
«Retornado»
Por favor tomem nota
És sonho da minha embriaguez
És o rei, eu sou a sota
Posso repetir outra vez
Quando eu abraçar o Mota
Estou a abraçar vocês.
Mota
Vou-vos fazer um pedido
Sois meu meu povo honrado
Se nos deitaram sentido
E se olharam pro meu lado
Vêem o João conhecido
Pelo João «Retornado».
«Retornado»
Façam o vosso norte
Francisco José Maria
Adeus fraco adeus forte
Tristeza e alegria
Deus vos dê saúde e sorte
Pão nosso de cada dia.
| Mota | E assim vamos findar |
| «Retornado» | Que esta hora seja bendita |
| Mota | Se gostaram de nos ouvir cantar |
| «Retornado» | Sem ideia esquisita |
| Mota | Não mais vamos avançar |
| «Retornado» | Adeus a quem nos visita |
| Mota | Assim se torna a abraçar |
| «Retornado» | A quem está na Guarita. |
Nota: Houve mais cantigas ao desafio e uma desgarrada no final. Desculpem-me estes e os outros cantadores por não registar todas as cantigas. Estas fui escrevendo à medida que conseguia perceber o que cantavam no meio de algum ruído, que é muito natural em noite de festa. Sem gravador é mesmo muito difícil captar tudo. De qualquer forma, estas ficam como recordação de um momento bem passado. Parabéns a todos!
Improviso imprevisto...
1
Não sei se afasto as pessoas
Ou se elas se afastam de mim,
Por vezes são muito boas
Noutras até fico ruim.
2
Imprevistos acontecem
Deixam-me num só pensar;
As ideias que amanhecem
Dão-me luzes p’ra rimar.
3
De rimas sou, não há dúvidas,
Moldada pelo improviso;
Rimas não pagam dívidas
Dão-me a paz que eu preciso.
4
As heranças fazem doer
Quando chega a tal partilha,
Fica-se então a remoer
Talvez por viver numa ilha.
5
As voltas que o mundo dá
Deixam-nos mágoas e dores;
Tudo o que fica por cá
É fruto de mãos e labores.
6
Coisas há que não tolero
Frases que ouço malditas;
Avolumo o desespero
E nas rimas são desditas.
7
Sinto falta das conversas
[Confidências de mãe]
Muitas delas vão submersas
Não as revelo ninguém.
8
Servem estas p’ra acalmar
Porque o stress não vale a pena;
Este prazer a encimar
Quem de mim gosta lê a cena.
9
Danças e nossas Cantorias,
Bailinhos da ilha Terceira,
Muito alegram os meus dias;
Feliz sou desta maneira.
10
Na Guarita o desafio,
Com o Mota e «Retornado»:
Com eles até me rio
Foram ambos do meu agrado.
Rosa Silva ("Azoriana")
Post-Scriptum:
A seguir vos apresento
Umas quadras que então captei
Meu ouvido bem atento;
Reticentes as que falhei.
Homenagem a Caritas Souzza
Inspiração e distinção!
Com Enya em música de fundo,
Com poemas que alimentam o ego;
Ir visitá-la é o mais profundo,
O seu blog merece o nosso apego.
Na beleza das rosas do teu mundo
Teu paraíso, jardim que navego,
Os versos são teu prémio jucundo,
Um prazer que, por direito, não nego.
Neste jardim cantam as belas flores,
São elas que perfumam tantos amores.
Em "Meus Rabiscos" Caritas enobrece...
O amor, artes, vida e coração...
Por tudo isso a minha saudação!
Há muito que teu blog o «Best» merece.
Rosa Silva ("Azoriana")
Dedicatória: Gazeta do Blogueiro
Dedicatória
Na Gazeta do Blogueiro,
Os destaques são listados.
Este site é brasileiro,
Onde os «blogs» são premiados.
I
Gosto da Segunda-feira,
Que carrega bom sinal:
Do Brasil p'ra Portugal,
Em directo p'ra Terceira…
Somos dois na dianteira,
Mais o povo hospitaleiro,
Alegre, mui prazenteiro,
Nesse campo de delícias,
União de notícias:
Na Gazeta do Blogueiro.
II
Toda a semana são dez,
Que saem ali na frente;
Sempre se fica contente,
Quando chega a nossa vez.
Os sorrisos de lés-a-lés,
Pelos sonhos partilhados,
Nos artigos publicados.
É bom receber tais avisos,
E em moldes bem precisos,
Os destaques são listados.
III
E para falar a verdade:
Diários são momentos…
Felizes e com sentimentos,
Obras primas, amizade,
Luz, solidariedade.
Nesse cartaz pioneiro,
Com um toque lisonjeiro,
Comentários apregoa…
Não quer-se página à toa:
Este site é brasileiro.
IV
Com respeito e parceria,
Alando a disposição,
E também o coração,
Numa nota de alegria.
Felicidade por um dia?!
Sim! Somos acarinhados,
Nesse porto ancorados,
Porque ali estamos juntos,
Numa corrente de assuntos,
Onde os «blogs» são premiados.
Azoriana
Por uma melhor semana...
A amizade é um sorriso,
Que anda de boca em boca.
Para ser feliz é preciso,
Que a vida não seja louca.
A todos melhor semana,
Repleta de coisas boas,
Vos deseja a Azoriana,
Sem distinção de pessoas.
Dói-me saber que bombeiros,
Morrem quando fazem bem,
Deviam ser os primeiros,
Que no céu um lugar têm.
Sofrem por entre os calores,
Dum inferno dessas terras,
Noite e dia sofrem dores;
As cinzas povoam as serras.
Desgarrada: O "rouxinol" e a "gaivota"
&
1 Rouxinol:
Eu sou um belo passarinho
Com o nome de tralhão
Levo no bico, o carinho
No meu peito, levo paixão.
2
Gaivota:
Este tralhão é um encanto
Rima com grande saber
Tralhão não conheço, portanto,
Nem ele me vai conhecer.
3 Rouxinol:
Se tu gostas de versejar
Também te mando um verso
E eu nele te vou beijar
E aos Açores, o teu berço.
4
Gaivota:
Vejo quadras a caminho
Mas nenhuma é para mim
Nem que fosse um carinho
Faria-me sorrir assim :)
5
Gaivota:
Mas que bela saudação
Vi eu agora a sorrir,
Já sei que meu coração
Por ti vai começar a rir.
6 Rouxinol:
A tua quadra era linda
E feita com sentimento
Mais linda ficou ainda
Ao ler o teu pensamento.
7
Gaivota:
Se quiseres podes ler
As rimas que sei cantar
Basta uma pesquisa fazer
Para o teu ego encantar.
8 Rouxinol:
Eu gosto de teu versejar
Tem o perfume de flores
Das flores que ando a cheirar
Que são todas dos Açores.
9
Gaivota:
Tal pena que não guardei
As quadras que aqui leio
Porque delas eu gostei
Escreves com muito asseio.
10 Rouxinol:
Sou um rapaz asseado
Tenho água para me lavar
Que os versos têm deitado
Por a rima não prestar.
11
Gaivota:
Já te dei recordação
Para dela ficares amigo
A rima é minha paixão
Vem à desgarrada comigo.
12 Rouxinol:
Eu entro na desgarrada
Contigo dos Açores
E no fim serás beijada
Como se beijam amores.
13
Gaivota:
E se fizeres versos
Publico com muito gosto
Nunca ficarão dispersos
Nem ficarás indisposto.
14 Rouxinol:
Os versos para ti faço
Faço-os logo em resposta
Como se fossem, o laço
Da poesia qu’agente gosta.
15
Gaivota:
Gosto muito de poesia
Faço versos ao luar
Até que chegue o dia
Que alguém queira publicar.
16 Rouxinol:
Nunca foge uma açoreana
Uma açoreana tem alma
Que no verso a mim se irmana
E a ela eu dou uma palma.
17
Gaivota:
Como faço para guardar
Tudo o que aqui foi dito
É que eu estou a adorar
E quase que nem acredito.
18
Gaivota:
Encontrei alma irmã
Que comigo quis cantar
Acho que até amanhã
Vamos ficar a rimar.
19 Rouxinol:
Tu guardas no coração
Guardas dentro do peito
Os versos que para ti são
Meu lindo amor perfeito.
20 Rouxinol:
Até amanhã ou depois,
Contigo eu brinco na rima
Ou melhor brincamos os dois
A ver qual fica de cima.
21
Gaivota:
Guarda-me também no peito
Uma açoriana de gema
Serei teu amor perfeito
Se pedires num poema.
22 Rouxinol:
Tu aqui já tens o tema
Que é o da desgarrada
E nela temos o lema
De nunca falhar em nada.
23
Gaivota:
Por cima também é bom
Por baixo é traiçoeiro
Que não se encrave o tom
Deste rimar verdadeiro.
24
Gaivota:
Nesta ilha eu nasci
Juntinho à pequena serra
Mas juro que nunca vi
Um tralhão assim na terra.
25 Rouxinol:
Versejo em qualquer posição
Mas gosto de o fazer por cima
Saem os versos com paixão
Nesta minha pobre rima.
26
Gaivota:
A paixão vai p’las montanhas
Subindo em escalada
Às vezes com artimanhas
Faz-se bela a desgarrada.
27 Rouxinol:
Nunca eu vi uma terceirense
Versejar com um tralhão
Com um tralhão que pense
Tê-la nesse seu coração.
28
Gaivota:
Eu quero que me comentes
Lá no sítio favorito
Afastar-te de mim nem penses
Quero guardar-te num escrito.
29 Rouxinol:
Guarda-me onde quiseres
Guarda bem o teu escrito
Que é feito para mulheres
E que deve ser bonito.
30
Gaivota:
Só falta uma viola
E uma música ligeira
Se quiseres traz a sacola
E vem parar à Terceira.
31 Rouxinol:
Eu aqui tenho a viola
Mas não a consigo tocar
Digo-te anjo, se te consola
Que te posso acompanhar.
32
Gaivota:
Estamos perto da festa
Da Virgem Nossa Senhora
Duma alegria como esta
É difícil ir-me embora.
33 Rouxinol:
Contigo vou na romaria
Vamos agradecer aos céus
E agradecemos a Maria
Estes dons que são teus.
34
Gaivota:
Os dons são meus e teus
Neste momento abraçado
Vou agradecer a Deus
Por ter-te aqui encontrado.
35 Rouxinol:
Ó Deus da terra, do céu
Ó Deus, meu bom redentor
A ti te agradeço eu
Os meus dotes de trovador.
36
Gaivota:
E no céu está Maria
Com um sorriso aberto
É como vejo este dia
Com um rimar tão esperto.
37 Rouxinol:
Nossa Senhora é da Luz
É também dos Navegantes
E ela é a Mãe de Jesus
Que ajuda os mareantes.
38
Gaivota:
E dos Milagres também
Se festeja em Setembro
Quem será que aqui vem
Como seu digno membro?!
39 Rouxinol:
Nossa Senhora da Saúde
Eu dela também me lembro
Para que ela nos ajude
Vou-lhe rezar em Setembro.
40 Rouxinol:
Os barcos partem prá guerra
E levam neles os soldados
Que quando voltam à terra
São sempre uns desprezados.
41
Gaivota:
Portugal debaixo de fogo
Também padece na terra
Vou ver se a Ela eu rogo
E com milagre ele encerra.
42 Rouxinol:
Portugal, no Continente,
E Portugal, nos Açores,
Vai ajudar toda gente
Para afastar os horrores.
43
Gaivota:
É verdade “tralhão” querido,
Tu tens toda a razão
Afaste-se de nós o perigo
E do mundo a confusão.
44
Gaivota:
Amigo, não te quero cansar
E também vou ter de sair
Vou tentar tudo guardar
Para depois ler a sorrir.
45 Rouxinol:
Terceirense, não me cansas
Nunca me cansa uma flor
Se queres em mim descansas
Depois de canções de amor.
46
Gaivota:
Um beijo nesse teu rosto
Até próxima ocasião
Cantar contigo é um gosto
Faz-me bem ao coração.
47
Gaivota:
Amar é tão saudável
Cantar ainda é mais
Tu és pessoa adorável
Encantei-me até demais.
48 Rouxinol:
Outro com muito carinho
Eu dou nesse lindo rosto
O tralhão dá-te beijinho
Em pleno mês de Agosto.
49
Gaivota:
Agosto, mês de arrasar
É quente, é abrasador
Podes por mim perguntar
Ao sol, padrinho do amor!
50
Gaivota:
Adeus meu caro amigo
Que nesta hora presente
Deus fique aqui contigo
E de mim não se ausente.
51 Rouxinol:
Eu vou perguntar à lua
Perguntar por ti ó flor
Se me indica a tua rua
Um rouxinol cantador?
52
Gaivota:
Da minha rua à tua
A distância não conta
Eu vou beijar a lua
Porque ali o amor desponta.
53 Rouxinol:
Se tu já te vais embora
Eu te digo tristemente
Que peço a Nossa Senhora
Que ilumine a tua mente.
54
Gaivota:
E num pássaro da ilha
Vou mandar-te o meu beijo
Nesta terra maravilha
Na minha mente um desejo.
55
Gaivota:
De conhecer o tralhão
Que canta como rouxinol
E num aperto de mão
Ver todo o brilho do sol.
56 Rouxinol:
No meu ser ficam desejos
Que aqui não posso contar
Eles vão expressos em beijos
Nos tempos do verbo amar.
57
Gaivota:
Obrigada simpático tralhão
De ti eu vou-me lembrar
Ficas no meu coração
Nos tempos desse amar.
58 Rouxinol:
Eu guardo-te no meu peito
No fundo do meu coração
E vou guardar-te dum jeito
Para te ter sempre à mão.
59 Rouxinol:
Com um beijo de despedida
Numa quadra bem brejeira
Me despeço de minha querida
Adeus ó moça da Terceira.
60
Gaivota:
Espero a tua visita
Com uma grande alegria
Na Terceira, acredita,
Bem-vindo serás um dia.
2006-08-12
Fim