Fonte da informação: Adiaspora.com - Eventos 2006

A abertura solene do I Encontro Luso-Maranhense Sobre a Memória Açoriana no Estado, com imagens do evento de 2006, sendo a mesa composta por entidades locais e representante da nossa Região.

Eu vibrei ao ler algumas passagens deste belo documento histórico, inclusive esta que me chamou a atenção:

"(...) Temos um grande orgulho do povo a que pertencemos, orgulho esse que se manifesta com grande evidência aqui no Brasil. A saga histórica do povo açoriano está profundamente ligada ao povoamento do Brasil: nos séculos XVII e XVIII no Maranhão e no Pará; nos séculos XVIII e XIX em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul; nos séculos XIX e XX no Rio de Janeiro e em São Paulo"

E também se lê: "(...) Pensamos que este é mesmo o primeiro encontro no Maranhão a que outros se seguirão, continuaremos, dentro das nossas possibilidades, a apoiar este tipo de realizações, para que, por um lado, possamos investigar e melhor conhecer qual o nosso papel como açorianos no Brasil. Por outro lado, começar a consolidar os laços culturais que são evidentes em muitas terras deste imenso e autosustentado país. Por tudo isso temos imenso gosto em estar aqui presentes e só desejamos que este primeiro encontro, beneficie da troca de sabedorias e conhecimentos que, nos campos profissionais, sirvam para consolidar esta amizade que, penso, muito dificilmente ou já nada poderá destruir."

Encontrei imagens de dois músicos da nossa ilha Terceira que actuaram neste evento, e outras autoridades representantes dos Açores.

Destaco a imagem da poetisa Gracilene do Rosário Pinto evocando a Serreta, conforme é referido na imagem que ampliei e fiz realçar. Nem imaginam a emoção que é saber que a Serreta foi mencionada pela nova amiga.

outras imagens que ilustram este evento, com pessoas que muito bem escrevem da História dos Açores - "Entre o velho e o novo mundo".

Chamo a atenção para um poema muito bonito do Professor António Melo de Albuquerque Carvalho, que é digno de se reler, e na mesma página podemos ver os músicos da Terceira que prestaram um tributo a Carlos Paredes.

Carta aberta a Sua Excelência o Presidente do Governo Regional dos Açores

Em nome da Senhora dos Milagres, da Freguesia da Serreta, da Ilha Terceira - Açores, começo.
Pai, Filho e Espírito Santo.

Angra do Heroísmo, 30 de Julho de 2006

Exmº Senhor
CARLOS CÉSAR
Presidente do Governo Regional dos Açores

O senhor é o pai dos nossos Açores e tem uma família distribuída pelas nove pérolas do Atlântico, às quais chamamos ilhas. Cada uma delas é uma flor que eu lhe ofereço com muito carinho, num bouquet de cores que as caracterizam (amarela, verde, lilás, branca, castanha, cinzenta, azul, rosa, e o negro que simboliza o Corvo, que as levaria no bico).

O senhor tem vários colaboradores que tratam dos diversos assuntos que dizem respeito a todos. Eu já fui pedir a vários deles para nos auxiliar a trazer à Serreta uma devota de Nossa Senhora que é cantora para vir cantar na noite do Domingo da Festa de 2006, porque a Padroeira da Serreta vai ter a sua Primeira Festa no novo Santuário que foi elevado a 7 de Maio de 2006, pelo Reverendíssimo Bispo dos Açores, mas a resposta até agora foi silenciosa.

A verdade é que esta falta de resposta já está a deixar-me desesperada porque estas coisas não se prevêem, acontecem quando menos esperamos, e eu tive culpa porque falei dos milagres de Nossa Senhora aos quatro cantos do mundo, e, sabendo dessa pessoa que precisava de ajuda porque estava doente, eu recomendei-lhe que recorresse a Nossa Senhora dos Milagres que é quem pode interceder nas causas difíceis. E a fé desta nova amiga até foi mais longe, pois num instante conseguiu criar um cântico dedicado de agradecimento pela graça obtida, a que eu chamo Hino do Santuário, e a sua voz tem a sabedoria exacta para o cantar na noite do dia principal da festividade, entre outros temas que fazem parte do seu repertório.

Recorri à Comissão da Festa e obtive resposta favorável para alojamento e refeições desta advogada, dramaturga e cantora de São Luís do Maranhão - Brasil. Mas a Serreta é uma freguesia com pouca população e não tem mais hipótese de outra colaboração além do nosso Governo. Assim sendo, só falta a verba para o transporte aéreo porque até há guitarristas que se disponibilizaram para acompanhar a actuação, a título gracioso.

A convidada em questão só não paga as despesas da viagem do seu próprio bolso porque ficou sem recursos devido ao AVC que lhe acometeu, e eu não possuo recursos suficientes e disponíveis (e vossa excelência pode averiguar isso) para custear isto, caso contrário o faria alegremente. Mas a nossa vontade é muita em abrilhantar a Festa da Nossa Divina Mãe que é a intercessora da Terra junto a Jesus, e que é amada por todos os seus filhos serretenses, e como se pode constactar, até mesmo fora dos Açores.

Eu acredito n'Ela porque mesmo sendo uma Imagem, não é uma imagem qualquer. É ali que acorrem milhares de peregrinos com os olhos postos em seu altar para agradecer-Lhe as graças obtidas. Isso, com certeza não acontece por acaso.

Senhor Presidente, CARLOS CÉSAR, em nome da Comissão da Festa digo-lhe que estou disposta a colocar uma «Fita de Solidariedade» no andor da Senhora dos Milagres, com o(s) nome(s) que V. Excelência entender que eu coloque, que possa(m) contribuir para a vinda desta cantora, que nos virá cheia de gratidão e alegria presentear com sua voz a Festa da nossa Padroeira, que não olha a fronteiras e ama a todos por igual.

Seria lindo ouvir a actuação da Drª. Gracilene do Rosário Pinto cantando os seus versos no nosso Santuário.


Acredite que eu e a Serreta estamos em lágrimas, porque como naturais da Serreta, isto é muito importante para nós, e para todos que acreditam que Nossa Senhora tudo pode mesmo para além da nossa morte. Eu creio! E comigo toda a Serreta que criou uma grande expectativa a respeito da vinda da devota brasileira.

Por favor, responda-me o mais breve possível porque o tempo urge e a nossa festa já está à porta, e uma das suas colaboradoras com um olhar para além mares, a quem manuscrevi uma carta, nos fins de Junho, anexando o historial, que publiquei no meu blog em http://silvarosamaria.blogs.sapo.pt/245590.html, ainda não me respondeu, em concreto, acerca do assunto, apesar da minha insistência.

Que Nossa Senhora o ilumine para a melhor resposta.

Respeitosamente me subscrevo, esperando a sua melhor atenção,

Rosa Maria Silva

Êxtase

Mil versos de paixão
Ecoam do teu seio.


Nesses recantos,
delírios de encantos,
águas cristalinas deslizam
suavemente
de encontro ao seio da terra
e pasmam aos nossos olhares
como que alertando
que a paz se constrói aí...
Cantando!

[Bastava imitar a natureza]

E se o mundo todo imitasse
essa paz ou a visse,
talvez não se ferissem tanto
nem aos seres que nela habitam
.

Azoriana

Nota: Inspirei-me numa linda imagem no artigo "Baía do Raposo" do blog açoriano «foguetabraze», da autoria de Nuno Barata.

"Merenda na Contra-Mina", de Joaquim Pedro Ferreira - Estreia em Mértola

Mértola

Interrogue-me porque só hoje entrei em “Mértola” (?).

Eu respondo antes mesmo de chegar o retorno do correio electrónico.

Aqui para nós, que ninguém nos ouça, eu tenho o meu primogénito por terras alentejanas, mais propriamente, em Mértola, por livre escolha dele.

Uma peça de teatro em estreia, no dia 28 de Julho de 2006, fez-me avançar numa pesquisa na internet (Mértola; Teatro). Tive sorte!

Encontrei motivo para me prender ao monitor a partir de agora. É que vou estar atenta aos vossos artigos e quem sabe ainda me dão a oportunidade de ver a actuação do meu filho, na peça “Merenda na Contra-Mina”, de Joaquim Pedro Ferreira, que pelo que percebi é amigo do açoriano.

Ele já me ligou, aliás, eu retornei a chamada, feliz da vida porque a estreia foi bem sucedida.

Eu queria ter sido um insecto para voar ligeira e apressadamente para o ver junto com o Grupo de Teatro de Mértola, que actuou no velho Marques Duque, renovado, conforme li no artigo publicado alusivo a esta estreia.

Estou feliz e pronto!

A pouco mais de um dia estarei a abraçá-lo, passados sete meses sem o ver, com apenas alguns contactos através do aparelho que nos coloca os ouvidos mais perto para matar as saudades que abundam por aqui.

Um dia gostava de ir à terra ver as gentes que acarinharam meu filho durante a sua vida de estudante de além-mar, sem ver o mar que lhe deu o tom dos olhos.

Um dia gostava de o ver representar... Qual?! Não sei... Nem que seja em filme ou no blog “Mértola”, que passa a fazer parte dos meus links favoritos.

Cumprimentos da Azoriana

E.B.I.T. - Encontro de Bloguistas da Ilha Terceira

A ideia do Encontro partiu do Luís Nunes e de mim (Azoriana). O trabalho deste projecto esteve a cargo do Angel com a colaboração da esposa, que sempre nos ajudou desde o início. Todo o tempo que passaram cuidando deste trabalho merece um especial AGRADECIMENTO. - Bem-hajam!

Agora só posso dizer que estou FELIZ e espero, brevemente, contar com a felicidade do Luís Nunes, que ainda está de férias.

E apetece-me cantar bem alto:


A canção dos
BLOGUISTAS


Todos juntos num encontro de ideias
Partilhando retalhos de vida
Sonhos livres correndo nas velas
Dum punhado de gente unida.
Nossa terra, nossa alma a caminhar
Nesta estrada que não tem barreiras
Todos juntos podemos sonhar
Nosso grito vai além fronteiras.

Somos bloguistas
de par em par
pontos de vista
a navegar. (bis)


Pensamentos colados no tempo
Desfilando no eco dos dias
É a febre que abraça o momento
Um atalho p'ra mais alegrias.
Nossa terra junta gente a festejar
Num encontro que não tem barreiras
Todos juntos sempre a desejar
Que o sonho vá além fronteiras.


Somos bloguistas
de par em par
pontos de vista
a navegar. (bis)


Azoriana

Uma prosa para um Sábado de sol...

Desde Abril de 2006 que venho colocando alguns artigos no Azoriana / Açoriana (II), que tudo indica ser uma continuação do original. Digo que é um descendente, mas não é o blog (primeiro) que tenho na plataforma antiga do SAPO, que julgo estar a ter uma fase menos boa.


Neste descendente coloco o que vou criando ou o que me tocou mais ao longo de dois anos e três meses de bloguismo.


Hoje apeteceu-me escrever algo que me marcou nestes últimos tempos.



Um livro que é mesmo um sonho!



Neste livro toda a emoção do Carnaval Terceirense


Também vou registar que, a 15 de Julho de 2006, foi a minha estreia na Sociedade Filarmónica Recreio Serretense, junto com Carlos Norberto Silveira, num recital poético e de humor.


Este evento, registei com agrado no meu "Livro em Branco", que me foi oferecido por uma pessoa muito especial com quem lido diariamente, em horário laboral. A ela o meu maior respeito e um cumprimento especial.


Numa das páginas deste "Livro em Branco", onde vou registar momentos de emoção, está escrito, pelas mãos de Filomena Silveira e Carlos Norberto Silveira, respectivamente, o seguinte:


"As Rosas chegam ao ponto de perfumar as mãos daqueles que as esmagam" - Jul16, 2006. Filomena Silveira;


"(...) Obrigado por teres aceite o meu convite" - Jul 16, 2006. Carlos Silveira


Aquela primeira frase tocou-me imenso e será, doravante, uma frase preferida e muito, muito especial. A segunda refere-se ao convite que foi um dos mais belos da minha vida. Fico-lhe eternamente grata.


E graças àquele convite, tive a oportunidade de, em vida, prestar a minha homenagem ao Carlos Silveira, ao maestro da Filarmónica e respectivos músicos, ao povo Serretense, à minha mãe já falecida, e, no meu coração, no meu olhar, na minha voz dediquei, intimamente, aos meus filhos e todas as pessoas que já fizeram parte do meu viver.


Um dia, quando eu cá não estiver, lembra-te de mim como uma Rosa que chegou ao ponto de perfumar as mãos daqueles que a esmagaram, com a emoção, o sorriso, as lágrimas, o riso, a alegria, a tristeza, a vida e, porque não, a partida quando a hora for a última.


Eu amo-vos!


Alguém me disse, no fim do espectáculo para o sorteio da passagem aérea para o acompanhante da Filarmónica Recreio Serretense na sua visita a Estremoz, que a minha voz assemelhava-se à voz da minha mãe... Aí, eu senti, profundamente, que não fui eu que ali estive a representar, mas sim a presença em mim da vontade que tive em ter ali, a ouvir-me, a minha mãe. Em vida, talvez não lhe dei toda a atenção que ela merecia, mas quem sabe ela já me perdoou e a prova está na inspiração que me vai surgindo no dia-a-dia.


Para mim também é uma nova emoção, o facto de saber que o «Luca» também fez a sua estreia no teatro, algures em terras alentejanas e também se deu bem. Isso basta-me.


Rosa Silva ("Azoriana")

Postar por e-mail - estreia

Descobri, hoje, esta boa novidade: Conseguir colocar artigos no blog usando qualquer um e-mail pessoal.

Este é um artigo-teste-estreia. Vou ficar feliz se der certo porque, assim, abreviam-se alguns procedimentos.

Por outro lado, estou um bocadinho triste porque não consigo visualizar nenhuma das minhas páginas pessoais, incluindo a parte que se refere à freguesia da Serreta.

Estou convicta que, brevemente, a equipa do SAPO vai dar a sua sempre prestimosa ajuda.

Só não há remédio é para o momento que ninguém, neste mundo, tem controle.

A todos um bom fim-de-semana com sol e lazer q.b.

Azoriana

Belezas que vou encontrando...

Ao poema «Açores» de Vitor Cintra

Que poema encantador
Sobre as ilhas... Quanto amor!
Que beleza de moldura,
Mui formosa e com frescura.

Pérolas do descobridor,
A natureza em flor,
A paisagem que é mais pura,
Até hoje nossa ventura.

Há brilhantismo no verso,
Por este nosso universo,
Rodeado de mar anil.

As hortênsias então,
Cartaz de apresentação:
Nos valados mais de mil.

Rosa Silva ("Azoriana")

Dedicatória: «Crónicas... no feminino»

Nem sempre o vento em mim se levanta
E abana versos de inspiração;
Mas a crónica também nos encanta
Se aventada com tal dedicação.

Senti que o vento tem toda a razão...
É que ele bem a tempo se agiganta
Na ponte que me prende atenção:
Meu olhar, num instante, nela canta!

«Crónicas... no feminino», é fonte
Repleta de palavras alvas e mansas,
Voltadas p'ro Porto e p'ra sua ponte

De infância: Viagem de lembranças,
P'lo rio, que à crónica dá mais prazer.
Quem me dera vê-lo num amanhecer!

Cidália Miravento
(pseudónimo da "Azoriana" - Rosa Silva)


 


Em http://www.sonetos.com.br/sonetos.php?n=8262

Homenagem à «Mulher da ilha»

Ainda bem que ali entrei
Vinda lá do tal «Planeta»
E mais uma vez constatei
Que tem poder na "caneta".

Bom rumo, letras seguras,
Não deixa nada por dizer;
Olhe que nestas alturas
Há homenagens por fazer.

Merecem os calceteiros,
Artesões, agricultores,
Cozinheiros e padeiros,
E também os professores.

Que nossos filhos ensinam
E as letras dão a conhecer,
E se no lar os estimam
Também aprendem agradecer.

Homenagens após a morte
Que satisfação é que dá?!
Em vida talvez por sorte;
Para ti faça-se já!

Continue esse seu tema:
Parabéns à "Mulher da ilha",
Sei que não vai ter problema,
Bom pensamento partilha.

Azoriana

«Em Busca de Um Sonho» - O livro do poeta Daniel Arruda - agradecimento


(capa do livro, publicada na
página pessoal de Daniel Arruda
siga o link por favor
)


Este poeta emigrante
Mesmo estando tão distante
Não esquece Portugal,
E guarda bem na memória
O seu trilho e sua história
Num traço fundamental.
Eis uma recordação
No livro com coração
Regido p'lo intelecto;
Ao mundo faz divulgar
Duma forma exemplar
Tudo o que mais tem afecto.
A encomenda já chegou
Na minha mão assentou
Um olhar de emoção;
Do poeta altarense
Do homem que me convence
A amar sempre o Carnaval.
Chegam delícias de rimas
Este dom que tanto estimas
De vocação especial.
Altares, terra favorita,
Fica lembrado na escrita
Deste «Sonho» radiante,
E o seu imenso cantar
No coração vai ficar
Um LOUVOR ao emigrante.

Desejo felicidades
E que minguem as saudades
Da Ilha Terceira - Açores;
Que Deus e Nossa Senhora
Lhe dê saúde a toda a hora
P'ra continuar seus valores.
Agradeço de coração
Toda essa emoção
Talhada com muito gosto!
E o beijo e um abraço
Que lhe mando neste espaço
O vá encontrar bem disposto.


Da Serreta e dos Altares
Da Ilha e seus lugares
Muito já se escreveu,
Mas das Danças (e Bailinhos)
Foram dados mais carinhos
Por quem já as concebeu.
A Terceira, ilha lilás,
Nesta arte que bem faz,
Amanhecer alegre o dia,
Merece seja lembrada
Nas suas linhas gravada
Junto com a bela poesia!
A poesia é bem-amada
Feliz por ser partilhada
Em quadras soltas cantando;
Irresistível tentação
De lhe pedir permissão
P'ra sair anunciando:
Que Daniel Arruda ama
As páginas que ele declama
Duma beleza sem par,
Fico à espera de ouvir
A terra que o viu sorrir
Grande homenagem lhe dar.
Rosa Silva aqui lhe oferece
A homenagem que ele merece
Com muita satisfação:
«Em Busca de Um Sonho» fica
Nas linhas que lhe dedica
A melhor saudação!

Bem-haja!

Rosa Silva "Azoriana"

As rochas



Parecem corpos longos abraçados,
Erguidos das águas temperadas,
Quantas vezes de espuma salpicadas?!
Só os rostos não vejo desenhados.

Corpos à beira-mar enfileirados,
Imersos nas correntes mui salgadas,
Sentindo as vagas brancas sublimadas,
De beijos que são sempre renovados.

Se fecho os olhos, perco-me no som,
Sinto-me rocha que segrega o tom,
Que, muitas vezes, faz canção de mar...

De outras, faz lágrimas derramar.
De repente, os corpos harmoniosos,
Parecem corpos longos tenebrosos!

Rosa Silva ("Azoriana")


 


Em http://www.sonetos.com.br/sonetos.php?n=8182

Por uma boa causa...





Oração



Lembrai-vos, ó piíssima Virgem Maria,

que nunca se ouviu dizer que algum daqueles

que têm recorrido à vossa protecção,

implorado a vossa assistência e

reclamado o vosso socorro,

fosse por vós desamparado.

Animado eu, pois, com igual confiança,

a vós Virgem entre todas singular,

como a Mãe recorro, de vós me valho,

e, gemendo sob o peso dos meus pecados,

me prosto a vossos pés.

Não desprezeis as minhas súplicas,

ó Senhora dos Milagres,

mas dignai-vos de as ouvir propícia

e de me alcançar o que vos rogo.

Ámen.

(P.N., A.V., G.P.)



Esta é a oração que vem publicada no novo panfleto

do Santuário de Nossa Senhora dos Milagres

Serreta - Terceira - Açores

Divulguei-a para que todos a possam ler

e juntos pedirmos as graças que mais necessitarmos.

Hoje, peço por uma amiga de G.R.P.

que está hospitalizada

para que tenha vida e saúde.

Ao sabor da tecla

No silêncio profundo
Canta agora a minha mente
Amizade neste mundo
Faz o dia sorridente.

Quando nos falta carinho
A tristeza vem na frente
Que ninguém viva sozinho
No meio de muita gente.

É bom encontrar alguém
Que partilha sentimento;
Deus lhe faça muito bem
A todo e qualquer momento.

Todo o nobre coração
Faz a paz em vez de guerra;
É pena ver maldição
A cirandar sobre a terra.

Peço p'ra que venha o dia
Que as armas, moribundas,
Dêem lugar à alegria
Evitem dores profundas.

Além disso, os cataclismos
Tsunamis, e maus vulcões,
Quanto caos também nos sismos
Que nos causam aflições.

Por tudo isso, então,
Mal de homens e natureza,
Urge prestar atenção
À amizade concerteza.

Enquanto houver amizade
Um sorriso e uma flor
Digo isto com verdade:
- Será utopia, Senhor?!



Azoriana

A minha cor!?



A minha cor nem eu sei,
Anda perdida nas nuvens,
Nunca mais a encontrei…
Só sobram algumas fuligens.

O azul que gosto tanto
Desvaneceu-se do olhar;
Que belo seria um manto
Tal e qual a cor do mar.

Mas o mar tem variações
Acolhe quem o admira,
Nas suas ondulações
Alegra-se com quem o mira.

Por isso, gosto do mar,
Estou tentada a imitá-lo…
Numa noite de luar
É com ele que eu falo.

Azoriana

Nenúfares da Paixão

Estou pousada no meu pensamento
Leio-te e vejo que tens sentimento
Tens amizades vestidas de paixão
Esta agora é paz p’ro teu coração.

Quero que saibas que em qualquer momento
O meu coração leve como o vento
Encanta-se de amor dança emoção
Continua preso numa solidão.

Pediste e bem que queres segredo
Entendo o porquê desse nobre medo
Eu também te peço p’ra me guardares.

Se um dia a saudade de mim for maior
(Virtualidades sabes de cor)
Só quero paixão quando tu me olhares.

Rosa Silva ("Azoriana")

Dança do vale





A brisa que nos campos se entretém

A embalar os verdes fantasiados

E no fulgor da paisagem não há quem

Se desprenda dos sentidos deslumbrados.

Fico assistindo à dança do vale

O olhar segue além o monte erguido

À espera que a brisa também o embale

Antes que a noite o faça adormecido.



É então que ouço o cantar da natureza

Que se sente feliz de verdes beleza!



Senhor fazei que para lá daquele monte

A alegria em cada coração desponte.



Azoriana

A estreia

15 de Julho de 2006



Na Sociedade Filarmónica Recreio Serretense, perante rostos conhecidos, deu-se início a um agradável serão, organizado tendo em vista proporcionar a todos um momento musical, intercalado por um recital de poesia e humor, culminando com o sorteio da passagem aérea para um acompanhante da Filarmónica Recreio Serretense, na sua deslocação a Extremoz.



Os cerca de quarenta elementos presentearam-nos com dez temas musicais lindíssimos, numa selecção especial, em que o solo de trompete por Ruben Alves merece destaque, bem como todos os músicos empenhados neste Concerto.



A intercalar cada tema, coube a Carlos Silveira, um filho da freguesia, radicado nos Estados Unidos da América e de visita à sua terra natal, apresentar as respectivas criações para este momento inesquecível junto com a sua esposa Filomena Silveira, e a mim que recebi o seu convite para também actuar perante a assistência com «Cantinho do Céu», «Cântico ao Divino», «Dedicatória ao Carlos Norberto, João Marcelino, músicos, sócios e dirigentes», «Pautas da Alegria» e o «Agradecimento» ao Pároco Manuel Carlos que foi o distinto apresentador deste espectáculo.



A emoção pairou naquele palco e ainda mais quando algumas pessoas me disseram que a minha voz lembrava a da minha mãe, após o terminus do espectáculo. A ela dediquei esta noite.



Jamais esquecerei o convite que me foi feito pelo Carlos Norberto Silveira e agradeço o facto de me ter proporcionado esta estreia: Foi a oportunidade de dar ao povo da minha freguesia aquele abraço de palavras rimadas, que é o que mais me agrada escrever desde Abril de 2004.



Deixo este registo com um agradecimento ao regente actual, João Marcelino Costa, que também deu o seu melhor para o sucesso desta actuação.



- Até sempre e bem hajam!



Rosa Silva ("Azoriana")

Espetáculo na Sociedade Filarmónica Recreio Serretense

15 de Julho de 2006


Músicos da FRS


Recital poético:


Pico da Serreta


1. "Cantinho do céu"


Coroa do Espírito Santo


2. Cântico ao Divino
3. Dedicatória ao Carlos Norberto Silveira, João Marcelino Costa, músicos, sócios e dirigentes, da S.F.R.S.:


 


I
Amigo Carlos Silveira
Que regressas à Terceira
Matando tuas saudades;
No presente quero dar-te
Uma rima que faz parte
Das minhas variedades.

II
Teu berço na freguesia
Que te viu noite e dia
Onde também foi meu lar.
Serreta, eu te saúdo,
Nesta hora vales tudo!
Só te quero elogiar.

III
As palavras já são poucas
De certeza não são ocas
Quando se quer bem dizer;
No convite que fizeste
Muita alegria me deste
Nem sei como agradecer.

IV
Deixo-te a dedicatória
Que ficará na memória
Deste povo que aqui vemos;
E p'ra nossa Padroeira
A oferta da vida inteira
No sorriso que trazemos.

V
Nosso tempo de estudante
Agora já tão distante
Só nos traz recordações;
Eu fiquei nesta paragem
Só me falta ir de viagem
O problema é os aviões.

VI
Fico-me pelas touradas,
Nossas festas animadas
De hortênsias e cantigas;
Na nossa Sociedade
O João dá continuidade
Às tocatas tão amigas.

VII
Bravo! Músicos abnegados
Sempre tão esforçados
Nesta arte admirável;
Os sócios e dirigentes
São as forças presentes
De valor incalculável.

VIII
Filarmónica da Serreta
É de se tirar a jaqueta
A primeira desta ilha;
Nela também já tocou
O cornetim do meu avô
Muito gosto deu à filha.

IX
A Matilde cá não está
Mas se estivesse por cá
Aplaudia na plateia.
Felicidade que m’assiste
É saber qu’inda existe
Gente que a tem na ideia.

X
Agora para não maçar
Resta-me os dois abraçar
Com bastante emoção;
Um adeus com alegria
Voltem sempre à freguesia
Que vos tem no coração!

Rosa Maria
2006-07-12


 


4. Pautas da Alegria


Regente e Músicos da FRS

PAUTAS DA ALEGRIA

A Sociedade Filarmónica
Luzitana, de Estremoz,
Visitou no ano passado
A Sociedade de Recreio Serretense
Que a recebeu com carinho
Neste torrão terceirense.
Hoje essa alentejana
À Serreta retribui
Sua hospitalidade,
E nos versos da Azoriana
Um apontamento flui.
Para falar de saudade...

I
A Rainha Santa Isabel
Em Estremoz sempre amada
Por mulher temente a Deus,
De rosas santificada.
II
Este encontro abençoado,
E a motivação histórica,
No coração está selado
O brio da Filarmónica.
III
Por maestros de gabarito
De trompete e clarinete,
Um louvor lhe fica escrito,
Na batuta o brilharete.
IV
A Música da Serreta
Vai rumar p'ro Alentejo:
Por bom caminho se meta
Boa viagem lhe desejo
V
Nas pautas da alegria,
É onde as notas se talham,
No sopro e na bateria
São os músicos que a espalham.
VI
Junto a esta pequena serra
Nasceu nossa freguesia,
Mas, sua voz não se encerra,
Ganha asas de cotovia.
VII
E solta nas asas do vento
Possa levar a mensagem
De amor e paz a contento
Para uma feliz viagem.
VIII
Que a Virgem Nossa Senhora
Dos Milagres, a Padroeira,
Convosco vá sem demora,
Sempre a melhor Companheira.
IX
Nas tocatas que levais
Tenhais enorme sucesso,
Elogiar-vos não é demais,
Feliz vos seja o regresso.
X
Aos sons que vêm do passado
A saudade vai pautando
E num sorriso rasgado
Junto este memorando.
XI
Por todo este povo fiel
Numa emoção redobrada
À Rainha Santa Isabel
A Bandeira seja alvorada.
XII
À mais antiga do País,
E à mais antiga desta Ilha,
Um abraço desta que diz:
_ Vós sois uma maravilha!

Rosa Silva (“Azoriana”)
6 de Julho de 2006
[O mês de Santa Isabel *]


* 4 de Julho
* Santa Isabel de Portugal, Viúva
(+ Estremoz, 1336)

Era filha do rei Pedro III, de Aragão, e da rainha Beata Constança. Era sobrinha-neta de Santa Isabel da Hungria. Foi a neta preferida de Jaime I, o Conquistador, grande rei de Aragão. Casou, aos 12 anos de idade, com D. Diniz, que foi rei de Portugal. É conhecida em Portugal como a Rainha Santa. Sofreu muito com as infidelidades e ciúmes do marido, e teve papel decisivo na pacificação das freqüentes contendas familiares. Exerceu também papel muito importante na pacificação de conflitos entre reinos cristãos, na intrincada política peninsular da Idade Média. Viúva, passou a viver em pobreza voluntária, na fidelidade ao espírito da Ordem Terceira de São Francisco. Era inesgotável sua caridade. Morreu em Estremoz e teve seu corpo conduzido para Coimbra, onde a sepultaram no Convento de Santa Clara, cuja construção dirigira pessoalmente.


 


5. Agradecimento


Pároco da Serreta e Músicos da FRS

Obrigada ao Apresentador
Que um discurso merecia
Fico-me pelo sincero louvor
Ao bom Pároco da Freguesia.

É com todo o respeito
Que estas quadras ofereço
Por tudo que tem feito
É digno de todo o apreço.

Nossa Senhora sorridente
No seu Santuário novo
Pároco Manuel Carlos presente
Junto com a fé deste povo.

O Jesus Menino também sorri
Ao olhar a Sua Santa Mãe
E por tudo o que hoje ouvi
Bem-haja Seu representante também.

E para todos, em geral,
Que aqui estais neste salão
Um abraço sem igual
Do fundo do coração!

Até sempre!
Viva a Serreta!


6. Artigo publicado no blog Azoriana, intitulado: Estreia.


arranjo floral

 

Ilhas de Paixão

Das Velas para o Pico

São Jorge
(imagens da "Chica Ilhéu")


Ilhas de Paixão

Comentar as belas imagens
É a saudade a reflectir
Até parecem miragens
Que acabam por nos seduzir.

Queria eu voltar lá
Pico e São Jorge: Sóis belas!
Quem sabe um dia vá
A Santo Amaro e às Velas.

As ilhas do cordão central
Juntinhas como num sonho
Não deixam ninguém tristonho.

Perante tanta beleza
Louvo a nossa natureza
Feita espaço teatral.

Rosa Silva ("Azoriana")


 


Índice temático: Desenho sonetos

Tradicional Tourada à Corda em São Bento

Setenta e sete foi a estrela brava da tarde de 12 de Julho de 2006, da Ganadaria de Humberto Filipe.



Todos os toiros deram ares de sua bravura. O primeiro descornado, da Ganadaria de Rego Botelho, teve em parceria, na segunda parte logo após o intervalo, outro descornado da Ganadaria de Ezequiel Rodrigues.



O segundo, da Ganadaria da Casa Agrícola José Albino Fernandes, mostrou-se também digno de relevo.



Portanto, se me pedissem votos nesta matéria, sem dúvida que, escolhia o nº 77, o último, que colocava em primeiro.



 


Tudo depende da sorte da corda ou do azar da marrada; foi este toiro, que eu visse, o primeiro em marcar o Capinha com uma boa cornada, bem ali na minha frente.

No Largo de São Bento houve momentos de verdadeira festa taurina. É assim que eu gosto de touradas com despique e poucas marradas. Vejam as imagens em slideshow (sigam o link, por favor).

Sob um cordão de cores que serviram para a iluminação da festa nocturna, os toiros e os homens empenharam-se, mais uma vez, na euforia da afficion terceirense.



Parabéns aos mordomos da Festa de São Bento pelo brilhantismo, trabalho e empenho para que esta festa fosse um sucesso.

Viva São Bento, uma freguesia em movimento!

Azoriana

Ciranda «Em Algum Lugar do Passado»

Mais uma vez a alegria estampou-se em mim.
Que bela homenagem!
Parabéns Tere & Dani Penhabe!
Novamente encontro um role de inspirações que tocam o coração.
Pois é mesmo assim «Em Algum Lugar do Passado» e presente na Ciranda que está disponível em “Amor em Verso e Prosa”.



A saudade quando se manifesta
Neste caminho de insularidade
Só essa palavra ainda me resta
Ao recordar amor junto amizade.
   
Acolhe-se na estrofe, entra na festa
No verso dá um toque de verdade
Em cada ilha ninguém sequer contesta
Que é a Bailar que se canta "Saudade"!
  
Faz parte d'um rico repertório
Nos trinados da viola que chora
Solta-se amor que no coração mora

Deixa marcas em cada território
Há quem tenha um amor assim guardado
Somente em algum lugar do passado.


 


 


 


 


Rosa Silva ("Azoriana")


Em http://www.sonetos.com.br/sonetos.php?n=8083

Agradecimento a Bernardo Trancoso - Brasil



Hoje, no sítio de Bernardo Trancoso,
o meu olhar encantou-se, mais uma vez, quando li o livro de visitas.
Saibam porquê seguindo o link
.

Muito obrigada, poeta Bernardo!

Convite

No próximo sábado, dia 15 de Julho de 2006, pelas 21:30, na Sociedade Filarmónica Recreio Serretense, realizar-se-á um Concerto especial acompanhado de algumas surpresas.

No palco estarão presentes: o emigrante serretense, Carlos Silveira e Rosa Silva ("Azoriana"), tendo em vista proporcionar a todos um momento de humor e poesia, e também como ponto principal o sorteio da passagem aérea para acompanhar a filarmónica nas sua deslocação a Extremoz.

Venho, por este meio, convidar-vos para este serão amigável e que nos presenteiem com a sua presença sempre bem-vinda.


Nossa Senhora dos Milagres nos acompanhe a todos e faça com que os sorrisos povoem a plateia e o palco onde a Filarmónica dará o seu melhor.

Cordiais saudações

Rosa Silva - "Azoriana"

Encontro com a Terra (VII)

Registo para o dia 8 de Julho de 2006:

O Carnaval na minha mão!

Mesmo lavada em lágrimas
Por muita linha do teu Livro
Quando se cose de rimas
A chorar não me privo.
Sou louca, sim! Por gostar,
Tanto assim de um ideal
De pequena sempre amar
As Danças de Carnaval.
É assim que nelas decretas
Teu saber e entusiasmo
Neste livro são concretas
As delícias em que me pasmo.



(capa do livro)

(Postal do Museu do Carnaval da Ilha Terceira "Hélio Costa"

(Capa do Roteiro
Turístico, Cultural e Económico
da Vila das Lajes
Ilha Terceira - Açores
)


Um dia talvez, em fim,
Quando eu daqui me for
Guardarás no teu Jardim
Tal qual pétala de flor.
Flor que teve muitos espinhos
Dores, alegrias e amores
Que celebra com carinhos
Ter nascido nos Açores!
Mesmo que tenha falhado
As métricas do meu viver
Deixo-lhe aqui talhado
Que tenho pena de morrer.
A morte dá-nos a Vida
Eleva-nos para outro norte
Mas porque me sinto perdida
Quando penso na Morte?!
Mas tu, Autor de mil Danças
Não morrerás certamente
Teu Nome nessas andanças
Gravado eternamente.
Com lágrimas eu comecei
A dedilhar a inspiração
Mas agora que acabei
O sorriso deita-me a mão.
Acabei a dedicatória
Ao homem mais que perfeito
Que lhe fique na memória
O fervor que trago no peito.
E se quiser falar de mim
Aos quatro cantos do mundo
Diga que no meu jardim
Sofro de desgosto profundo
Por nunca ter participado
Nas Danças de Carnaval
Nem de ter representado
Todo esse sonho ideal.
Agora sei que é tarde
Para entrar nessa folia
O coração já me arde
E teria o fim nesse dia.

Refrão:

Vou p'la Serreta a cantar
Junto ao Império e à Igreja
Em Angra talvez a chorar
Por quem ali não me veja.


Rosa Maria (“Azoriana”)

Como não estamos em época de Carnaval que é, por excelência, um tempo de risos e folguedos, eu posso chorar à vontade à mistura com saudade. É que, ao ler as primeiras páginas do Livro de “Hélio Costa Autor do Carnaval dos Bravos” é inevitável a emoção. Passam-me pela mente as lembranças que me trazem o grito, não muito distante, daquele que me deu o ser: Olh’á Dança, rapazes!

Ainda continua presente a imagem dessa corrida estrada abaixo, rumo à Sociedade Filarmónica da Serreta para apanhar lugar para ver desfilar indumentárias carnavalescas, músicas entusiastas, vozes asseadas, interpretando o que de melhor ocupa uma boa parte do ano de esferográfica em punho.

Antes que eu desapareça naquela dança da despedida terrena, deixo o meu desgosto registado: a pena de não ter, enquanto jovem, participado activamente neste festival pelos palcos terceirenses. Mas também, diga-se que, nunca fiz força para isso acontecer. Talvez porque ali para os meus lados e nessa tal idade, o à-vontade não era muito (a timidez era maior). Actualmente, contentava-me ver algum dos meus filhos nessas actuações mas tudo depende da vontade deles. Um dos meus filhos já faz tentativa de fazer música com uma caixa de sapatos e uns elásticos, numa distância que só ele sabe qual é, para tentar imitar talvez uma viola da terra. Será isto a tónica ideal para se começar?! Acho que tem tudo a ver.

Chego à conclusão que, e sei que estou certa, as Danças andam de braço dado com o improviso. Logo, se eu sou apaixonada por este improviso, é fácil acontecer o mesmo pelas Danças.

Até que enfim que já me chegou o sorriso. Eu tenho que escrever qual o motivo do sorriso alargado... Sou terceirense e já vi muita Dança e sinto-me picada por esse bichinho das quadras de improviso “caseiro”, porque portas para dentro muito improviso faço, até no viver do dia-a-dia.

A rimar é que agente se entende” – Voilá! Um título que eu dava à minha dança, se eu soubesse escrevê-la... E sabem que mais: que eu não parta sem dar um grande abraço ao Exmº Senhor Hélio Costa. Tenho de avisá-lo de que sou fã desta nossa paixão terceirense: O Carnaval dos Bravos.

Não posso deixar de explicitar o meu contentamento por ver no seu Livro nomes que também respeito e aprecio imenso: Álamo de Oliveira (poeta terceirense), Armindo Moniz (colega e amigo do improviso), Daniel Arruda (poeta emigrante altarense). Os outros nomes referidos eu também reconheci e todos são dignos de elogios mas ainda não tive ocasião de dialogar com eles.

Apraz-me registar que a freguesia da Serreta já apresentou danças com a autoria de Hélio Costa, com início há 12 anos atrás, a saber:

1994 – “Uma Briga Num Salão”

1995 – “As Peripécias de Uma Filarmónica”

1996 – “Umas Bodas de Prata”

1999 – “A Nora da Tia Rosa”


Estes foram os títulos que encontrei neste maravilhoso Livro que é um rico tesouro que vai honrar a estante da minha biblioteca de valores sentimentais, sonhos e vidas reais.

Aquele abraço!

Rosa Maria

Há dias inesquecíveis...

"Contaminado pela febre das danças de Carnaval".

Não pedi a "Hélio Costa - Autor do Carnaval dos Bravos" para transcrever, aqui, a definição autêntica para um Homem que já faz eco além mar.

Hoje, dia 8 de Julho de 2006, registo com muito agrado ter conhecido o Museu do Carnaval da Ilha Terceira "Hélio Costa". Esta a verdadeira homenagem que se faz em vida a este Doutor na arte das Danças e Bailinhos.



A minha vontade era encher este artigo de elogios, mas não o vou fazer porque não consigo articular palavras que expressem o que sinto ao ler o que ele, e dele, se diz num livro digno de destaque. Ofereço-lhe, apenas, umas linhas de sincera homenagem:


É o homem das danças
Pelo Entrudo inspirado
Dono de tantas lembranças
Coroam-lhe presente e passado.
Sempre que a pena balança
Na saudação, enredo e despedida
Nasce rápido uma dança
Canta todo o gosto p'la vida.
E cada página que leio
Do livro de Hélio Costa
Não consigo ficar a meio
E até faço uma aposta
Que quem do Carnaval gosta
Fará dele seu enleio.
Um tesouro em exposição
No Museu das Lajes se alinha
Junto com tanta recordação
A homenagem se adivinha:
Um louvor da Rosa Maria
Azoriana, que mira o vento
Jamais esquecerei este dia:
Bem haja! Homem de talento!

Aquele abraço!

Azoriana

Fui às Festas de São Bento

Vocês sabem lá
Qual não foi a minha surpresa
Quando na noite de Actuação da Artista TUCHA,
Que eu nem sabia que estava na ilha Terceira,
Ao abrir uma das páginas do Programa das Festas
Que vão do dia 2 até 15 de Julho
Porque este ano, o Império do Largo de São Bento
Faz 120 Anos de Existência
E é convidada toda a população a participar nos eventos
E incentivam o povo a sair à rua e a ir ao arraial
E ao virar a primeira página, a segunda e logo na terceira
Encontro um título que reconheci à primeira:
- Cântico ao Divino
Um soneto que está assinado por Cidália Miravento,
Que é o meu pseudónimo. Com ele estreei-me nos Jogos Florais das Sanjoaninas de 2005.


Vocês sabem lá...
A emoção que foi vê-lo ali publicado...
Mas vocês nem conhecem a Cidália,
Nem a Azoriana nem sequer a Rosa
Ou talvez não...

Obrigada a quem o escolheu, especialmente à Comissão das Festas composta por Ildebrando Ortins, Fernando Sousa, José Pedro Cardoso, Rui Silva, João Hermínio Ferreira, José Gabriel Ferreira.

Desejo os maiores sucessos porque o programa é rico de atractivos. Não faltem!


E... antes foi tourada no Corpo Santo
Para depois se seguir o encontro, inesquecível, com palavras que me incentivam a não parar de escrever.


 

Essência do soneto


(imagem daqui)


O sonetário será doce prazer
Feito serenata de arte a crescer.
Sonham-se cantigas bem alinhadas
Reino de palavras emparelhadas.

E cá por mim, só tenho a agradecer
Ao ser que o soneto ousa bendizer
E se em cinco rimas bem talhadas
Fluírem encantos das orvalhadas

No declínio da quadra começa
O momento que a magia tropeça
Nesta ovação cantada hoje em terceto.

Mas p'ra mim a essência do soneto
É deixar Érato, com inspiração,
Beijar os contornos do coração!

Rosa Silva ("Azoriana")


Em http://www.sonetos.com.br/sonetos.php?n=8043


Nota: A inspiração veio do soneto publicado no blog "DE PROPÓSITO".

"Os Sete da Vida Airada"


Pelas 22 horas do dia 5 de Julho de 2006, este conjunto de música popular, de que já vos falei aqui, aqui, actuou no Corpo Santo, freguesia de Nossa Senhora da Conceição, Angra do Heroísmo.

Gostei imenso de ouvi-los cantar. Fiquei surpreendida e muito contente quando o Sr. Manuel Bettencourt, um dos elementos do Grupo, dono de uma página on-line, intitulada Fotívideo, referiu o meu nome/sítio aquando da apresentação da bela melodia dedicada a Nossa Senhora dos Milagres da Serreta. Foi para mim emocionante e fico-lhe muito grata pela bonita dedicatória. Bem haja!

Foi uma brilhante actuação e faço votos para que continuem sempre a alegrar as Festas da Ilha Terceira e por esse mundo fora.

Desejo muito sucesso para "Os Sete da Vida Airada"!

Portugal no Mundial 2006


(imagem encontrada aqui)

La France et Portugal
Num dueto sem igual
Com força irão jogar.
Ganhámos aos Ingleses
Agora temos Franceses
Quem será que vai ganhar?!

Que não morra a esperança
Do velhinho à criança
Vamos todos apoiar.
Na janela a Bandeira
Por toda a Ilha Terceira
Vai ser um tal agitar.

Scolari lá na bancada
Em atitude animada
Nesse seu esbracejar
Em apelo aos jogadores;
E nós aqui nos Açores
Vitória a desejar.

Nos penaltis foram azes
Eu adoro estes rapazes
Na bola a pontapear.
Canta, canta Portugal
Este o momento ideal
P'ra nossas mãos levantar.

Avé Maria! Grande Mundial
Força, Força Portugal
Nunca parem de sonhar.
Madeira, Continente e Açores
Todos unidos nas cores
Um só grito vai no ar.


Portugal muito lutou
A França por 1 ponto ganhou
Encerrou nosso jogar.
Zidane fica na História
Enquanto houver memória
Penalty entrou a matar.

Felicito os nossos jogadores
Portugueses com valores
Que souberam aqui chegar.
Não vão seguir até ao fim
Mas o forte cá para mim
Foi a força do seu lutar!

Azoriana

Até que a voz me doa, por Ti vou...

Alegre a cantar







Oh! Senhora dos Milagres

Juntos em franca oração

Pedindo que nos consagres

Perto do Teu coração!



Senhora nós aqui vimos

Cobertos de muita fé

Desde outrora descobrimos

A força do nosso pé!



Peregrinos a caminho

Do Altar que nos inspira

Para Ti, nosso carinho

E ao Filho que Te admira!



Santuário de Mãe

Onde brilha imagem pura

No Teu olhar sei que tem

Uma prenda de Ternura!



Salvé! Salvé! Mãe querida,

Mãe dos Homens e do Amor;

Salva, salva nossa vida

Do pecado e da dor!




2006-07-02

Rosa Silva ("Azoriana")

Tourada da Cova da Serreta - 2 de Julho 2006

Uma tarde divertida para um punhado de residentes, aficcionados desta "brincadeira" caseira, na "Aldeia dos Macacos", digo, na Cova da Serreta, ilustre freguesia da ilha Terceira.



Até a Filarmónica esteve a dar um ar da sua graça e a animar um arraial pequeno mas simpático.



Eu também estive lá e captei algumas imagens a partir das 18:30.

Eis que o foguete foi para o ar e o toiro veio para a rua brincar.

Para verem mais imagens, que ilustram esta tradição, basta seguirem o link nas que vêm a seguir:




* O foguete é o sinal de partida *



* O toiro num gesto de cortesia destemida *

À Gazeta do Blogueiro

Mais uma vez, é com muita alegria que recebo o comentário desta maravilhosa equipe. Fico feliz!

Fiquei a saber que o meu blog continua divulgado nos seguintes endereços:


http://www.blogueiros.com/paginathebest.htm

http://blogueiros.com/thebestrandomicos.htm

http://blogueiros.com/thebestblogs.htm


É uma honra para mim constar destas listas. Muito obrigada!

Informo que nem sempre consigo comentar assiduamente os blogs todos que estão nas listas, mas vou tentar visitar-vos o mais possível.

Portugal no Mundial é fenomenal!

PORTUGAL
PORTUGAL PORTUGAL
PORTUGAL PORTUGAL PORTUGAL


A GRITAR
A VENCER COM EMOÇÃO


PORTUGAL PORTUGAL PORTUGAL
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PORTUGAL