Até quando?!

Tanta festa que pulula,
Ora aqui, ora acolá,
Fazem do pecado-gula
Tanto que só visto cá.
O dinheiro a esbanjar,
Na comida, em cada mesa,
Que suspeito não vai dar
Pra pagar tanta despesa.
São bebidas tais "loirinhas"
Em caixas de papelão,
Que até as quadras minhas
Dava pra pregar então.
Um barril é muito pouco
Para aquilo que eu vejo
Anda o povo como louco
Bebendo com mais desejo.
E eu que vou vendo isto
Para dizer a verdade
Chega a ponto que não resisto
E bebo em sociedade.
No dia é um requinte
Mata a sede a dobrar
Porém no dia seguinte
A ressaca faz quebrar.
Dou a minha sugestão
Sem que me seja pedida
Bebam água com limão,
E hortelã, fresca bebida.



Rosa Silva ("Azoriana")

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