O ponto

Queria eu saber ponto da partida
Para conhecer o fim desta viagem
Que ainda não enxerga a paragem
Enquanto me surgir qualquer saída.

Queria eu sonhar a tese cumprida
Fazer balanço da minha rodagem
Que vestiu a escrita em personagem
Sem saber até quando é investida.

Prefiro nem saber o que é feito
Do gosto em direto para o mundo
Num texto que se lê verbo fecundo.

Prefiro então rimar em verso estreito
Num ano que ainda mal começou
E já alguns escritos me ancorou.

Rosa Silva ("Azoriana")

A propósito do vídeo de Ivo Silva sobre a Procissão da Senhora dos Milagres 2016

Sim! Estive na Procissão
Dos Milagres, da Serreta,
E também na Comissão
Primeira vez na faceta.

Ano dois mil e dezasseis
Dez anos de Santuário
Porque em dois mil e seis
Maio foi extraordinário.

Dois homens, duas mulheres,
Sem parentesco algum,
Fizeram os seus deveres
Numa alegria incomum.

Fui feliz por ser chamada
À freguesia da Mãe
Que pelo mundo é amada
Como a Festa que Ela tem.

Desejo felicidades
A quem se seguirá
Que se unam amizades
Tanto de cá como de lá.

Viva a nossa Serreta
Que é o pulmão da ilha
Na Ponta a silhueta
De uma ave maravilha.

Venham com devoção
Depôr no Jardim da Senhora
O perfume da oração
Que a Paróquia comemora.

Cento e dez de existência
Da paróquia serretense
A divina Providência
A nova Festa pertence.

Seja a Senhora louvada
Entre cânticos e hinos
Tenha uma placa lembrada
No lado que tem os sinos.

A ideia que ora dei
Foi me ditada d'além
Como se fosse uma lei
Fundada por minha mãe.

Matilde Rosa Cota Correia
Foi uma mártir devota
Que teve uma vida cheia
Do Amor que não se esgota.

E Rosa eu também sou
Nome da flor que ela tem
Humberta também ficou
Com o Amor da nossa mãe.

Rosa Silva ("Azoriana")

A propósito do vídeo de Ivo Silva sobre a Procissão da Senhora dos Milagres 2016

Sim! Estive na Procissão
Dos Milagres, da Serreta,
E também na Comissão
Primeira vez na faceta.

Ano dois mil e dezasseis
Dez anos de Santuário
Porque em dois mil e seis
Maio foi extraordinário.

Dois homens, duas mulheres,
Sem parentesco algum,
Fizeram os seus deveres
Numa alegria incomum.

Fui feliz por ser chamada
À freguesia da Mãe
Que pelo mundo é amada
Como a Festa que Ela tem.

Desejo felicidades
A quem se seguirá
Que se unam amizades
Tanto de cá como de lá.

Viva a nossa Serreta
Que é o pulmão da ilha
Na Ponta a silhueta
De uma ave maravilha.

Venham com devoção
Depôr no Jardim da Senhora
O perfume da oração
Que a Paróquia comemora.

Cento e dez de existência
Da paróquia serretense
A divina Providência
A nova Festa pertence.

Seja a Senhora louvada
Entre cânticos e hinos
Tenha uma placa lembrada
No lado que tem os sinos.

A ideia que ora dei
Foi me ditada d'além
Como se fosse uma lei
Fundada por minha mãe.

Matilde Rosa Cota Correia
Foi uma mártir devota
Que teve uma vida cheia
Do Amor que não se esgota.

E Rosa eu também sou
Nome da flor que ela tem
Humberta também ficou
Com o Amor da nossa mãe.

Rosa Silva ("Azoriana")

A flor


Do caule tiro o espinho
Deixo abrir seu botão
Numa pétala de carinho
Que perfuma minha mão.

Do perfume adivinho
A ternura da visão
Que me abre o caminho
Canteiro do coração.

Minha mãe o nome deu
Como o que tinha no seu
Que raramente dizia.

Realçou então em mim
A flor viva do jardim
Na peta que foi meu dia.

Rosa Silva ("Azoriana")

Luís Carlos Ferreira. RIP

LUÍS CARLOS FERREIRA:

"Ó pai quem nunca nascesse
P’ra uma terra partida,
Talvez que nunca sofresse
Na curta estrada da vida.

(...)"


 


Esta uma das quadras cantadas entre pai e filho. Um filho que atingiu a meta da estrada da vida. A verdade é que as suas cantigas ficam vivas na memória coletiva. É mais um cantador a cantar na glória de outra dimensão. É mais uma saudade a trilhar o caminho dos que o conheciam e apreciavam a refinada cantiga.


 


Foi filho de cantador
E cantador também foi
Lembro bem deste senhor
E o coração me dói.

Cantou-me uns versos à mesa
Numa noite de jantar
Ouvi a flor da gentileza
Que me queria plantar.

Um cantador asseado
Que tivemos à nossa beira
Seja sempre homenageado
O Luís Carlos Ferreira.

Que se guarde a lição
De amor à cantoria
E pla nossa Região
Se relembre o que fazia.

2017/01/24
O dia seguinte ao seu falecimento. Paz à sua alma

Rosa Silva ("Azoriana")

O Bravo

Veste a capa da bravura
Pra fintar nobre moldura
Que se faz de garra tanta.
Altiva a sua figura
No mato que o segura
Com o verde como manta.

O Bravo é terceirense,
Toda a ilha lhe pertence
No Verão que o encanta;
Na moldura da hortense
É na beleza que vence
A tapada que o espanta.

Ó meu Bravo, sempre bravo,
Tens no mato o pousio,
Teu ferro é um desafio
Que figura como um cravo.


Rosa Silva ("Azoriana")

Plano Regional de Vacinação - Esquema

PRV 2017


 

Coleção de imagens da Serreta (de antiga página no SAPO)

Serreta coleção de imagens


 

Recordações: Fogo nas canelas (para Karaoke)

Letra de: Rosa Silva “Azoriana
Melodia: “Pezinho da Vila
Para: Noite de Karaoke


I
Começo por vos saudar
P’ra logo a seguir cantar
C’uma boa afinação
Mas se a moda fizer mossa
Levem tudo isto na troça
Não quero levar baldão.
II
Pensei em quadras picantes
Coisas boas delirantes
Para aqui vos oferecer
Faltou trazer malagueta
E também uma “barreta”
P’ra depois desaparecer.
III
Isto de cantar à noite
Pode haver algum açoite
E eu me largar a fugir
Pega o fogo nas canelas
E depois de algumas velas
Já ninguém me quer ouvir.
IV
Esta gente de agora
Há muito que não decora
Uma velha à moda antiga
Meu avô tinha razão
Quando subia o alçapão
Para ver uma rapariga.
V
Nas calças tanto derriça
Até lhe aperta a linguiça
Que tinha dependurada
E de tanto a esfregar
Depressa sentiu chegar
Minha avó entusiasmada.
VI
Vinha de cara tapada
Com a boca toda inchada
De lamber um tal gelado
Meu avô quando a viu
Deu-lhe logo um arrepio
Ficou o caldo derramado.
VII
E agora p’ra meu descanso
Vou ver se fico manso
Depois desta cantoria
Feliz ficou meu avô
De certeza qu’escaldou
A linguiça naquele dia.
Fim

À ilha de São Miguel e à minha

S. Miguel e Terceira


Retalhos de mente benta,
Pululando vai pelos ares
Tais belezas insulares,
P'ra nossa ficar atenta.

Da Ilha de São Miguel
Que de verde é tão linda
À vista de nós infinda
Das nove tem mais pincel.

Das nove ilhas dos Açores
São Miguel é a "matriz"
Insular é a raiz.


A minha tem outras cores
De tanta Festa que faz:
Terceira ilha lilás!


Rosa Silva ("Azoriana")


P.S. A propósito do poema de Maria Isabel da Câmara Quental publicado no blogue "De propósito", de Manuel - Fazendas de Almeirim, Santarém, Ribatejo, Portugal.

À "Maria sem camisa"

Que é feito de ti, "Mary do Soneto"?
Me quedo longe mas penso em ti,
Se bem que a viagem até aqui
Se fez melhor que qualquer um terceto.

Voltar ao tempo que do ser prometo
Dar-te os parabéns pelo que assisti
Belo o leme da palavra que li
Que vejo rosa e jamais será preto.

"Maria sem camisa" original,
Do berço que se fez Portugal,
Merece estima e boa amizade.

É o nosso barco (a velha sebenta)
Que nos conforta e sempre aguenta
O leme forte da felicidade.

Rosa Silva ("Azoriana")

É agora...


É agora que o ilhéu é mais ilhéu
Com o grito do vento
Goteira no rodapé
Da porta da alma
Da plumagem sedenta e opaca
De um céu escuro, tenebroso…

É agora o inverno da ilha
Que se acomoda ao xaile da palavra,
Ao chá da memória
E ao piso da sorte vazia.

É agora que as entranhas se entranham,
Que o riso se veste de lã
Que o olhar se quebra na solidez
De um recanto da vida.

E o velho olha a recordação;
O novo finge não perceber
A tormenta do agora
Enquanto a bainha da chuva
Fica acima do tornozelo
De um animal escondido.

É agora que a saudade impera
No silêncio da escrita fina
Delicadamente de basalto molhado
Pela cadência de tons sombrios.

E eu?! Eu choro por dentro
Numa tempestade de pensamentos
Que irrompem distraídos do temporal
Da rua, do caminho de ilhoa,
Olhando o seu olhar triste, lembrando a outra era,
De como ela era… A minha segunda mãe.

É agora que começa a nova criação
Num janeiro de dezassete (dia dezasseis) de sueste (*).

Rosa Silva (“Azoriana”)

(*) Da "banda" sueste, o vento carpinteiro, ou seja, daquela banda que, nos séculos XVI, XVII... Escarolava as naus que não conseguiam fugir da baía de Angra. Aliás, Angra, significa isso mesmo: âncora, porto de abrigo. (informação preciosa de um amigo)

Amizade poética

In Facebook - 2017/01/14

Eu hoje quero saber
Se gostam do que escrevo?
Ou se não querem mais ler
Da rima que é meu enlevo...


Rosa Silva ("Azoriana")

Resposta de João Mendonça:

As letras formam as palavras sentidas
Cujas emoções te perfuram arduamente,
Compondo versos que tocam docemente
As velhas recordações das nossas vidas…

Continua circunscrevendo a pena virtual,
No papel de vidro do progresso evidente,
Não te preocupes que leiam no presente
Porque cada palavra escrita é intemporal.

Gera as palavras que abotoaste no coração,
Retalha as trovas que assentem a emoção
E atira-as ao ar como sendo grãos d’areia.

Reparte pelos teus admiradores sedentos
Suspiros de poesia, ditosos momentos,
Como se fosse pão e vinho na última ceia.

Meu agradecimento:

Não me canso de ler as tuas linhas
Tecidas com doçura para mim
Como o açúcar do doce alfenim
Em mãos que jamais serão minhas.

As letras que fizeste andorinhas
Ficam como um presente até ao fim
E sei que por seres tão bom assim
As tuas são c'roadas como rainhas.

Agualva, Porto Judeu e a Serreta,
S. Carlos juntam-se numa faceta
Que faz jus à criação verdadeira.

Em rima e prosa abençoe-nos Deus
Nos escritos de brilhos teus e menos meus;
Ficam gravados nos ares d'além Terceira.

Rosa Silva ("Azoriana")

De Margarida Almeida

Esta quadra te vou fazer,
Para ti minha amiga querida
Para te agradecer
Para o resto da minha vida.

As tuas quadras são belas
Com valor sentimental
Eu gosto muito delas
Para mim és imortal.

Quem delas não gostar
Deve seguir em frente
É porque não sabe improvisar
Como a rainha deste momento.

Essa rainha da prosa
Que muitos a conhecem
É chamada de Rosa
E que de ti não se esquecem.

És rainha do improviso
E também da prosa
Só quem não tem juízo
A que não gosta da Rosa.

Esta última vou fazer,
Em forma de dedicação;
Um beijinho vais receber
Direitinho no teu coração.

Minha resposta:

Ó querida Margarida
Tua rima é um condão
Que te surgiu em vida
Pra bordar teu coração.

De Margarida Almeida:

Eu muito agradeço
Essa tua dedicação;
A amizade não tem preço,
Amiga estás no meu coração!

Victor Teixeira

Aquele bom apreciador
Sente o poeta e sua dor
Participa sem entrar em cena
Mesmo sendo um em cem
O poeta fica sabendo bem
Que afinal vale sempre a pena!

Emanuel Ávila

Amiga Rosa da rima
Quero dizer com estima
Como estou a vontade...
És poeta de valia
Amiga com alegria
Um tesouro de felicidade.

Rui Nogueira

Rosa continua a escrever
Demonstra tua ideia
O que não quiser ler
Olha não leia.

Ele tem toda a razão
Abre teu coração
E escreve a fundo
Não te preocupes amiga
O importante é a cantiga
Dar a volta ao Mundo.

Jorge Morais

Rosa põe no papel
E traça com teu cinzel
O que te vai no coração
Pode haver quem ler não queira
Mas de uma ou outra maneira
Chamas sempre a atenção.

Rosa Silva responde:

Agradeço a todos por me darem incentivo
E portanto eu vos digo que mantenho o escrito vivo.

A Ponta da Fajã (da Serreta)


É da ilha um recorte
Em beleza de rochedo
Alegre de sul a norte
Que desenho só com um dedo.

Na ponta se queima a sorte
De quem partiu com medo
Mas a rocha tem suporte.
E o Farol quebra o degredo.

Seu celeiro foi Fajã
Da ponta vi seu retrato
Mais a ave que lhe é chã.

É vistosa no Verão
A natura que relato
Da Serreta o coração.

Rosa Silva (“Azoriana”)

Ao conto serretense

Contos com pão

Esta cozinha de outrora
É um bálsamo, tem magia,
Fez-se em contos de agora
Como outrora se fazia.

Uma cozinha com arco
Entre-lar e a chaminé
Onde o conto não é parco
É de quem sabe como é.

Na Serreta de hoje-em-dia
Acontecem cousas belas
Se eu pudesse eu vivia
Numa de algumas janelas.

Ó minha Mãe Padroeira
Faz meu Bem acontecer
De voltar à tua beira
No ponto do anoitecer.

Rosa Silva ("Azoriana")

Ode

Ode

Visto-me da ode ao amanhecer
Envolta em mil pedaços de terna bruma
Esqueço dos meus sonhos que, em suma,
Dariam para o verso acontecer.

Volteio na onda do entardecer
Laboro como nada ou coisa alguma
Me dou inteira e a tese esfuma
À volta do que está por suceder.

Apanho o sal do pranto ineficaz
Da onda que braceja como lume
No peito que ainda arde em ciúme.

E assim, solenemente, corre a paz
Da ode que não fiz, nem sei fazer,
Em tanto do que fica por dizer!

Rosa Silva ("Azoriana")

Esta vida...

Esta vida...

Esta vida que vos deixo,
Não tem volta, não senhor,
Se por vezes eu me queixo
Por outras lhe dou valor.

Esta vida que vos deixo
Façam por lhe dar amor
Se a deixarem ao desleixo
Perderá todo o sabor.

Esta vida que vos lego
E à qual tanto me apego
Por ser luta e ousadia…

Para vós será prazer,
Se lida será o lazer
Do vulcão que me explodia.


2017/01/13
Sexta-feira
Angra do Heroísmo
Rosa Silva (“Azoriana”)

Confrades da Poesia - Boletim nr 81 (e Só de olhar...)

Confrades da Poesia

Janela aberta ao mundo lusófono

Boletim nr 81 - Jan. / Fevereiro 2017

Ecos Poéticos

Página 22

Título: A Pinhal Dias e seus Confrades - 2017

Autoria: Rosa Silva ("Azoriana")


Rosa Silva "Azoriana"

Só de olhar...

Só de olhar já te conheço
Minha letra inspirada;
Se a leres agradeço
Por tua voz declamada.

Pensa bem desde o começo
Para que não forces nada,
Se a leres, se adormeço,
É porque foi mal amada.

Dá de ti o que é de meu,
Na toada da altura
No credo pela cultura...

Alma minha açoriana
Que canta na letra hosana
Ao que a mãe dá com doçura.

2017/01/13
Sexta-feira
Angra do Heroísmo

Rosa Silva ("Azoriana")

"O Preço Certo" - Louvor (11/01/2017)

Boa noite ao pessoal
Que é de longe e de perto;
Estamos em tempo real
A ver nosso Preço Certo.

O programa é o ideal,
Nem por isso eu acerto;
Espetáculo especial,
Nosso Mendes é um esperto.

Junta humor e alguma ajuda,
Sua fama é sortuda,
Angaria mais valores.

Grande abraço ao Miguel
E a toda equipa fiel
De uma Rosa dos Açores!

Rosa Silva ("Azoriana")

Dia Internacional do Obrigado

Obrigada!


 


Agradeço aos progenitores


E aos meus antepassados


Todos os grandes valores


Que a nós foram passados.


 


Agradeço ao meu marido


Por tudo o que ele faz


E por ter compreendido


O melhor que a vida traz.


 


Agradeço aos meus filhos


Que até vêm em primeiro


E não passem por maus trilhos


Nem por denso nevoeiro.


 


Agradeço aos amigos,


Parentes da atualidade,


Por lerem os meus artigos


Que são meu dom de verdade.


 


Agradeço a Deus Senhor


E à Sua Mãe milagrosa


Por me ter dado Amor


Por me dar rima e prosa.


 


Agradeço aos de fora,


Ausentes e tão presentes


E aos que leem agora


As minhas rimas contentes.


 


11/01/2017


S. Carlos de S. Pedro - Angra do Heroísmo Rosa Silva ("Azoriana")

Porque eu mereço!

Porque eu mereço é o título que gostava de dar a um artigo sobre a (ex) Estalagem da Serreta. [Fonte: Bagos d'Uva, blog de Luís Brum, escreve que - A Estalagem da Serreta foi inaugurada no dia 9 de Setembro de 1969, pelo Ministro das Obras Públicas, Engenheiro Rui Sanches. Foi nesta unidade hoteleira da ilha Terceira, uma obra de arquitetura da autoria do açoriano João Correia Rebelo, com um custo de cerca de sete mil contos, que se hospedou George Pompidou, Presidente de França, por ocasião da Cimeira Atlântica em 12/14 de Dezembro de 1971.

Foi classificada de interesse público pela Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, em 24 de Janeiro de 2007]. Fará 17 anos.



Portugal, os Açores, a ilha Terceira, a Serreta, eu (como natural dela) merecíamos mais respeito pela (ex) Estalagem da Serreta, atualmente ao "deus dará", melhor dizendo, ao completo abandono, despida dos trajes que embelezam um edifício com história e de tantos sonhos e vidas vividas e tantas partidas.

Todos, sem exceção, temos prova provada de que "os donos" vão e vai tudo atrás. Os que ficam, por descendência ou chegada ao novel mundo, merecem saber as histórias da História, com marcas assinaláveis e à vista desarmada: Placas, panfletos, quadros, slides, vídeos, molduras, estátuas, nomes em memorial, etc.

Só não há, realmente, solução mesmo é para a morte humana. As outras "mortes" de cimento armado, de pedra, de telhas, de madeiras, de canalizações, etc., tem solução por mãos de coletividade, solidariedade e empenho por manter um imóvel com história vestido de tudo a que tem direito.

Primeiro, limpar toda a área exterior à Estalagem com máquinas que derrubam tudo à passagem, de forma a iluminar o ambiente com boa visão.

Depois, numa 2ª fase, limpar todo o interior do monumento ao ponto de ficar só com o esqueleto original.

Numa 3ª fase, colocar vidraças nas zonas abertas, como janelões e janelinhas, enquanto a porta principal seria de madeira trabalhada com arte.

A cobertura simplesmente arranjada de forma a vedar águas, sem recorrer a telhas.

No interior, pinturas por temas, com recurso a grandes obreiros de arte de grafiti. (Conhecem os antigos celeiros de Angra do Heroísmo?! Estão renovados com arte).

Seria o "museu de campo" intitulado mesmo e sempre "Estalagem da Serreta" rejuvenescida e até com uma equipa a zelar por ela. Mais trabalho a quem não o tem.

Quem aposta neste sonho tornar-se realidade?

Eu nasci na Serreta, conheci a Estalagem nos seus tempos áureos e mereço morrer feliz nem que seja por ser Serreta na intimidade.

11/01/2017

Rosa Silva (“Azoriana”)

P.S. Inspirada na foto de Obama que hoje vi logo pela manhã.


Obama

"Vem voar comigo,vamos voar para longe" by Kathie & John Baker. Calendário 2017

É lindo! Eu também recebo o calendário temático e viajante que vou colecionando para memória futura de uma amizade nascida por coincidências de pesquisas. Kathie & John Baker são uns amigos que me acompanham no rodar de dias e meses de um calendário sempre acolhedor e lembrete de dias felizes.


17-00_baker_cover


Este o meu comentário no blogue "Comunidades", com texto de Lélia Pereira Nunes, que dispensa outra qualquer palavra minha porque assino por baixo com o mesmo encanto com que li o que já foi escrito sobre o lindo calendário.

Também está patente a nossa foto do encontro citadino sempre que os amigos visitam a ilha Terceira e, à mesa de um café, trocamos as palavras de saudade combinadas com a amizade, com o também amigo Fernando Alvarino.


17-09_baker_sep_angra


Obrigada, queridos amigos Kathie & John Baker!

Rosa Silva ("Azoriana") 

Porque há "Açorianidade". Olegário Paz in Blogue Comunidades, aos sábados

Finda a semana em alegria
Bordada de belas cores...
Boa tarde em simpatia
Da ilha Terceira - Açores!

"Porque Hoje Eh Sábado" dia
Dotado de bons valores:
Olegário Paz irradia
A destreza dos autores.

Viva, viva o humanista,
Que maior louvor conquista,
C'roado de animação!

Bem-haja por longe levar
Os Açores e cada lugar
Com voz de satisfação.

Rosa Silva ("Azoriana")


 


Inédito e dedicado ao Professor Olegário Paz porque em vida é que a homenagem é querida. 2017/01/09.

A propósito do que ouvi dizer: "Cada um tem sua cruz!"

Cada um tem sua cruz
Ora leve ou mais pesada
À vista da de Jesus
A nossa não pesa nada.

Cada um tem sua cruz
Sempre se ouve dizer;
Cada um que faça jus
Ao peso que pode ter.

Na balança de uma vida
Ora leve ou mais pesada
A sorte vai na medida,
Que se ser equilibrada.

É na fé que se traduz
A nossa medida então,
À vista da de Jesus
Tem o peso de botão.

Tem Maria e tem José
Prova de fé redobrada...
Pondo na balança a fé
A nossa não pesa nada.

2017/01/09
Rosa Silva (“Azoriana”)


P.S. Não sei se alguém vai ler o instantâneo que escrevi. Se tal acontecer deem um sinal de concordância ou não, uma vez que sinto que o meu blog caiu na sua cruz, isto é, está num mato sem cachorro, num barco à deriva, numa praia sem areia, num jardim sem flores e num SAPO quedo.

Mário Soares (*1924+2017)

Dia sete para nascer
De vinte e quatro em dezembro
Dia sete para morrer
Deste janeiro que lembro.

Viveu noventa e dois anos.
Advogou a democracia;
E por entre os seus planos
Os brados e diplomacia.

Três dias temos de luto,
Dita a nobre Nação,
Por ter dado contributo
À saída da opressão.

De bochechas conhecido,
Para quem o rosto olhava;
Jamais será esquecido
Por Portugal ele bradava.

Paz à sua alma!

08/01/2017
Rosa Silva ("Azoriana")

P.S. A sua mulher faleceu a 7 de julho de 2015, com noventa anos...

Estudante

Natal 2016


 Estudar devia ser
Com alegria e postura
Como eu não fiz por ter
Durante outra cultura.

Estudava obrigada
Ao ver um livro chorava
Pobre de mim coitada
Que agora é que dava.

Dava tudo para saber
As coisas que eu não sei
Não é tarde para aprender
Tarde é para nova lei.

A lei que hoje vigora
Para vós os estudantes
Pertence à "nova senhora"
Muito melhor do que antes.

Rosa Silva ("Azoriana")

S. Carlos - Flor da Cidade

S. Carlos - Flor da Cidade


S. Carlos com palacetes
Nêsperas em tom laranja
E em setembro os foguetes
Pró Divino até se arranja.

S. Carlos flor da Cidade
Palacete com verdura
É bom na hospitalidade
E bravo de sã cultura.

É forte em ganadarias
Desporto e patriotismo
Aqui passa todos os dias
Gente de Angra do Heroísmo.

Uma escola avantajada
Alunos enchem caminhos
E a rotunda engalanada
Do polvo que faz olhinhos.

De pedra são os seus olhos
Que rebolam vez em quando
Trazem alegria aos molhos
Para quem está estudando.

Se fosse minha opinião
Tida por boa medida
Fazia daquele chão
Tomás estátua erguida.

Quem passa pelos Folhadais
Canada de duas vias
Terra-Chã e S. Pedro iguais
Na marcha dos nossos dias.

Porque é dia de Reis
Façamos a descoberta
À disposição já sabeis
Por vós minha porta aberta.

Cuidado e não desarmes
Se vires a segurança
Eu desligo os meus alarmes
Pra gente de confiança.

Rosa Silva ("Azoriana")
06/01/2017