Recordação (2016) - Foi Deus que à Terra trouxe...

Foi Deus que à Terra trouxe
Para o Povo adorar
Sua Mãe que é tão doce
Uma flor p'ra perfumar.

Quem dera que assim fosse
No mundo e em cada lar
Treva com Luz apagou-se
E brilha como o Altar.

Ó meu Deus que linda é
Maria com nossa fé,
Muito amor e devoção.

Um sorriso no sol-posto
E na aurora que dá gosto,
Ao Canto da Oração!

Rosa Silva ("Azoriana")

A subida de uma Estrela

Bom dia p'ra quem esteja


No vitral da inspiração


E com a Mãe da igreja


Senhora da Assunção.


 


Subiu ao céu p'ra que seja


Lembrada nesta estação


Para que o mundo veja


O brilho da devoção.


 


Mesmo que não seja crente


Ou o seja em demasia


Há algo que une a gente...


 


Quer-se a paz interior


P'ra ver subir neste dia


A razão de haver Amor.


 


Rosa Silva ("Azoriana")


15/08/2014

Beleza praiense

Só de ver é um poema
O registo que expões
Nossa ilha tem o lema
Que alegra as visões.

Cada uma é um emblema,
Verde manta em divisões,
Retalhos p'ra cada tema
Que se prende aos corações.

A ilha Terceira ensaia
A Serra que dá à Praia
Uma beleza capital.

A pureza é nobre e vasta
Da verdura que é casta
Vitória de Portugal.

Rosa Silva ("Azoriana")

Festa da vida

Andamos de sol às costas
Entre as poeiras cinzentas
E o mar de águas lentas
Banhando a praia que gostas.

Deixamos as letras expostas
No mar seco de sebentas;
Chorando saudades sedentas
Da ilha das festas compostas.

E o mar?! Há sempre o mar
Liberto de coisas sérias
Ao gozo de quem tem férias...

E a ilha?! Sempre a tourear
Na terra, em valsa estendida...
Pois se há festa há Vida!

Rosa Silva ("Azoriana")

História do Santuário Diocesano de Nossa Senhora dos Milagres

Santuário da Serreta


Clique na hiperligação na imagem e encontre a história da elevação a Santuário Diocesano de Nossa Senhora dos Milagres.

Artigo recuperado da antiga página no SAPO.

Do meu agrado... a Fajã da Serreta!

Fajã da Serreta

Fajã da Serreta

DO MEU AGRADO
A FAJÃ DA SERRETA

Na fajã tem o perfume salgado
A solitude da mãe natureza;
Tem o produto que se quer na mesa,
A sua ponta nome de Queimado.

A fajã é vale dum imenso prado,
Repouso lindo de tanta riqueza;
E vejo no mar, com delicadeza,
Ave imersa de bico inclinado.

Trago gravada, p'ra mim, a imagem
Daquele cenário que gosto de ver
E naquela cena me deixo viver...

É Verão… Aquece a fina aragem…
Na rocha dança salgada maresia;
Em mim a chama dela ser um dia.

2016/08/02

Rosa Silva ("Azoriana")

Boa tarde a todos (as)

Mata da Serreta


A tarde está como se quer
Nem fria nem muito quente
E para mim, que sou mulher,
Visto branco tão contente.

Minha terra, deusa e mãe,
Que feliz que tu me fazes
E por mim está tudo bem
Minha terra de cartazes.

Cartazes de cantorias,
Cartazes de festa brava,
E festas nas freguesias
Que a minha mente grava.

Diverti-me à maneira,
Fiz até mais do que quis,
A Serreta da Terceira
É para mim pulmão feliz.

De verdes engalanada
Em prados e por colinas,
Com nossa gente imigrada
Trazendo cores divinas.

Digo isto com orgulho,
Digo isto com prazer:
Dou o laço ao embrulho
Da rima que sei fazer.

2016/08/01
Rosa Silva (“Azoriana”)