Xaile da amizade

Trago o xaile da amizade
No corpo duma sextilha
Vou cantando hospitalidade
Aos que são fora da ilha
Num leque de sinceridade
Vou deixando a partilha.

Todos os que aqui vierem
Rondar minha cronologia
E cedo não me avistarem
Não percam a alegria
Digam lá o que disserem
A resposta virá a seu dia.

Trabalho no meu casebre
Trabalho no meu serviço
Nem tartaruga nem lebre
Faço muito mais que isso
Que o FB não quebre
O meu canto por causa disso.

De S. Miguel para a Terceira
Vem amigos que eu sei
Pensam que sou cantadeira
Até isso já tentei
Mesmo assim tenho a cadeira
E na escrita me assentei.

2013/04/23
Rosa Silva ("Azoriana")

"História da Ribeirinha", por Wendy Vieira

História da Ribeirinha 2016


Este livro doravante
Embeleza a minha estante
Com livros prestigiados
Ribeirinha com Wendy Vieira
Sobressai nesta Terceira
Com capítulos ilustrados.

A autora de douta escrita
Escreveu porque acredita
Em todo o grande valor
Que é figurar na História
E na sua trajetória
Com destreza e amor.

Ribeirinha da Terceira
É passado e presente
Uma obra pioneira
Para cada descendente.

Parabéns para quem tem
Um gosto pelo que é seu
No futuro haverá quem
Abraçará o que escreveu.

Rosa Silva ("Azoriana")

O amor pela guitarra (Tiago Lima)

Guitarra que adoramos
Coroada por Tiago
Que o toque não deixa vago
E com prazer escutamos.

E dela todos gostamos
A ouvimos só de um trago
Quase como se de um bago
Vem os sons que degustamos.

Por favor, toca para mim,
Mas não toques baixinho
Toca ao som do carinho.

Carinho nunca tem fim
Para quem tocá-la adora
Que até voa cada hora.

Rosa Silva ("Azoriana")

25/04/2016. Lançamento de três livros no Teatro Angrense sobre Improvisadores

Um dos três livros pesa oitocentos gramas, Coleção Improvisadores 14, cujo título é “Improvisadores da Ilha Terceira”, num total de 207 cantadores (re)lembrados e atualizados, a partir do original de José Henrique Borges Martins (falecido em 2014) e da autoria de Liduíno Borba, texto introdutório de José Eliseu Mendes Costa (páginas 17 a 54), verificação de texto de Manuel Pires, revisão de texto de Victor Rui Dores, numa edição da Turiscon Editora, com data de março de 2016. Tiragem de 1000 exemplares, depósito legal 404136/16 e ISBN 978-989-8569-18-9. Tudo isto na Ficha Técnica onde também é mencionada a autoria da Capa - José Orlando Bretão (Van der Hagen) e a Capa de Liduíno Borba.

Contando com 75 apoiantes, este livro (digo melhor, esta bíblia de improvisadores) começou em 1989 para em 2016 ver a sua atualização, após cinco anos de pesquisa, não a tempo inteiro. De 95 cantadores biografados por Borges Martins com 112 por Liduíno Borba, passou a 207 no total: 50 não sofreram alteração; 45 foram atualizados; 112 são novas inclusões no livro. O concelho de Angra do Heroísmo tem 142 (68,6%); o concelho da Praia da Vitória tem 65 (31,4%).

Ainda na Nota do Autor saliento a referência a um dos agradecimentos a José Fonseca de Sousa pela pronta colaboração na recolha de cantigas para o livro. Digo eu: Grande trabalho feito por amizade aos nossos cantadores e à cultura açoriana. Também lhe agradeço pela parte que me toca.

Agradeço por me terem incluído e catalogado com o nº 179, nas páginas 551 e 552, precedida por José Ribeiro, natural da Ribeirinha, do concelho de Angra do Heroísmo, seguida por José Fernando, das Fontinhas, concelho da Praia da Vitória. Reconheço que todos cantam mais e melhor que eu. Na escrita canto há cerca de doze anos porque o blogue, alojado no SAPO - Serviço de Apontadores Portugueses, assim me foi libertando o dom que estava adormecido ou nem sabia que o tinha.

Saliento que este livro, como o próprio autor refere, é contributo para esse grande património cultural açoriano que é o Improviso.

Quem me dera que o Improviso açoriano fosse património imaterial da humanidade como outras artes já o foram.

Para mim, e para muitos, o Improviso é do mais original que há, pelo dom da espontaneidade seguindo o raciocínio rápido colado aos acordes da viola, violão e/ou guitarra.


 


A PROVA DO IMPROVISO

Mesmo que seja a escrever
Canta-se na melodia
Que é nosso bem-querer
Fortaleza da cantoria.

Há tanto que a gente escreve
Dando asas à cantiga
‘Inda há quem se atreve
A dizer que isso o intriga.

É verdade, sim senhor,
O canto faço escrevendo,
Mesmo ao computador,
Como quem o está dizendo.

O grande improvisador
Não tem tempo de medir,
Num repente, a rigor,
A palavra que vai surgir.

Rosa Silva (“Azoriana”)


 


Nota: No final da apresentação dos livros, com um mesa recheada de bons elementos, os cantadores presentes cantaram uma quadra e uma sextilha. A ordem não é a que estava em palco, mas descendente:


Roberto Toledo
Valentim Aguiar
Maria Clara
John Branco
Marcelo Caneta
Francisco Ficher
José Fernando
Rosa Silva "Azoriana"
Hélder Pereira
Paulo Jorge
Fernando Alvarino
António Mota
José Amaral
Manuel Castelão
Manuel Vitória
Eduíno Ornelas
João Leonel (O Retornado)


Depois para a foto de família também entrou Alcindo Ornelas.

Bela cidade, cidade bela!

Bela cidade de Angra
Para a gente partilhar
E o coração nos sangra
Quando temos de a deixar.

Cidade em paralelo
Com ruas em parceria
Onde tudo é mais belo
Com o trabalho do dia.

Viva a nossa edilidade
Que preserva a cidade
Zelando plo brilhantismo.

Nesta fase sou sincera
Tudo o que Angra espera
É manter seu Heroísmo.

Rosa Silva ("Azoriana")

"Cavalos na Serreta"

Um local a visitar
Radiante de simpatia
E paisagens admirar
Sempre com alegre guia.

Desde aurora ao luar
Um mundo de fantasia
Onde pode procurar
Seu passeio por dia.

As hortênsias na fachada
Mesmo à porta de entrada
Para um mundo equestre.

Os "Cavalos na Serreta"
Natureza em tabuleta
Sorte de quem é campestre.

Rosa Silva ("Azoriana")

Beijo perfeito

Os meus pais foram embora
Sem levar um beijo meu...
No coração vive agora
O beijo que não se deu.

É na rima, sem demora,
Que beijo o que é de seu,
E também Nossa Senhora
Porque não os esqueceu.

Gosto tanto de louvar
A minha Terra e o Mar
Que unidos me fizeram...

Cada qual tinha o seu jeito
Mas sei que o beijo perfeito
Vem nas rimas que me deram.

Rosa Silva ("Azoriana")

Santo Amaro visto do ar

Foto de Luís Melo


À foto do primo Luís Melo (primo santamarense)

Santo Amaro de encantar
Quem visita e quem mora
Ouvindo as ondas do mar
Cantando a toda a hora.

Dá uma saudade imensa
De te ver ó meu querido
Sou aquela que em ti pensa
Com o coração partido.

Santo Amaro a freguesia
Mais bonita que conheço
Por ela tenho muito apreço.

Meu pai lá nasceu um dia
E a visitei tanta vez
A saudade em mim se fez.

Rosa Silva ("Azoriana")

Dedicatória a um trio de amizade fantástica!


Dedicatória a um trio
De amizade fantástica!


Liduíno Borba
Manuel Eduardo Vieira
João Pires

Que o mundo inteiro saiba
Que por vós tenho apreço
E no vosso coração caiba
Tudo quanto vos agradeço.

Tendes feito amizade
Com a vossa atuação
O lema é fraternidade
Por amor à tradição.

Liduíno da Terra Alta
De S. Mateus da Terceira
De amigos não tem falta:
Sou amiga verdadeira.

Manuel Eduardo Vieira
Ainda nem o vi ao vivo
Mas quando vier à Terceira
Meu abraço é emotivo.

Em Gustine, João Pires,
Por ele grande admiração
E também não te admires
Tenho imensa gratidão.

Vos louvo com alegria,
Tamanha felicidade,
Sempre e além deste dia
Vos prometo amizade.

Minha onda é a rima
Minha oferta do momento
Por lhes ter muita estima
Por darem do seu talento.

Talento empresarial
Para si e prós de fora;
Tenham todos por igual,
Graças de Nossa Senhora.

21 / Abril / 2016
Rosa Silva (“Azoriana”)

Nossa Senhora da Assunção - 15 de agosto

Nossa Senhora da AssunçãoGlória, glória a Nossa Senhora
Que sobe aos céus imaculada
Hoje a Festa se comemora
Pelos anjos acompanhada.

Guia a vida a toda a hora
Pra quem vive a sua jornada
No coração é onde mora
Plo crente é muito amada.

Subiu ao Céu zela por nós
E por todos que lhe dão voz
Nas palavras e nas ações.

É aclamada neste dia
À procissão dá alegria
E alegra nossos corações.

Rosa Silva ("Azoriana")


Gravado para Rádio Portugal USA.

Maria

Nascente
Verdade
Poente
Saudade

Crescente
Idade
Da gente
Bondade

Jesus
A Luz
Sorria

Pureza
Beleza
MARIA

Rosa Silva ("Azoriana")

Flor Maria

Flor Maria


Serreta berço natal
Uma flor junto da serra
Florindo o vale da terra
Da Virgem paroquial.

Serreta flor imortal
Cujo brilho não encerra
Quando vista nos descerra
Todo o amor fraternal.

Se à Serreta trouxeres
Outra flor da emoção
Coloca junto a Maria.

Olha a Mãe como puderes
Cantando uma oração
À flor mais linda do dia.

Rosa Silva ("Azoriana")

Para a Festa (à laia de apelo)

para_a_festa.jpg


Para a Festa

Rodamos o ano depressa,
Depressa se roda um ano;
Tarda o que não começa
E acaba por trazer dano.

Há quem faça uma promessa,
É próprio do ser humano,
Faça uma como essa
Para a festa do profano.

Na promessa há o divino,
No profano há alegria
E da noite nasce o dia.

Ajuda um bom destino
Que por ser terra pequena
Faz louvor de uma dezena.


Rosa Silva ("Azoriana")


 


10 ANOS DE ELEVAÇÃO A SANTUÁRIO
Maio 2006 / 2016
Festa comemorativa de setembro 2016

A ver pelo que vejo...

... Será que o meu blog merece a pena continuar neste mundo da blogoesfera?! Às vezes dou comigo a matutar que além de ter uma miséria de comentários (adoro comentários construtivos) não sei se alguém me lê com assiduidade mais ou menos conforme a postagem do artigo. Talvez o tema não seja muito apelativo. Rimar, que se tornou o meu forte, pode não interessar a muito boa gente que prefere outro tipo de escrita e pensamentos. A ver pelo que vejo há mais graça na escrita com humor, com gente bem humorada, com gente com letrinhas que levam ao riso. Enfim, estou eu aqui a ouvir o som ritmado do teclado, com todos os dedos nas quadrículas, saltitando e acompanhando o pensamento, em uníssono, e não sei se alguém sequer estará para ver o que o texto transmite, nas entrelinhas:

Sinto falta de retorno aos meus escritos, sinto falta de carinho blogosférico, sinto falta do "meu" querido batráquio SAPO, que de certeza acha que já estou "velha" (doze anos é juventude) para andar aqui a marcar passo para sair um texto sem rima alguma, a ver no que dá.

Talvez nem dê em nada porque falta a rima, que para mim é o pão-meu-de-cada-dia para me fazer sentir radiante e me tirar dos males maiores que a vida real tende a colocar no meu caminho diário.

Beijos e abraços e até à próxima se Deus quiser! É assim que geralmente me despeço após declamar uma das minhas criações inéditas para a Rádio Portugal USA, que já conta com o "Cheirinho da Terceira" há dois anos, aos sábados, cerca das 20:00 dos Açores.

Pelo menos este blogue já serviu para editar um livro, cantar ao desafio (sem grandes despiques porque gosto de paz e tranquilidade), para ir em Pezinhos, para declamar rimando para os amigos emigrantes e para ganhar uma série de amizades novas e que partilham e partilharam comigo tanta coisa, desde livros, CD's, DVD's e outros trabalhos cuja afinação começa pelo toque de teclas de um teclado com vista para um monitor aberto ao mundo que me queira ler.

Acho que a ansiedade e a saudade me deixam neste estado de escrita ao comprido... Estarei carente, ou avizinha-se muito trabalho pela frente?!

Rosa Silva ("Azoriana")

Germano Silva, o fenómeno genial

De Germano Silva


Artista, mestre, joalheiro
Autodidata cem por cento,
Que faz em qualquer momento
Relógios de bom ponteiro.

É ourives pioneiro
Fruto de dom e talento
Que de arte é fermento
Que reluz no mundo inteiro.

Caro amigo, nosso ilhéu,
Que é de tirar o chapéu
Muma vénia tão feliz.

Bendigo o Deus Senhor
Que lhe deu tanto valor
E S. Jorge, de sua raiz.

Rosa Silva ("Azoriana")

Lírio bravo *

Touro raro, meus senhores,
Nesse tom eu nunca vi,
Na Terceira dos Açores
Boa pose faz de si.

Touro branco do ganadero
Gomes, primeiro Eliseu,
Seja bravo e austero
Mostre o ferro que lhe deu.

Há quem ame a tourada
Arraial todo à marrada
Que não faça grande mossa.

A ilha de Jesus Cristo
Gosta de touro bem visto:
Melhor tourada é a nossa!

Rosa Silva ("Azoriana")

* Touro raro que assim que vi inspirou-me um sonetilho.

Casa de lagar

Numa casa pequenina,
De longos antepassados;
Linda história nos ensina
Sobre terrenos lavrados.

Sobre uvas e vindima,
Sobre castanhas também,
E da fruta que se estima
E fazia muito bem.

Tanto que por lá andei,
Tanta uva a espremer
E gostei de a beber.

Agora nem dela sei,
Mas lembro de lá passar
Numa casa de lagar.

Rosa Silva ("Azoriana")

Angra cidade

É linda a minha cidade


Baía que abraça o mar


Encanto de heroicidade


Atlântica de par em par.


 


É bela mas sem vaidade


Ornamenta cada lugar


Com brio e lealdade


Pra quem a vem visitar.


 


É sempre hospitaleira


Se ergue do sofrimento


Renova de algum tormento.


 


Angra da lilás Terceira


Sustenta a paz e o amor


Do patrono Salvador!


 


Rosa Silva ("Azoriana")


 


Gravado para Rádio Portugal USA.


 


 

Filhos da Saudade

Estão os filhos da saudade
P'lo estrangeiro espalhados
Da Região emigrados
Fora da insularidade.

Da ilha tem a metade
Lembram bem dos seus costados
Porque estão sempre ligados
À sua maternidade.

Da tradição tem valores
Que lhes deram os Açores
Num cartaz de maravilha.

Sem o mar à cabeceira
Sem a bruma da Terceira
A saudade é nova ilha.

Rosa Silva ("Azoriana")

Para Euclides Alvares e a "Voz dos Açores", com o Cheirinho da Terceira, no dia do 12° aniversário do blogue Azoriana. 2016/04/09

12 Anos do blog Azoriana no SAPO

É verdade! Hoje faz precisamente doze anos que, mais ou menos, assiduamente coloco artigos neste diário público. Talvez nem receba aplausos, porque é sábado e há mais que fazer; talvez nem o próprio batráquio esteja a ler este artigo, mas agradeço-lhe, na mesma, a paciência e a dedicação em preservar o assunto temático principal - AÇORES, TERCEIRA, CULTURA POPULAR, RIMAS.


Assim de repente,,, É uma alegria! Se alguém quiser festejar comigo seja bem-vindo!


Um abraço universal, neste mundo diferente mas presente.


Rosa Silva ("Azoriana")

Não é vaidade...



Eu escrevo linhas lindas
Mesmo que seja mentira
Porém sei que alguém admira
E não as deixa infindas.

Eu escrevo as boas-vindas
E a saudade que delira
No teclado que suspira
As linhas que não estão findas.

Não é vaidade, meu Deus,
Uma alegria sem fim
De tudo o que sai de mim!

Tenho tantos versos meus
Com a musa inspiradora…
Da flor auxiliadora.

Rosa Silva ("Azoriana")

Férias cá dentro ou um lugar diferente para férias

A ilha tem mais encanto
Se encanto a gente dá
Ao fazer de tudo um tanto
Para os que vem para cá.

ALLuar Lodge portanto
Que bonito que está
Parece um lugar santo
O belo vê-se de lá.

Seja aurora ou luar
É paraíso de ilhéus
Para quem ali ficar.

É alojamento novo
Que entre águas e céus
No Porto Judeu eu louvo.

Rosa Silva (“Azoriana”)
in ALLuar Lodge

Relheiras

Relheiras

Imagem de Ricardo Caetano 2014


Relheiras de tanta ida
E vinda em paralelo
Num traço que é singelo
E fundo pela seguida.

Relheiras dupla saída
De um tempo quase belo
Por vezes ergue o cutelo
Mas há que seguir a vida.

Ladeadas de verduras
E tantas vastas farturas
De verdes embrionários.

Belezas que marcam eras
Invernos e Primaveras
De rumos certos e vários.

Rosa Silva ("Azoriana")

Para ti, Pipoca (Paulo Borges)

A ilha chora de dor
Pelos filhos espalhados
Estudam p'ra ter valor
Quando forem retornados
E a mãe que lhe tem amor
Vive de olhos molhados.

A ilha de cor lilás
De festas e arraiais
De tudo ela é capaz
Pelos seus filhos leais
E a tua mãe o que faz
É esperar vires para trás.

Estuda, meu bem, estuda,
Agradece a tua sorte,
Pede a que Ele acuda
Te faça sempre mais forte,
Se a mãe não te der ajuda
Ajudará p'ra além da morte.

Que tenhas muita alegria
Amigos tens quantos queira
Coimbra é tua estadia
Teu berço doutra maneira
Estou esperando o dia
De abraçares tua Terceira.

Rosa Silva ("Azoriana")

Flor ditosa

Flor ditosa


Rosa bela, rosa linda,
Pareces um coração,
Para mim sempre bem-vinda
Pra enfeitar a inspiração.

No jardim da Região
A rosa é flor infinda
Que guarnece a estação
Melhor flor não vi ainda.

Para quem vive distante
Como tu ó emigrante
Lembras a flor mais formosa.

Ela espinhos também tem
Com eles seu nome vem...
Mas a rosa é flor ditosa!

Rosa Silva ("Azoriana")

Para a Festa (à laia de apelo)

para_a_festa.jpg


Para a Festa

Rodamos o ano depressa,
Depressa se roda um ano;
Tarda o que não começa
E acaba por trazer dano.

Há quem faça uma promessa,
É próprio do ser humano,
Faça uma como essa
Para a festa do profano.

Na promessa há o divino,
No profano há alegria
E da noite nasce o dia.

Ajuda um bom destino
Que por ser terra pequena
Faz louvor de uma dezena.


Rosa Silva ("Azoriana")


 


10 ANOS DE ELEVAÇÃO A SANTUÁRIO
Maio 2006 / 2016
Festa comemorativa de setembro 2016

Serreta na intimidade - V aniversário (no mesmo sábado)


Nesta data 2016/04/02, também sábado, tal como há cinco anos, é um belo momento festivo. E também fiz anos na sexta-feira, tal como ontem. É de levantar as mãos ao céu por ter mais esta alegria coincidente com algo que me faz bem ter realizado e puder ainda hoje estar com vida ao lado de quem é cúmplice desta alegria. É motivo para cantar por escrito o que a inspiração me quiser dar.


 


FESTA DE ESCRITA

Minha alma está em festa
Porque a festa é para mim
O que o verso manifesta
De uma alegria sem fim.

Há cinco anos que esta
Rosa, sem ser de jardim,
Teve homenagem que presta
Hoje aos amigos do festim.

Hoje brilham como ontem
E muitos mais anos contem
O que se faz por amor.

Eu amo a doce Mãe
Que comigo também vem
À festa de escrita em flor.

Rosa Silva ("Azoriana")

À Cantoria da Terceira

Ramalhete popular
De improviso e cultura
Lilás ilha insular
Que o verso não descura.

Viva quem possa abraçar
E fazer boa figura
Numa quadra a cantar
Numa resposta à altura.

Terceira a ilha mãe
De cantigas aos milhares
De proezas populares.

Nobreza que o canto tem,
Seja em quadra ou sextilha,
Está no dom que nos fervilha.

Rosa Silva ("Azoriana")

Um poema que me ofereceu Gracilene Pinto, de S. Luís do Maranhão

ROSA MARIA


Em algum canto da Serreta
Nascer, todo mundo viu,
Um neném, que não era peta,
Naquele 1º de Abril.
A Serreta, p´ra quem não sabe,
É um presépio a céu aberto,
Pois, nem chega a ser cidade,
Por pequenina, decerto.
Linda, linda, a Freguesia,
Onde por graça divina
Matilde naquele dia
Dava a luz uma menina.
Tal perfeição era a dela,
Como a mãe muito formosa,
Que ao ver como era bela
Logo a chamaram de Rosa.
Mas, agradecendo aos Céus
O milagre que acontecia,
Igual que a Mãe de Deus
Também a chamaram de Maria.
Rósea e bela, que ela era,
Tal qual a rainha das flores
Quando a vida em primavera
Tresandava seus olores.
Mas, a mãe não esquecia
O dever da gratidão,
Precisava ser Maria
P´ra doar o coração.
E assim cresceu a menina
Preciosa flor que é,
Flor, Santa, prenda divina,
Mas, verdadeira mulher!


(Texto de Gracilene Pinto)


PS. Publiquei a homenagem também na minha página e em meu grupo Praça dos Poetas, onde estás sempre convidada a fazer parte.


Eu lhe dediquei este sonetilho:


Que Maria seja a Luz
Para guiar teu caminho
Para te dar o carinho
Como sempre deu a Jesus!

Seja Maria quem conduz
A saúde no teu ninho
Teu coro não deixe sozinho
Mais o brilho que dele reluz.

Peço a Ela com clemência
Que depare a providência
De te ver um dia cantar.

Tua voz é valor profundo
Que dá alegria ao mundo
E à Mãe Maria no Altar!

Rosa Silva ("Azoriana")

Hoje sou eu que estou de aniversário

13:00 Consta do assento de nascimento n° 38, que nasci às 13 horas do dia 1 do mês de abril do ano de mil novecentos e sessenta e quatro. Portanto não morri aos 51 e acabo de entrar nos 52 anos. Obrigada Senhora por me dares mais um aninho. Sou verdadeira ao contrário do que o dia diz. Ainda bem que nasci em casa pois podiam pensar, na altura, que era uma peta.


A peta se enganou
Com ela eu nasci
'Inda tinha meu avô
Não lembro, não conheci.

No berço ele me ouvia
Chorar nalguma hora
E logo reconhecia
Afino pra vida fora.

Talvez fosse uma peta
No canto afinado
Na bruma da Serreta.

Hoje estou mais feliz
Com o canto rimado
Seja uma honra o que fiz.

Rosa Silva ("Azoriana")


Nota: Melhores agradecimentos a todas as pessoas que me telefonaram, enviaram mensagens por todos os meios. BEIJOS E ABRAÇOS! Sejam felizes e façam sempre mais um aninho :)