a bruma
a bruma ossiforme que me invade
que dilacera o que vive em mim
e fico adornada quase em fim
de nada importa o que então me há de.
da farta e ferida mortandade
prefiro isolar-me um tanto sim
e tremo com tal véu de cetim
que me ostenta tudo p'la metade.
metade de mim é vã loucura
outra é olvidável amargura
do tanto que já fiz sem visão.
a noite é a bruma apetecida
a noite me faz adormecida
assim p'ra me afastar da ilusão.
RS
Cá está o teu "Bruma"!
ResponderEliminarNão sei quando irei conseguir "por-me em dia" com tudo o que tenho para fazer, mas garanto-te que ainda hei-da hei-de conseguir escandir este teu poema inteirinho! Agora é que não dá, mesmo... ontem, depois de vir do laboratório, fiquei de cama, coisa que nunca, nunca faço... e, hoje, também lá estaria se não tivesse ido buscar todas as minhas reservas de força de vontade.
Abraço grande!