"Desabafo de uma TERCEIRENSE", de autor desconhecido

Recebido por e-mail. Ainda me estou a rir e prevê-se não parar a risada tão cedo :)


 


 


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“Ei home, pomordês! Tás menente de sabê que gente tola e toiros, paredes altas.


 Faz-te descretinho e acaçapa-te p’raí - pára de tecê estepô que tem aí gente c’ma biche e ainda levas a tua galheta.


 Na queres ir brincá co’a pombinha p’áreia?


Tu bota sentide e não aformentes aquelas tatonas, todas prezadas mas cheias de esterque, umas mangalhas, valhacas, senão quando mal te aprocatares vais por’í arriba a toque de caixa. Raspa-te!


Ah moço, espera: tua mãe tá mais pairadinha, tá tenteadinha?


 Ela andava arrebocida e ouvi dizê qu’ela tava pegada de cabeça…


Nos toiros da Fonte eu vi-la à gaitadaria, por monde daquele toiro que aguindou e deu uma cornada em tê pai, que tava com uma grandecíssima vela – tu sabes c’ma é, na bebas qu’é petróleo –, o desgraçado a levá uma esfrega e ela gaitadaria velha. Ai tal pecade. Passa fora! É preciso ter lata, vergonhas da minha cara. Fiquei consumida. Tu ainda tás namorado co’aquela piquena da boca da canada?


 Ela tá preta cma ferruje! A irmã é que é alva de neve.


 Eu sei que o pai é um velho caipora que tem dinheiro cma cabelo em cão, mas não é partido p’ra ti.


 Ele é um izoneiro - tal home d'esganade -, e ela parece um pau de virar tripas, magra cmum graveto – a mãe é que é um talhão. pechinchim! Tu se casás co’ela vás pená, aquilhe na tem tafulhe.


 É feia cm’ó pecade e é daquelas de pelo na venta: ainda te larga umas taponas nos beiços.


Na te cases, padaço de tolo. Antes cagá um pé tode.


Agora vou-me maneá p’ra casa, à conta de Nosso Senhô, que está frio c’ma burro e a modos que vêm aí aguaceira grossa. Não vou esperá aqui a mamá pa crescê e depois ficá alagada pingando: passa cá carocho!


Haja saúde.”


 


Autor desconhecido

1 comentário:

  1. Eu gostei desta conversa nao ha duvida que alguns eram assim mas ha algo de bom nisto este pessoal nao tinhas peneiras no falar eles o que tinham era o que davam nao escolhiam palavras para imprecionar outros eu admiro tais pessoas obrigado a Dona Rosa por ter publicado este artigo é interessante uma linguagem que se estava a extinguir

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