"quem não tem que fazer também não tem em que pensar" - esta frase tem dona mas não sou eu.
Isto a propósito do que se segue:
Perguntei-te sobre o medo:
- O que é o medo? Ou melhor escrevendo, o que é ter medo?
- Quem terá sido o primeiro a descobrir o medo?
- Como se transmite o medo?
- Quais as consequências imediatas de ter medo?
- O medo é pior que a dor, que a saudade ou que a solidão?
- Será pior nem se aperceber do que é o medo?
- O medo pode matar?
- Quanto mais medo mais fragilidade ou fortaleza?
- O medo será sinal de fraqueza ou ansiedade?
- Fingir medo faz medo?
E a resposta veio em riste:
- Com esta chego à conclusão que quem não tem que fazer também não tem em que pensar!
E pronto foram-se os medos e vieram as verdades. Simples.
Na volta deliciei-me na rima:
Perguntei-te o que era o medo
Respondeste com a razão
Disso não faço segredo
Deste-me a grande lição.
«Quem não tem o que fazer
Também não tem o que pensar»
O mesmo será dizer
Que a verdade é para se dar.
Revelo outra verdade
Que da mente se descerra
O sono em quantidade
Também a mente enterra.
O sono também nos diz
Conselhos sem atropelos
Sem pesadelo é feliz
Ao invés são maus novelos.
Rosa Silva (“Azoriana”)
P.S. A dona da expressão se quiser pode comentar com a identidade :)
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