OSIT - Orquestra de Sopros da Ilha Terceira estreia em Angra do Heroísmo

Temos na ilha Terceira um novo motivo para nos alegrarmos e darmos os nossos entusiastas aplausos. A OSIT - Orquestra de Sopros da Ilha Terceira, cuja estreia ocorreu ontem, sábado, 26 de janeiro de 2013, no Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo, na abertura do II Oceanus, Encontro de Tunas, floresceu no palco, iluminou toda a gente com a brilhante atuação e mesmo que eu não seja entendida em pautas musicais senti e vibrei perante esta reunião de pessoas com talento da nossa ilha Terceira. Estou muito agradecida a quem fez convite para o meu filho também fazer parte deste leque de amigos desta maravilha musical. Viva o seu maestro e vivam todos os músicos participantes ativos e bons neste verdadeiro ramalhete extraordinário de grande interesse para elevar a nossa arte e cultura.

PARABÉNS A TODOS!

 







 



Dia de Amigas!

 



Tinha tanto para dizer
Pondo a alma a descoberto
Mas acabo por não ter
A palavra com termo certo.


 


Penso muito na amizade
Mesmo que ela em mim não pense
Prezo mais a honestidade
É em suma a que vence.


 


Ser honesto é ser amigo
Podem crer que é verdade
Se te mando este artigo


É por te ter amizade.


 


Amizade vai à luta
Não se faz sempre em sorriso
Muitas vezes na disputa
Encontra-se o que é preciso.


 


Ser AMIGO afinal
É muito mais que amar
É dizer o que está mal
Sem nunca mal se ficar.

Um beijo a todas as Amigas e Amigos!


Tenham um Dia feliz neste e em todos os dias do calendário.


 


Rosa Silva (“Azoriana”)

Não digas nunca!

Não sou propriamente fã de alguns programas televisivos, mas tem dias que me ponho a magicar se fazer parte de algum deles seria algo de que gostasse. Primeiro convinha explorar os bastidores, ou melhor, o que é preciso para levar à cena um programa televisivo. Antes de pronunciarem a palavra "ação" quantas voltas dará o texto, quantas correções, quantos isto(s) e aquilo(s) serão necessários para os efeitos, muitas das vezes, especiais com recurso à "massa de ferro", isto é, à maquilhagem que tira a sombra de qualquer rosto enrugado ou triste. Quer-se ver alegria q.b. (q. = que b. = baste) numa era em que as "trombas" são mais que muitas. Dar alegria é muito saudável nos dias em que passamos numa correria desenfreada sem que se faça uma pausa para abrir alas a um sorriso, um aperto de mão, um beijo.


 


"Não digas nunca!" é um bom título para o que estou para aqui a sonhar. Seria um programa onde cabia toda e qualquer classe social, fosse do campo ou da cidade. O tema a ir para o ar andaria à volta de algo que se tivesse feito e que, algures num dia esquecido, se tivesse dito "eu nunca farei isso!" e, ao fim de contas, tinha-se mesmo caído como patinho na escorregadela da expressão. Ou será que é melhor afirmar de pés e mãos juntas que jamais esse tal sonho veria a realidade?


 


Para já tenho a informar que nunca pensei ir de Angra do Heroísmo até à freguesia da Serreta propositadamente para serem colhidas algumas imagens "in loco" da minha pessoa para uma revista domingueira do nosso DI (Diário Insular); e há mais: nunca pensei que fosse entrevistada na minha residência por jornalistas que, noutros tempos, nem se esboçava qualquer aceno de mão e que agora até nutro e zelo pelo crescimento da amizade... E sabem porquê? Porque o próprio jornalista foi quem avisou que ficava fácil escrever sobre alguém que falava com o coração...


 


Para não dizer nunca, termino este artigo com um bem-haja a todos que vão conhecendo mais daqueles que falam com o coração e receiam a solidão.


 


Amanhã comemora-se mais um DIA DE AMIGAS! Aproveitem para trocarem sorrisos e umas fatias de emoção risonha com beijos e abraços adocicados de filhoses, coscorões e malassadas feitas na fervura da tradição.


 

DI Domingo 20-01-2013



Reportagem de Hélio Vieira
Fotografia de António Araújo
in Diário Insular de Domingo
20-01-2013

Bordado em mim


 

Ademar Macedo *10/09/1951 +13/01/2013



 


A Ademar Macedo, o trovador da Vida!

Todos viemos para partir
Conforme diz a doutrina
Não pedimos para vir
Mas foi vontade divina
Que se enfrente a sorrir
A hora da nossa sina.


 


Um abraço afetuoso
Com uma lágrima cadente
Deus por si será bondoso
Viverá eternamente
Poeta maravilhoso
Com a trova repetente.

Dos Açores, ilha Terceira,
Da cidade do lirismo,
Levanto hoje a bandeira
Do nosso patriotismo
Vou lembrá-lo a vida inteira
Em Angra do Heroísmo!

Em vida lhe digo tudo
Porque a morte não é nada;
Na verdade e contudo
A vida é uma caminhada
Que eleva sobretudo
Os que são por Ela amada.


 


Rosa Silva (“Azoriana”)

Nota: Enviado em vida - 2012/11/02

RIP

292, 295, 296...... Açores (atualização)

Em 13 de Abril de 2004, escrevi o seguinte:

Ao procurar o número de telefone de um Serviço de Saúde, pensei em escrever este artigo. Apeteceu-me procurar todos os restantes Serviços e elaborar um esquema que julgo útil para o leitor.

292, 295, 296 são os indicativos regionais que antecedem um conjunto de seis números para quem pretende contatar telefonicamente com a população dos grupos ocidental, central e oriental, da Região Autónoma dos Açores, constituída por nove ilhas.

A cada ilha foi atribuída uma cor específica distinta, de acordo com a beleza natural das suas paisagens, originalidade ou ainda pela tonalidade do mar que as rodeia.

O grupo ocidental engloba as ilhas das Flores (cor-de-rosa) e Corvo (preta).


 



 


 


O grupo central engloba as ilhas da Terceira (lilás), Graciosa (branca), São Jorge (castanha), Pico (cinzenta) e Faial (azul).


 



 


O grupo oriental as ilhas de Santa Maria (amarela/dourada) e São Miguel (verde).


 



 


Nesta data urge atualizar alguns dados que, entretanto, já mudaram. A agregação foi feita seguindo os indicativos por ex-distrito da Horta (292), Angra do Heroísmo (295) e Ponta Delgada (296). Assinalarei com cor azul as alterações que a seguir poderão visualizar:

A seguir o Esquema Geral dos Indicativos para as respetivas Ilhas e Concelhos:


 



Indicativo
Ex-distrito
Horta
292 (a)
Indicativo
Ex-distrito
Angra do Heroísmo
295 (b)
Indicativo
Ex-distrito
Ponta Delgada
296 (c)
Ilhas Concelhos Ilhas Concelhos Ilhas Concelhos

Pico


Lajes Terceira Angra
do
Heroísmo
São
Miguel
Lagoa
Madalena Praia
da
Vitória
Nordeste
São
Roque
Graciosa Santa
Cruz
Ponta
Delgada
Faial Horta Povoação
Flores Lajes Ribeira
Grande
Santa
Cruz
São
Jorge
Calheta Vila
Franca
do Campo
Corvo Velas Santa
Maria
Vila
do
Porto



  • 292 - Indicativo para as Ilhas do ex-distrito da Horta:

    Ilha do Pico:
    USIP Unidade de Saúde da Ilha do Pico (Engloba os centros de saúde: CSLP Centro de Saúde das Lajes do Pico, CSM Centro de Saúde da Madalena e CSSR Centro de Saúde de S. Roque);
    Ilha do Faial:
    USIFA Unidade de Saúde da ilha do Faial - CSH Centro de Saúde da Horta;
    HH Hospital da Horta, EPER;
    Ilha das Flores:
    USIFL Unidade de Saúde da ilha das Flores - CSSCF Centro de Saúde de Santa Cruz das Flores;
    Ilha do Corvo:
    USIC Unidade de Saúde da ilha do Corvo - CSC Centro de Saúde do Corvo.


 



  • 295 - Indicativo para as Ilhas do ex-distrito de Angra do Heroísmo:

    Ilha Terceira:
    USIT Unidade de Saúde da Ilha Terceira com os Centros de Saúde: CSAH Centro de Saúde de Angra do Heroísmo; CSPV Centro de Saúde da Praia da Vitória;
    HSEIT Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira, EPER;
    COA Centro de Oncologia dos Açores Prof. Doutor José Conde;
    Casa de Saúde de S. Rafael; Casa de Saúde do Espírito Santo.
    Ilha Graciosa:
    USIG Unidade de Saúde da Ilha Graciosa - CSSCG Centro de Saúde de Santa Cruz da Graciosa;
    Ilha de S. Jorge:
    USISJ Unidade de Saúde da Ilha de S. Jorge, que engloba os Centros de Saúde: CSCA Centro de Saúde da Calheta; CSV Centro de Saúde das Velas.



  • 296 - Indicativo para as Ilhas do ex-distrito de Ponta Delgada:

    Ilha de Santa Maria:
    USISMA Unidade de Saúde da ilha de Santa Maria - CSVP Centro de Saúde de Vila do Porto;
    Ilha de São Miguel:
    02 USISM Unidade de Saúde da ilha de S. Miguel com os Centros de Saúde de: CSN Centro de Saúde do Nordeste; CSPD Centro de Saúde de Ponta Delgada (inclui a Lagoa); CSP Centro de Saúde da Povoação; CSRG Centro de Saúde da Ribeira Grande; CSVFC Centro de Saúde de Vila Franca do Campo;
    HDES Hospital do Divino Espírito Santo, EPER;
    Casa de Saúde de Nossa Senhora da Conceição; Casa de Saúde de S. Miguel;
    Clínica do Bom Jesus.


Rosa Silva ("Azoriana")
Última atualização em: 01/08/2019)

A José Henrique Pimpão

José Pimpão

Serreta com 150 anos de História. Breve apontamento

Vários autores, como o Pe. Jerónimo Emiliano de Andrade, Francisco Ferreira Drumond, Luís da Silva Ribeiro e Pedro de Merelim referiram-se ao historial da Serreta e à sua Senhora dos Milagres. Alguns atribuem o início deste culto popular ao séc. XVI, outros aludem o ano de 1690.


Isidro Fagundes Machado (*1651 +1701), sacerdote católico e eremita, foi o fundador do culto da Senhora dos Milagres da Serreta, que associado aos novos critérios de higiene que faziam aconselháveis os ares de montanha, levou a que a região se afirmasse como zona de veraneio e de cura de ares para a aristocracia angrense, atraindo mais povoadores e fixando gente propagando a devoção mas mudando para a paróquia das Doze Ribeiras.


Em 10 de setembro de 1842, a imagem foi novamente mudada da freguesia das Doze Ribeiras para o curato da Serreta e a primeira missa foi presidida pelo cónego Manuel Correia de Ávila. Com as peregrinações, com a primeira festa com toiros bravos a acontecer na segunda-feira, 10 de setembro de 1849, seguiram-se festividades de muita afluência populacional até à atualidade.


O bispo de Angra, D. frei Estêvão de Jesus Maria, por provisão de 24 de dezembro de 1861, promoveu a freguesia de Nossa Senhora dos Milagres. Assumiu o múnus de vigário da nova freguesia o reverendo José Bernardo Corvelo, até ali cura do lugar. A criação da freguesia e paróquia teve início em 1 de janeiro de 1862, com decreto do rei D. Pedro V de Portugal datado de 16 de outubro de 1861 e contou com o apoio do então secretário-geral, no exercício de governador civil, Jácome de Bruges e da Edilidade que muito se interessaram por esta elevação da Serreta, incorporando a Fajã, que foi desligada da paróquia dos Altares, até ao Penedo além da Ribeira das Catorze, “por ter para isso as proporções necessárias, com grande população, boa igreja para servir de matriz, excelente passal para residência do vigário, grande abundância de água, vastidão e fertilidade de terreno, e ser um lugar mui distante da freguesia de S. Jorge das Doze Ribeiras”, conforme acórdão de 3 de abril de 1861, com parecer positivo da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, enviado à consideração régia.


Em 19 de abril de 1895 foi o lançamento da primeira pedra de nova igreja, em solenidade presidida pelo bispo D. Francisco José Ribeiro Vieira e Brito, no lado oposto ao império do Divino Espírito Santo, cuja obra teve a duração de doze anos. Em 31 de agosto de 1907, sábado, em cerimónia, foi aberta ao culto com o Pe. José Leal da Silva Furtado (Serviu de setembro/1906 a dezembro/1925).


A 6 de maio de 2006 o Templo recebeu o estatuto canónico de Santuário Diocesano de Nossa Senhora dos Milagres, por decisão do bispo de Angra, D. António de Sousa Braga e com cerimónia no dia seguinte. É Reitor do Santuário o pároco Manuel Carlos Sousa Alves.


Outros pontos de destaque na freguesia são principalmente o Miradouro da Ponta do Queimado, o Império do Espírito Santo, a Sociedade Filarmónica Recreio Serretense (desde 4 de dezembro de 1873, com estatutos aprovados em 31 de agosto de 1935), as forças vivas e o património natural: Mata da Serreta, a Lagoinha, o Pico da Serreta e toda a natureza que revigora no verão com o colorido humano.


Por tudo isto apetece-me mimar a airosa Serreta com umas quadras:


Serreta, serra pequena,
Uma flor posta no altar
Um lírio na paz serena
Que borda cada olhar.


A Serreta vos convida
Com a maior alegria
À Festa que dá guarida
A quem ama a freguesia.


Freguesia de louvores,
De fé e grande devoção,
Da Terceira dos Açores
Santuário de Oração.


Dos Milagres, Nossa Senhora,
Por tantos é visitada;
Humilde na sua aurora
Pelos devotos amada!


Rosa Silva (“Azoriana”). 09/2012

Feliz DIA DE REIS


 


Se o ouro é realeza
O incenso a oração
A mirra é com certeza
Amarga mas com razão.

A mirra para o pecado
O ouro para a ventura
O incenso ao nosso lado
Traz o perfume que cura.

Podem haver muitas leis
Muitos dogmas e doutrinas
Para mim Dia de Reis
Prova que há três oficinas.

Dou ouro ao nascimento
Incenso para a criação
A mirra vem no momento
Que finda a nossa ação.

Esta tese é pessoal
Quase que auto-exame;
Sejam felizes em geral
E tenham alguém que vos ame.

Porque de ouro é o Amor
Só o bem é perfumado;
Epifania do Redentor
Revela o Deus adorado.

Rosa Silva ("Azoriana")/span>

Carlos Tomás - o pastor dos bravos

Carlos Tomás

Jóia do mar, redondilha...

Canto à ilha inteira
E canto à Região.
Amo a ilha Terceira
A musa do meu refrão.





Meu fado é doce e quente
Em constante ebulição
E torna-se mais ardente
Nos versos duma canção.
A ilha botão de rosa
Orvalhada pla manhã
É a ilha mais formosa
Para quem dela é fã.

Nosso querido emigrante
Lembra da sua morada
O sonho faz-se constante
Por voltar à ilha amada.
O amor da nossa vida
Tem traços da nossa ilha
Jóia do mar sempre erguida
No colo da redondilha.





Canto à ilha inteira
E canto à Região.
Amo a ilha Terceira
E amo todo este chão...

Rosa Silva ("Azoriana")

That's the first one! [O primeiro deste janeiro de 2013]

Às vezes, no recôndito da palavra, ainda me vem à mente o tempo dos caracóis da inocência e deixo-me naufragar no pensamento de que esses dias fixaram âncora na madrugada de minha vida. Recordo que o espelho sempre foi uma peça que me atraía. Um espelho não nos mente mas ilude-nos numa visão ora apoteótica ora apocalíptica. Bastava o deslizar de um pente para ornamentar os fios de cabelo, um sorriso para alegrar o visual e uma palavra jubilosa para encantar todo o rosto. Jamais o rosto da infância se repete mas há traços que ganham melhores contornos se a felicidade marca o tempo de vida. Por vezes, a felicidade ocupa só espaços esporádicos que nem chegam a cimentar tais marcas. O rosto é o tumulto dos dias negros e pesados. O rosto é a brisa fina dos dias simpáticos. O rosto é o véu da saudade. O rosto é a ave dos sonhos e a poesia dos versos que florescem na aurora das letras unidas por momentos reais.


Fui criada com cautelas
No vale de baixa serra
Vi passar tantas mazelas
Aos que baixaram à terra.


 


Por vezes, as letras ressoam o que a oralidade não diz… Eu sou a polpa do vento onde ainda me invento. Eu sou do mar o regaço na senda de um abraço… Eu sou do céu a cratera que no fundo não sei se me espera… Um dia, quando me for, quero apenas deixar o que fervilhou em mim.


 


Fui pérola sem diamante,
Fui concha em terra batida
E fui a rima constante
Nos retalhos de uma vida.


 


No nascimento de novo ano e no seu segundo dia fico absorta em mil pensamentos e volto para vasculhar o que de bom me aconteceu no velho ano que não terminou bem. Foi badalado o “fim do mundo” e, para alguns seres, foi-o.


 


A vida que nos é dada
Traz consigo um mister:
É tão bonita a chegada
Não finda é como se quer.


 


E porque a vida é feita de marcas, eis que vos deixo alguns dos títulos que fui criando ao longo do ano de 2012. Sem preocupação de maior, sem querer ser exaustiva, apenas selecionei o que pretendo que chame maior atenção.


 


Nos caminhos da criação
Há algumas sentinelas
Pra serem recordação
Do que já passou por elas.


 


Rosa Silva ("Azoriana")