"não havia animais"

Vem agora a público (ou melhor soube) que “não havia animais” no presépio onde Jesus, Maria e José foram os residentes por um tempo natalício. Enfim, chego a pensar que prefiro agora saber que os animais são nossos amigos do que os humanos. Se não vejamos: antes, ou melhor, no tempo infantil que aprendi que o burro e a vaca tinham bafo quente para aquecer o Menino, eu própria não era simpatizante de animais de pelo. Com o passar da minha idade, sobretudo na fase que se chama adulta (por entrar nos #entas), comecei a aproximar-me doutros animais de pelo, que é o mesmo que dizer: gato e cão. Os burros e as vacas não lhes passo muito a mão no pelo. E olhem que cada vez mais há “burros” e “vacas”, que andam por esse mundo, com duas patas. Não vou explicar este meu raciocínio porque cada um que leve para onde quiser. Se não percebeu temos pena. Mas que os há, lá isso não tenho dúvida alguma.

Passando novamente ao presépio… Como querem que se mantenha intata a fé dos Homens?! Começo a ter muitas dúvidas em tudo o que me contam e des (contam). Estou quase a dar razão às bocas da descendência que contraria uma série de dogmas impregnados através da doutrina. Agora tiram o burro e a vaca, depois tiram as ovelhas e os carneiros, depois as cabras e os bodes, e sabe-se lá mais que animal embirrento virá por aí para ser retirado da convivência pacífica com o ser humano.

Ainda vou ter dúvidas se o meu gato não é a reencarnação de algum humano que partiu com vontade de ficar por cá. Ainda vou ter dúvidas se voltarei em gato ou cão e se dou uma boa dentada nalgum humano que me inquietou durante a estadia terrena… Podem crer que se voltar em cão ou gato (não quero ser burro nem vaca, livra!) vou morder em tudo o que me apoquenta neste momento.

Neste dia (e não me digam que estou deprimida ou com outra maleita qualquer) apetece-me mesmo é dizer que estamos a ficar velhos e caquéticos, para não dizer mais alguma palavra que roce a ofensa. Basta olhar para a cobertura capilar que apresenta uma série de brancos cabelos e o rosto apresenta olhos que já não enxergam “meia missa”. Haverá uma insanidade intelectual?! E todos já sofrem dela?! Não tenham dúvidas… O que ontem era uma verdade incontestada, hoje é mera brincadeira de fazer dormir os burros e as vacas de quatro pernas…

Tenham santa paciência e antes de abrirem a boca pensem no que irão causar de malefícios mundanos (incluindo os pobres dos animais que são bem melhores que muitos humanos que conheço).

Estou furiosa e revoltada, se é que se pode adivinhar na escrita supra.

Rosa Silva (“Azoriana”)

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