[À pequenina ilha açoriana]
De Santa Maria ao Corvo Passando por São Miguel E para não dar estorvo Vou em barco de papel.
Olho as garças uma a uma Nas asas de cor anil A ver se vejo alguma Que seja do mês de abril.
Mas de rosas eu me cubro Em tom de felicidade Porque estamos em outubro Douradas são de verdade.
As folhas também se douram Quebradas pelo outono Quantas delas já se foram Durante o sonho e o sono.
E na alma destas ilhas C’roadas de nove cores Vejo nove maravilhas De tradições e sabores.
Sabe tão bem a cultura De um verso marulhado No terreiro da aventura Em basalto retalhado.
Se hoje estou inspirada Não há vento que me cale Pode ser que seja nada Mas com pouco tudo vale.
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Sou da ilha de Jesus Sou filha de um rebento Que tomou a sua cruz E no fim deixou talento.
Com esse dom resolvi Escrever versos de paz Que saíram já daqui Em hora que satisfaz:
Não vos quero incomodar Nem tão pouco dar estorvo Só queria perguntar Como é viver no Corvo?
De manhã tudo em surdina Excetuando os chilreios Cantando a Graça Divina Nos lares com mais asseios.
E os corvinos bem-dispostos Com chaminés fumegando Deixando tudo a postos Para alguém de vez em quando.
E a saudade como é? Como se tinge a cultura? No que toca a vossa fé O que se faz porventura?
Desta que rima a Terceira E as ilhas todas a eito Também faz por brincadeira As quadras que lhe dá jeito.
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Um abraço no que lês
De amizade virtual
Talvez chegue dia em mês
Que tal possa ser real.
Rosa Silva (“Azoriana”)
Gostei imenso
ResponderEliminarVejam so aonde ela ja chegou
Ela anda a correr os Acores
E no Corvo ela parou
A procura de cantadores
Se encontra-res la algum
Pois eu nunca houvi falar
Que o registes no teu album
Mas ele tem de saber cantar
Seria uma coisa interessante saber como é a vida cotidiana dos corvinhos deve ser penso eu muito diferente do que viver numa cidade como Toronto onde anda tudo as corridas
,é por isso que muitos nem chegam a reformar-se por causa da anciedade Se a Dona Rosa consegui-se fazer um resume da vida deles talvez nos pudessemos aprender a levar uma vida mais sossegada. Pois eu tenho uma vaga ideia mas gostaria que a informacao fosse mais bem esclarecida e eu penso que voce é a pessoa indicada para nos fornecer tal informacao vou deixar isso ao seu critério até a volta e um abraco
Mintoco, caro amigo,
ResponderEliminarDe ti eu não me esqueço
E se queres ir comigo
Ao Corvo, eu agradeço :)
Isto foi só a brincar
Porque a crise nos emperra
Nem a carta pode viajar
Nem sequer sair da terra.
Vou ficar agora à espera
Duma resposta corvina
Neste instante quem me dera
Ver como tal gente afina.
Se houver lá um cantador
Ou mesmo uma cantadeira
Vou descobrir seu valor
Neste blog da Terceira.
Beijos e abraços
Rosa Maria
MENSAGEM PARA TODOS OS CORVINOS
ResponderEliminarOla povo nosso irmao
Que vives tao afastado
Chegou agora a ocasiao
De seres por nos visitado
Tu tens sido um guardiao
Na entrada dos Acores
Juntamente com tua irma
Tua visinha que é as Flores
Mas hoje so vamos falar de ti
Porque chamou a nossa atencao
Que a maneira de viver ai
É um exemplo para a nacao
O mundo a vossa volta
Esta todo em confusao
Porque perderam a sua escolta
E tambem o seu capitao
Estavas sendo ignorado
Mas nao perdeste o teu riso
Estiveste sempre preparado
Para enfrentar qualquer crise
Sofreste muito na vida
Tu fostes muito afetado
Por isso até certa medida
Pela crise nao és perturbado
Agora estamos no mesmo barco
Mas sem saber como remar
Para muitos um pequeno charco
É sufeciente para se afogar
Deixamos a vida antiga
Quizemos vivendo a grande
Agora toda a gente briga
E nao temos quem nos mande
Por isso nos nos humilha-mos
Diante do corvo nosso irmao
E diante de ti te suplicamos
Ensina-nos a ganhar o pao
Perdemos os bons costumes
Ja nao temos experiencia
Nem sabemos plantar legumes
Ensina-nos e tem paciencia
Neste mundo ja nada presta
Bendito seja Deus no seu templo
Que unica coisa que nos ainda resta
É os corvinos com o seu exemplo
Por isso chegamos a vos
Nao queremos mais sofrer
Tende compaixao de nos
E ensinai-nos a viver
É tradicao dos nossos avos
Os nossos irmaos acolher
Por favor abre a tua porta
Para nos podermos entrar
E a nossa lingua corta
Para nunca mais mal de ti falar