Palavras de vento

imagem dali


 


Abrem-se portas ao desespero
Catapultam risos de vergonha
Acendem-se rasgos de tédio
Cortam-se esperanças novas.

Abrem-se covas sem fundo
Criam-se ares de bruma;
Plantam-se achaques tamanhos
Na serpentina do ser.

Moldam-se tardes de pranto
Em horizontes de anil
Cavam-se dores de vidro
Nas mentes que nada tem.

Dobram-se planaltos, colinas,
Ravinas de sonho empedrado,
Soltam-se amarras modernas
Perdidas de alma e sorte.

E eu? Que faço aqui?
Bordando palavras de vento?
Sonhando deserta do tempo
Na palma da mão marulhada…

E tu? Que fazes além?
Olhando os ares de vulto
Manhãs coroadas de espanto
No canto da sã madrugada…

Último dia útil de setembro do ano feliz (para alguns)

Rosa Silva (“Azoriana”)

Daqui a nove meses "Um mar de emoções" em Angra do Heroísmo


Um mar de emoções




 



É o São João da ilha Terceira
Brinda seu balão a ilha inteira
Pasma o escarlate do meu coração
Quando sai à rua em mar de emoção.


 


Rosto d'água, maré viva de cultura,
Onda de beleza, sorriso em fartura
No cais da saudade à proa da festa
Não há noite, não há noite como esta.


 


A valsa do mar que abraça a terra
Bravo coração que o canto descerra
Junta-se à folia da gente em tourada
E o toiro investe por tudo e por nada.


 


Viva, viva, viva o São João
Na rua, no palco do meu coração!
No céu da ternura
Um mar de emoções
Que hoje figura

Unindo as nações.
Vem comigo vem
Dá-me a tua mão
Na festa que tem
A brava paixão!

Rosa Silva ("Azoriana")


Ondas de outono

Com a chegada da cor dourada do ambiente que nos rodeia, e no meu caso diga-se que é mutante e oscilante conforme os caprichos do clima ilhéu, irá concerteza apetecer prosa ou rima. Confesso que a rima, após a vinda da Serreta, ficou como que colada às origens. Talvez a minha falecida mãe ficou satisfeita pela minha prestação na Festa da Mãe padroeira. Se der para a prosa vigorar pois que assim seja e me faça debruçar nas delícias literárias perante os olhares de um punhado de seres que comungam do mesmo gosto que eu: a escrita de retalhos quotidianos.

Enquanto o amigo José Fonseca de Sousa estiver presente nas minhas divagações escritas com os acordes de um teclado que já conhece a ternura dos meus dedos, eu estarei também presente para ofertar a inspiração que me surgir.


 


Eis uma bonita mensagem da autoria deste amigo dos Açores:


 


 


Cara amiga Rosa Silva,


 


 


 


Já quando li o seu livro “ Serreta na intimidade” e depois do relato feito acerca das Festas de Nossa Senhora dos Milagres / 2012, e agora com o texto “Silêncio Audível” fiquei com a certeza absoluta (se é que ainda tivesse dúvidas), que ainda não lhe tinha manifestado, do facto de a cara amiga através dos seus poemas conseguir de uma forma brilhante e descritiva, enviar as suas mensagens, mas também e nada menos brilhante o consegue na sua prosa, que também contém alguma poesia.


 


Nos textos de há umas semanas atrás em que revelava algum desconforto e desilusão perante as dificuldades surgidas, via-se, também aí, que consegue “agarrar” as pessoas às suas preocupações de uma forma muito interiorizante que nos contagia e nos alerta para uma análise mais profunda dos factos.


 


Entendo e compreendo perfeitamente o seu alerta e a sua preocupação acerca do futuro dos nossos filhos, mas se é verdade que eles terão grande dificuldade em suportar as restrições que lhes irão ser impostas, pela deficiente e incompetente governação dos últimos anos, também não é menos verdade que lhes teremos de transmitir ânimo e solariedade para que eles em conjunto com a geração mais antiga, procurem “dar a volta por cima”, sendo necessário para isso muita coragem, determinação, sentido de responsabilidade na exigência que terão forçosamente que fazer a quem lhes está a hipotecar o futuro.


 


O meu lema sempre foi e será: lutar, lutar, lutar até vencer, no sentido mais puro das palavras, ou seja: esforçar-se, esforçar-se, esforçar-se até atingir os objectivos traçados.


 


Um grande abraço


José Fonseca de Sousa


Lisboa


24-09-2012



Hoje, 25 de setembro, o meu primogénito está de aniversário. Completa-se mais um ano da existência dele que está em crescendo.

Ai tanto que já vivi
Nos retalhos desta vida
Ai tanto que já senti
E sinto quando querida.

A vida é um alçapão
Com a frincha pouco aberta
Por vezes cabe uma mão
Outras também a aperta.

No aperto da doçura
É que eu quero viver
Ondulada de ternura
Por quem me está a ler.

Para ler rima ou prosa
Bordada de sentimento
Pode procurar-se a Rosa
Que ama a 100 por cento.

Rosa Silva (“Azoriana”)

Romaria dos Altares visitou a Serreta e Ivo Silva captou as imagens

Igualdade XXI - Agradeço o destaque do mês de setembro

Igualdade XXI de setembro

 


 


 



Clique na imagem acima para ler o artigo no blog "Igualdade XXI" - Espaço de divulgação das atividades da
Associação UMAR Açores - Delegação da ilha Terceira
e também

Publicado na Página Igualdade XXI no Jornal Diário Insular de 20 de setembro de 2012


 


 

Silêncio audível

Silêncios





Tingo-me de silêncio. Um rio de lágrimas humedece o teclado da saudade paralisada no tempo bondoso. As palavras fogem para o abrigo da mente que se quer animada na canção de embalar. Os olhos quedam-se numa visão de sonho com alma. E a rima?! Onde está a gentil rima que adoça o turbilhão de escritos pausados?! Se porventura a rima der lugar à pacífica prosa moldada pelo requinte de letras num amontoado de emoções, pois que venha ela vestir-me da novidade que avista um alargamento do conforto textual.

Tingo-me de carateres mundanos e profanos com um sentimento novo como que esperançoso de alegria interna. E os políticos teimam em aumentar o imposto vadio em detrimento do aumento do salário-nosso-de-cada-dia. E como ficamos?! Com a saca vazia dos ingredientes do bem-estar, famintos e sequiosos do resplandecer dos dias futuros. Que serão dos nossos filhos e netos?! Saberão recuperar a luz de petróleo? A griseta? A panela de ferro fundido? A sertã da faceira do suíno deposto no banco de madeira à mercê do tratamento manual de limpeza para que, finalmente, seja pendurado no tirante de um recinto à prova de cheiros e sabores (biscoitos de manteiga feita em casa, aguardente, anis traçado, licor de amora e de casca de laranja, suspiros, figos passados). Saberão os nossos filhos lavar a roupa na pia cheia de águas trazidas nos baldes à anca, posta a corar num verde aveludado do terreno sobranceiro à casa da chaminé de mãos-postas?! Saberão os nossos filhos amassar farinha, fermento, água, leite, ovos, açúcar, sal, ao ponto de se deliciarem com o forno escaldante de labaredas felizes com a devolução de um pão sovado a gosto cujo paladar sai airoso numa recomendação plural?!

Tingo-me absorta em pensamentos que me trazem lembranças passadas e que não gostaria que voltassem. Abro a torneira da alma e, gota-a-gota, encho o copo da ternura numa ovação a tantos e tantas que sentiram na pele todo o trabalho que ninguém quer viver no presente. Bem-haja quem nos gerou, criou e legou o melhor que tinha. E hoje o que iremos legar?! Um amontoado de carateres tingidos de ironia e silêncios partilhados num novel mundo, sem cheiro nem sabor, onde ainda se pode cultivar a palavra AMOR.

Rosa Silva (“Azoriana”)

VI Aniversário da AVSPE

Parabéns Academia Virtual
Sala dos Poetas e Escritores
Bem-haja de Portugal
Da Ilha Terceira - Açores.

Pra toda a comunidade
Com contornos de alegria
Abraços de amizade
Bendizendo este dia.

Dezassete de Setembro
Do sexto aniversário
Desde que entrei eu lembro
Celebrar o calendário.

Parabéns à Fundadora
Poetisa Efigênia Coutinho
E a toda a classe defensora
Desta Sala de carinho.

Parabéns, felicidades,
Neste que é o sexto ano;
Novo Portal variedades
Com visual soberano.

A todos o meu abraço,
Com um sorriso de afeto
Sou feliz neste espaço
De poemas predileto.

Rosa Silva ("Azoriana")

Alforge de parágrafos após a festa serretense

Voltei ontem à minha residência (14 setembro 2012). Depois de desmontar malas, sacas e saquinhos, estafei de tal forma que a cama foi o local de remédio santo. Vieram comigo os ares de saudade, o perfume de flores garridas do altar e ruas da Santa Senhora, os abraços de uma despedida de “até breve” e a forte convicção de que jamais se viu uma Festa da Serreta tão apetrechada de maravilhas.

No dia 4 de setembro, terça-feira, abalámos com tudo o que podíamos levar para a moradia temporária do Ti João. O recinto para dormir ficou completo com dois colchões a lastro e uma cama para uma pessoa. Visitámos a Senhora dos Milagres na novena dos Motards. Já se sentia um perfume festivo. Chegado o sábado fez-se os arcos, tive o meu momento de apresentação da festa com reações positivas que me deixaram sorridente, complementando-se o sábado com um filme alusivo ao “antes e depois”, o concerto da Filarmónica Recreio Serretense e o fogo preso. O domingo foi por excelência o dia em que a Serreta teve um mar de gente no percurso da procissão e as canções na noite com “Os D’Banda”, em que Fábio Ourique deu largas à sua bonita voz. Antes desta atuação, tivemos ocasião de presenciar danças de salão em plena rua, atapetada de vermelho, com o brilho de crianças, jovens e adultos. Um espetáculo que ficará na lembrança por aquelas bandas. Adorei!

A tourada do pico da Serreta, na segunda-feira, foi a minha e de outros atrativa para manter uma tarde animada, que se completou na noite com a excelente atuação do grupo “Fado Madrinho”, depois da Orquestra de Cordas da Academia da Juventude da Ilha Terceira. Esta não cheguei a ouvir devido ao nosso atraso.

Mas foi a terça-feira, de manhã (até a chuva não aparecer e fazer o pessoal regressar ao lar), que o Bodo-de-Leite nos cativou a atenção com três carros alegóricos projetados e elaborados por César Toste e Paulo Gregório, respetivamente, com o apoio de muitos ajudantes. Fui com traje antigo numa carroça que nos pregou um pequeno susto durante o percurso inverso, uma vez que o cavalo aborreceu-se e teimava em não seguir viagem. De resto, foi uma maravilha nunca vista na Serreta, para comemorar os 150 anos da freguesia da Serreta, com direito a merenda e bolo de aniversário de propósito para repartir pelos presentes. O resto foi de chuva e adiamento do retorno dos carros alegóricos para a quinta-feira à noite.

A excursão ao mato, na quarta-feira, foi recheada de alegria, música, cor, brincadeiras, rodas, canções do passado, churrascada e muita pinga do garrafão. Algumas horas se passaram à volta da escolha dos toiros (4) para a corrida no caminho junto ao Santuário da Senhora dos Milagres. Já começava aquele sentimento de saudade e pena por estar a chegar-se o fim da festa. À noite, a cantoria foi de bom nível e prendeu-nos a atenção até para lá da meia-noite. Oito cantadores escolhidos, João Pinheiro e José Eliseu, “Santa Maria” (o Carlos Andrade) e Fábio Ourique, Valadão e José Santos, Maria Clara e António Isidro (de São Jorge), por esta ordem, fizeram brilhar os seus dons perante um assistência ávida por descobrir o melhor momento. Os primeiros fizeram-me correr as lágrimas, sobretudo na parte final, e os últimos têm mais encanto perante os ouvintes, pela juventude e graciosidade.

A quinta-feira já se esperava melhoria de tempo que teimava em molhar pequenos e graúdos, conforme é habitual naquele lado da ilha. Após a vacada no Pico da Serreta com a prata da casa, sucedeu-se o retorno do cortejo de carros alegóricos que culminou com fogo de artifício a sair do carro comemorativo dos 150 anos. De seguida, veio a surpresa de um grupo da ilha Graciosa que cativou a todos os presentes, que dançaram e divertiram-se até de madrugada. À meia-noite da quinta, foi para o ar uma surpresa anunciada: fogo de artifício pelo céu da Serreta que me fez lançar gritos de emoção com aquela magia de cor e som. Após esta maravilha, o grupo da Graciosa continuou os seus cantares mágicos para os nossos ouvidos e pés.

Na volta à casa que nos hospedou, fui chamada a receber uma oferta com palavras de gratidão da comissão de Festas da Senhora dos Milagres da Serreta 2012, nomeadamente por Dimas Romeiro, ladeado pelos restantes mordomos: Dora Pavão, Eva Silveira Alves e Rogério Valadão. Despedi-me de cada um com o sentimento de dever cumprido e muita grata pelo tributo que me fizeram ao levarem a efeito um sonho que já acalentara há muito. Modéstia à parte, vi desfilar as minhas criações perante os residentes, os emigrantes e os visitantes de outras freguesias da ilha.

A dor que tive foi ver que alguém (ou alguéns) destruiu partes dos carros alegóricos que ficaram em exposição junto ao Santuário da quinta para sexta-feira. O que é feito com amor e dedicação nunca se deve destruir sob pena da consciência do destruidor ser um martelo dilacerante para o resto da vida.

Tudo o que vi, ouvi e assisti, quer no Santuário quer fora dele, fez-me pensar que a Serreta é e será sempre a nossa identidade natural, o nosso ponto de encontro e uma marca indelével na devoção e na tradição que perdura para os vindouros.

Escrevi alguns parágrafos mas sinto que não há palavras que transmitam a minha felicidade do dia 4 a 14 de setembro, na minha freguesia natal. Não há palavras que agradeçam o suficiente à Comissão das Festas, ao amigo lajense – César Toste, bem como a Paulo Gregório, que segui com emoção toda a sua obra em prol do sucesso festivo…

Agradeço à prima Neves Ávila, à filha Ana Sofia Ávila e à sua Kika, alguns dos bons momentos passados em conversa agradável.

Agradeço a toda a minha família que me acolheu e à que veio em visita de saudade.

Resta-me deixar apenas uma expressão sem prazo de validade:

Amo-vos! Amo a Senhora dos Milagres e a “minha” Serreta!

Até para o ano, se Ela quiser.

Rosa Silva (“Azoriana”)

VIVA A SERRETA! (Programa da Festa 2012)

NSM Serreta Cartaz 2012

FALAR DA SERRETA 1862-2012

VIVA A SERRETA


 


A Serreta vos saúda
Emigrante e residente
E quem sempre pede ajuda
À Mãe que é de toda a gente.




Serreta de alta colina
Que recebe com mais Amor
E dá a Graça Divina
A quem segue o seu Andor.




A todos os peregrinos,
Romeiros da Virgem Mãe,
Bem-vindos neste destino,
Que vos acolhe por Bem.




Viva, viva a Serreta,
Viva o seu rosto de fé,
E viva a silhueta
Que anima quem vem a pé!




Rosa Silva (“Azoriana”)


 


In


Falar da Serreta com imagens


Selo do coração

Não sou ramo de orgulho
Nem tão pouco sou vistosa,
O certo é que dou tafulho
Ao nome que tenho: Rosa.

Se contar os meus espinhos
Ao longo de uma vida,
Entre eles há carinhos
E também muita partida.

Quando parte uma tristeza
Logo chega uma alegria...
Sou ilhoa portuguesa
Sinto isso em demasia;
Ao colo da natureza
Beijada p’la luz do dia.

Vem aí, se Deus quiser,
Motivo para ser feliz:
Vou honrar o que souber
Com pergaminho que fiz
No ato haja o que houver
Penso selar tal raiz.

Há um selo no batistério,
E outro na Comunhão,
Mas também há um mistério
Porque algo falha então;
Na frente daquele Império
Irei abraçar meu chão.

E nos ares, a meu lado,
Alados de emoção,
Lembrarei os do passado
Dando força à minha ação
Ficará assim legado
O selo do coração.

Rosa Silva (“Azoriana”)


 


 



Nota: Este blogue penso que irá de férias de 5 a 14/09/2012. Entretanto poderá ocorrer alguma passagem. Um abraço e talvez nem sintam a ausência :)

SAPO - 17 anos depois

Ao SAPO em FESTA

Começaste em noventa e cinco
Eu entrei em dois mil e quatro
Vou-te seguindo com afinco
Rima e prosa é meu teatro.

Aos poucos fui conhecendo
A tua sopa de ação
E de artigos fui crescendo
Até quase à exaustão.

Comemoras os dezassete
No Continente e Regiões
Mas em termos de internet
Chegas a todas as nações.

Parabéns dou nesta hora
Com a maior alegria
A ninguém deixas de fora
Há cidade, vila ou freguesia.

SAPO hoje veste as OPAS
Com grande satisfação
Ao baralhar dá de COPAS
Com amigos do coração.

E se estas não agradarem
Saídas de improviso
Servem apenas para darem
Louvores com um sorriso.

Viva, viva a plataforma
Dum serviço nacional;
Creio que está tudo em forma
Numa festa universal!

Mando beijos e abraços
Nas linhas sempre a eito
Fazes parte dos meus passos
És o meu amor-perfeito.


 



 



Rosa Silva ("Azoriana")

Programa resumido - Festa N S Milagres 2012

No sábado abertura das festas, Filarmónica Recreio Serretense e Fogo preso; domingo alvorada de baixo, missa solene, Procissão e "Os d'Banda"; segunda-feira alvorada de cima, romaria dos Altares, tourada na praça do Pico da Serreta, orquestra de cordas da Academia da Juventude e Fado Madrinho; terça-feira especial  comemoração dos 150 anos de história da freguesia com carros alegóricos, projetados por César Toste e exectuados por Paulo Gregório e seus ajudantes, procissão de Santo António, cortejo do Bodo-de-Leite (repetição) e Contratempo; quarta-feira excursão ao mato, tourada em frente ao Santuário e cantoria; quinta-feira vacada na praça do pico.


 


Um agradecimento muito especial ao jornal A União pela divulgação atual e publicação na revista "U" desta temática que une a devoção com a diversão.


 


Chamo particular atenção para a abertura das festas (dia 8 - sábado - 21h30) com a minha apresentação com a colaboração de algumas pessoas que serão anunciadas convenientemente.


 


Espero que a nossa televisão (RTP Açores) também nos visite nos dias da festa como é habitual e capte momentos únicos que jamais se viram naquela freguesia (noite de sábado e terça-feira com cortejo alegórico às 12h00 e à noite em repetição) e tudo o mais que chama gente de todas as partes do mundo, emigrantes e residentes nesta ilha ou fora dela.


Venha fazer parte do que é seu. Venha visitar a Mãe que Deus deu!


 


Rosa Silva ("Azoriana")

De José Fonseca de Sousa sobre - Se uma lágrima cair.

Cara amiga Rosa Silva /Azoriana

Como não tenho blog, utilizo este meio para lhe dar os sinceros parabéns pelo poema "
Se uma lágrima cair". A sua poesia é "colorida", "sonora", "descritiva", e tem um "encantamento" que eu bem gostava de classificá-lo, mas não me sai a palavra que eu julgo certa.

* Para procurar amenizar os seus últimos textos (desabafos um pouco tristes) envio-lhe esta quadra:


 


Se uma mágoa cair
E a nossa confiança tremer
Só há um caminho a seguir
Lutar, lutar e vencer...

Abraços

José Fonseca de Sousa

Lisboa

Sarah Mclachlan - Angel (e Se uma lágrima cair...)


 


Se uma lágrima cair
Do rosto pró coração
Não importa deixa seguir
É uma forma de oração.

Esteja sol ou esteja lua
Quando oramos a chorar
Sobe ao alto e mais atua
Nossa oração no altar.

E quem não souber orar
Sorria a bom chorar.

Rosa Silva ("Azoriana")

Parabéns a Socorro Lima Dantas 2012

Parabéns Socorro!

 


Mais um ano para cantar
Uma data que nos toca
E nos põe a cirandar
No verso que te invoca.

A Socorro Lima Dantas
Parabéns Salve teu dia!
No meio de outras tantas
Ofertas da Academia.

Com ternura e ovação
Neste dia majestoso
Um abraço de coração
Para outro tão bondoso.

Que a aurora e o luar
Te bafejem de alegrias
Seja sempre o teu lugar
Presente de regalias.

Rosa Silva ("Azoriana")

Mural de vidas (estreia no novo portal AVSPE - Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores)


 


Eis o texto com que fiz a minha estreia (2012/09/01) no novo Portal, que antes fazia parte do site AVSPE. Convido-vos à leitura aqui e consulta lá:


 




Nas linhas do amor se escrevem partituras de emoção. Cada palavra lança a semente esperançosa de alimentar olhares sofregos de leitura. Cada parágrafo aumenta a vontade de nos lançarmos na corrente do mundo textual. Cada texto completa a ambição de ser lido e reconhecido além das fronteiras de um reduto familiar.


 


Hoje estendo o tapete florido de letras vindas do coração. Cada uma se junta num festival abrilhantado pela roqueira de foguetes e palmas vestidas de lirismo. Amo a faceta da cor, luz e transparência introspetiva das emoções.


 


Sou feliz do meu jeito abraçando um novo dia que resplandece numa araucária dourada pelo beijo que o sol lhe dá. A natureza é a mãe dos dias presentes e vindouros com laços fraternais. Com ela pasmamos perante a beleza insular e o conforto noturno de um luar estrelado. A bruma quando aparece rejubila e nos aconchega ao vitral translúcido da paisagem. Mergulhamos, por vezes e também, na melodiosa onda de um mar salgado de partidas e chegadas num batel ondulando-se num manancial irriquieto de águas, ora mansas ora alteradas que obrigam ao aprofundar de âncoras e nos lançam nos abraços interlocutores da saudade.


 


Ai saudade que me matas por entre os verdes campestres e os azúis anil que contemplava da minha varanda, no meu torrão natal... Ai saudade que adormeces comigo no sonho tingido de um dourado horizonte no poente solar... Ai saudade... Palavra minha, palavra nossa ensinada, sentida e duradoura num mural de ilhéus ancorados numa rota mundial a que chamo mural de vidas.


 


Rosa Silva ("Azoriana")