Coroação

Sé Catedral de Angra do Heroísmo

 


 


 


Coroada pela nuvem fina
Está a Sé Catedral
E a folhagem divina
Embeleza a lateral.

Branco e cinza, pouca luz,
Negro e claro como convém,
Na Catedral de Jesus
Reside a Santa Mãe.

Pérola açoriana
Diamante abençoado
Que na terra o céu irmana
No silêncio cinzelado.

Como é belo o teu estado
No silêncio de cores
És o trono adorado
Desta Região Açores.

Rosa Silva ("Azoriana")

Sombra do sol (à poeta), segundo Paulo Borges, Pipoca

Momentos a recordar 2012

Momentos 2012

 




 



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A ilha das ilhas


 

As ilhas todas se ligam
Num projeto cultural
Que esses elos prossigam
A bem do todo regional.

Cada ilha tem um mote
Uma festa, um desafio,
Acendendo o archote
Em tudo o que já se viu.

De Santa Maria ao Corvo,
No triângulo insular,
Nunca causará estorvo
A cultura popular.

Mas o mote original
Tem raízes altruístas
Nas velas de Portugal
Descobertas quinhentistas.

No fim vem meu pensamento
Que ninguém leve a mal:
A Terceira no momento
É ilha universal.

Reúne com alegria
As ilhas suas irmãs
E no meio da folia
Brilha ao luar das manhãs.

Rosa Silva ("Azoriana")

Canto a CAVACO, Euclides!

CANTO A CAVACO, EUCLIDES!


 


A vinte e cinco de junho
Aponto no meu rascunho
Uma dádiva preciosa
Vi “Terras da Nossa Terra
Num livro que nos descerra
Uma leitura gloriosa.

Poeta Euclides Cavaco
Solene escritor que destaco
Numa sincera homenagem
O seu preito é ditoso
De poemas é famoso
É rica a sua viagem.

Viaja pela cultura
E com amor dá ternura
Às Terras de Portugal
Não esquece dos Açores
E a cada canto dá flores
Num poema capital.

“Idílicas Ilhas”, “Ribeira Grande”
Em “Angra do Heroísmo” se expande
Em linhas de cortesia
“Cruzeiro das Ilhas”, “(…) Sete Cidades”
“Ponta Delgada” veracidades
Da sua culta poesia.

"São Miguel Ilha de Sonho"
Neste meu canto suponho
Ser ouro canto ideal
"Descoberta dos Açores"
Mais uma de suas cores
Mais um mimo a Portugal.

A Madeira e o Porto Santo
"Ameno Funchal" um encanto
Junto de Hinos e Canções
São "Terras de Portugal"
Maravilhas sem igual
Vitrine de recordações.

Já não me causa espanto
E por Amor hoje canto
Este amigo emigrante
Com "Açores na Rota do Fado"
Sempre por ele exaltado
No seu peito uma constante.

Com "Aguarela do Mar"
Digo que é de pasmar
O seu enlevo divino
Das nove ilhas dos Açores
Dá ao Pico seus louvores
Ao ponto de criar o Hino.


Meu amigo, Deus te guarde,
E se faça muito alarde
Da tua vasta poesia
Cada página é um azulejo
Que com o meu olhar beijo
Como se fora magia.

Contagiada de Amor
Enalteço o teu valor
Com raízes portuguesas
O que o teu coração brota
É um Fado que não se esgota
A maior das fortalezas.

Resta-me, agora, um reparo (1)
Seguindo o Roteiro raro
De todas as tuas passagens
Só Angra do Heroísmo
Porta aberta pró lirismo
Não consta dessas viagens.

Um dia, se Deus quiser,
Farei tudo o que puder,
Para o ver neste “Cruzeiro”
Encostar seu peito ao meu
Com o dom que Deus nos deu
Num abraço hospitaleiro.

Mil agradecimentos da
Rosa Maria Azoriana
25-06-2012


 


 


Nota: (1) Este reparo é sobre o facto de Euclides Cavaco não ter ainda viajado para Angra do Heroísmo para ser aplaudido pelo poema que lhe dedica na página 62. Espero que um dia tenha essa felicidade. Bem-haja, amigo e poeta de valor extraordinário.


 


Canto a CAVACO, Euclides!

 


 


 

São João na Atlântida - Angra do Heroísmo

No "palco" da Catedral
A alma da nossa gente
Com um elo regional
No cenário sorridente.


 


Atlântida que é tão nossa
Feliz esteve no ar
Pra que toda a gente possa
O São João festejar.

Aproveito a ocasião
Para dar os parabéns
A todos e à Comissão
Que partilham nossos bens.

O cortejo de abertura
Com quatro tempos de história
Na alegria da cultura
A tradição da memória.

Carnaval e Espírito Santo
Touradas e São João
Terceira tem mais encanto
Angra embala a tradição.

Aos residentes e forasteiros
Que festejam à fogueira
Serão sempre os braseiros
De São João da Terceira.

Rosa Silva ("Azoriana")

Legados de Amor

Sim! Deixe-nos sua graça, o seu valor,
Os seus poemas quais jardins em flor
Num coração cheio de amor para dar
A quem a vê cantando de par em par.

Deixe-nos a sua chama, o seu candor,
As suas telas na bênção do Senhor,
E tudo o mais que tenha para legar
Tudo tem a si e o selo do seu lar.

Góis foi, é a terra que tanto cantou;
Bem o fez em tudo o que dela editou
E com amor pelos seus entes queridos.

Em Angra passou entre quadras a meias
Agradou no templo das belas candeias:
Seus louvores jamais serão esquecidos.

Rosa Silva ("Azoriana")


 


In comentário ao artigo "A Internet", de CBS


 

Relato de Relatos de José Fonseca de Sousa em "Viajando pelos Açores", entre outras edições relevantes

Aos dezoito dias do mês de junho do ano de dois mil e doze, na minha caixa de correio postal normal (e previamente pela caixa de correio eletrónico), chegou-me cinco edições do Sr. José Fonseca de Sousa, que tive ocasião de travar conhecimento por telefone e por escrito. Ele é de Lisboa e um grande conhecedor das ilhas açorianas, ao ponto de as divulgar de uma forma cativante, digo mesmo apaixonante. Li, de uma assentada, o que chamo de principal, o livro intitulado "Viajando pelos Açores (o que eu vi e senti)" com uma prosa vivida e sentida no seu real cenário, com algumas imagens paradisíacas, com relatos dos acontecimentos marcantes e interessantes, algumas curiosidades, particularidades e características principais do que o autor conseguiu captar nas suas trinta e seis viagens às ilhas dos Açores, numa "digressão" que lhe inspirou a escrita límpida e possível de nos causar vontade de conhecer o que ele viu e comprovar o que se conhece e também se viu.

Por via eletrónica, recebi do mesmo, uns versos dedicados ao meu livro Serreta na intimidade, que enviei após saber do seu bem-querer às ilhas açorianas, numa conversa motivada por um amigo comum - Luís Bretão - que é um verdadeiro amigo dos que idolatram a nossa comunidade açoriana, suas tradições, cultura, costumes e suas gentes, versos esses que passo a transcrever para perceberem o quanto me animaram e agraciaram:


 


O Pézinho dos Açores
Com todos os seus valores
São odes de muito trilho
Nesta nobre Cantoria
Quem os canta elogia
Quem os toca dá-lhes brilho.

Quando se fala dos Açores
Paisagens, mar e flores
É o que nos vem à lembrança
Aos poetas e cantadores
São devidos os louvores
Essa é a minha grande esperança.

Uma Rosa –“Azoriana”
Na sua vertente humana
Dedicou-se à Cantoria
Com amor e devoção
Encontrou em Luís Bretão
O seu farol e seu guia.

Estes dois nomes citados
Estão com muitos irmanados
Nesta nobre tradição
Pena é que no Continente
Não se conheça esta “gente”
Por falta de divulgação.

José Fonseca de Sousa
(Lisboa- 12-06-17-18)


 


Muito sinceramente, eu não sei o que fazer para que este senhor José Fonseca de Sousa seja inscrito nos registos de amizade às ilhas Açorianas, mas sei que no meu coração está inscrito como sendo um verdadeiro exemplo de amor ao que é genuíno e ilhéu. Não me canso de elogiá-lo mesmo sem o conhecer pessoalmente. Por vezes, bastam as linhas da inspiração para se conhecer a fortaleza do coração. E este tem um coração grande!


 


"o que eu vi e senti"
Ao ler o que de nós exalta
Coloco no verso aqui
A palavra que faz falta:

Amar é o termo certo
Para quem assim escreve
Mesmo longe está perto
E a muito mais se atreve.

Exalta o que é bom
Dá um toque sobre o mal
Segue a prosa no seu dom
Por amor ao regional.

"Viajando pelos Açores"
É um relato feliz
Incentivando os valores
De cada ilha e raiz.

"Ditos e Expressões Populares"
E o que querem dizer
É outro dos exemplares
Que acabo de conhecer.

"Lenga lengas e Cantigas
De entreter e embalar"
São lindas e tão amigas
Num livrinho de mimar.

"O Mundo da Tauromaquia
Em Portugal", com certeza,
É um retalho que diria
Traz a bravura em beleza.

"Termos Náutico-Marítimos"
Com os «Seus Significados»
Relíquia de termos íntimos
Doutos lemes navegados.

Não sei o que mais dizer
Destas pérolas escritas
Resta-me mui agradecer
Ficam sendo favoritas.

Rosa Silva ("Azoriana")


 


Acrescento, ainda, parte do conteúdo recebido, por email, de José Fonseca de Sousa, que rezava assim:

Dª Rosa Silva,

Na segunda leitura que fiz do seu livro vou realçar, porque me impressionou bastante, os seguintes factos:

- a demonstração e a forma como o faz, do amor que a senhora nutre pela sua falecida mãe.
- O amor que a senhora tem pela sua terra natal (Serreta).
- os excelentes, porque não magníficos, os versos "A VALSA DAS CORES".(...)

Um grande abraço de muita simpatia
José Fonseca de Sousa
Lisboa

Em tempo de férias... o Postal Sanjoanino 2012

Em tempo de férias é-me difícil acertar o passo da escrita. A pausa necessária deu lugar a um pequeno vazio literário. Escapou-me o 10 de junho, o 13 e por aí fora até hoje. Tenho dado outras oportunidades aos meus sentidos e dedicado parte do dia a apreciar o que a natureza nos proporciona. O Sol e a Lua, o canto das cagarras, o cuidar dos seres e das coisas faz-me viver uma das maravilhas do lar e ausentar-me do que me ocupa o resto do ano.


 


Entretanto já cheira à véspera festiva de São João e, ao passar pela rua da Sé, dei por mim distraída a olhar para os enfeites das varandas. Estão lindas com um dos temas escolhidos - o Espírito Santo. Outras ruas terão outros temas do conjunto do Berço das Tradições. Por tal facto, inspirou-me este:


 


Postal Sanjoanino 2012

Espírito Santo, Carnaval,
Touradas, Canto e Fado,
Marchas e o Musical
Sopro padronizado.

In "Berço de Tradições"
Angra se sente feliz
E aquece os corações
De quem ama sua raiz.

Cada rua o nosso abraço
Marca assente de encanto
Dá-se cor a cada espaço
De cada um nasce outro tanto.

Somos rua de lirismo
Porta aberta à alegria
Em Angra do Heroísmo
São João luz noite e dia.

Rosa Silva ("Azoriana")
22 a 30 de junho de 2012

Mota, o cantador


 

Sempre que o ouço cantar
Em qualquer festa profana
Tem o primeiro lugar
E raramente se engana.

Em cantigas é renhido
Não se molesta em pagode
Acho que até é conhecido
Pelo Mota do bigode.

Com ele eu não cantei
Nem sei se irei cantar
Mas com ele eu estreei
No Corpo Santo fui declamar.

E nesse dia ele queria
Que eu cantasse a valer
Nesse tom ainda não ia
Acabei por não aceder.

Se agora ele me convidar
Não sei bem o que dizer
Porque ele faz o seu lugar
E o meu eu irei fazer...

Este homem é cantador
Há tantos anos então
Põe de rastos o opositor
Ou então larga-o da mão.

Rosa Silva ("Azoriana")

 

Palco de poesia



Ó minha ilha encantada
Meu palco de poesia
Por ti estou maravilhada
Nos anais da cantoria.

Terra nossa abençoada
És soneto de parceria
És flor na terra pousada
Ornamento que se cria.

Ó que doce tentação
Na bica da tradição
Água benta do Senhor...

Que tem o rosto sagrado
No sacrário adorado
Onde reside o AMOR!

Rosa Silva ("Azoriana")

Angra do Heroísmo, 5 de junho de 2012

De férias, sem ter planos...


 




O que a minha casa dá
Tem algo a ver comigo
Todo aquele que vier cá
Há de tornar-se amigo.


 


Mas se for um inimigo
A bater à minha porta
Só me verá no postigo
Se eu sorrir é o que importa.

Minha casa teve dores
Alegrias e outros prantos
Mas prezo as minhas cores
Há versos em todos os cantos.

Se hoje quiseres cá vir
Ou noutro dia qualquer
A porta hei de te abrir
Esteja o tempo que estiver.

Estou de férias sem ter planos
À espera de nem sei quê
Se for como noutros anos
Fora da ilha ninguém me vê.

Mas eu gostava de ver
O triângulo dos Açores
Prá saudade poder morrer
Ao rever os meus amores.


 


Rosa Silva (“Azoriana”)



 

No Dia da Criança - Pézinho da Serra da Ribeirinha, concelho de Angra do Heroísmo


Pezinho da Serra da Ribeirinha

Fui hoje cantar no Pezinho
De uns Irmãos lá da Serra
E senti todo o caminho
Que adoro esta terra.

Terra do Espírito Santo
Que é a Terceira Pessoa
A cada Império que canto
Inspira-me sempre a Coroa.

Brevemente vos darei
As imagens a meu jeito
Este gosto eu tomei
É um gosto tão perfeito.

No fim houve o jantar
E o terço foi rezado
Toda a gente a cantar
Ao Espírito Sagrado.

Depois a Salve Rainha
Cantada toda em rima
Na Serra da Ribeirinha
A devoção nos aproxima.

Lénio Silva, bom rapaz,
Que cedo me convidou
Agradeço-lhe por ser capaz
De honrar o que sonhou.

À Igreja e às Sociedades
Aos Impérios da Briança
Sete foram as sonoridades
Neste Dia da Criança.

À família em Função
Com a Graça do Senhor
Tenha na Coroação
A Trindade do Amor.

2012/06/01
Rosa Silva ("Azoriana")

Cantadores: José Costa, Marco Fernandes, Lénio Silva, um cantador de Santo Amaro (se me disserem o nome eu agradeço pois não me recordo), eu, Fernando Fernandes e Eduíno Ornelas. Vários foram os tocadores, com umas moças na casa da juventude, quer nas violas quer no acompanhamento da melodia do Pezinho por alguns elementos da Filarmónica.

Apenas não me recordo o que cantei... É sempre assim, o improviso sai na hora e depois lembrar traz mais demora :) Alguém captou imagens de vídeo mas não sei ainda se ficarão disponíveis. Logo que possível colocarei algumas fotos elucidativas deste momento que deu início no primeiro dia das minhas férias. O curioso é que fui trabalhar pois nem me ocorreu que hoje era dia de pausar. :)