O que a minha casa dá
Tem algo a ver comigo
Todo aquele que vier cá
Há de tornar-se amigo.
Mas se for um inimigo
A bater à minha porta
Só me verá no postigo
Se eu sorrir é o que importa.
Minha casa teve dores
Alegrias e outros prantos
Mas prezo as minhas cores
Há versos em todos os cantos.
Se hoje quiseres cá vir
Ou noutro dia qualquer
A porta hei de te abrir
Esteja o tempo que estiver.
Estou de férias sem ter planos
À espera de nem sei quê
Se for como noutros anos
Fora da ilha ninguém me vê.
Mas eu gostava de ver
O triângulo dos Açores
Prá saudade poder morrer
Ao rever os meus amores.
Rosa Silva (“Azoriana”)
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