"Charrua" no novo livro de Liduino Borba


 

 


 


 


 

Charrua universal

Charrua com centenário
Vincado num livro bom
Cantador extraordinário
Dotado de belo dom.

Convívio comunitário
No Salão de alegre som
Ao lado do campanário
Que às três eleva o tom.

É a festa do nascimento
Do cantador de talento
Que deixou marca real

A festa de quem em vida
Não pensava que a partida
Fosse tema universal.

Rosa Silva ("Azoriana")

Que linda a Marcha 2012 (Sanjoaninas - Angra do Heroísmo)

Que lindo mimo nos dá
Victor Dores nos exalta
Nossa Angra e os de cá
São João tem nota alta.

Terceira, Faial, Graciosa
Em Angra connosco ensaia
Cravos, dália e uma rosa
À volta da nossa saia.

Venha a Praia da Vitória,
E venham as freguesias
Coroar a nossa história
Bordada de melodias.

Venha Antero e Fernando
E as vozes coloridas
A Angra que vibra quando
Marcha com cores unidas.

Rosa Silva ("Azoriana")

Rosto da alma


 


(a propósito de outra imagem ali... ou in azores.gov.pt)

A Deus o que é de Deus

Da lista de párocos que serviram a paróquia da freguesia da Serreta, desde que a freguesia é tida como tal (janeiro de 1862) até à data comemorativa do seu século e meio, contabilizo um total de dezassete párocos (também chamados de Vice vigários, Vigários e Reitor). Chama-me a atenção o segundo, cujo nome era João Guilherme da Costa, que esteve de setembro de 1863 até janeiro de 1874 (10 anos e três meses).


 


Em pesquisa bibliográfica encontrei o seguinte: “Transferido para a Igreja Paroquial de São Pedro dos Biscoitos - 1874 a 1879. Vítima de ataque apoplético, sucumbiu instantaneamente em 14 de Setembro de 1879, quando percorria a Serreta, integrado na procissão da Senhora dos Milagres, conduzindo o Santo Lenho, sob o pálio”.


 


Portanto, em setembro de 2012 fará 133 anos que tal tragédia se deu. É óbvio que não sou desse tempo mas ouvi os ditos que foram sendo transmitidos de geração em geração. E não tendo a exata noção do que se passou, conta-se que este pároco tinha adquirido os terrenos da praça do Pico da Serreta e alguns circundantes e os colocara em seu nome, o que após a sua morte seriam para os seus familiares. Acontece que, como foi transferido para a Igreja Paroquial de São Pedro dos Biscoitos, ficaram a saber-se desses negócios e, mais ainda, ele não queria permitir que se dessem toiros na tradicional segunda-feira do Pico da Serreta, uma vez que os terrenos eram sua propriedade e, logicamente, os mordomos da festa da Senhora dos Milagres não tinham aval para concretizar o que tinha uma continuidade histórica. Então, o que sucedeu para inverter tal decisão?


 


Em plena procissão da Senhora dos Milagres, em setembro de 1879, sucumbiu mesmo em frente à praça da Serreta, onde passava debaixo do pálio, conduzindo o Santíssimo. Os familiares, após a sua morte, deixaram o que era da Senhora para a Senhora e as festas taurinas prosseguiram até aos dias de hoje, sem que mais ninguém se atrevesse a tomar por seu o que era de todos, sob o desígnio da devoção à Senhora dos Milagres.


 


Julgo que na época atual há uma comissão que toma conta dos dinheiros obtidos por promessas e outras receitas próprias da comunidade paroquial, bem como zela pela claridade das contas, fugindo à titularidade pessoal.


 


Com isto, apenas me apetece concluir com o seguinte pensamento: não ouse o homem apoderar-se do que é divino. Não ouse o homem danificar a tradição e a devoção, ou rituais que estão consignados a determinadas localidades. Deus é Amor, Deus não castiga! Deus mostra-nos o Caminho, a Verdade e a Vida. Há sinais que são autênticos avisos e que marcam diferentes épocas, permanecendo na memória coletiva e jamais se podem contrariar.


 


Por esta e por outras marcas memoráveis, é que estou em crer que jamais algum ser mundano ousará tirar a Serreta do quadro regional de Freguesia. A Senhora dos Milagres quis aquele lugar, quis aquele Altar e, certamente, quererá que o seu culto seja mantido até ao último Tempo dos Tempos.


 


Há que aprofundar este episódio, tal como se vão aprofundando algumas alegrias e outras tristezas que fazem parte da comunidade serretense.


 


Rosa Silva (“Azoriana”)

Apontamento alusivo ao livro de Liduino Borba - "1958 - Tragédia na Serreta"

Desde que a Serreta se tornou independente das Doze Ribeiras (1862) e decorridos noventa e seis anos, acontece uma tragédia inesquecível (1958). Na altura, a minha falecida mãe teria 18 anos, a minha avó materna os 57 anos. Naturalmente que essa tragédia ficou na memória delas e, certamente me contaram. Também ouvi falar dessa ocorrência outras vezes e sempre fiquei apreensiva com tal facto. Mas foi mais precisamente quando o escritor Liduino Borba me procurou para prefaciar esta memorável obra, que o meu pensamento se quedou bastante neste assunto.

Passado um ano sobre o lançamento do meu livro - Serreta na intimidade, é-me particularmente gratificante estar presente num novo lançamento. Desta feita não de uma alegria mas de uma tragédia, que também as há.

Sendo a Festa da Serreta uma devoção, que se alia à tradição, é de lembrar que a primeira tourada do Pico da Serreta, conforme rezam escritos antigos, deu-se a 10 de setembro de 1849 e a tragédia ora contada por escrito, deu-se 109 anos depois daquela data e há 53 anos se apontarmos a 12 de setembro de 2011 (sempre à segunda-feira).

Na data relevante que a Serreta ora atravessa, os seus cento e cinquenta anos de freguesia, é marcante o lançamento de mais um livro cujo título fixa o seu nome como uma localidade que tanto é alegre, acolhedora, pequena de espaço mas grande de alma, num painel de verdes e frescura que inspira qualquer autor a pincelar letras simpáticas, como também uma freguesia que de tão vistosa que é no seu conteúdo festivo-religioso se torna lembrada também pelos acontecimentos tristes.

Desde que assisto à Festa da Senhora dos Milagres o que mais vi de pior acontecer foi relacionado com as consequências de algum foguete que não segue o seu rumo normal: roupas estragadas, alguns dedos dilacerados ou alguns materiais inutilizados, mas, graças a Deus, não vi ou assisti a maiores tragédias e a nossa Mãe nos livre de tal.

Agora pergunto-me: Porquê a Celeste (com nome até condicente com o divinal ou celestial) foi atingida brutalmente por uma pedra que, precisamente naquele dia, 15 de setembro de 1958, resolveu desabar Pico abaixo?! Esta será uma questão que julgo não haver respostas exatas. Podemos apontar para o destino e desse destino ela não conseguiu fugir.

Por mim, gosto de pensar que a Celeste foi para junto da Senhora, sua Mãe, num dia alegre, deixando nos seus familiares, amigos e presentes na hora fatídica, uma lembrança que agora se afirma em livro para perpetuar a sua passagem.


CELESTE

Foi-se triste a mulher
Num momento aterrador
Creio e se Deus quiser
Está no reino do Senhor.

Bem-vindo a quem vier
À Serreta por amor
Esteja lá onde estiver
A Celeste é uma flor.

As flores são de Maria
Nossa Mãe imaculada
Que é santa companhia.

No momento da partida
Onde Ela tem a morada
Toda a morte lembra a Vida.

Rosa Silva (“Azoriana”)

Sobre o lançamento do livro de Liduino Borba - "1958 - Tragédia na Serreta"

Ponta Delgada , 21 de Abril de 2012 in www.azores.gov.pt

Agenda do Governo Regional dos Açores para 22 e 23 de abril

DOMINGO, DIA 22:

16H00 - O Secretário Regional do Ambiente e do Mar, Álamo Meneses, está presente, em representação do Presidente do Governo, no lançamento do livro 1958 Tragédia na Serreta, da autoria de Liduino Borba.

Local: no salão da Sociedade Filarmónica Recreio Serretense, na Serreta.


Apraz-me registar, com efeito, que este dia foi mais um marco histórico para a freguesia da Serreta e decorreu da melhor maneira possível com a apresentação do livro e com as palavras proferidas pelos membros da mesa, muito bem decorada.

Na mesa de honra, estavam presentes, para além do representante do Presidente do Governo Regional, Dr. Álamo Meneses, que fez o discurso final, o apresentador do livro, Ildeberto Rocha, o autor do livro, Liduino Borba, o presidente da Junta de Freguesia da Serreta, Sérgio Cardoso, o presidente da Sociedade Filarmónica, Emanuel Coelho e eu, Rosa Silva, que a convite de Liduino Borba escrevi o prefácio do livro.


GACS



Eu tinha o "discurso" preparado, por escrito, mas por um contratempo não levei o papel comigo. Fiz uma espécie de improviso, sem quadras nem rimas, mas sentido.

As palavras proferidas pelo Dr. Álamo Meneses foram do melhor, para o momento, e apreciei imenso. No blog "Notícias dos Açores" podemos captar alguns tópicos do mesmo, entre outros sítios que divulgam a efeméride:

O Secretário Regional do Ambiente e do Mar manifestou hoje, na Serreta, ilha Terceira, a satisfação do Governo Regional por, “um pouco por todas as ilhas”, editores privados estarem a contribuir para “fixar a memória nossa colectiva”.

Depois teve lugar a atuação da Filarmónica Recreio Serretense que nos encantou com suas melodias e passo-dobles, iniciando com o Hino da Filarmónica e finalizando com o Hino de Nossa Senhora dos Milagres, também cantado por Hernâni Silveira e Helena Costa.

"Senhora da Serreta, rogai por nós!" é o lema que enfeita as alegrias e/ou tragédias de um tempo que se faz tempo.

Bem-haja a todos os que contribuem para a cultura e história da freguesia, da ilha e da Região Autónoma dos Açores.

Rosa Silva ("Azoriana")

Angra - Flor de lirismo

Nos meus versos trago flores
Para todos os que aqui estão
Com a rima dos Açores
Nas folhas do coração.

Minha alma vos manifesta
Com toda a firme certeza
Não há terra como esta
No que toca à natureza.


 



 



Há flores de simpatia
Em rostos de amor-perfeito
E o Sol de cada dia
Bate bem forte no peito.

Meu verso assim continua
Cruzado com a alegria
Faz-se balada da Lua
Nos ramos da poesia.

Dourada pelo horizonte
Para sempre vou amar
A origem desta fonte
Que beija o meu rimar.


 



 


 


É Angra do Heroísmo
A Brava inspiração
E seja flor de lirismo
Quem rima o seu torrão.

Rosa Silva ("Azoriana")

"1958 - TRAGÉDIA NA SERRETA", livro de Liduino Borba a ser lançado a 22 de abril p.f.

(...)


PREFÁCIO EM VERSOS


O prefácio do livro “1958-Tragédia na Serreta” tem a assinatura de Rosa Silva, mais conhecida por “Azoriana” devido à sua arte de ‘fazer versos popular’, sendo que, a páginas tantas, escreve: “Uma tragédia atroz/Contada por um autor/Que não viu essa dor/Mas a lega para nós”.

Já a tarefa de verificação e revisão de texto de toda a obra coube a Fernando Gomes e Victor Rui Dores, respectivamente.


(...)


 


Fonte: Parte do artigo de Sónia Bettencourt. In jornal "A União", de 14 de abril de 2012, sábado.


 


Eis o que criei hoje a propósito desses escritos:


 


CELESTE

Foi-se triste a mulher
Num momento aterrador
Creio e se Deus quiser
Está no reino do Senhor.

Bem-vindo a quem vier
À Serreta por amor
Esteja lá onde estiver
A Celeste é uma flor.

As flores são de Maria
Nossa Mãe imaculada
Que é santa companhia.

No momento da partida
Onde Ela tem a morada
Toda a morte lembra a Vida.

Rosa Silva ("Azoriana")

**********




Nota: Espero ver-vos lá, na Sociedade Filarmónica Recreio Serretense, no dia 22 de abril próximo, pelas 16 horas, onde será lançado o livro de Liduino Borba, que já nos habituou e inspirou prosa e/ou poesia.

Do defensor das Velhinhas (agradeço sensibilizada)

Esta rosa é uma florinha


Que ainda está em botão


Mas o cheiro dela já caminha


Em toda a ilha e nação


 


É uma coisa nunca vista


Uma rosa nascer na silveira


Se for posta numa revista 


Vai parecer uma verdadeira.


 


Mas eu dou o meu conselho


A quem esta rosa apanhar


Que se veja bem no espelho


Antes de a poder cheirar


Que se tu és um homem velho


Ela vai-te querer arranhar.


 


Esta rosa da silveira


Mesmo quando desfolhar


Não vai haver cantadeira


Que se possa igualar.


 


António Mintoco

Canta, canta minha gente!

O mar da Serreta (Canta, canta minha gente!)

 

O que dizer da minha escrita?!

Caem-me letras esguias, quadradas, obtusas no parapeito da imaginação e deixo-me encantar por um punhado de estrofes que delineiam a minha escrita que, por vezes, me parece muda, cega e alheia a muitos e bons olhares.

A minha escrita retrata-se em embalagens de anti-qualquer-coisa que venha para amedrontar o percurso vivente. Não deixo crescer as unhas no sentido de evitar que os espaços, os riscos, os traços venham enfeitar a escrita que, por si só, já se enfeita de pensamentos imaginados e não praticados.

Há unhas que despedaçam a escrita de tal forma que o que devia ser tido como uno acaba por duplicar a existência de atos, medidas e contas. Há unhas que de tão belas e vistosas acabam por atrair olhares que se perdem ao fim do conhecimento intrínseco de quem as usa. Há unhas que são autênticos manequins ambulantes e que, ao serem confrontadas com a rudeza da vida, acabam por estalar o verniz.

Mas que falem as manicures, as pédicures e outras “cures” da escrita rasgada pelos timbales do desassossego. O que fazer da minha escrita desobrigada?! Talvez deixá-la voar por aí ao encontro de outras tantas linhas eruditas que, no meu fraco entender, pecam por oclusão, tal como alguns dos meus artigos prosaicos. A rima, quando me bateu à porta do cérebro, veio trazer-me o balsamo para a alma inquieta, sofrida e ressuscitada para o caderno das emoções.


 




Caderno das emoções


Nas marés do meu viver
No rescaldo da paixão
Dei comigo a conviver
Com a rima da emoção.

Meia volta, volta e meia
Dou comigo marulhada
E se estou em maré cheia
A rima salta do nada.

E seu salto não me sai
Até me faz sentir bem
[Tenho o mar como meu pai
E a terra por minha mãe.]

Terra e Mar enamorados
Nas linhas da emoção
E em mim sempre ancorados
Rascunhos do coração.

Rosa Silva ("Azoriana")



Estamos todos rotos (leia-se rôtos ou routos)

Eu bem que tento não deitar o olho nas notícias que mancham a atualidade mas, como diz o outro, lá de volta e meia, ponho-me a vasculhar os títulos de última novidade. Calhou-me, esta tarde, o título pomposo “Cavaco cita "interesse nacional" para congelar reformas antecipadas”, no Económico. Pasme-se, e até apetece escrever também em título pomposo mas uma nica amedrontado, “Estamos todos rotos” e, contra isso, batatas e batatoides. Quer dizer, se nem batatas tenho (e alguns também não), a nossa reforma nem sequer vai ter o prazer de nos cair na mão quanto fará no bolso (a verdadeira mesmo, na idade certa).

Na verdade, a gente nem chega a pisar o risco da velhice, portanto, não há que reclamar. Muito menos vamos ter razão para passar por uma reforma antecipada, nem gozar as delícias de uma tarde, acompanhada pelas melodias de alguns melros pretos que, ultimamente, acharam-se no direito de nos alegrar o quintal. Valha-nos esses ricos bichinhos cuja existência nem dá pelas calamidades de umas tantas cabeças (des)iluminadas. A culpa vai morrer solteira, como diria o outro ainda, porque todos contribuímos para o buraco financeiro em que nos encontramos.

Era muito gastar mesmo. Uns com tudo e outros sempre com o mesmo. Eu, por mim, incluo-me naqueles que andam sempre com a mesma roupa e só trocam a calça com a blusa de anteontem, etc.

Aos poucos, vamos dando pela verdadeira cratera que já vem de algum tempo e sempre nos tentaram tapar o sol com a peneira. Daqui a nada vai por terra um governo para vir outro que nos voltará a dar tudo. E assim sucessivamente até atinarem que a culpa disto tudo é do EURO. Enquanto a despesa for superior à receita não há salvação. Insisto, estamos todos rotos. E leia como quiser… {#emotions_dlg.tired}

Rosa Silva ("Azoriana")

Amora (das rimas)

Imagem in http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Amora_fruto.jpg

Diálogos (in blogs.blogs.sapo.pt)

Az.{#emotions_dlg.evora}: Olá, SAPO! Sabes que dia é hoje?
SAPO{#emotions_dlg.bunny}: Então não havera de saber... É segunda-feira, a primeira a seguir ao domingo de Páscoa.
Az.{#emotions_dlg.evora}: Só isso?
SAPO{#emotions_dlg.sidemouth}:(pensativo) Queres mais? É dia 9, 15ª semana, mês abril, ano 2012... No calendário até diz que é dia de S. Marcelo...
Az.{#emotions_dlg.evora}: Já viste o meu blog hoje?
SAPO{#emotions_dlg.sleeping}: Desculpa, mas não... Tenho tanto que fazer e estou ainda contagiado pelo fds...
Az.{#emotions_dlg.evora}: Pelo quê?
SAPO{#emotions_dlg.style}: fds = fim de semana, daaaa....
Az.{#emotions_dlg.evora}: Ah, ok. Então desisto de te importunar mais...
SAPO{#emotions_dlg.blink}: Na, na, na... Desembucha o que tens aí entalado...
Az.{#emotions_dlg.evora}: (muito baixinho quase pianinho) É que hoje o teu "afilhado" faz oito (levantou mais o tom) OITO (voltou a baixar o tom) anos de estadia na tua mansão...
SAPO{#emotions_dlg.blushed}: (muito corado) É mesmo???? E porque estás a falar tão baixinho que quase não pescava nada?...
Az.{#emotions_dlg.evora}: É porque estava acanhada... (em tom normal) Vens à minha festa? Estás convidado.
SAPO{#emotions_dlg.inlove}: Claro, claro... Não ia deixar a ilha Terceira, dos Açores, sem a minha presença mesmo que virtual :)
Az.{#emotions_dlg.evora}: Então, bora lá... Canta comigo...

Oito anos a blogar
Com o SAPO a brindar
O povo de cá e lá
Oito anos em maresia
Com escrita posta em dia
Na rima que nasceu cá.

O SAPO nem deu por isso
Mas que bonito serviço
Me salta já da ideia
Está na hora de chamar
Os bloguistas a cantar
E ver minha casa cheia.

La, la, la, la, la

SAPO{#emotions_dlg.style}: La, la, la, la... Parabéns! Parabéns! :)
Az.{#emotions_dlg.evora}: Obrigada, obrigada (fazendo uma vénia que quase bate com o nariz no chão)

E assim se passou mais uma pausa almoçadeira, com um diálogo em monólogo.
Inté à promeira. Tenham uma boa segunda-feira! :)

 

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Legenda: Az. = Azoriana
Angra do Heroísmo, 9 de abril de 2012.

 

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E não é que passados poucos segundos o meu blog voou para os Destaques do SAPO, pela mão do Pedro?! VIVA O SAPO!!!! Beijos

O desafio de Mintoco e a resposta da Rosa

Selo comemorativo do oitavo ano de blog (09/04/2004 a 2012...)





Selo comemorativo dos Oitavos de 2012



Para 9 de abril 2012



Eu não te (vos) esqueci…



Oito anos de blogosfera.
Não é muito pouco me falta;
Para alguns, longa espera
Para outros a ribalta.

Oito anos a escrever.
Não é muito já me sobra;
Para alguns, muito pra ler
Para outros grande obra.

Oito anos com o SAPO.
Não é muito, ouço dizer;
Para alguns, está no papo…
Para outros o enaltecer.

Parabéns a quem não dei
Juro que não me esqueci.
Ou na altura não passei
Ou estava ausente daqui.

Meus amores, meus amigos,
Meus blogueiros, com escritos:
Somos oitavos (não antigos)
E vós sóis meus favoritos.



Dia nove de abril
Do ano dois mil e doze
Será a vez do meu perfil
Ter o SAPO em grã pose.

Venham todos festejar
Mesmo os que não visitei
Sabem que vou sempre AMAR
Os oitavos e os que icei.

Antes que o dia venha
Ou seja tarde demais
Agora, aqui, se desenha
O que, enfim, escrevo mais.

A rima é minha flor
Minha luz, meu candelabro,
E mesmo quando eu me for
É a pétala que abro.

Meu amor pela cultura
Descoberta nesta parte:
Tocou-me com tal doçura
Que do toque nasceu arte.




Rosa Silva ("Azoriana")



Boa Páscoa para todos!


 


As flores da Academia


No ramo de bons irmãos


Floresçam em cada dia


Na escrita de tantas mãos.


 


É na Sala de Escritores


Nos retalhos da inspiração


Que florescem lindas flores


Com raiz no coração.


 


O coração da poesia


É Páscoa de alegria


No sorriso que expomos.


 


Ao invés da Cruz sofrida


Cantemos a nova Vida


Não importa de onde somos.


 


Feliz Páscoa para todos!


Rosa Silva ("Azoriana")

Ao maestro da Filarmónica Recreio Serretense, João Marcelino Costa


Sereno, astuto e brando,
Devoto de uma paixão,
Com a pauta no comando
E a musa no coração.

À Serreta vai legando
O que herdou da criação
E a Virgem, vez em quando,
Sorri à sua dedicação.

João Costa é natural
Da Serreta que lhe quer bem
E todo o seu pessoal...

No estandarte brilhante
Se junta à linda Mãe:
É MAESTRO triunfante!

Rosa Silva ("Azoriana")

«O último adeus» ou uma prosa para o dia

Tal como as pessoas, as coisas também nos deixam penas. O velhinho Hospital de Santo Espírito de Angra do Heroísmo, E. P. E. é um dos que, olhando de passagem, me planta uma nostalgia com o "último adeus", de janelas alinhadas e fechadas, fazendo lembrar uma despedida. Quantos e quantas nasceram, atalharam dores, tiveram cura, tiveram o último leito... Minha avó, meu pai, minha mãe tiveram ali o último estado de vida...

Quantos e quantas deram o seu contributo para o bem estar da Saúde?! Médicos, enfermeiros, técnicos de diagnóstico e terapêutica, pessoal dos serviços gerais e auxiliares e, ainda, outros profissionais cuja missão se prende com o dar vida e zelar pela vida dos seus semelhantes.

Hoje, de passagem pela rua lateral, junto ao velhinho HSEAH, E. P. E. tive a sensação de frieza e podia ter causado um acidente não fosse a imediata continuação do controlo da condução do veículo automóvel. Olhei aquela montra vertical de persianas fechadas, tal como as pálpebras de um ser vivo inanimado... e percebi, de novo, o quanto é imediata a nossa viagem na terra. Este velhinho Hospital contava com cinquenta anos, sensivelmente, a ver pela listagem de efemérides que Luís Mendes Brum nos apresenta no seu "Bagos d'Uva", blog biscoitense que sigo amiúde. Meio século a ajudar para, agora, dar lugar às mesmas ajudas em novas instalações, dignas de louvores.

HSEAH, E.P.E.
Foto da autoria de Luís Mendes Brum

Louvo, também, todo aquele mundo que foi o Hospital de Santo Espírito de Angra do Heroísmo, E. P. E., na Canada do Barreiro, e que me ajudou imenso durante os meus cinco internamentos (entre outros atendimentos) e os dos meus três filhos legítimos.

Até sempre!

Rosa Silva ("Azoriana")

O texto continua...


 


 


 


 

O meu céu ano-a-ano

Há bem pouco tempo li um artigo que, qual metralhadora, disparava uma série de acontecimentos passados com repercussões no presente e futuro local, nacional e até internacional, em fileira e penso que corretos, tal não fosse a sabedoria de quem os escreveu. Naturalmente que o respetivo autor tem a ver com os espíritos iluminados da nossa sociedade. Não vou mencionar o nome dele porque ele também nem me conhece bem… Talvez só conheça algum dos meus descendentes e julgo que deve nutrir alguma amizade laboral. Enfim, adiante… Aquele artigo contagiou-me e impeliu-me a escrever algumas linhas tomando, precisamente, o términus do seu artigo: nós que vivemos por aqui no meio do Atlântico, o mar só é calmo às vezes.


Se o mar desse peixe e a serra desse lenha estava o caldo feito para destemperar a tal crise em tudo o que é onda. Se o caldeirão fosse de ferro e o fogão de chapa antiga, com um forninho por baixo, já se dispensavam muitos dos fogões a gaz ou elétricos e as máquinas de secar roupa (e a da roupa se a pia fosse de lavadouro jeitoso para as mãos esfregarem os fundilhos de umas quantas indumentárias de qualquer sexo). Se não fosse a tal bem apregoada crise, sendo a mesma uma maldita, talvez fosse possível o ser humano ser tolerante q.b. perante algumas circunstâncias da vida. Ora vejamos:


Tiraram a uns quantos os subsídios de férias e de Natal e reduziram outros consoante a “cara” tarifária do freguês e, ao invés, não pensaram em deixar ficar o subsídio de refeição dos dias em que a ausência, por férias ou por dias religiosos, não é contada para esse efeito. Não é justo! Não, não é.


E por escrever dias religiosos, vêm-me à mente, uma efeméride única e atrativa. Nem sei se serei viva na tal efeméride, mas a sê-lo, teria todo o gosto em permanecer na freguesia (que ainda é e creio que ninguém se atreverá a mexer com as coisas de Deus para deixar de o ser), mas escrevia eu, que teria todo o gosto em permanecer na freguesia do denso nevoeiro (que já não é tanto assim), para a festividade de século e meio. Sou natural e não residente mas serei uma eterna amante daqueles dias em que a Serreta parece um céu na terra.


O cheiro das colinas, das alcatras, da massa doce, a alvura das casas, os palcos, as luzes, as cores, as gentes, os abraços, os beijos, o sino, a música, a tasca, os foguetes, os tapetes de flores, as colchas acenando às janelas, os ramos, os altares vistosos, as flores de Maria, o perfume inebriante do Santuário, os cânticos, o Hino, a novena, as orações temáticas, o incenso, a Palavra, o grupo coral, os sermões votivos, as lágrimas, os risos, as tocatas da Filarmónica na alvorada, a Procissão com uma alegria de Filarmónicas visitantes (oxalá este ano fossem quase todas, graciosamente), a tourada do Pico da Serreta, a tourada da quarta-feira com a ida ao Mato, num convívio que reúne os de lá que visitaram os de cá, a quinta-feira da saudade e a sexta-feira do regresso com um cansaço feliz e inesquecível, também para o meu benjamim que, nesses dias, nem dorme direito para atuar com a sua trompa de harmonia… É lindo! É mesmo o céu, esse é o céu que eu vivo ano-a-ano.



Rosa Silva ("Azoriana")

Como é bom RECORDAR...


Faz hoje, precisamente, um ano que o jornal local, "A União", divulgou a notícia sobre o lançamento do livro - Serreta na intimidade, no dia 2 de abril de 2011, dando conta da felicidade, emoção e concretização de um sonho.

Ao percorrer os jornais do dia de hoje, deparei-me com a imagem "No Tempo pela Notícia", onde vão rolando os títulos correspondentes à data atual.

E não é que voltei a emocionar-me por ver a marca de felicidade que brota da imagem?! É verdade! O que se faz por amor tem sempre o seu valor e o condão de nos chamar a atenção.

Um agradecimento muito especial a quem deu este título ao artigo de então: «LIVRO DE ROSA SILVA "Serreta na Intimidade" num apego à freguesia»... Juro que não fugiu à verdade, verdadinha.

Rosa Silva ("Azoriana")