IMPROVISADORES DA CALIFÓRNIA AJUDAM TRASLADAÇÃO DOS RESTOS MORTAIS DA TURLU

Por Liduino Borba


 


 


Turlu


 



Em Agosto passado, quando estive na Califórnia, tive o privilégio de ter convivido com vários cantadores de improviso ali radicados, quer na cerimónia do lançamento do livro de Adelino Toledo e Pezinho da Grande Festa da Assunção, quer na cantoria de Patterson, quer ainda em convívios particulares como foi o caso de Adelino Toledo, Vital Marcelino, José Ribeiro e António Azevedo.




Os cantadores de improviso na nossa comunidade da Califórnia, que são perto de uma dúzia, continuam a dar um grande contributo para a defesa da nossa cultura nas festas que se vão realizando por aquelas bandas.




Nessa minha deslocação, convivi mais de perto com o Adelino Toledo e Vital Marcelino. A estes, falei na trasladação dos restos mortais da Turlu de Toronto, Canadá, para a freguesia natal de São Mateus, na ilha Terceira, e os custos, ainda não quantificados mas calculados em cerca de 15.000 dólares.




Foi pronta a disponibilidade dos dois improvisadores para organizarem um espetáculo, com a participação de todos os cantadores da Califórnia, para angariação de fundos. Assim, tal espetáculo poderá ocorrer nos tempos mais próximos.




Esta ajuda vem no seguimento de outras que estão prometidas.




A Junta de Freguesia de São Mateus, na pessoa do seu presidente, José Gaspar Rosa de Lima, disponibilizou-se para ajudar em tudo o que tivesse ao seu alcance e providenciar um lugar apropriado no Cemitério da freguesia para receber os restos mortais da rainha do improviso dos Açores.


 


José Santos, cantador de improviso, presidente da Direção da Associação de Cantadores ao Desafio dos Açores, também se disponibilizou para organizar espetáculos no Canadá, com a finalidade de angariar fundos para esta causa.



 


Avelino Teixeira, natural de São Mateus, cantor a viver em Toronto, também tem dado um contributo imprescindível no tratamento de todas as legalidades para que os restos mortais possam viajar para a ilha Terceira.


 


Charrua



 


Outra causa a esta ligada é a dignificação e identificação da campa do Charrua no Cemitério da freguesia das Cinco Ribeiras, sua freguesia natal.




O grande improvisador dos Açores foi enterrado na sepultura n.º 65, que continua a ser uma campa rasa sem qualquer identificação ou nome.




A Junta de Freguesia das Cinco Ribeiras, através do seu presidente José Cipriano Martins, já se disponibilizou para dar um tratamento digno à referida sepultura, tendo já solicitado o respetivo apoio oficial.




Como a Junta de Freguesia não está autorizada a disponibilizar, ou vender, sepulturas já foi oferecida pelo senhor Luís Salvador uma sepultura através de permuta. Assim, falta só assegurar o pagamento dos custos da identificação da campa onde o Charrua está sepultado, para que as gerações vindouras não esqueçam esse vulto do improviso açoriano.




Portanto, estão juntas uma série de boas vontades, de gente que ama a sua terra e tradições e não as querem deixar cair no esquecimento, numa época em que as cantigas de improviso estão em alta efervescente, fruto do aparecimento de novos valores.




Como dinamizador de todo este processo quero deixar aqui a todos o meu muito obrigado pelo dinamismo demonstrado.




Terceira, 9 de Outubro de 2011


 


Nota: Uma excelente notícia. Tudo isto prova que a vontade e o amor fazem tudo seja o que for.

1 comentário:

  1. O charrua era um rabo torto
    Como o torceu não sei come
    So sei que depois de morte
    Se fala muito no seu nome


    Por aquilo que ouço falar
    Ele era homem de bem
    Mas quando era a cantar
    Nao dava a vez a ninguem


    So uma pessoa o ganhou
    Acredita pois se quiseres
    Porque ele menospresou
    A astúcia das mulheres


    Pois ele parece que gostou
    Uma pesquisa fazer eu fui
    Que ele um dia se casou
    Com esta pessoa chamada turlu

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