Aniversário de - Vice-Presidente da AVSPE - Malu Mourão

Maria Luisa Mourão
poetisa nascida em 01/11/1950, Ipu/CE.


 


 Parabéns, Malu Mourão,
Por mais um ano de vida!
Que esta comemoração
Seja p’ra si tão querida.


 


Venham vales e colinas
Venham montes e ravinas
Venha a terra e venha o mar,
Todos num rio da escrita
Numa maré favorita
Para si hoje a cantar.


 


Desejo felicidade
Que redobre a amizade
No seio da Academia;


Parabéns, Malu Mourão!
Um abraço de coração
Da amiga Rosa Maria.


 


Rosa Silva (“Azoriana”)

Aos "Cânticos da Beira" de Góis

Parabéns dou aos "Cânticos da Beira"
Com um assento pleno de cortesia
Rosa, madrinha da ilha Terceira
Louva todas as visitas da poesia.

Clarisse, sonetista com mestria,
Junta a melodia do seu belo Ceira
E vai-nos cativando no dia-a-dia
Para a cruzada muito à boa maneira.

Coimbra - Beira e Angra do Heroísmo
Marcaram alguns momentos da história
Abraçando novos ecos de lirismo.

Um hino se cria em elo verdadeiro,
Aos Cânticos que são nova glória
De Portugal e do mundo inteiro.

Rosa Silva ("Azoriana")



Índice temático: Rosa e rimas do coração
Angra do Heroísmo, Terceira, Açores
Dedicado ao Blogue de Clarisse Barata Sanches, de Góis - Coimbra, intitulado "Cânticos da Beira - Prosa e Poesia", pela comemoração das 50 mil visitas

O meu Pão-por-Deus (1 de Novembro - Dia de Todos os Santos)

Longe vão os tempos em que, no dia 1 de Novembro, era uma correria pela freguesia abaixo, por ruas e canadas, com uma saquinha de trapos, feita pelas mãos artesãs familiares, rumo ao peditório anual de alguma moedinha, ou umas castanhas, ou, ainda, umas socas de milho, de cor rubra. Era a tal cantilena: "soca vermelha, soca rajada, tranca no c-u a quem não dá nada". Era sempre assim a "reza" triste para quem não se aprontava a abrir a porta à criançada que ansiava por ter a saca cheia até não puder atar-lhe os fios cuja ponta tinha de ter uma bolota de lã, bem-feita e de boa aparência.


 


Longe vão todos os tempos do Pão-por-Deus! Cada guloseima que as crianças arrecadam agora não tem o mesmo sabor de um bolinho de escaldadas, que era aquele bolinho de massa doce com um tanto de farinha de trigo e de milho, que era escaldada com água a ferver e misturada àquela, para que o nosso paladar ficasse com apetite de mais um pouco de bolinho, acompanhado por um licor de vinho, um cálice de aguardente ou do tão desejado anis, ornamentado do funcho açucarado que mais parecia um ramalhete de "flores alvas de neve".


 


Que saudades! Que saudades, de chegar a casa radiante e mostrar o resultado do peditório por alma dos defuntos, que no dia seguinte, eram visitados na morada das ossadas, com o depósito de um ramo de flores, ou simplesmente, uma oração ou uma lágrima na lápide fria de uma terra ainda mais fria.


 


Que saudades, de ti, mãe! Eras a primeira a ensinar-nos o amor pelo que era nosso desde o primeiro choro do berço feito com o suor do rosto do pai e com a alegria da chegada de um novo ser para a freguesia que nem sei quanto tempo mais ficará com esse atributo, visto que ser freguesia hoje tem de reunir vários condicionalismos, e um deles é o número de habitantes satisfazer a existência de um Presidente de Junta, e seus auxiliares...


 


Resta-me enviar um abraço muito, muito apertado a todas as crianças que pedem a esmolinha de porta em porta por alma daqueles que já não lhes sorriem mas que são o motivo para que os seus descendentes continuem a sorrir, na medida das possibilidades, para o novo bando de amiguinhos do Pão-por-Deus.


 


Bom Pão-por-Deus para miúdos e graúdos!


 


Rosa Silva ("Azoriana")

III Aniversário de «Os Confrades da Poesia»

Os Confrades da Poesia

 


SALVÉ OS CONFRADES DA POESIA


 


Três anos de poesia
Se festejam em triunfo
Para todos é um trunfo
Da partilha em cortesia.


 


As quadras da minha trova
Simbolizam a amizade
Lusa açorianidade
Nesta Confraria é prova.

Sãs unidades de amor
À cultura portuguesa
Com o perfil da natureza.



Seja poesia em flor!
No cortejo de amizades


Salvé todos os Confrades!



Para 30/10/2011


Rosa Silva (“Azoriana”)


Matilde, ó minha Matilde! (8 anos passados)

“Hoje faz oito anos que a avó Matilde morreu!”. Foi esta a primeira mensagem que recebi via telemóvel. Foi a minha filha que me alertou para o que eu já sabia desde há muito. Graças a Deus que se lembrou. É muito difícil esquecer a partida daqueles que mais nos amaram e que amámos mesmo que sem se balbuciar tal palavra. Bastava um olhar, um sorriso, um sentimento de pertença para quem nos dá à luz…


 


Eu não queria chorar por ela mas, neste momento, caem-me algumas gotas de sal pelos olhos. Eu sei que ela, a Matilde, está bem! Ela ajuda quem se lembra dela. Eu sei! Já me ajudou imenso e continua a ajudar. Mesmo após já não estar no reino dos vivos, continua a habitar o meu coração e no coração de quem nutre a lembrança dela.


 


Matilde, ó minha Matilde!
Tiveste um grande coração
Plantaste-o nas tuas filhas
E nos teus quatro netos
Luís Carlos, Aida Alexandra,
Saulo Miguel e Paulo Filipe!


 


Matilde, ó minha Matilde!
A guardiã da Serreta
A amiga fiel da Virgem Maria
A fortaleza do Amor
A “santa” do novo céu!


 


Mãe, palavra pura de afeto
Risonha na descendência
Tristonha na ausência
Medonha no sofrimento
Mantida na voz do talento.


 


Matilde pelo bem fizeste
Descansa no trono celeste
Cornucópia do sorriso
Amante do improviso
Benditas sejas ó Mãe!


 


Rosa Silva ("Azoriana")


 


P.S. Serreta que está na mira dos fulanos que a vão querer engolir, quais abutres sem dó nem piedade, pela sua raiz, esquecendo a tradição e o Santuário de um povo que habita o mundo.

4º Aniversário de "In Concreto", o blog do amigo lajense e Cª

Logotipo

 


 


Muitos parabéns ao criador (Tibério Dinis) e colegas autores (João Cunha, Rui Ataíde e Tiago Gonçalves). 28 de Outubro é uma data que faz parte de outras lembranças também, embora menos felizes.


 


Desejo a continuação concreta de temas e conversas actuais e precisas.


 


Rosa Silva ("Azoriana")

Pétala do desejo

Sem ti a minha noite é canto triste.
Falta-me o carinho do teu olhar;
Ainda bem que o sonho em mim existe,
Para contigo, meu amor, puder sonhar!

No vulto do sonho eu deposito
Toda a minha cristalina vontade;
É que eu ainda sinto e acredito
Que serás, um dia, meu de verdade.

Tal dia, quem sabe, enfim virás,
A pétala do amor, encontrarás,
Mais brilhante que o sol e que a lua.

Do meu canteiro, solto o coração
E deixo-me plantar com devoção:
Sou pétala que deseja ser tua!


 


Rosa Silva ("Azoriana")

Vaga do coração

Nos teus olhos vejo o mar!
Em sereia me transformas,
Na vez que para mim olhas
Deixo-me hipnotizar.

São momentos que incendeiam
A vaga do coração
Nessas ondas de paixão
Que teus beijos me premeiam.

Meu sonho é inebriante
De uma força escaldante
Reflectida no horizonte.

Fico, assim, enamorada,
No teu corpo ancorada...
O amor reveste a fronte.


 


Rosa Silva ("Azoriana")

Alagoa, ninfa do mar

Na colcha de amor, deixada à toa,
E no abraço que o vento apregoa,
Perco a noção do momento que passa
Quando a Alagoa no mar se enlaça.

Estou tentada a beijar-te Alagoa,
Na onda que docemente ecoa.
Um golpe de emoção esvoaça
Na ondulação que em ti acha graça.


 


Eis que o momento se reparte em dois:
De brancos e azuis se tingem os lençóis
Onde mergulham desejo e saudade.


 


Aninham-se os corpos em maresia;
Sonham-se desejos em demasia...
As águas se juntam em igualdade.


 


Rosa Silva ("Azoriana")

Saudade

A saudade é puro laço
Que aperta muito forte
Desfaz-se com um abraço
E aumenta com a morte.

Porque escalamos a vida
Com o laço da saudade
Enfrentamos a subida
Com amor e amizade.

É com amor que vivemos
E, de saudade, morremos
Na partida desse amor.

E só não deve morrer
Quem de amor e bem-querer
Faz-se em hino de louvor!


 


Rosa Silva ("Azoriana")

A Luz

Há um ser que abraça o infortúnio
Que todas as aves parecem conhecer
Vem o dia que a sina melhor é morrer
Só Deus lhe dará o luar novilúnio.

No semblante o ondular neptúnio
O Sol da cura vai desaparecer
Já nada importa, basta anoitecer
Deixar-se apanhar p'lo interlúnio.

As cores entram p'la escuridão
Tingem-se na ponte da exibição;
A noite atinge a parte escura.

Creio em Deus-Pai todo-poderoso,
Que fez o Céu e a Terra, e é bondoso
Sempre que a Luz alegra nossa figura.


 


Rosa Silva ("Azoriana")

Fica um pouco

No meu céu, no meu pensar
No meu querer, no meu olhar,
Na pele do bom sentir
Que belo ver-te sorrir.

Mesmo que fosse ao luar,
Simplesmente a navegar
Teu jeito jovial a rir
Sempre pronto a bom servir.

Nos toscos versos que faço,
Neles, encontras meu abraço
Que à solta levas agora.

Leves frases carinhosas
Palavras, banho de rosas,
São presentes nesta hora.


 


Rosa Silva ("Azoriana")

Baladas do coração

Quando meus beijos entoam
Baladas do coração
Os meus ossos abençoam
Os toques da tua mão.

Acordes da sedução
Que em nós se apregoam
Deixam-nos em erupção
Mil ecos depressa voam.

Voam gestos escaldantes
Quando enfim somos amantes
Num ninho deveras quente.

E de ti vem um presente
No fervor da fantasia
Nossa noite vira dia!


 


Rosa Silva ("Azoriana")

"Tags" - Desenhos de alma!

Desenhos de alma!


 


São desenhos de uma vida
Feita de escritos sem fim,
De uma pétala garrida
Que vai caindo por mim.


 


São "tags", coleccionadas
No ventrículo do carinho
São como folhas beijadas
Pela brisa do caminho.


 


Pétalas de amor-perfeito
Longe de serem perfeitas
Que a perfeição não existe.


 


Do coração a preceito
São as palavras sujeitas
À visão que lhes assiste.


 


Rosa Silva (“Azoriana”)

Saudades, quem as não têm?!

Saudades...

 


Tenho saudades de vocês,
Porque a saudade açoriana
Sente-se por muita vez
E a Saudade não engana.


 


Saudade palavra tirana
Que choca em altivez
É aguda, nunca é plana,
Não tem hora, não tem mês.


 


Hoje sinto que a saudade
De uma palavra apenas
Fere muito de verdade.


 


Há palavras, é sabido,
Que são ditas às centenas,
Com Saudade no sentido.


 


Rosa Silva (“Azoriana”)


 


 


 Índice temático: Desenho sonetos


Os buracos

Há buraco na Madeira
Há buraco na Diocese
Há buraco na carteira
Há buraco na minha tese.

Há buraco na estrutura
Há buraco no tijolo
Há buraco na assinatura
Há buraco até no bolo.

Há buraco sem tafulho
Há buraco desmedido
Há buraco do gorgulho
Há buraco por nós sentido.

Há buraco a toda a hora
Há buraco no dia-a-dia
Há buraco que não vai embora
Há buraco na alegria.

Há buraco na algibeira
Há buraco no funil
Há buraco na traseira
Há buraco no perfil.

Há buraco neste mundo
Há buraco da cratera
Há buraco ao segundo
Há buraco na nova era.

Com tantos e tais buracos
Nosso mundo está em crise
Daqui a nada é só cacos
E não há quem organize.

Prestai todos atenção
Tende cuidado, abri o olho,
Não tarda uma explosão
Que nem sobra um repolho.

Rosa Silva ("Azoriana")

As ilhas açorianas

As ilhas açorianas

 


A Região Autónoma dos Açores é constituída por um Arquipélago de nove ilhas de origem vulcânica, divididas por três grupos, conforme a sua localização geográfica, no Oceano Atlântico Norte, com uma área total de 2.333 km2, correspondendo a 2,5% do território nacional.

A Região Autónoma dos Açores tem Brasão, Hino e Bandeira, insígnias próprias cuja característica principal é o Açor e as Estrelas que serão sempre nove, douradas e brilhantes de nobreza, lealdade e fé.

Cada ilha tem a sua especificidade paisagística, cultural e com diferentes pronúncias que, no fundo, seguem a língua da pátria portuguesa. Todas são ilustradas com as cores que mostram a sua essência, a saber:






Santa Maria – ilha dourada – tela amarela
São Miguel – ilha recheada de vastos campos – tela verde
Terceira – ilha festiva – tela lilás
Graciosa – ilha formosa – tela branca
São Jorge – ilha do dragão – tela castanha
Pico – ilha montanha – tela cinzenta
Faial – ilha de hortênsias e virada para o mar – tela azul
Flores – ilha de pétalas – tela rosa
Corvo – ilha mais pequena, paraíso corvino – tela preta



 


De braço dado com a natureza e de olhos postos no mar, espelho do céu, os açorianos vão seguindo a sua labuta diária entremeada com alguns festejos religiosos e profanos, sempre à boa maneira de bem receber e melhor fazer. Em todas as ilhas há o monumento comum: a Igreja. Salvo raras excepções, em todas as Igrejas há a presença da Imagem de Maria e do seu Filho Jesus, ladeados por outras que representam a fé de um povo habituado a intempéries de vária ordem que, por vezes, o obriga a prostrar-se de joelhos e de mãos postas, conforme se traduz no formato de muitas das chaminés das casas rurais, as chamadas chaminés-de-mãos-postas. É um triunfo do Bem contra algum Mal que teima em assolar todo o ser humano.

O Turismo é, sem sombra de dúvida, a área que melhor idolatra as nove ilhas do Arquipélago. Quem vem leva saudades e quem parte também as têm. Nem que seja saudades do cheiro dos prados acabados de lavrar, do cheiro das faias cuja floração deixa um perfume sempre novo, do cheiro da brisa do mar que a terra vem beijar com uma melodia que hipnotiza os sentidos, do cheiro do pão alvo, da massa sovada, da alcatra, do polvo, da morcela, do torresmo acabado de tirar de um caldeirão que o tempo não apagou, do cheiro do foguete lançado em honra do(a) Padroeiro(a), do cheiro das flores lançadas ao chão, num tapete inolvidável de amor e entrega ao ritual da passagem da Procissão, das Filarmónicas e do pálio, suspenso por meio de varas, que cobre o sacerdote e a hóstia consagrada, que, todos ou aqueles que crêem, devem fazer uma vénia em sinal de respeito, e tantos cheiros mais que fazem das ilhas um atalho para o sonho numa realidade que urge preservar.

As ilhas parecem ser sobredotadas de encantos e valores. Quase todas foram berço de almas ilustres, de escritores, poetas, músicos e criadores de artes que se mantém vivas no átrio das recordações e vão passando de boca-em-boca, em exposições eventuais e duradoiras nos Museus de cada município de maior volume populacional.

A actualidade teima em se captarem imagens (via fotografia e vídeo), para a posteridade, de acordo com o evoluir tecnológico. Não há recanto que escape ao olhar de um amador ou profissional, não há isolamento. Todos estamos ao alcance do mundo nem que seja através de um simples toque das teclas do teclado e de um monitor com vista global. Hoje nada escapa à opinião, à discussão e ao amanhecer de novas ideias que, por vezes, põem por terra tanto de um passado que custou muito a erguer e que, num ápice, cai por terra com o surgir de mausoléus que destoam da harmonia de um paraíso natural e endémico.

Mas verdade seja dita e anunciada: as ilhas do Arquipélago dos Açores, nos últimos anos, viram, também, o progresso, o empenho e a dedicação da governação (ver imagem abaixo) que preza para que seja ouvida a célebre frase: «É bom ser Açoriano!». Eu digo, é bom ter nascido serretense, viver num concelho angrense e, muito mais, ser de uma ilha de gentílico terceirense!


 



Estrutura do Governo Regional

 



 


Fonte: Portal do Governo dos Açores, em http://www.azores.gov.pt


 


Angra do Heroísmo, 20 de Outubro de 2011

Rosa Silva ("Azoriana")

Ámen! Ámen!

Quem quiser ficar com os nervos em franja é ler as manchetes dos jornais do mundo e as notícias que nos entram pelos olhos adentro nos canais ao alcance de um comando à distância, de preferência.


 


Quem quiser desaprender a caridade é ver a maldade que vai por este mundo que dizem ter sido criado e não gerado. Afinal de que serve um conjunto de livros de cariz doutrinal para sustento de algumas massas cinzentas se ninguém (ou quase) respeita os dogmas neles contidos?


 


Penso que hoje vale e ouve-se dizer (ou pensa-se): - Se aquele o faz porque eu não o posso fazer?! Então, nesta ordem de ideias é um ver atropelar a educação que já nem se recebe como se recebia, é um ver alguns aproveitarem-se do trabalho de outros e assim por diante numa corrida louca mais para trás do que para a frente. Tenho cá para mim que um destes dias (e não vai demorar muito) vamos ver “e tudo o vento levou”, os valores de perdição, o apocalipse é já agora, os cravos (ou outra flor qualquer de preferência encarnada) soltarem-se na ponta de algum instrumento pontiagudo, os toiros à solta rumo ao cais do desespero, e por aí fora, tudo coisas que nos lembrem que a continuar assim mais vale mesmo é ir ao fundo e começar a escavar uma nova era: Um novo Cristo, uma nova Bíblia, e uns quantos Evangelhos pregados no alto do Serra de Santa Bárbara ou no Pico do Pico e talvez aos peixinhos a boiar nas águas crivadas de ódio.


 


Eu até continuava a escrita e até podia escandalizar q.b. quem me lesse (ainda estás a ler?!) ao ponto de brotar uma lágrima ou soltar a ira que vive calada até não entulhar o sistema nervoso do indivíduo. Por mais pacata que seja uma criatura, há-de chegar uma altura que rebenta todas as costuras do “Ámen”. Não há política que aguente, não há Deus que nos valha e não há pachorra para tanto sobe-despesa-desce-receita que prolifera nas manchetes atuais de um mundo podre que nem ovo ou tomate. E mais não escrevo… por hoje.

Resumo das fases de uma realidade blogger

Como uma flor tem a raiz, assim é o ser humano. Começa pela raiz e vai até onde lhe é permitido ir, até que chegue a última fase que nunca será anunciada.




Já estão traçados os ramos do destino desde a primeira hora de vida. As pétalas vão caindo à medida que uma tarefa é concluída. Por vezes, encontramos pelo caminho muitas ajudas à produção de pequenos galhos floridos.


 


 


estatísticas

 


 




Assim, chegou a hora do AGRADECIMENTO contente e feliz. Agradecer é e será sempre uma obra do universo, uma obra que planta sorrisos nas folhas da humanidade:




Agradeço a Efigênia Coutinho por me ter feito membro efetivo da Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores - AVSPE;


Agradeço a Jorge Vicente por fazer a divulgação das minhas criações no seu jornal Fri-Luso, entre Suíça e Portugal;


Agradeço a Pinhal Dias e São Tomé por me ter feito confrade de Os Confrades da Poesia;


Agradeço a José Ávila, de Modesto - Califórnia, por divulgar algumas das minhas criações no seu jornal quinzenal Tribuna Portuguesa;


Agradeço a Margarida Silva, cronista da Tribuna Portuguesa, por dedicar uma crónica ao meu livro;


Agradeço a Jorge Gonçalves, da Galeriacores, da Graciosa, por me convidar para fazer parte das Desgarradas na Net, no seu Arauto;


Agradeço a Avelino Teixeira, Director Adjunto de Venus Creations por divulgar o lançamento do meu livro Serreta na intimidade;


Agradeço a Euclides Álvares, da Voz dos Açores, em www.kigs.com, por levar mais longe a minha voz;


Agradeço a Liduino Borba pela colaboração cimeira na realização do meu sonho: publicar um livro;


Agradeço a António Araújo por captar a fotografia que veio a ser capa do meu livro, ajustada;


Agradeço a Luiz Fagundes Duarte, conterrâneo, que fez tudo o que estava ao seu alcance para dar a conhecer as minhas criações e que ornamentou o Prefácio com o melhor;


Agradeço a Victor Rui Dores pela revisão do texto do meu livro e pelo Posfácio que me dedicou;


Agradeço a Luís Bretão, comendador, pelo grande incentivo a que eu fizesse parte do seu Pezinho, da Cultura Terceirense e por ter apresentado o meu livro de forma inesquecível, ofertando um azulejo com o Império da Serreta e uma condecoração;


Agradeço aos jornalistas locais de A União, do Diário Insular pela divulgação e acompanhamento das minhas criações;


Agradeço à RTP Açores, nos seus programas Bom Dia Açores, Atlântida, Cinco Minutos de Cultura da Media9;


Agradeço a Kathie Baker, Álamo Oliveira, Fernando Alvarino, Sidónio Bettencourt, Vasco Pernes, Dulce Teixeira, Helena Fagundes, Humberta Augusto, um grupo de amigos das letras e outras folhagens literárias;


Agradeço a Paulo José Lima e a José Medeiros por me ajudarem a dar os primeiros ecos nas Cantigas ao Desafio;


Agradeço a Luís Nunes, bloguista que segue a par e passo os meus escritos e uma sólida amizade que foi crescendo aquando do Encontro Bloguista da Ilha Terceira e da apresentação do espetáculo do lançamento do meu livro;


Agradeço a Chica Ilhéu, bloguista "irmã" que conhece a minha história e a dos meus escritos numa sólida amizade que foi crescendo;


Agradeço aos bloguistas desde o início do meu canteiro de posts e outras páginas, aleatoriamente: Alberto Flores, Agostinho Silva, Ângela Monforte, Fernanda Grilo, Mafalda Flores, Rogério Simões, Miguel Azevedo, Miguel Brito, Luís Brum, José Aurélio Almeida, Clarisse Barata Sanches, Renã Leite Pontes, Luís Castro, António Nunes, Rosália Sousa, Paulo Póvoa, Nuno Barata Almeida e Sousa, Paula Borba Belnavis, Tibério Dinis, Grupos de Jovens Arcanjos, Maria João Brito de Sousa, Mariana Matos, Félix Rodrigues, Paulo Roldão, Moisés Mendes, Filipe Costa, Paulo Almeida, Carlos Tavares, Genuína Sousa, Duarte Bettencourt, Miguel Bettencourt, José Fernandes, Bernardo Trancoso, Donato Parreira, Rodrigo Silva, Tere Penhabe, Socorro Lima Dantas, Efigênia Coutinho, Euclides Cavaco, Nelson Fontes Carvalho, Jorge Vicente, etc.;


Agradeço a Bruno Mão de Ferro por me incluir na rubrica Poesia, do seu boletim MESCF - Movimento de Elevação de São Carlos a Freguesia, bem como a sua colaboração no dia do lançamento do meu livro;


Agradeço aos familiares que vão proporcionando momentos para que vá florescendo nas páginas do mundo virtual e real;


Agradeço aos amigos facebookianos que vão (re) conhecendo os meus voos poéticos;


Agradeço a quem adquiriu o meu livro Serreta na intimidade;


Agradeço aos membros da direcção da Filarmónica Recreio Serretense e aos membros da Junta de Freguesia da Serreta, à comissão de festas da Cova da Serreta 2011 e do Terreiro da Serreta 2011 pelas alegrias que me têm proporcionado;


Agradeço aos cantadores e tocadores das cantigas ao desafio que me tem levado aos bares e palcos desta nossa linda ilha Terceira, nomeadamente ao Retiro dos Cantadores e Tocadores, de José Santos, nas Doze Ribeiras, no Snack-bar Medeiros, na Vinha Brava, nos Lobos, na Ribeirinha, na Rua dos Moinhos, na Agualva, no bar Os Meus Amores, na Vila Nova, na quinta-feira do Pezinho, na festa do Império de São Carlos 2011;


Agradeço à Equipa fabulosa e incansável do SAPO - Serviço de Apontadores Portugueses, da Universidade de Aveiro, cujos serviços estão ao alcance de todos de uma forma interativa.




E não fica por aqui a lista de agradecimentos. Ao longo do tempo, e enquanto houver tempo, irei actualizando o que faz parte integrante do Azoriana Blog - ANEXO, em http://tematico.no.sapo.pt/indice/19blogs.htm.


(ver imagem)


 


Rosa Silva (“Azoriana”)


Data da última atualização: 2011/10/18

Homenagem ao Professor. Iniciativa do trovador, Ademar Macedo!

UMA HOMENAGEM DOS POETAS E TROVADORES


AOS PROFESSORES DO BRASIL E DO MUNDO!!!


 


 


AO PROFESSOR.


 


Conceição Assis/MG


 


Mestres – heróis a lutar


na batalha do saber.


Dura missão é ensinar


a quem não quer aprender!


 


É motivo de alegria


para o mestre (ele não nega),


ver o aluno de outro dia,


ser agora o seu colega.


 


Sou mestra; neste labor


a minha vida se encerra.


E ensinando com amor


eu deixo a marca na Terra.


 


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Todo dia ele enfrenta uma labuta,
incansável, resiste e segue em frente,
aprendendo e ensinando a essa gente
a moral, o saber e a conduta.
sem ter tempo pra descansar da luta,
trabalhando ele busca com fervor,
ensinar e mostrar com seu amor
que o saber é o seu maior legado.
eu só quero é que fique registrado
a importância real do professor.


-José Acaci/RN-


 


Professor nos dá ensino


e nos tira da cegueira,


começa de pequenino


pra servir a vida inteira.


Rosa Silva/PT


 


A professora, oferenda,
por deuses santificada,
professor, guarda-a na tenda
para não ser imolada.
-Cidinha Frigeri /PR-


 


A Professora parece


um lavrador a colher


ouro puro em sua messe


no garimpo do Saber!


Selma Patti Spinelli/SP


 


Ensinou-me o bê -a- ba
e assim consegui abrir,
porta que me levará
ao saber,  que está por vir...


Lourdes Paiva/SP


 


Dentre as muitas profissões,


eu destaco o PROFESSOR


que fez, com suas lições,


alguém ser, hoje, um doutor.


Tarcísio Fernandes/DF


 


Todo dia é da criança,


e também do professor:


ela aprende com confiança,


e ele ensina com amor.
Nei Garcez/PR


 


Professor, o grande mestre
Desse nosso conhecer
Pro praciano ou campestre
Ele transmite saber!
Paulo de Tarso/CE


 


Ido é o tempo da alegria,
do mais respeitoso amor,,,
O PROFESSOR, hoje em dia,
é um grande herói... sofredor!
Hermoclydes S. Franco/RJ


 


Foi meu guia e conselheiro,


e hoje eu venho agradecer


àquele mestre – o primeiro -,


que, um dia, ensinou-me a ler...


Darly Barros/SP


 


O pó que emana do giz
e um salário sem valor,
torna bem mais infeliz
a vida do Professor!
Francisco José Pessoa/CE


 


Põe na voz o coração


e saúde o Professor


que cumpre sua missão


com carinho e muito amor !...


Sônia Ditzel Martelo/PR


 


Mesmo em escolas escuras,
o mestre é fonte de luz,
seguindo as aulas seguras
do grande Mestre Jesus !


Antonio Colavite Filho/SP


 


 


É NATO ESSE DOM DIVINO
QUE TE ENALTECE O VALOR
DEDICAS À JUVENTUDE
CULTURA, ATENÇÃO E AMOR
QUE DEUS TE PROTEJA SEMPRE
NA LIDA DE PROFESSOR


Vítor Costa/DF


 


Ensinando o b-a-bá a uma criança,


Preparando-a para um mundo diferente.


Vai enchendo o mundo de esperança.


É o Mestre educando muita gente. 


Manoel Rodrigues Lima/SP


 


PROFESSOR.


 


Cristina Oliveira Chavez/USA


 


De Ademar foi iniciativa


Deus abençoe seu labor,


de alentar a comitiva


para honrar ao Professor.


 


Hoje quisesse agradecer


a todos meus professores,


por ensinar-me a crescer


em outras sendas melhores.


  


Por sua grande dedicação,


em cada passo na vida


por amar sua profissão


em cada meta vivida.


  


Com sacrifício e desvelo


seu exemplo foram deixando,


jamais com senhas de duelo


e a seus alunos amando.


 


Deus lhes de com sua olhada


saúde, amor e abundância,


e muita paz em sua estrada


por sua honradez e constância


 


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CANÇÃO DAS PROFESSORANDAS.


 


José Lucas de Barros/RN


 


Rasgando o céu em novos horizontes,


nessa visão do amor que busca as fontes


da pura vocação,


temos em nós a força que redime,


pois compreendemos, já, quanto é sublime


cumprir nossa missão.


 


Não têm força o fuzil, a espada, o sabre;


força existe no bom livro que se abre


nas mãos do professor!


Mais que as armas dos bravos campeões,


têm brilho heróico as mágicas lições


de um velho educador.


 


Ao ouro frágil, transitório, hodierno,


nós preferimos o tesouro eterno


do amor e do saber.


Vale mais educar uma criança


do que deixar-lhe volumosa herança,


que pode perecer.


 


Benditas sejam todas as passadas


que em busca desta escola foram dadas


por anos e mais anos!


Grande é dos pobres mestres a riqueza,


configurada na fiel nobreza


de esforços sobre-humanos.


 


Hoje, no entanto, como passarinhos


que vão deixando acolhedores ninhos,


onde há felicidade,


deste campo escolar nos despedimos,


e nas harpas do peito desferimos


gorjeios de saudade.


 


Esta nossa canção de despedida


parece a trova pueril, gemida


nas cordas da viola,


e, qual poeta que esgotasse as lavras,


só nos restam, agora, três palavras:


ADEUS, QUERIDA ESCOLA!


 


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O LIVRO E O PROFESSOR.



Eliana Jimenez/SC



Abrem o livro


de cores intensas


profundas mensagens


na sala de aula.


 


Desfilam os mestres


em seus pedestais


Drummond e Bilac


em tons magistrais.


 


Pintores, autores


vão ser retratados


nas folhas macias


tão bem decoradas.


 


Despertam talvez


a arte escondida


no aluno que vê


na aluna que lê.


 


E aí professor


Aí está você


em meio aos grandes


é grande também


alcançando o sentido


de fazer o bem.


 


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MEU PROFESSOR, MEU AMIGO


 


Roza de Oliveira/PR


 


Meu Professor, meu amigo


que bom contar contigo


neste meu viver.


Com devoção e carinho


dedicas tua vida


pra me ver crescer.


 


Nas tuas aulas eu sinto


que aprendo todo o dia


a questionar.


Venho feliz para a Escola


pois nela eu tenho um espaço


onde eu posso  pensar.


 


Professor


és meu animador.


Tu despertas minha imginação.


Fico mais criativo,     


isto me faz feliz


e tudo fica bem mais divertido.


 


Sou feliz


com o meu Professor


Ele é sempre  o meu incentivador.


Sempre me faz crescer


me faz pensar e crer


que a vida é sempre um grande desafio.


 


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P R O F E S S O R.


 


Dorothy Jansson Moretti/SP


 


Todo dia aqui tens a cena permanente:


material, livro-ponto, os outros camaradas,


e o avental que de tanto ir contigo ao batente,


já sobe até sozinho os degraus das escadas.


 


No intervalo, entre goles de chá ou cafezinho,


teus assuntos são sempre os mesmos de rotina:


“Será que vai sair aquele aumentozinho?


Será que vai subir de novo a gasolina?”


 


Não podes dar ao próprio filho  mais carinho;


constrangido o entregas a outros cuidados,


e vens te dedicar, pelo dia inteirinho,


aos filhos de adoção que te são destinados.


 


Não tens a vida mansa,  nem o que mereces;


pelo muito que fazes, pouco é o que te dão;


mas quando entras na sala, tudo isso esqueces,


e te propões, sereno, a cumprir a missão.


 


Como um milagre, então, tua força se revela,


e moldas a matéria prima, a teu contento;


és o artista que ao linho virgem de uma tela,


exprime em traços firmes o ardor do seu talento.


 


Por isso, Professor, no dia a ti votado,


mesmo assim como estás, oprimido e humilhado,


deves saciar a alma de orgulho profundo.


 


Não te vença essa angústia em que agora estiveres!


Nada tens... mas tens tudo... e podes, se quiseres,


Volver a teu sabor, a face deste mundo!


 


PROFESSOR.


 


Mifori/SP


 


Que o agora seja também


Mais um privilégio seu.


Questionar sim. Muito bem!


O desafio que apareceu


 


Mais um privilégio seu


Saber desequilibrar,


O desafio que apareceu


Para problematizar.


 


Saber desequilibrar,


Levar o aluno a construir


Para problematizar


E toda lição digerir.


 


Levar o aluno a construir


É missão do educador.


E toda lição digerir,


Ensinando com amor.


 


É missão do educador,


Sua realidade enfrentar,


Ensinando com amor,


Sabendo o como ensinar.


 


Sua realidade enfrentar,


Professor, homem de bem!


Sabendo o como ensinar,


Que o agora seja também.

"aldeia da roupa branca" (e pensamentos da Azoriana)

Ainda sou do tempo de ouvir a voz escancarada de Beatriz Costa, a tal actriz dos filmes Black&White portugueses, digo, Branco E Preto, de outro tempo em que a crise também existia mas não era conhecida como tal. Vivia-se do suor do rosto, da força braçal, da garganta funda (ou não) e da crença de que se a gente não pudesse alguma entidade superior faria o resto… Até se podia dormir à sombra da bananeira que no outro dia tínhamos bananas trocadas, a retalho, por uma maquia de milho ou feijão.


 


Ainda sou do tempo de ouvir a água cantando ao toque dos dedos rasos da sabonária poética que deixava a roupa mais branca que neve após ter estado estendida num chão verde manso durante a fase noturna de um dia sem sobressaltos.


 


Ainda sou do tempo de se comer o que ficava de véspera e nem uma migalha se perdia e até os animais de estimação contentavam-se com os parcos miolos de leite que a vaca mimosa, passo a publicidade (essa coisa enganosa), nos dava em directo da teta bem acarinhada pelos socalcos de umas mãos calejadas, sem penas, e coroadas de bem-fazer para saciar a massa humana do agregado familiar, abundante e saciável com o pão que o diabo amassou.


 


Ainda sou do tempo que gostava de ter tempo de voltar a ser do tempo de uma “aldeia de roupa branca”(*), de vozes escancaradas ao verso do monte e à rima do mar, do beijo de amor e o abraço amigo e verdadeiro. Será que ainda há tempo?! (Não me falem mais em crise… Crise?! Onde?!)


 


Rosa Silva (“Azoriana”)


 


(*) Aldeia da roupa branca


 


Ó rio não te queixes,
Ai o sabão não mata,
Ai até lava os peixes,
Ai põe-nos cor de prata.
Três corpetes, um avental,
Sete fronhas, um lençol,
Três camisas do enxoval,
Que a freguesa deu ao rol.


 


Água fria, da ribeira,
Água fria que o sol aqueceu,
Velha aldeia, traga a ideia,
Roupa branca que a gente estendeu.
Um lençol de pano cru,
Vê lá bem tão lavadinho,
Dormindo nele, eu e tu,
Vê lá bem, está cor de linho.


 


 


Beatriz Costa


 


Mafra, 14/12/1907 - Lisboa, 15/4/1996


Beatriz da Conceição ficou conhecida como «a menina da franja» devido ao corte de cabelo que popularizou.Foi actriz, escritora e cantora. Destacou-se no teatro e cinema português, sendo um ícone da cultura popular portuguesa. Estreou-se no teatro de revista aos quinze anos como corista em «Chá e Torradas» e actuou pela primeira vez no teatro Maria Vitoria na revista «Rés Vês» (1924).No cinema, imortalizava-se no filme “A Canção de Lisboa” (1933) e “A Aldeia da Roupa Branca” (1939).


 



 


E aqui e ali num poema ("Uma Flor para Beatriz", de Paulo Alexandre, in http://tvpinheiro1.blogspot.com/)

Caderno de Trovas; Ilha Terceira, Açores

Caderno de Trovas

 


Angra do Heroísmo, 14 de Outubro de 2011


 


 


Ilha Terceira, Açores


 


No meio do oceano
Em forma de coração
Está a glória deste ano
Terceira que é meu torrão.

Terceira ilha de encanto
De festas e fantasias
Onde espelho o meu canto
Em versos de maresias.

Fortaleza de escritores
Catedral da inspiração
Solar de improvisadores
Ventrículos da emoção.

Ó Terceira dos amores
Templo da Virgem Maria
Pioneira dos Açores
Em saudade e alegria.

Rosa Silva ("Azoriana")

Lava poética

Pelos dedos da penumbra salivam desejos da lava de palavras silenciosas. Na eira da vida, joeiramos os sentimentos e escolhemos o sorriso do encontro de olhares. Partilhamos as rugas do lençol da alma, vestimos as cores gastas da sabonária, comemos saboreando o paladar do verso crú, bebemos o corpo inteiro da madrugada e saímos para a sílaba do prazer almofadado.


 


E tudo permanece em lava poética, incandescente, até ao dobrar da pitada nocturna. Os desejos é que mudam, o tempo não...


 


Na encruzilhada do ser
Há desejos florescendo
Ansiosos por caber
Na lava que vai nascendo.


Rosa Silva ("Azoriana")

Rimas do sentir ilhéu

Todos sabemos que a crise toca a todos, mais uns que outros, mas é geral. Pese embora essa fatalidade, há muito que venho sonhando com a publicação de um livro onde constem as rimas do meu sentir ilhéu, com especial dedicação à freguesia natal e em homenagem póstuma à minha mãe, que sempre me alertava para que apregoasse o que a Serreta tem de bom e de devoto.


 


Se a Serreta está na internet idolatrada, deve-o ao pedido incansável da minha mãe que, após a sua partida, continuou a estar ativo através de mim. E ainda bem que a Serreta não ficou na internet só por ter um vulcão que fez outra espécie de romaria para verem se ele explodia ou dormia.


 


Posto isto, vou ao que interessa: O livro está praticamente pronto. Ocorreu-me a ideia de te (vos, lhe) pedir ajuda para a edição. É simples. Se aceitar (es, em) a inscrição com pré-pagamento, à confiança e sob compromisso de honra, ficará o livro apto a ser editado e de certeza que há direito a um (ou mais). O preço é de 15 euros mais os portes nacionais ou internacionais. São cerca de 200 páginas com capítulos de prosa e escritos em rima, acompanhados de imagens. A prosa é nova e com algumas revelações.


 


O Dr. Fagundes Duarte, o Dr. Victor Rui Dores e o organizador e também escritor Sr. Liduíno Borba, deram o seu contributo para a efetiva concretização de um sonho que venho acalentando desde que dei largas à imaginação pela escrita frequente desde a criação do blog terceirense Azoriana / Açoriana, de 9 de Abril de 2004. Se este gosto vier à tona, ficarei eternamente grata a quem me proporcionar a realização do livro.


 


(O gosto concretizou-se, o sonho realizou-se. Deixo-vos umas quadras e tercetos que reformulei motivada pela alegria deste bom passo dado.)


 


Rimas do sentir ilhéu

Não me deixaram morrer
Sem um livro, permanente,
Que sinto e posso ter
Na mão, sorrindo na mente.


 


Agradeço a vossa ajuda
Que na certa me conforta
A caridade nos acuda
E entre em qualquer porta.


 


“Serreta na intimidade”
Com um toque de saudade
É um livro original.


 


São rosas que vêm do céu,
Rimas do sentir ilhéu
No canteiro ideal.


 


Rosa Silva (“Azoriana”)

Rimas do sentir ilhéu (1)

Musa em Flor

 

Saudade, ai Saudade!

Do canto do mar
Perfume da terra
Do brilho ao luar
No vale e na serra.


 


Do fumo que ora
Pela chaminé
Que os céus decora
Se mais forte é.


 


Saudade, ai Saudade
Que tenho de ti
No verso que há-de
Ser talhado aqui.

Saudades em coro
Vêm do coração
Lágrimas de ouro
Vêm da emigração.

É numa cantiga
Que a saudade inflama
Uma voz amiga
Que à volta reclama.

Um sonho ancorado
Ao cais da emoção
É tecer um fado
De amor e paixão.


 


Rosa Silva ("Azoriana")

Feliz aniversário Paulo Filipe!

09/10/11
Salve teu aniversário
Neste dia é lendário
Jamais se repetirá
Zero nove dez e onze
Não dá prata nem dá bronze
Mas é valor que brilhará.

Quinze anos agora fazes
E só serão eficazes
Se continuares feliz
Hoje o dia é todo teu
No fundo também é meu
Teu nascimento eu quis.

Parabéns com um sorriso
Na rima meu improviso
Nesta data tão querida
Segue sempre o teu caminho
Recheado de carinho
E do amor pela vida.

Rosa Silva ("Azoriana")

IMPROVISADORES DA CALIFÓRNIA AJUDAM TRASLADAÇÃO DOS RESTOS MORTAIS DA TURLU

Por Liduino Borba


 


 


Turlu


 



Em Agosto passado, quando estive na Califórnia, tive o privilégio de ter convivido com vários cantadores de improviso ali radicados, quer na cerimónia do lançamento do livro de Adelino Toledo e Pezinho da Grande Festa da Assunção, quer na cantoria de Patterson, quer ainda em convívios particulares como foi o caso de Adelino Toledo, Vital Marcelino, José Ribeiro e António Azevedo.




Os cantadores de improviso na nossa comunidade da Califórnia, que são perto de uma dúzia, continuam a dar um grande contributo para a defesa da nossa cultura nas festas que se vão realizando por aquelas bandas.




Nessa minha deslocação, convivi mais de perto com o Adelino Toledo e Vital Marcelino. A estes, falei na trasladação dos restos mortais da Turlu de Toronto, Canadá, para a freguesia natal de São Mateus, na ilha Terceira, e os custos, ainda não quantificados mas calculados em cerca de 15.000 dólares.




Foi pronta a disponibilidade dos dois improvisadores para organizarem um espetáculo, com a participação de todos os cantadores da Califórnia, para angariação de fundos. Assim, tal espetáculo poderá ocorrer nos tempos mais próximos.




Esta ajuda vem no seguimento de outras que estão prometidas.




A Junta de Freguesia de São Mateus, na pessoa do seu presidente, José Gaspar Rosa de Lima, disponibilizou-se para ajudar em tudo o que tivesse ao seu alcance e providenciar um lugar apropriado no Cemitério da freguesia para receber os restos mortais da rainha do improviso dos Açores.


 


José Santos, cantador de improviso, presidente da Direção da Associação de Cantadores ao Desafio dos Açores, também se disponibilizou para organizar espetáculos no Canadá, com a finalidade de angariar fundos para esta causa.



 


Avelino Teixeira, natural de São Mateus, cantor a viver em Toronto, também tem dado um contributo imprescindível no tratamento de todas as legalidades para que os restos mortais possam viajar para a ilha Terceira.


 


Charrua



 


Outra causa a esta ligada é a dignificação e identificação da campa do Charrua no Cemitério da freguesia das Cinco Ribeiras, sua freguesia natal.




O grande improvisador dos Açores foi enterrado na sepultura n.º 65, que continua a ser uma campa rasa sem qualquer identificação ou nome.




A Junta de Freguesia das Cinco Ribeiras, através do seu presidente José Cipriano Martins, já se disponibilizou para dar um tratamento digno à referida sepultura, tendo já solicitado o respetivo apoio oficial.




Como a Junta de Freguesia não está autorizada a disponibilizar, ou vender, sepulturas já foi oferecida pelo senhor Luís Salvador uma sepultura através de permuta. Assim, falta só assegurar o pagamento dos custos da identificação da campa onde o Charrua está sepultado, para que as gerações vindouras não esqueçam esse vulto do improviso açoriano.




Portanto, estão juntas uma série de boas vontades, de gente que ama a sua terra e tradições e não as querem deixar cair no esquecimento, numa época em que as cantigas de improviso estão em alta efervescente, fruto do aparecimento de novos valores.




Como dinamizador de todo este processo quero deixar aqui a todos o meu muito obrigado pelo dinamismo demonstrado.




Terceira, 9 de Outubro de 2011


 


Nota: Uma excelente notícia. Tudo isto prova que a vontade e o amor fazem tudo seja o que for.