Ámen! Ámen!

Quem quiser ficar com os nervos em franja é ler as manchetes dos jornais do mundo e as notícias que nos entram pelos olhos adentro nos canais ao alcance de um comando à distância, de preferência.


 


Quem quiser desaprender a caridade é ver a maldade que vai por este mundo que dizem ter sido criado e não gerado. Afinal de que serve um conjunto de livros de cariz doutrinal para sustento de algumas massas cinzentas se ninguém (ou quase) respeita os dogmas neles contidos?


 


Penso que hoje vale e ouve-se dizer (ou pensa-se): - Se aquele o faz porque eu não o posso fazer?! Então, nesta ordem de ideias é um ver atropelar a educação que já nem se recebe como se recebia, é um ver alguns aproveitarem-se do trabalho de outros e assim por diante numa corrida louca mais para trás do que para a frente. Tenho cá para mim que um destes dias (e não vai demorar muito) vamos ver “e tudo o vento levou”, os valores de perdição, o apocalipse é já agora, os cravos (ou outra flor qualquer de preferência encarnada) soltarem-se na ponta de algum instrumento pontiagudo, os toiros à solta rumo ao cais do desespero, e por aí fora, tudo coisas que nos lembrem que a continuar assim mais vale mesmo é ir ao fundo e começar a escavar uma nova era: Um novo Cristo, uma nova Bíblia, e uns quantos Evangelhos pregados no alto do Serra de Santa Bárbara ou no Pico do Pico e talvez aos peixinhos a boiar nas águas crivadas de ódio.


 


Eu até continuava a escrita e até podia escandalizar q.b. quem me lesse (ainda estás a ler?!) ao ponto de brotar uma lágrima ou soltar a ira que vive calada até não entulhar o sistema nervoso do indivíduo. Por mais pacata que seja uma criatura, há-de chegar uma altura que rebenta todas as costuras do “Ámen”. Não há política que aguente, não há Deus que nos valha e não há pachorra para tanto sobe-despesa-desce-receita que prolifera nas manchetes atuais de um mundo podre que nem ovo ou tomate. E mais não escrevo… por hoje.

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