Com os mais novos... Ao centro o meu Pipoca...
Há um ditado popular
Que me anda a rondar
Até quase ao fim do dia.
"Quando uma esmola é grande"
Há quem peça que desande
Porque "o santo desconfia".
Se eu levei o dia todo
Envolvida neste bôdo
E com ele até sonhei...
Mais valia eu ter dormido
Ou voltado o meu sentido
Para algo que ensaiei.
Brevemente temos danças
Temos filhós e festanças
A que chamamos Entrudo.
Não há tempo a perder
Se todas quisermos ver
Realmente vale tudo.
Nos palcos das Sociedades
Nos salões das Comunidades
Brilham em alegria as cores
São três dias de cantigas
De enredos com intrigas
Rindo na ilha dos Açores.
Quem gosta do Carnaval,
Na ilha um festival
De arte em contentamento,
Jamais irá esquecer
Da noite ao amanhecer
O lugar do nascimento.
Nossa gente fica unida
Na entrada e despedida
No assunto e na partilha
De alegria quanta queira
E quem vive à nossa beira
Sabe que é uma maravilha.
Os ensaios na Ribeirinha,
Com filho e filha minha,
Já estão quase no fim.
Veloz vai o calendário
Pró Carnaval Solidário
Sorrir também para mim.
São as Danças e Bailinhos
Que seguem os seus caminhos
Regados pela amizade;
Este ano foi sortido
Por também ter conseguido
Versos pra Terceira Idade.
Angra do Heroísmo, 27-02-2011
Rosa Silva ("Azoriana")
Raimundo Delgado é natural de Ponta Delgada. Emigrou para New Bedford, Massachusetts, USA, com 15 anos de idade. Conheci-o através do Facebook, graças a um poema de Serafim Ribeiro, residente na Agualva.
Esta entrada a propósito do número 450, de 24-02-2011 (tinha 24-03-2011 talvez por lapso), do «VENTO NORTE», Suplemento de Artes e Letras, coordenado por Álamo de Oliveira, publicado às quintas-feiras, parte integrante do Jornal Diário Insular, “numa quinzenalidade quase perfeita”, cujo título é “O Fim do «Vento Norte»… O Fim?!
Até onde nos leva a crise?
No editorial lê-se que “A meta estava nas 500 edições em 20 anos. A crise não deixou.” Mais adiante, e quase no fim do editorial, vêm os agradecimentos. Fico feliz por um dia ter lido o meu nome e hoje, por ler nomes que deixam saudade na realidade e diáspora açoriana: “Emanuel Félix, Rui Duarte Rodrigues, Pedro da Silveira, Mário Machado Fraião – colaboradores de resposta imediata neste suplemento e prematuramente desaparecidos”.
Leio, ainda, a escolha de Victor Rui Dores, um açoriano de valor e valores. Também uma mensagem de Onésimo Teotónio Almeida, outro grande valor da cultura que atinge estes mares e outros de mais além…
O Fim?!
Não! O fim não se aplica a quem se habituou a olhar os nossos poetas, escritores e amigos das artes e letras como o melhor que a nossa Região produz e leva aos quatro cantos de mundo, seja por papel, seja pelas vias tecnológicas ao alcance do pagamento de uma mensalidade que, quanto a mim, devia ser a custo mínimo, para todos terem o acesso necessário.
Bem-haja o nosso Álamo e tantos, tantos que deram e dão vida às letras e artes.
Rosa Silva (“Azoriana”)
Destaque 1:
Ao abrir as notícias do dia, deparo com destaques interessantes e um questionário (on-line) que, sem dúvida alguma, tem uma adesão maioritariamente de concordância que o Carnaval na Terceira não irá ser afectado pela crise. Claro que haverá o recurso ao mais económico mas o Carnaval, que eu saiba, sempre resistiu a qualquer intempérie fosse ela qual fosse.
O Carnaval da Terceira, na minha perspectiva, é um mealheiro para muita gente que dele trata - os autores, os actores, os bailarinos/dançarinos, as costureiras, os familiares envolvidos, os intrumentos musicais, as sociedades filarmónicas, os transportes colectivos e particulares, as mercearias, lojas de comércio e hipermercados, e os produtos "made in China", etc.
O que seria da ilha Terceira sem a alegria, os sorrisos e as gargalhadas carnavalescas?
Destaque 2:
Outra nota importante e relevante é a divulgação do Boletim Informativo nº 6, do Movimento de Elevação de São Carlos a Freguesia, cujo título é "São Carlos Hoje", que fica marcado pela estreia de um novo colunista (Dr. Paulo Gomes) e, modéstia à parte, por um destaque ao lançamento do livro que, graças a este blog "made in SAPO" e à intervenção directa do escritor Liduino Borba, viu o sonho mover-se para a realidade próxima.
E o que seria de mim sem a vossa companhia?
Rosa Silva ("Azoriana")
"World Peace Journal publishes voices from around the world who work for social and economic justice, freedom, solidarity and peace. We cover local, regional, national and international issues that play a role in making peoples' lives better."
Com Serafim Ribeiro
e Rosa Silva
graças a WPJ Editor Raimundo Delgado.
THANK YOU, SO MUCH!
Parte I
Abraço a escuridão do momento. Fecho o alçapão da palavra. Regulo o termostato da solidão. Isolo-me no ventrículo da paz.
Parte II
Os dias (não as noites) serão sempre os mesmos. Tudo tranquilo e sossegado. A paz da intimidade que preciso chegará. Nada será como antes.
Parte III
A vossa companhia é imprescendível no silêncio da leitura. Serão mais os olhares que os falares. Por dentro, o negrume. Por fora, a maresia do ser.
Parte IV
As ilhas dão-nos o timbre da vida: ora nublado, ora cinzento, ora com o sol a entrar-nos pela alma adentro, ora com primaveras, verões, outonos e invernos num só momento.
Parte V
Nem os dedos de uma mão são iguais, fará a nossa vivência. Estou nas catacumbas da minha existência. Até ser dia...
Parabéns ao "Arte por um Canudo"
Meu Deus, que grande falha!
Perdoa minha demora
Por vezes algo atrapalha
Mas tudo tem sua hora.
Parabéns por esta data
Do 7º aniversário
Da arte que te é inata
E preservas no diário.
Com dois dias de atraso
Para a rima te oferecer
Isso nunca dará aso
À falta de bem-querer.
Da Parada para a Ilha
E da Ilha para o mundo
Um abraço da partilha
De um bem-querer profundo.
A minha grande alegria
Era ver-te no festejo
Que o livro vê o seu dia
De lançamento a desejo.
Fico cá à tua espera
Com forte admiração
Desponta a Primavera
E minha grande emoção.
Um abraço ora te mando
E aos amigos paradenses
Volta e meia, vez em quando,
Solto as rimas terceirenses!
Rosa Silva ("Azoriana")
Também dou os sinceros parabéns ao 6º aniversário do blog "Ideias e Ideais" do amigo terceirense - Luís Nunes. Este blog anda um pouco desactualizado mas é por força maior. No entanto, é de realçar os belos poemas, os artigos e as mensagens que perdurarão ao longo dos tempos. Um fraternal abraço!
E fico muito feliz, acreditem
Por vossa amiga eu ser
E cada um que aí tem
Não vai só para comer.
Entre um copo e um prato
Dão lugar à discussão
Por mim agradeço o facto
De mim fazerem menção.
Oxalá que um dia venham
À ilha mais divertida
E nesse Convívio tenham
A lembrança merecida.
Viva o Grupo do Tacho
Em Convívio salutar
Deste lado até acho
Que é mesmo exemplar.
Viva! Bem-haja Agostinho
E todos os seus amigos
Um abraço com carinho
Aos novos e aos antigos.
Em Abril seria lindo
Ver Parada na Serreta
Todo o Grupo é bem-vindo
Assim diz a tabuleta.
Da vossa amiga:
Rosa Silva ( "Azoriana")
Nada melhor para descrever este dia do que ler o artigo de João Rocha (d'«A União») que, em poucos parágrafos, nos coloca ao par de uma quinta-feira de Amigas, a festejar ao longo deste dia, tarde, noite e com a habitual continuação no dia seguinte.
E mai' nada! Sigam os pontinhos ...
Por mim, estou tranquila... Bom dia!
Nos anos idos havia uma espécie de albergue de crianças que não tinham pai ou mãe, os ditos órfãos, na verdadeira acepção da palavra. Recolhiam essas crianças, que careciam de cuidados, afecto e respeito, em edifícios preparados para os receber condignamente. As instituições de cariz público faziam as vezes dos ascendentes e zelavam para que os meninos (por um lado) e meninas (por outro lado) tivessem um padrão de vida que os (as) dotassem de boas maneiras, valores de vida e, lhes proporcionassem saberes e disciplina nas tarefas domésticas. Teriam, naturalmente, de saber fazer a sua cama, limpar o seu quarto de dormir, as instalações sanitárias e saber pôr uma mesa conforme a refeição normal ou extraordinária, que seria confeccionada por quem de direito.
Nos tempos actuais há uma espécie de albergue de crianças que podem ou não ter pai e mãe mas que é o mesmo que não ter. Eu explico, ou melhor, nem precisa muita explicação para não dar cabo da prosa. Enquanto, nos tempos idos, havia uma necessidade premente, agora há uma necessidade mais que urgente, uma vez que os pais (pai e mãe) existem mas perderam os valores e/ou disciplina tida por conveniente. Há uma avalanche de problemas sociais que desembocam, geralmente, no “abandono” dos descendentes, que são “depositados” em instituições de solidariedade social.
As drogas, o álcool, a prostituição e os divórcios estão no ponto fulcral da separação familiar. Podemos acrescentar, também, a nova (e antiga mas escondida) violência doméstica, conjugal e de namoro. A violência tanto pode ser física como psicológica e toda a vida a houve. No entanto, havia menos divulgação porque não era tão apregoado. Hoje, não há meio de comunicação que não publique as mazelas modernas (que vêm do antigamente) e, cada vez mais, há folhetos informativos no sentido de prevenir ou diminuir um flagelo que pode bater à porta de qualquer ser vivente.
Nenhum homem é uma ilha o mesmo que dizer que pelo facto de vivermos em sociedade precisamos uns dos outros e temos de respeitar uns e outros.
Muitas vezes é difícil manter a calma e o discernimento perante assuntos que nos tocam a intimidade e que abalam a nossa maneira de ser. Muitas vezes é difícil aguentar sem partir para a agressão física ou verbal… Sei do que estou a escrever porque já vivi na pele e na palavra uma série de intempéries que culminaram num afastamento obrigatório. Hoje percebo que (e dou graças a Deus por isso) o melhor é o afastamento obrigatório quando se chega ao ponto de falta de respeito mútuo para não infernizar a vivência familiar.
Portanto, prestem atenção aos sinais de perigo e se for preciso construírem mais albergues de crianças em vivência nefasta, que se construa e que se dê o ensinamento das boas maneiras, da disciplina, dos valores de vida e dos saberes básicos para se viver numa sociedade sem conflitos, crimes e irreverência que culminam tragicamente na droga, no álcool e na prostituição.
Bem-haja quem acolhe os seres desprovidos de um bom ambiente familiar.
Rosa Silva (“Azoriana”)
Minha Agualva da ponte,
da planicie, do monte,
do pico, do outeiro.
Do mato, do arvoredo.,
da ribeira que sem medo,
...corre dia inteiro.
Minha Agualva do pomar,
do moinho, do chafariz,
do povo a assobiar,
no labor é feliz.
Agualva onde nasci,
e levo vida singela,
Agualva onde aprendi,
quanto a vida é bela.
Agualva que encantou,
a sua água a nascer,
Agualva onde eu estou,
n´Agualva quero morrer.
Serafim Ribeiro
Ao ler este seu poema
Que traz o devoto tema
Pela linda freguesia
Relembro que já cantei
No palco improvisei
Aos Moinhos com alegria.
Fica na minha memória
Freguesia com história
De água em atropelos
Que ressalta da ribeira
Talvez a maior da Terceira
Com água plos cotovelos.
Mas a vida é mesmo assim
Tem de bom e de ruim
Nosso berço é que conta.
A nossa ilha Terceira
Honra a sua bandeira
Que ao passado remonta.
Abraço
Rosa Silva
| Poema lindo, como resposta, apercebi-me que gosta, d´Agualva da ribeira. Gosto de toda a ilha, mas a Serreta brilha, o encanto da padroeira. Serreta envolta num laço, toda a ilha a corteja, eu quando por lá passo, ajoelho-me na sua igreja. Sinto uma paz interior, que grava o meu diário, e sinto-me menos pecador, quando saio do Santuário. Serafim Ribeiro Agualvense. 2011 |
Ontem, 12 de Fevereiro 2011, começaram a desfilar pelos Centros Comunitários os Grupos de Carnaval da Terceira Idade. Tive ocasião de ver ao vivo dois grupos, do Porto Martins e dos Biscoitos, nomeadamente. Tanto um como o outro estavam bem apresentados e dignos de registo/aplausos.
Modéstia à parte, gostei dos Biscoitos porque a letra da saudação e da despedida é da minha autoria. O grupo acrescentou ao coro da despedida um toque muito especial: brilharam as vozes e a coreografia é relevante. Foi a primeira vez que participei com a escrita para a minha ilha e para a freguesia das vindimas.
Já lhes fiz o convite para actuarem, de novo, num dia muito especial para mim. Quem me dera que fosse aceite por todos os intervenientes neste Carnaval da Terceira ou dos Idosos, conforme preferirem, que vai ganhando, a passos largos, brilhantes actuações na pré-época carnavalesca.
Após a quinta-feira de amigos, segue-se a quinta-feira de amigas... Aí, também vou prestar o meu contributo para um agradável convívio laboral.
Até lá, fiquem com um naco de rimas:
Convívio de amizade
É deveras salutar
Creio que ainda há-de
Ser muito mais popular.
E em cada quinta-feira
Deste mês de fevereiro
Há folguedos na Terceira
Pró povo festivaleiro.
Creio ser boa atitude
Juntar-se a uma mesa
E regar nossa saúde
Afastando a tristeza.
Venham todos comungar
Da graça à nossa beira
E na certa vão brindar
Ao Carnaval da Terceira!
Rosa Silva ("Azoriana")
Vida
As cores de uma vida
Vão numa tela pintada
E quanto mais colorida
Melhor se vê alcançada.
Rosa Silva ("Azoriana")
Desenho: Miscelânea de cores - Recurso ao Paint.