Parte I
Abraço a escuridão do momento. Fecho o alçapão da palavra. Regulo o termostato da solidão. Isolo-me no ventrículo da paz.
Parte II
Os dias (não as noites) serão sempre os mesmos. Tudo tranquilo e sossegado. A paz da intimidade que preciso chegará. Nada será como antes.
Parte III
A vossa companhia é imprescendível no silêncio da leitura. Serão mais os olhares que os falares. Por dentro, o negrume. Por fora, a maresia do ser.
Parte IV
As ilhas dão-nos o timbre da vida: ora nublado, ora cinzento, ora com o sol a entrar-nos pela alma adentro, ora com primaveras, verões, outonos e invernos num só momento.
Parte V
Nem os dedos de uma mão são iguais, fará a nossa vivência. Estou nas catacumbas da minha existência. Até ser dia...
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