Ai, que saudades...



A matança do porco de antigamente

 


Matança de porco na freguesia da Serreta em tempos idos.
Imagem de Genuina Sousa, emigrante serretense



Esta foto apresenta o melhor convívio que havia. O dia da matança era um dia de folia e trabalho. Cedo se preparavam os utensílios para que nada faltasse à última da hora. Convidavam-se os mais fortes para aguentar o bicho que pressentia o que lhe ia acontecer. O banco tinha de aguentar a fortaleza do animal que devia ter toucinho que bastasse para encher os recipientes para uso de um ano inteiro.


Em Janeiro mata-se o porco e que haja bastante aguardente, vinho e licor para uns e outros aquecerem e amaciarem a garganta, perante um inverno rigoroso de abundância e comida de substância.


Alguidares, terrinas, salgadeiras, (sem esquecer o toucinho com uns dois dedos de espessura) as alcatras, o cozido com umas couves do quintal e batata doce tão douradinha, a feijoada com o tal toucinho, a orelha, o focinho e uns nacos de carne entremeada com uma gordurinha para a fazer mais tenra... E a amizade florescia na sã convivência: Andem vocês ver o nosso porco! E iam.


Iam nos cumprimentos nocturnos, viam o animal pendurado nos tirantes na casa de arrumos, examinavam o toucinho (Deus vos dê saúde bastanta! Está um rico porquinho! Louvado seja Deus!) E depois lá ia um cálice de aguardente, vinho abafado, angelica, anis, licor de amora, e uns figos passados, uns biscoitos caseiros, umas bolachas com um gostinho divino, e muita, muita alegria e conversa até que estava na hora de partir o animal, salgar, derreter o toucinho (ai que abundância!), fazer as morcelas, o sarapatel, as linguiças, as salsichas, as rodas de carne para A, B ou C (que mereciam porque tinham estado a ajudar e a passar frio e calores com a palha a chamuscar a pele do animal para as salsichas que enchiam as tripas lavadas com rama de cebola, molhos de salsa, farinha, sabão azul e branco, laranjas para que o cheiro fosse um bálsamo depois de tanto esfregar no alguidar, com as mãos fechadas e colocadas de forma a dar a volta completa)...


Ai, que saudades! Saudades de vos ver...


Rosa Silva ("Azoriana")

Cantador ao desafio bartolomense em destaque n' "A União" - Angra do Heroísmo

Desde que me balancei para estas coisas de cantigas ao desafio e já muito antes dessa descoberta e gosto pessoal que conheço o homenageado da primeira página do jornal local "A União".


 


José Eliseu está (e estará mais concretamente em Junho de 2011) a comemorar os seus trinta anos de carreira artística poética-popular de cantador ao desafio, com pompa e circunstância. Se no passado recente tivemos nomes de vulto como Charrua e Turlu, nesta era temos José Eliseu e Maria Clara Costa como a dupla imparável do desafio que tanto é brincalhão como em despique de grau elevado.


 


A pena que eu tenho é não cantar com ele. Queria saber se passava no "teste" como tantos outros já passaram. Lembro que José Eliseu cantou com Fábio Ourique nas Festas do Império de São Carlos 2010 e percebi (percebemos) que o Fábio passou com distinção. Claro que dois cantadores masculinos cantando é o pão-nosso de cada dia de cantoria... Agora um masculino acompanhado pelo feminino é uma raridade, não fosse a boa estreia e continuação da já famosa Maria Clara Costa que, quando canta com José Eliseu, parece haver ali uma parelha disposta a encantar o público assistente. É o novo par das Cantigas Insulares ao Desafio.


 


Fico feliz por ele e pelo destaque que ora veio na imprensa escrita que voará de mão em mão e de olhar em olhar, certamente com sorrisos de satisfação pelo nosso querido José Eliseu.


 


Parabéns!


 


Rosa Silva ("Azoriana")


José Eliseu - o Rei dos Cantadores


 


 


Imagem in jornal "A União" de 28 Janeiro 2011


 

Biscoitos, corpo de lava

Rimas de opinião

Andam a monte sentenças,
Quebra-cabeças e afins
Mas são mais as desavenças
Com ditos maus ou ruins.

Nosso mundo estará louco
Entre tanta opinião?
Já leio de tudo um pouco
Uns que "SIM" outros que "NÃO".

Haja santa paciência
Para tanta contradição
O peso de consciência
Deve ter-se em atenção.

Sigam o exemplo da Praia
Para bem não há defeito
Mesmo que ela um dia caia
Cai com um corpo perfeito.

Mas Angra do Heroísmo
Quer caia ou seja mantida
Padece de um centrismo
Que lhe enferniza a vida.

Há quem deixe o seu lar
Pra cuidar da nossa gente
E faz tudo para legar
A Angra o que tem em mente.

No centro, a Edilidade,
Com uma mulher presidente,
Toma conta da cidade
Tendo o pormenor presente.

Mas há quem teime em manchar
A laboriosa vida
Que zela e faz por dar
Uma Angra mais querida.

E vou buscar o Aleixo
Que rimava com moral
Por fim, eu aqui vos deixo
A que serve e é especial:

"Anda a galope ou a trote
Uma besta à chicotada
Mas dos homens a chicote
Ninguém pode fazer nada.
"

Isto tudo para vos dizer
Que com briga nada dura
E não deixem de fazer
Em Angra boa moldura.

A moldura de um país
Vê-se na apresentação
Se o povo está feliz
Luz até o próprio chão.

Embelezem as fachadas
E o rosto de uma cidade
Onde viram ancoradas
Belezas de outra idade.

Uma coisa remendada
Não é bem como uma nova
A obra muito asseada
Já na planta tem a prova

Angra do Heroísmo, 26 Janeiro 2011


Rosa Silva ("Azoriana")

Terceira ilha de encanto

Sonhei que Portugal tinha morrido

E não é caso para menos. A ver pelas notícias da actualidade é mesmo de se ficar à beira das portas da morte. Onde é que já se viu: mentir em Tribunal?!

Montes de papelada, montes de blá, blá, blá, montes de “diz que disse”, montes de artigos em jornais, revistas, rádio, televisão e por aí fora, que até dava um filme de longa-metragem com direito a Óscares e tudo, para afinal vir a público: “menti em Tribunal”!!!!

Em que mundo é que estamos?

Não admira que fiquemos de pé atrás com o que nos entra pelos ouvidos adentro sempre que ligamos aqueles aparelhos que nos põem em contacto com as manchetes actuais.

Nem precisa mencionar do que estou a escrever porque para bom entendedor actualizado com as “news” fica logo a saber do que se trata.

Desta vez, e outras vezes, prefiro a penumbra que é sempre o melhor. Eu até concordo com o slogan: Quanto mais se fala, mais se entala! Espero que esta seja uma criação sem aspas (com aspas seria de outrem).


 


Rosa Silva ("Azoriana")


 


P.S. Eu bem digo que a prosa não é o meu forte nem vem à tona por coisa boa...

Excelente "Tributo a Eusébio" de Euclides Cavaco

Mesmo não sendo ligada
Ao futebol, em geral,

Fico muito sensibilizada
Com as honras a Portugal.

 

Eusébio, nome brilhante,

Honrado no seu "Tributo"

Deixa risonho o semblante
Lendo o seu verso astuto.

 

Tributo a nosso Euclides
Também é bem merecido
Porque em todas as lides
É do melhor e reconhecido.

 

Homenagem feita em vida
Tem maior valor real

No coração tem guarida
Felicidade sem igual.

 

Rosa Silva ("Azoriana")

Tenho que me aguentar calada…

Um segredo é um segredo até que se desvende. Mesmo que me apeteça desvendar um novo segredo não vou fazê-lo. Na altura certa, digo, no dia certo (2 de Abril), será desvendado perante os ouvidos (e os olhares) que quiserem presenciar o gosto de ter letras impressas num livro que cabe nas mãos abertas para o acarinhar.

Carinho, amizade e uma fraternidade conterrânea é o que sinto (sinceramente) pelo Dr. Luiz Fagundes Duarte, natural da freguesia da Serreta, concelho de Angra do Heroísmo, conhecedor das letras, das artes, da política e do mundo. [confira]

Tenho que me aguentar calada sobre um segredo bem guardado até ao içar da novidade, até ao lançamento do primeiro foguete para a saída, a público, do meu tesourinho. Os meus filhos são o meu tesouro maior, bem como quem me acompanha a vivência feliz. O meu livro é o tesourinho, o sonho que teve pernas, digo, o corpo todo, para ser realidade.

A realidade ainda é uma criança. Faltam o resto de Janeiro, Fevereiro, Março, o dia de Petas e logo a seguir zás: a realização do sonho. Será que vou aguentar esta ansiedade até este dia? Será que Deus me vai dar esta alegria? A resposta: Tenho que aguentar! Deus me ajudará e também a sua Mãe.

Angra do Heroísmo, 24 de Janeiro de 2011




Imagem in Lusografias

Inauguração do Monumento ao Toiro - Angra do Heroísmo

E lá está a placa identificativa inaugurada neste dia, 22 de Janeiro de 2011, na presença de aficionados, entidades oficiais e taurinas, a comissão do Monumento ao Toiro, o artista desta obra imponente, que, ao primeiro olhar, capta a nossa atenção pela figura dos Bravos, que são a maior atracção local, regional, nacional e internacional.


 


O artista, Renato Costa e Silva, e toda a equipa que colaborou com ele merecem um bravo aplauso. Parabéns por realizarem um sonho. João Paes fez um discurso que muito apreciei. Talvez ainda o verei escrito nalgum jornal, revista ou outro documento que preserve a emoção que presenciei. É muito bom realizar um sonho e vibrar com gosto por obra feita.


 


As imagens falam por mim...


 


 


Inauguração do Monumento ao Toiro

 


A Filarmónica Recreio Serretense marcou presença convenientemente tocando alguns Pasodobles, o Hino Nacional e dos Açores junto à rotunda, e o da Filarmónica junto à sede da Tertúlia Tauromáquica Terceirense que comemora o seu 45º aniversário. Parabéns!


 

José Henrique Brum n' Adiaspora

 



 


 


Veja uma foto do seu arquivo aqui.


 


Abaixo, transcrevo, na integra, o artigo de Avelino Teixeira sobre José Henrique Brum.


 


Oxalá JHB entre em contacto comigo pois gostaria muito de falar com ele, uma vez que me avisaram que ele também quer falar comigo.


 


Número: 56
Data: SEXTA FEIRA DIA 17 DE DEZEMBRO DE 2004
Título: JOSÉ HENRIQUE BRUM


Esta semana, visitei um terceirense com quem já me tinha encontrado várias vezes nos nossos clubes, ou em outros lugares, onde os acontecimentos comunitários se vão realizando. Sempre que o via, notava que ele trazia consigo uma máquina fotográfica, e não se cansava de fotografar, coisa que às vezes também faço e por isso nunca me causou nenhuma admiração. Mas o certo é que um dia ele surpreendeu-me com uma exposição fotográfica que ele fez no Sport Clube Lusitânia, de Toronto, por altura de uma daquelas ''Semanas Culturais Açoreanas'' que alí se levaram a cabo durante muitos anos, mas que este ano, devido a maus entendidos, foi realizada no ''Madeira Club'' de Toronto, um dos nossos simpáticos e convidativos clubes mas que de Açoreano nada tem. Coisas que não fazem senso algum!... Bom; o certo é que depois daquela referida exposição fotográfica, composta por dezenas de fotografias, umas antigas outras mais recentes, começei a sentir uma certa curiosodade pelo meu convidado de hoje. É que eu tanbém sou um apaixonado pela fotografia!. Telefonei-lhe e pedi-lhe para que nos encontrássemos para trocar-mos algumas impressões para que eu pudesse escrever o meu apontamento ''PESSOA DA SEMANA'' da www.venuscreations.ca. E então, numa tarde já bem fria do mês de Dezembro, eu fui ao 509 da Adelaide St. em Toronto. Confesso que fiquei estupefacto quando entrei naquela casa centenária que durante a ''Segunda Guerra Mundial'' serviu de quartel para as tropas do Reino Unido. É que apesar de ser uma residência mais se parece com um '' Museu Fotográfico'' digno de ser apreciado!. Fomos direitos à cozinha onde nos sentamos, e ao sabor de café com aguardente, coisa que quase todos os açoreanos gostam, fomos bisbilhotando sobre as nossas vidas, dificuldades e tempos difíceis em que nós havíamos sido criados. Ás vezes fazer isto é bom!... Lá fora, o frio já se fazia sentir naquela tarde cinzenta e húmida do mês de Dezembro, mas naquela cozinha cujas paredes estão cobertas de gratas recordações, e onde numa gaiola um canário, com as côres típicas dos ''Canários da Terra'', cantava alegremente, de facto nos sentíamo-nos bem!... O meu convidado desta semana dá pelo nome de José Henrique Brum e nasceu em Santa Lúzia de Angra do Heroísmo, Ilha Terceira, Açores, aos 5 de Fevereiro de 1937. É filho de Pedro Francisco Brum, e de Maria José Ferreira Ávila ambos naturais de S. João de Deus, Angra do Heroísmo. Após ter terminado a Escola Primária, logo se empregou no ''CAFÉ ALIANÇA'' sito na ''PRAÇA VELHA'' em Angra do Heroísmo, tendo dalí transitado para o ''CAFÉ INSULAR'' e depois para a ''PASTELARIA LUSA'', na mesma cidade. Em 1955 conseguiu uma colocação na ''BASE AÉREA No.4'' das Lajes, onde aprendeu a profissão de ''MECÂNICO AUTOMÓVEL'' e trabalhou até 1962. Foi alí que também foi víctima de um terrível acidente que o levou a ser hospitalizado, no ''HOSPITAL DA MUNDIAL'' então situado no No. 78 do Largo de S.Paulo em Lisboa, durante desoito meses. Jogou Futebol no ''Grupo de Mecânicos'' da Base Aérea No 4 das Lajes, Ilha Terceira, e com aquele grupo deslocou-se várias vezes ao ''ESTÁDIO DA HORTA'' nos Açores. Também treinou no ''SPORT CLUBE LUSITÂNIA'' de Angra do Heroísmo. Veio para o Canadá no dia 18 de Julho de 1965 e fixou residência na Rua Augusta, em Toronto. Porque já era um mecânico profissional, logo de imediato empregou-se na ''MATOS AUTO SERVICE'' situada na Harbourd & Major, em Toronto, auferindo, [vejam só]; um salário de um dollar e cinco cêntimos por hora. Quando já tinha desenvolvido um pouco mais os seus conhecimentos linguísticos, empregou-se na ''INTERNACIONAL'', uma companhia americana com sucursais no Canadá, então com uma força trabalhadora de aproximadamente quinze mil empregados, situada na zona da BATHURST,ST & KING,ST, em Tornto. Anos depois veio também a ter a sua própria Garagem Mecânica em Brampton Ontário. Note-se, que numa das paredes logo à entrada da sua casa, José Henrique Brum expõe, jubilosamente, vários certificados de prestação de provas mecânicas certificadas pelo Governo Português, e do Ontário, Canadá. Quando perguntei ao meu entrevistado como tinha surgido o seu interesse pela fotografia, contou-me que tinha sido uma herança de sua Mãe e de um dos seus tios maternos. Disse-me ainda, que sempre que ia de viagem de férias vinha carregado de fotografias paisagísticas. Fez questão de me dizer que já tinha visitado a Jamaica, Cuba, Barbados, Ilhas Virgens, Bahamas, Bermudas, Curaçau, Brasil, Buenos Aires, Venezuela, Martinica e Puerto Rico. Que já tinha visitado também o Arquipélago dos Açores com a excepção da Ilha das Flores e do Corvo. Daí a razão porque José Henrique Brum possui uma coleção fotográfica que conta com mais de vinte mil fotografias, na sua maioria a preto e branco, das quais uma das suas preferidas é uma vista da Cidade de Angra do Heroísmo, tirada por ele próprio, desde o ''MONTE BRASIL''. Disse-me ainda, que apesar de preferir fotografias paisagísticas, não se cansa de fotografar amigos e personalidades por onde vai passando. Dessas mesmas fotos, preferivelmente a preto e branco, entre muitas outras, destacam-se a de José Pires, antigo ''Pastor da Corda'', do Ganadero José Parreira, dos seus grandes amigos, Hildebrando Silva, Dr. Vasco Pereira da Costa, Director da Cultura e Ambiente dos Açores, e ainda o Dr. e Poeta Terceirense, Victorino Nemésio. Nas paredes da sua residência, quase na totalidade cobertas por fotos, pode ver-se cópias fotográficas com mais de cem anos de existência, entre elas uma foto do primeiro edifício da Capitania de Angra do Heroismo, dos Ganaderos José Albino, Patrício e José Parreira. José Henrique Brum, além de colecionar fotos, dedica-se também à recolha de Artesanato Açoreano. Na sua residência tipo Museu, podemos observar ainda os chifres dos toiros mais famosos das Ganadarias Terceirenses, não sendo possível no entanto mencionar seus nomes pelos muitos anos decorridos, um indeterminado número de conteiras pertencentes aos mesmos e outros, bem como diferentes utencílios usados pelos lavradores e homens do campo, tais como; serras de braçal, foices, etc.etc.... Diferentes painéis com dezenas de torneiras de água, primitivas, interruptores feitos de louça e fusíveis eléctricos do mesmo fabrico. Uma grande variedade de fechaduras em pleno funcionamente recuperado pelo próprio José Henrique Brum, inclusivé a fechadura e a campainha da porta da antiga ''QUINTA DA CALHA'' onde actualmente se encontra eregida a ''CASA DE SAÚDE DE S. RAFAEL'', em santa Lúzia, Angra do Heroísmo. José Henrique Brum contou-me, melancólicamente, que em 1973 quase que perdeu a sua adorada casa e seus haveres, devido a um fogo devastador, iniciado na casa de um vizinho, que destruiu parcialmente o segundo piso do seu castelo. A propósito de residências, fez questão de me mostrar fotos da sua casa branquinha com o tecto vermelho, típicamente açoreano, que começou a construir em 1984 na Serretinha, Feteira, na Ilha Terceira, mais precisamente no Caminho da Esperança. Todavia essa casa de onde se pode desfrutar uma paisagem deslumbrante dos ILHÉUS, ainda se encontra por acabar, mas no entanto é alí que ele recebe os seus amigos, quando de visita à Terceira, nomeadamente os cantadores de Improviso, que muitas vezes após os seus despiques para alí se dirigem, para copos e petiscos, e dois dedos de saudável conversa que quase sempre se prolonga até o Sol nascer. Que esse Sol sempre nasça para aquecer a vida interessante de José Henrique Brum, ''PESSOA DA SEMANA'' da www.venuscreations.ca. Um imigrante que apaixonada e dedicadamente, e não obstante um grande sacrifício, vai registando em fotografia as belezas paisagísticas da sua terra e de outros rincões por onde vai passando, os mais diversos acontecimentos comunitários, e a presença neste Mundo daqueles que vão contribuindo para que o nosso dia-a-dia seja mais útil e agradável.


 


Avelino Teixeira



 


José Henrique Brum

José Henrique tem vindo, ao longo dos anos, a impulsionar espectáculos de cantorias pelo Canadá, suportando do seu bolso muitas despesas inerentes às mesmas, como os custos de deslocações dos Açores e dos Estados Unidos.

Em Angra está assim: «Cada cabeça, cada sentença»

Sempre foi assim e assim será. A pluralidade de ideias grassa nos últimos tempos. Uns dizem que “SIM” e outros “NÃO” e, ainda outros, encolhem os ombros naquela máxima “NIM”. Por mim, que gosto muito mais de rima do que de prosa (s) fico-me pela leitura das duas partes (“sim” e “não”), na tentativa de discernir quem terá a razão (ou o coração) do seu lado.

Não gosto de avançar ideias próprias porque não sou como o meu falecido pai que via a obra pronta antes de ela começar. Dou-vos um exemplo caseiro:

Quando mudei para a minha actual casa, encontrei necessidades várias de remodelação, quer por estragos quer por desconfiança de vir a estragar num abrir e fechar de olho. Resolvi derrubar um armário improvisado para lava-louça que estava possuído de bicharada. Adquiri um novo a preço acessível à minha bolsa que não durou tempo suficiente para guardar boas recordações. A água fez com que fosse desfazendo aos poucos e ficou com um aspecto dantesco.

Enfim, “quem se veste de ruim pano, veste-se duas vezes no ano” é um ditado muito antigo e sem prazo de validade. Claro que me vi obrigada a adquirir novo armário pelo custo da metade (estava em Saldo). Bendita a hora que os comerciantes resolveram reduzir para metade o preço das coisas. Já deviam ter feito isso há mais tempo, uma vez que 1 euro convertido para o escudo resulta em 200 escudos e qualquer coisita. O que antes custava 50 escudos agora custa 200 escudos ou mais, porque 50 cêntimos (metade de 1 euro) convertidos dão 100 escudos e qualquer coisita. Mas em vez de irem para 50 cêntimos vão directamente para o euro inteirinho. Adiante…

O que me apraz dizer é que a minha cozinha parece outra. Está bonita e como é dado, até ver. Armário jeitoso e novinho em folha, deu logo um outro ar ao ambiente caseiro.

E mais… (só para exemplo). Pessoalmente tenho um modo de estar que pode não agradar aos conservadores. Gosto de mudar os móveis de um lado para o outro e não me contento ver, a longo prazo, a mesma disposição ornamental. Gosto de refrescar o lar com ares de mudança. “Não é defeito é feitio”, como canta um conjunto açoriano. Adiante…

Isto tudo a propósito de uma Praça Velha que anda a querer ser Nova. A “Nova Praça da Restauração” até ficava com uma boa sigla “NPR” desde que não fosse coincidente com alguma cor partidária.

É normal que haja gente a favor e gente contra a nova ideia para abrilhantar o centro citadino. Acho graça que tudo o que Angra do Heroísmo queira modernizar leva chumbo, salvo seja, mas se for a Praia da Vitória todos parecem consentir no “sim”. E até acho que a Praia da Vitória está muito mais à frente que Angra do Heroísmo, num certo sentido.

Ultimamente, gosto muito de ir à Praia da Vitória. E porquê, perguntam os que me lêem (se tiverem paciência para aturar uma prosa longa). Já respondo:

- Porque não têm medo de mudar as ruas, as montras, as rotundas… Só não mudam a areia porque faria muita falta a quem quer ganhar uma tonalidade dourada no Verão.

Caramba, até para mudar uma árvore, um banco e consertar o chão partido é preciso um REFERENDO com bastante alvoroço de opiniões de “sim”, “não” e, daqueles, como eu, do “nim”. Modernizem o que for preciso para trazer gente para o centro de Angra do Heroísmo, sobretudo ao fim-de-semana, em vez de preferirmos a Praia da Vitória e ouçam as opiniões construtivas a bem da mui nobre e leal cidade, que por ser património mundial não quer dizer que apresente um sinal de desleixe e falta de cuidado paisagístico.


 


Rosa Silva ("Azoriana")

A poucos dias de votos...

Estamos a três dias de votos. Se fosse hoje nem me apetecia sair de casa. Argumentava que estava frio, não tinha carro, não apetecia vestir outra indumentária que não um pijama, que tinha tarefas urgentes para concluir, etc. Agora daqui a três dias não sei se mudarei de sentimento.


 


Há quem esteja a viajar (sortudos), há quem simplesmente não queira votar. E porquê? Um descrédito total. E porquê? Porque as vírgulas e os pontos não mudam, os beijos e os abraços mantém-se. Mal a urna dos votos é aberta e contados os mesmos fica tudo mais ou menos no mesmo estado. O Estado é uma pessoa de bem e é democrático.


 


Que alguém me convença a sair de casa daqui a três dias, se faz favor. Não ouço campanha, não levei beijos nem abraços e só ouço nomes que me levam a pensar na alegria do Carnaval, num crustáceo (cavaco) como petisco, num jogo de bola com um defensor à maneira, no Hino de Portugal (Heróis do mar, nobre povo!), num coelho frito com batatinha a murro, acompanhado por um "Chico Maria" da boa reserva dos nossos Biscoitos. E digam-me lá se não é preferível ficar em casa, no conforto do vale dos lençóis, apreciando tudo isto?!


 


Ainda vão dizer que estou a apelar à abstenção, mas isso NÃO. A abstenção só serve para depois dizerem que nos Açores ela é a vencedora. Acabemos, pois, com essa ovelha ranhosa da abstenção e Deus nos dê forças (e carro) para sair de casa no próximo Domingo, com um rosto alegre, cantarolando: HERÓIS DO MAR, NOBRE POVO!

Andando e pensando...

Se alegre não dá cavaco seja nobre o defensor de coelho à mestre Xico (diminutivo de Francisco).


 


Faça de contas que está na escola (pode ser na primária) e transforme as letras sublinhadas pequenas em letras maiúsculas e veja o que acontece.

"A cor da rosa", uma oferta de Celito Medeiros

A cor da rosa
Celito Medeiros

Rosa de qualquer cor
Cor do amor da rosa
Da rosa de toda cor
Por ela eu fico prosa

Por mais que existam dores
Das rosas todos os amores
Fico com a rosa e as cores
Todas elas são lindas flores

Todas cores tão primorosas
Amores por todas as prosas
Em todas as cores das rosas
Rosas de amores tão gostosas

A ti se não és rosa
Por ti que não dei amor
Não importa mesmo a cor
Nossa amizade é cor de rosa

Rosas, são rosas de qualquer cor!

Obrigada Dulce Teixeira (e Paulo Pereira)

Já está disponível (ver barra lateral do blog ou nos vídeos SAPO) o resultado da gravação para o programa da RTP Açores, "5 Minutos de Cultura".  Agradeço, reconhecidamente, a Dulce Teixeira, a Paulo Pereira e a toda a equipa. Guardo, com muito carinho, esta recordação.

Agradeço, também, a Luís Bretão que é um grande dinamizador da cultura popular e que me dá sempre um grande incentivo a continuar com esta nova faceta da minha vida.


11/01/11


E foi a 11/01/11 - há coincidências numéricas.

Artigos relacionados:


Uma boas dicas

A laranja e o café faz evacuar mesmo de pé :)


 


Quem quiser animação tenha uma laranja sempre à mão!


 


Laranja, cebola e salsa faz a tripa dançar a valsa.


Pelas matanças do porco, era um hábito utilizar-se a laranja aos bocados, a rama da cebola e um bom molho de salsa trunchada para ajudar na lavagem final das tripas de porco. Esta mistura é fabulosa na eliminição de qualquer resíduo ou impureza, deixando a tripa apta a receber qualquer ingrediente temperado a gosto.


Após a tripa limpa e perfumada recebe o recheio (linguiça, morcela, salsicha de peles, etc.) e é atada nas extremidades para ser curada ao fumo durante o tempo necessário, de modo a tornar-se um manjar rico, saboroso e inesquecível (para quem gosta da gastronomia regional).


 


Quem nunca a laranja provou é porque ela lhe faltou.


  


  


Rosa Silva ("Azoriana") 


 


Agradecimento pelo 1º Destaque de 2011

Destaque de Janeiro 2011

Aproveito a ocasião,
Sobre a Personalização,
Para vos agradecer
O Destaque de Janeiro
Na semana de nevoeiro
Que nos faz adormecer.

Aos doze dias eu vejo,
Nem sei de quem o ensejo,
O meu blog vir à tona;
Nosso SAPO é a riqueza
Desta Sopa Portuguesa
Que alegra qualquer zona.

O SAPO eu quero ver
Em Abril, do meu prazer,
Com um livro da Azoriana:
Podem vir do Continente
Visitar a nossa gente
No início da semana.

A Serreta vos acolhe,
São Carlos também recolhe
Os amigos cordiais;
Se vier representante
Ficará tão radiante
A casa dos Folhadais.

E sincera gratidão
Brotará do coração
Da vossa amiga bloguista.
Sete anos a escrever
A rima que vai viver
Graças à Equipa que a lista.

Melhores agradecimentos a toda a Equipa do "SAPINHO"


 


Rosa Silva ("Azoriana")

Canta-me a felicidade... num dia mais-que-cinzento

O dia está triste que mete dó. Há bolor cinzento por todas as juntas dos segundos, minutos e horas. Custa muito esta passagem monótona, azeda e com umas trombas que até dá uma agonia de insatisfação. “O mundo nos vê, Deus é que nos conhece, ninguém é como parece”. Puxo pela prosa para não molestar a minha querida rima com esta tristeza aterradora. Gosto do silêncio mas não este. Este tem uma dose exagerada de cinzas.

Tragam-me figos da figueira, tragam-me laranjas da laranjeira, tragam-me pétalas rubras beijadas pelo sol, com alegria e com sorrisos francos. Assim, tal como está o dia, não! Apodreço neste mar tingido de silêncios manchados de cinzentismo. Há um tédio que amorna o ser, frio de um clima triste, pincelado de sombras.

Pelas portas atravessam gritos e uivos, no assobio dos ventos, que balbuciam os horrores da actualidade. De rompante, apetece mergulhar na escuridão da alma e abrir mão desta pacatez amaldiçoada de uma estadia insólita.

Fazes-me falta nas horas tristes de um dia monótono. Procuro por ti neste silêncio saliente mas não encontro o teu olhar lírico. Fico-me no isolamento do verso que não brota. É uma viagem parada no tempo que falta para voltar ao cheiro da terra, à relva salpicada de nevoeiro manso, ao jardim de pedra escolhida para amparar os olhares de quem entra e sai de um lar restaurado pela força do verso rimado…

Fazes-me falta neste cântico rude de letras sem nexo para outrem e, com todo o sentido, para a minha quietude estranha. Beija-me com a fortaleza das odes viris. Não me deixes só… Canta-me um verso luminoso. Canta-me a plenitude da vida...


 


Canta-me a felicidade

Canta-me a felicidade
Sai deste negrume triste
Revela-me a tua vontade
Enquanto a vida existe.

O teu silêncio me afoga
Neste verso sem tempero
Há, por certo, quem advoga
Que silêncio é desespero.

Há quem diga que Janeiro
Retalha todas as frentes
Produzindo o nevoeiro
Que ataca os dias correntes.

Que vai ser desta agonia?!
Que vai ser deste tormento?!
Amparo-me na maresia
Dum dia mais-que-cinzento…


 


Rosa Silva (“Azoriana”)


 


Rosa das rimas (assim me chamam)

Levanto as marés de um sorriso
Que manca no formato de um rosto
Que até se queria hoje bem ao gosto
Das cores que chamam o improviso.


Rosado é este chão por onde piso,
Nas noites e nos dias sempre a mosto,
Na senda de encobrir algum desgosto;
[Disfarce só acolho quando preciso].

E tomba-me, ao de leve, o horizonte
Da graça que me dás e, quase a monte,
A escrita que liberto ao pensamento.

E deixo voar, livre, o teu perfume,
Por ser rosa das rimas (sem queixume)
Por ser do verso o dom do teu momento.

Rosa Silva ("Azoriana")


 


Em http://www.sonetos.com.br/sonetos.php?n=17246


Índice temático: Desenho sonetos


 

PRECO - Projetos de Embelezamento Cultural de Rotundas 2011

É esta a ideia que eu tive para projetos que tivessem a ver com o embelezamento cultural de rotundas do concelho de Angra do Heroísmo. Temos várias rotundas que foram alvo de ornamentação, onde também há lugar para esculturas de vultos importantes.


 


Há uma que ainda não sei se tem planificação ou não, mas que me ocorreu falar dela: a Rotunda da Tomás de Borba, em São Carlos. Nova e vazia, por enquanto. Nada se faz sem tempo, juízo ou conselho.


 


E nada melhor para esta rotunda do que as MÃOS do patrono da Escola que fica mesmo à beira da rotunda. Mãos que deram tudo e mais alguma coisa em prole da música. Ao centro da rotunda erguia-se a moldura em material adequado tal qual a imagem que sobressai num blog da Escola Tomás de Borba...


 


Ei-la:


 


 


As mãos de Tomás de Borba

Monumento ao Toiro (continuação)

Por amor tudo se faz,
Como se fazia noutra altura
E há quem seja capaz
De fazer luzir a cultura.

A cultura da Serreta
Preza ainda o instrumento
Que assumiu a faceta
De lhe dar mais luzimento.

Filarmónica mais antiga
Na bonita actividade
Pode ser a melhor amiga
Junto da celebridade.

O Monumento ao Toiro
Deve ter custo em milhões
Para o povo o tesoiro
É ser visto em multidões.

E a multidão ordeira
Merece honrar a raiz
Na rotunda pioneira
Apenas se quer feliz.

Viva a alma serretense
Que se une em nobre acção,
Cuja praça (*) também vence:
Junta Amor e Tradição!

Rosa Silva ("Azoriana")


 


(*) A Praça da Serreta, da tradicional tourada da Festa da Senhora dos Milagres, também se une a Angra do Heroísmo, onde também vence a monumental Praça de Toiros da ilha Terceira, que já recebeu, várias vezes, a Filarmónica Recreio Serretense.

Em 22 de Janeiro p.f., é uma honra para a Serreta que a sua Filarmónica esteja presente na cerimónia de inauguração do Monumento ao Toiro e no 45º aniversário da TTT – Tertúlia Tauromáquica Terceirense, graças ao convite oficial do Presidente da Comissão do Monumento ao Toiro e do Director da Tertúlia Tauromáquica Terceirense.

A Filarmónica da Serreta lançou recentemente um CD de Pasodobles taurinos que se adequam muito bem à nossa brava aficion e ao momento feliz que os terceirenses atravessam.

Desejo o melhor sucesso no próximo evento que tem como moldura os Bravos da Carreirinha (ver artigo anterior)

"Monumento ao Toiro" (e eu disse e digo que são Os Bravos da Carreirinha)

A 11 de Abril de 2008, escrevi um artigo que intitulei de - «Os Bravos da Carreirinha», porque já se escrevia sobre o monumento ao toiro, a ser colocado na rotunda junto à Monumental Praça de Toiros da ilha Terceira, da mui nobre cidade de Angra do Heroísmo.


 


Na mesma data outro artigo foi içado no blog Ilha Brava e Doce.


 


A comunicação social deu largas à escrita e também são múltiplas as colunas alusivas ao Monumento ao Toiro, já muito divulgado e com diferentes opiniões.


 


Agradeço, reconhecidamente, ao Sr. João Paes, presidente da Comissão do Monumento ao Toiro, com conhecimento da TTT - Tertúlia Tauromáquica Terceirense, por me ter endereçado um convite para encaminhar para uma entidade serretense, no sentido de oficializar a sua presença na cerimónia de inauguração, que será no próximo dia 22 de Janeiro (Sábado), por ocasião do 45º aniversário da TTT. A resposta oficial ainda não sei qual será mas tudo me leva a crer que poderá ser acordada. Essa parte já não tem a ver com a minha participação mas com a decisão unânime dos membros da respectiva entidade.


 


Que este Monumento deu muito que fazer, lá isso deu. Que é um marco histórico, lá isso é. Que representa a beleza brava e força taurina da nossa ilha, lá isso representa.


 


Dou os parabéns a todos os intervenientes e ao artista terceirense, Renato Costa e Silva, que concluíu o projeto com sucesso.


 


Agora sim, posso voltar com as quadras que contam com quase três anos:


 


Monumento ao Toiro


OS BRAVOS DA CARREIRINHA



Azul porque luz o céu,
Na estreia dos aposentos,
Verde junto aos pavimentos:
Altar do bravo ilhéu.

Belos toiros imponentes
Erguem-se ao tom de bravura;
Um trio feito escultura
"Olé's" em todas as frentes.

Taurina marca da ilha
Que encanta o seu amante;
O bravo da redondilha,
Em Praça bravo gigante.

Na corda dança o Pastor,
Na rua dança o Capinha,
Na praça dança o Valor
Dos Bravos da Carreirinha.

Rosa Silva ("Azoriana")

Rádio Mundo Romance

É com gosto e alegria
Que informo o pessoal
Da estreia em sintonia
Com Ano Novo radical.


 


 


c/ Paulo Almeida



Paulo Almeida nos convida
A ouvir a nova Rádio
Romance e longa vida
Neste seu novo estádio.

Parabéns eu lhe dedico
Com muita satisfação
Obrigada e por cá fico
À sua disposição.

Recebi tua mensagem
Sobre a Rádio e teu carinho
Que seja esta passagem
A oferta do meu ninho.

Abraço
Rosa Maria Silva ("Azoriana")


 

O primeiro do ano...

Uma oferta da amiga - Clarisse Barata Sanches


 


 


Ano Novo

 


Uma oferta da Chica Ilhéu


 





 


 


 


À família, aos amigos, aos distantes e mais chegados, a todos que lêem os meus artigos e a quem comenta os meus "estados", desejo reconhecida e felizmente, UM ANO NOVO DE PROSPERIDADE com FLORES DO CARINHO E AMIZADE, DO AMOR E FELICIDADE.