Carta ao meu blogue

Meu querido e estimado blogue,


 


Espero que as tuas linhas, parágrafos e artigos fiquem inspirados e com vontade de prosseguir. A tua dona passou trinta e cinco dias de férias, juntando os dias úteis aos fins-de-semana e feriados (excepto apenas o dia da tolerância de ponto para Angra do Heroísmo que intercalado nas férias predestinadas não contou por não estar planeado à priori). É natural que o regresso à actividade profissional me tenha criado alguma apreensão e isolamento. Abri a concha e meti-me lá dentro.


 


Tantos e tantas que queriam ter uma actividade profissional remunerada e não a tem. Graças a Deus eu ainda tenho e com bastante que dar ao dedo e à mente. São cinco da manhã e estou-te a escrever porque não conseguia dormir, mesmo a toque daqueles inspiradores de sono. Este foi-se mesmo. Vira daqui, coça dali (malditos mosquitos que me atormentam nesta época de calores!), pensa dacolá, eis que me levanto e venho escrever-te com mil e um temas a bailarem na cabeça. Claro que compreendes que não te posso contar tudo hoje e nesta madrugada sobressaltada pela comichão.


 


Um dos temas (em prosa já sabes que não é a forma que mais me cativa) prende-se com "Não separe o homem o que Deus uniu". É este o lema de um casal que se une pelos sagrados laços do matrimónio cristão, perante uma assembleia repleta de bons vestidos e fatos, sorrisos e votos/desejos sinceros de que haja felicidade plena, nesta época actual com mil e uma inquietações e um "salve-se quem puder" desenfreado.


 


Hoje em dia vejo homens com lágrima no olho, o que não é nada habitual para o chamado sexo forte; vejo meio mundo tentando levar outro meio mundo ao desespero; vejo intolerâncias várias e o homem cada vez mais separa o que Deus uniu. E tudo porquê?


 


Uns dirão que é a evolução, outros que é a falta de nos aproximarmos da doutrina que os nossos antecedentes nos legaram sem sequer saberem se estavamos de acordo ou não; e ainda outros dirão que é uma fase e que esta fase há-de passar e vir outra para fazer esquecer a anterior. E eu que te digo, meu querido blogue e interpreta como quiseres? Digo-te que voltava, de novo, aos dias caseiros para saborear as manhãs, as tardes e as noites da Canada dos Folhadais, que, ao contrário de muitas bocas por via oral e escrita, está um primor.


 


Graças ao trabalho de alguns homens estamos com um caminho renovado e até apetece andar descalça cantando. Apesar de algumas criticas (que sempre as há construtivas e destrutivas) o caminho está praticamente a jeito de ser inaugurado com reconhecimento e agradecimento às autoridades oficiais e aos que tiveram mãos-na-obra. Sou testemunha de que não é nada fácil este tipo de trabalho - abre vala, coloca tubos e caixas, tapa vala, endireita daqui, endireita dacoli, coloca o produto final, sempre com o inconveniente de terem de interromper porque a via tem de estar desempedida para passarem viaturas e pessoas moradoras. Urge LOUVAR este pessoal e seus dirigentes.


 


Espero não te ter maçado com a minha prosa e com esta parte final vou tentar dormir mais uma pisca, se conseguir arredar o pensamento da agenda laboral que só começará efectivamente por volta das oito horas e trinta minutos.


 


Cumprimentos e desejo que tenhas muitos leitores.


 


Rosa Silva ("Azoriana")

2 comentários:

  1. dona rosa amanhã 5ª feira dia 15 há cantoria em s.pedro;vai estar a mª clara e mais seis cantadores e no dia 23 é em regatos

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  2. O seu pedido da minha identificação aparece sempre que faço uma persquisa sobre o meu "nick name". Pronto aí está o meu email e pode até ver o meu perfil. Eu já vi o seu, diz ser de Angra, tem o seu código postal e até a sua frase me despertou a atenção "Um sorriso vale mais do que mil palavras".
    Cumprimentos, 

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