Ondas de Festa - Praia 2010

Praia é uma estrela
A brilhar no mês de Agosto
É possível sempre vê-la
Na foto que fazes a gosto.

À Senhora lá do Facho
Em noite de diversão
Juro e também acho
Que fará grande vistão.


Santa do Facho - Praia da Vitória


Ó Praia da alegria
Da areia em pé de dança
Da beleza em maresia
Numa onda de bonança.

Cada imagem que captares
Com olhar de terceirense
Brilhará por outros ares
E a fama te pertence.

Noite.PT é a revista
On-line com a tua arte
Que fica logo à vista
De nós e em qualquer parte.

Terceira, flor dos Açores,
De festejos e ternura,
Canteiro de bons amores
E dos Bravos a figura.

Rosa Silva ("Azoriana")


 

O "nosso" 35. Vasco Pernes - RTP - Açores

 


Logotipo do Programa

 


 


Por cá a vida é bela
Na nossa RTP - Açores
35 ANOS tem ela
E tão rica de valores.

Vasco Pernes nos convida
A voar p'las freguesias:
Pequenas de grande vida
Na labuta do dia-a-dia!

Com bom jeito apresenta
As vozes regionais
Ao sorriso acrescenta
Tantos encantos locais.

São imagens com beleza,
Paisagens e gente amiga:
São nossas maiores riquezas
Rimadas numa cantiga.

Serreta ninho de fé
Dos Milagres, Virgem Senhora;
Quatro Ribeiras também é
Bela para quem lá mora.

Me despeço alegremente
Com abraço de simpatia
E venha cá ter com a gente
À pacata freguesia.

2010/07/31
Rosa Silva ("Azoriana")


 


No dia que os meus falecidos pais fariam 50 anos de casados. Fizeram 40 antes da partida sem retorno. Em homenagem a eles, que bem a mereciam, inspirei-me nestes versos pela "sua" Serreta que talvez mereça a atenção da nossa televisão.

R.I.P. ANTÓNIO FEIO

 




* 06-12-1954   + 29-07-2010


TANTO NOS FEZ RIR

HOJE PARTIU E FAZ-NOS CHORAR PELA PRIMEIRA VEZ....


ELE ACONSELHOU-NOS


 



“Aproveitem a vida e ajudem-se uns aos outros. Apreciem cada momento, agradeçam e não deixem nada por dizer, por fazer», ouve-se na gravação, que o actor confessa ter feito na medida em que ficou "tocado" com o filme do cineasta português, com quem trabalhou no filme “Sorte Nula”.




António Feio, 55 anos, lutou mais de um ano contra um cancro do pâncreas. Descansa em Paz!


Rodrigo Silva e Rosa Silva

De sobrenomes iguais
E as letras iniciais
Até parece parentesco...
Mas nisso eu não estou certa
Só deixo a rima alerta
Num verso bordado a fresco.

Tradições Terceirenses - Rodrigo Silva

O Rodrigo rima bem
É jovem e quer também
Manter viva a tradição;
Eu até levanto o véu
Para a rima do ilhéu
Que louva o seu torrão.

Nobre gente hospitaleira
Que canta pela Terceira
Num clima de amizade;
Juntos faremos ouvir
Nossos versos a florir
Quer no campo ou na cidade.

Noto que a parceria
Numa nova cantoria
Atrai nossa juventude;
É a arte favorita
Para aquele que acredita
Que a rima nos dá saúde.

Rosa Silva ("Azoriana")

Paixões

hortensia.jpg



Sou ventrículo de paixões
Amores e emoções
Desejos tão iludidos;
Sou luta p'la minha paz,
Sou verso que me apraz
Na vertente dos sentidos.

Sou alma de saudade,
A valsa da tempestade
Num dia de calmaria.
Sou olhar, em ti, somente
Com o coração ardente
No luar da euforia.

Sou a canção de mil cores
No palco de algumas dores
Que a vida me vai doando;
Sou paixão pla minha ilha
Sou fermento da rosquilha
Que ainda vai levedando.

Sou da ilha lusitana
O lilás de Açoriana
E sempre por cá vivi.
Dou tanto ou mais valor
À arte feita de amor
Que alicerço ora aqui.

Rosa Silva ("Azoriana")

Até a natureza chora (e ou escalda...)

Nos últimos dias, a comunicação social põe a nu os campos cinzentos pelos incêndios que ocorrem no continente português. São necessárias grandes intervenções pessoais e de profissionais na luta contra esse dilúvio de fogo que ataca tudo por onde passa.

Ao contrário, na ilha Terceira, a natureza apanha com as lágrimas puras que caem do céu. Gelam-me (nos). O Verão mistura-se com outras estações e dá-nos algum refresco e a natureza refresca-se também. Ao mesmo tempo, este tempo distrai-me num pensamento…...

Se eu tivesse continuado com os laços do matrimónio, com o indivíduo que já não ocupa o meu coração há oito anos, estaria hoje na véspera de umas bodas de prata. Não aconteceram as minhas mas os meus pais, no dia do meu casamento (28/07/1985), comemoraram os seus vinte e cinco anos de casados.



Amanhã, 28 de Julho, se eles fossem vivos (e eu casada) comemoraríamos as suas Bodas de Ouro, numa das freguesias menos populosas da ilha Terceira: a Serreta.

Será que o programa novo, comemorativo dos 35 anos da RTP Açores, vai passear pela freguesia pequena de gente mas grande de alma?! Aguardarei. Não faltarão histórias daquela que faz parte do meu percurso bloguista, de alma serretense.

A natureza chora sempre de véspera… Que no dia se faça sol de sorrisos.




Sol de sorrisos

É o sol da minha escrita
Que me acende o gosto
Nesta tela favorita
Quase a virar para Agosto.

Se a natureza chora
Por entre campos reais
O sorriso ela ignora
Nestes campos virtuais.

Nem a Prata nem o Oiro
Me brindaram neste Julho
Sujeitos a tal agoiro
Que ninguém lhes deu tafulho.

Mas é o sol de sorrisos
Da minha alma serretense
Que me enche de improvisos
No gosto que ora vence.

Rosa Silva ("Azoriana")

Freguesias dos Açores com menos de 500 habitantes

freguesias.jpg

Vem aí as Festas da Praia

A Festa faz-se com gosto
E faz-nos rodar a saia,
Aí vem o mês de Agosto
A chamar-nos para a Praia.

Viva a Praia da Vitória
E Angra do Heroísmo:
Ambas fazem brio à História
Com a graça do lirismo.

Canto eu neste momento
Esta veia repentina:
Com ares de miravento
Numa quadra serpentina.

E viva a ilha Terceira
Que sorri mesmo chorando
De Festas é a primeira
E as rimas vêm em bando.

Rosa Silva ("Azoriana")


 


Publicada também em Aqui & Agora, de Carlos Tavares.

Festas da Guarita 2010 em Angra do Heroísmo

 


In blog "Porto das Pipas", de Miguel Azevedo, pode ler o programa na íntegra.


 


Não perca, hoje, a Cantoria com os cantadores António Mota, José Eliseu, Retornado, Nuno (São Jorge) - cantador que debutou na Terceira nestas mesmas festas, em 2008 - e Fábio (São Mateus).

Ao meu primo

Joe Fagundes

 


Este Terceirense é meu primo
E gosta do acordeão
Se vier cá juro que rimo
No nosso belo salão.

À tua terra natal
Toca a boa melodia
Numa moda sem igual
À Nossa Virgem Maria.

No adro ou no Terreiro
No palco ou junto ao Altar
Empresta o som festeiro
Para a todos encantar.

Com o teu sorriso aberto
Pelas terras americanas
Mas é cá que estás mais perto
Das festas açorianas.

A ilha é uma flor
Regada por bons festejos
Queira Deus, Nosso Senhor,
Que conceda meus desejos.

P'la Festa da Padroeira
Em Setembro, tu bem sabes,
Volta à tua Terceira
Vem cá matar as Saudades.


 


Rosa Silva ("Azoriana")

Recordações do Pezinho 2008 em casa de Luís Bretão. Tudo tem uma primeira vez...










Tradições Terceirenses, de Rodrigo Silva - um blogue privilegiado

Ao autor de Tradições Terceirenses, Rodrigo Silva

Numa visita ligeira
Ao blogue novo da ilha
Que se orgulha ser Terceira
E dela também sou filha:
Vi que o seu jovem autor
É um prendado escritor
Com rima na dianteira.

Tem muito a divulgar
E gosto p'lo improviso
Acertando o seu rimar
Com o que vem ao juízo;
Na alma estrelas belas
Nos versos as caravelas
Que velam por este mar.

Rema e rima a direito
Com odes do coração
Tocando no nosso peito
Harmonia e comunhão;
E assim nascem os temas
Pra enfeitar os poemas
Relíquias da tradição.

Nem precisa de rascunho
O que hoje aqui desenho
São versos feitos a punho
Com todo o meu empenho;
Os teus ficam na memória
Da nossa insular história
Que na rima tem engenho.

21/07/2010
Rosa Silva ("Azoriana")

Ao POEMA DA SEMANA de Euclides Cavaco - "Indelével Saudade"

Querido e sempre lembrado amigo,
Poeta de "Indelével Saudade"
É sempre um prazer ler seu artigo
Pleno do sentimento que nos invade.

Essa palavra fria e tão constante
Que salga os corações nesse vaivém
Hoje fez-se em poema triunfante
Com a sua poesia que brilho tem.

A volta deixa sempre uma Saudade,
A vinda quebra os ares da amargura
Quando no coração há pura amizade.

Mesmo que afastado da Pátria Mãe,
E no "Adeus" que ora se afigura...
Saudade é sempre a ponte que se mantém.

Abraços

Rosa Silva ("Azoriana")

Nota: A propósito de "Indelével Saudade"


 


Índice temático: Desenho sonetos

Azoriana de coração

azoriana_de_coracao.jpg

Azoriana de coração

Olhando o horizonte quente e dourado
Pensando nesta vida passageira,
Acabo por dourar o meu passado
À luz do meu presente a vida inteira.

Despeço-me dos dias ofuscados
Da névoa que abraça o coração
Pensando nesses dias alquebrados
Na mais completa e negra solidão.

E volto a amanhecer em sintonia
Com a paz florescente de novo ser
Amando, sem ares de agonia...

Escrevo embalada p'lo amor amigo,
Volto a saborear o que é viver,
E louvo, docemente, estar contigo.

Rosa Silva ("Azoriana")


 


Em http://www.sonetos.com.br/sonetos.php?n=16052


 Índice temático: Desenho sonetos

Procuro-me...

Há um ano estava assim http://silvarosamaria.blogs.sapo.pt/2009/07/20/;

Há dois anos, entre algumas quadras, republico esta:

(...…)

O destino tem um fado
Unindo vida e morte,
E quem o tem do seu lado,
Pode ter também a sorte.

(...…)

Há três não houve artigo e há quatro lembrei-me de uma oração.

Há cinco anos, «Na crista da noite» nasceu um soneto.

Hoje procuro-me, calma e serenamente ...


 


3 de Julho 2010

Rosa Silva ("Azoriana")

Ao grupo "Só Fórró", repentista como ele só!

"Só Fórró" sempre animado
Pelos dotes repentistas,
Continua, com agrado,
Um conjunto de artistas.

E na famosa tourada
Do Império de São Bento
Quase até de madrugada
Foi partilhando o talento.

Rima certa e jovial
Num quadro familiar
Abraçou mui cordial
Os parentes de bom lar.

Cantou pela noite inteira
Sem fazer qualquer jejum
"Só Fórró" da ilha Terceira
Contagia qualquer um.

Rosa Silva ("Azoriana")

Comprove em http://soforroterceira.blogspot.com/

Data natalícia da poetisa Efigênia Coutinho

Data natalícia da poetisa Efigênia Coutinho

Com formoso gosto e carinho
Na querida data natalícia
Parabenizo Efigênia Coutinho
E que perdure nesse pergaminho
A doçura de sua arte estrelícia.

Vinde vozes amigas cantando
Sol momento de felicidade
O nosso coração está ditando
Tudo o que a Efigênia vamos dando
Elo puro de simpatia e amizade.

Salvé, Salvé poetisa da alegria
Dama da Poesia batizada
Fundadora da Virtual Academia
Que unida festeja o seu dia
Uníssono cântico de alvorada.

Parabéns da ilha de Portugal
Terceira, ilha de Jesus Cristo,
Da cidade património mundial,
Que preza doce canto fraternal
À Dama que me inspira tudo isto.

Feliz Aniversário!
Rosa Silva ("Azoriana")

E lanço o dedo à tecla com gosto...

Há coisas que me causam felicidade momentânea ou a longo prazo.

a) Uma delas prende-se com a nova orgânica da Secretaria Regional da Saúde (SReS), publicada no Diário da República, I Série, nº 133, de 12 de Julho de 2010, com o Decreto Regulamentar Regional nº 13/2010/A, aprovado em 1 de Junho de 2010, assinado em 30 de Junho de 2010 e posto a vigorar em 13 de Julho de 2010, terça-feira.

Eu, que reparo muito em números e datas, acho extraordinárias as coincidências: 133, 13, 30, 13. O três é a tónica comum a diplomas e datas. Deseja-se o sucesso de um diploma que vem aprovar uma estrutura organizativa regional com competências nas áreas da saúde, da luta contra as dependências e dos cuidados continuados.

Um conjunto de órgãos e serviços com carácter consultivo (CRS, CRCDT), executivo (DEPD, DAFP, DRS, DRPCD) e de controlo, auditoria e fiscalização (IReS):

CRS - Conselho Regional da Saúde
CRCDT - Conselho Regional do combate à droga e toxicodependências

DEPD - Divisão de Estudos, Planeamento e Documentação
DAFP - Divisão Administrativa, Financeira e Patrimonial
. Secção de Pessoal, Expediente e Arquivo
. Secção de Contabilidade
. Núcleo de Informática
DRS - Direcção Regional da Saúde
. Divisão de Apoio Jurídico e de Planeamento (DAJP)
. Direcção de Serviços de Recursos Humanos (DSRH)
.. Divisão de Gestão e Administração de Pessoal (DGAP)
.. Divisão de Formação e Promoção da Qualidade (DFPQ)
. Direcção de Serviços de Cuidados de Saúde (DSCS)
.. Divisão de Prestação de Cuidados de Saúde (DPCS)
.. Divisão de Licenciamentos e Assuntos Farmacêuticos (DLAF)
.. Divisão de Cuidados Continuados (DCC)
DRPCD - Direcção Regional da Prevenção e Combate às Dependências
. Divisão de Planeamento e Prevenção (DPP)
. Divisão de Tratamento e Reinserção (DTR)

IReS - Inspecção Regional da Saúde (objecto de decreto regulamentar regional)

O pessoal afecto à SReS constará de lista nominativa a publicar na BEP - Açores.

Fonte: Diário da República, I Série, nº 133, de 12 de Julho de 2010

b) Outra das coisas que me causou felicidade foi que, praticamente na mesma data, foi posto a circular o novo Inquérito aos Centros de Saúde cujos quesitos merecem destaque:

I Características

II Equipamento

1 Camas (lotação praticada)
2 Outros equipamentos / técnicas existentes no Centro de Saúde

III Recursos Humanos

1 Total
2 Médicos
3 Enfermeiros
4 Técnicos Superiores de Saúde
5 Técnicos Superiores
6 Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica
7 Outros Profissionais
8 Nacionalidade do Pessoal ao Serviço

IV Acção desenvolvida durante o ano

1 Consultas Médicas
1.1 Total
1.1.1 Saúde de Adultos
1.1.2 Saúde da Mulher
1.1.3 Saúde do Recém-nascido, da Criança e do Adolescente
1.1.4 Especialidade
2 Consultas de enfermagem
3 Consultas de Psicologia
4 Consultas de Nutrição
5 Consultas de Serviço Social
6 Atendimentos Serviço Urgência Básica
7 Serviço Domiciliário
8 Movimento de Internados
9 Doentes Saídos
10 Actos Complementares de Diagnóstico e Terapêutica
10.1 Actos Complementares de Diagnóstico
. Análises Clínicas
. Ecografias
. Electrocardiogramas
. Exames Radiológicos
. Outros actos compl. diagnóstico
10.2 Actos Complementares de Terapêutica
. Sessões de Psicoterapia
. Tratamentos de Fisioterapia
. Sessões de Aerossóis
. Sessões de Terapia Ocupacional
. Sessões de Terapia da Fala
. Outros actos compl. Terapêutica

V Rede Nacional (Regional) de Cuidados Continuados Integrados

1 Utentes referenciados no âmbito da RRCCI
2 Equipa de Cuidados Continuados Integrados, por duração de trabalho e tipo de profissional de saúde
3 Serviço Domiciliário no âmbito da RRCCI

Fonte: Instituto Nacional de Estatística - Serviço Regional de Estatística dos Açores

Carta ao meu blogue

Meu querido e estimado blogue,


 


Espero que as tuas linhas, parágrafos e artigos fiquem inspirados e com vontade de prosseguir. A tua dona passou trinta e cinco dias de férias, juntando os dias úteis aos fins-de-semana e feriados (excepto apenas o dia da tolerância de ponto para Angra do Heroísmo que intercalado nas férias predestinadas não contou por não estar planeado à priori). É natural que o regresso à actividade profissional me tenha criado alguma apreensão e isolamento. Abri a concha e meti-me lá dentro.


 


Tantos e tantas que queriam ter uma actividade profissional remunerada e não a tem. Graças a Deus eu ainda tenho e com bastante que dar ao dedo e à mente. São cinco da manhã e estou-te a escrever porque não conseguia dormir, mesmo a toque daqueles inspiradores de sono. Este foi-se mesmo. Vira daqui, coça dali (malditos mosquitos que me atormentam nesta época de calores!), pensa dacolá, eis que me levanto e venho escrever-te com mil e um temas a bailarem na cabeça. Claro que compreendes que não te posso contar tudo hoje e nesta madrugada sobressaltada pela comichão.


 


Um dos temas (em prosa já sabes que não é a forma que mais me cativa) prende-se com "Não separe o homem o que Deus uniu". É este o lema de um casal que se une pelos sagrados laços do matrimónio cristão, perante uma assembleia repleta de bons vestidos e fatos, sorrisos e votos/desejos sinceros de que haja felicidade plena, nesta época actual com mil e uma inquietações e um "salve-se quem puder" desenfreado.


 


Hoje em dia vejo homens com lágrima no olho, o que não é nada habitual para o chamado sexo forte; vejo meio mundo tentando levar outro meio mundo ao desespero; vejo intolerâncias várias e o homem cada vez mais separa o que Deus uniu. E tudo porquê?


 


Uns dirão que é a evolução, outros que é a falta de nos aproximarmos da doutrina que os nossos antecedentes nos legaram sem sequer saberem se estavamos de acordo ou não; e ainda outros dirão que é uma fase e que esta fase há-de passar e vir outra para fazer esquecer a anterior. E eu que te digo, meu querido blogue e interpreta como quiseres? Digo-te que voltava, de novo, aos dias caseiros para saborear as manhãs, as tardes e as noites da Canada dos Folhadais, que, ao contrário de muitas bocas por via oral e escrita, está um primor.


 


Graças ao trabalho de alguns homens estamos com um caminho renovado e até apetece andar descalça cantando. Apesar de algumas criticas (que sempre as há construtivas e destrutivas) o caminho está praticamente a jeito de ser inaugurado com reconhecimento e agradecimento às autoridades oficiais e aos que tiveram mãos-na-obra. Sou testemunha de que não é nada fácil este tipo de trabalho - abre vala, coloca tubos e caixas, tapa vala, endireita daqui, endireita dacoli, coloca o produto final, sempre com o inconveniente de terem de interromper porque a via tem de estar desempedida para passarem viaturas e pessoas moradoras. Urge LOUVAR este pessoal e seus dirigentes.


 


Espero não te ter maçado com a minha prosa e com esta parte final vou tentar dormir mais uma pisca, se conseguir arredar o pensamento da agenda laboral que só começará efectivamente por volta das oito horas e trinta minutos.


 


Cumprimentos e desejo que tenhas muitos leitores.


 


Rosa Silva ("Azoriana")

Felicidades!

Hoje é o teu Grande Dia
Matrimónio tão querido
Esteja em tua companhia
O amor que é merecido.

Dos Milagres, Nossa Senhora,
Abençoa minha afilhada:
Felicidade seja a aurora
Desta nova caminhada.

Peço saúde e alegria,
Muita paz e muito amor,
E na vossa moradia
Vos acompanhe Nosso Senhor.

Amei ser tua madrinha,
(Vinte anos eu contava)
Eras a flor que eu tinha
E que ao altar levava.

Hoje recebes o esposo
No mesmo altar de outrora
Que esse laço amoroso
Te sorria a toda a hora.

Beijos
Rosa Maria Silva

Angra Festiva (com imagem de Ricardo Laureano)


 

* Imagem da autoria de Ricardo Laureano *

ANGRA FESTIVA


 


Angra, cidade de luz,
Voando num mar de gente
Nesta ilha de Jesus
Há quem viva sorridente.

A saudade deste chão
Desta rua engalanada
Na Festa de São João
Da partida faz chegada.

Vêm os nossos emigrantes
Alegrar-se como outrora
Revendo gentes distantes
Em visita, sem demora.

Em Angra do Heroísmo
Não há rua como esta
É centro de mais lirismo
Capital de luz e festa.

Rosa Silva ("Azoriana")