Até a natureza chora (e ou escalda...)

Nos últimos dias, a comunicação social põe a nu os campos cinzentos pelos incêndios que ocorrem no continente português. São necessárias grandes intervenções pessoais e de profissionais na luta contra esse dilúvio de fogo que ataca tudo por onde passa.

Ao contrário, na ilha Terceira, a natureza apanha com as lágrimas puras que caem do céu. Gelam-me (nos). O Verão mistura-se com outras estações e dá-nos algum refresco e a natureza refresca-se também. Ao mesmo tempo, este tempo distrai-me num pensamento…...

Se eu tivesse continuado com os laços do matrimónio, com o indivíduo que já não ocupa o meu coração há oito anos, estaria hoje na véspera de umas bodas de prata. Não aconteceram as minhas mas os meus pais, no dia do meu casamento (28/07/1985), comemoraram os seus vinte e cinco anos de casados.



Amanhã, 28 de Julho, se eles fossem vivos (e eu casada) comemoraríamos as suas Bodas de Ouro, numa das freguesias menos populosas da ilha Terceira: a Serreta.

Será que o programa novo, comemorativo dos 35 anos da RTP Açores, vai passear pela freguesia pequena de gente mas grande de alma?! Aguardarei. Não faltarão histórias daquela que faz parte do meu percurso bloguista, de alma serretense.

A natureza chora sempre de véspera… Que no dia se faça sol de sorrisos.




Sol de sorrisos

É o sol da minha escrita
Que me acende o gosto
Nesta tela favorita
Quase a virar para Agosto.

Se a natureza chora
Por entre campos reais
O sorriso ela ignora
Nestes campos virtuais.

Nem a Prata nem o Oiro
Me brindaram neste Julho
Sujeitos a tal agoiro
Que ninguém lhes deu tafulho.

Mas é o sol de sorrisos
Da minha alma serretense
Que me enche de improvisos
No gosto que ora vence.

Rosa Silva ("Azoriana")

2 comentários:

  1. Sei que não é emigrante, mas que os valoriza e tal como eu também os valorizo deixo-lhe aqui um pequeno poema que publiquei no meu blog da sequência de um post anterior acerca de uma senhora chamada "Maria Moniz" Epsero que goste

    Emigrante sorri para mim
    Que sabes que tão bem te trato,
    Nunca chegará ao fim,
    A vontade de ver teu retrato,

    Uma ilha de emigrantes,
    Que foi feita desta maneira,
    E apesar de estarem distantes,
    São lembrados na Terceira!

    Uma ilha de emoções,
    Onde tão podem podem estar,
    Com suas recordaçãoes,
    Para nós um dia hão de voltar,

    Emigrante que por nós estar a chorar,
    Sabemos que é dificil estar nesse Canadá,
    Mas um dia hás-de nos vir visitar,
    E ficar uns tempos por cá...

    Sentimos saudade,
    Que vai apertando em nosso peito,
    E se não fosse a amizade,
    O mundo era mais inperfeito,

    Ao longe guardamos em nossa casa o teu espaço,
    E para ti terás sempre um lugar,
    Gostava do calor do teu abraço,
    Mas por agora apenas te posso lembrar...

    Para todos vós que estão distantes,
    E não nos podem visitar,
    Saibam que sendo emigrantes,
    Para vós sempre irei rimar...

    Cumprimentos,

    Rodrigo Silva

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