No seu rosto procurei a ilha, a conchinha das recordações. Foi a palavra falada que fez a travessia do canal, o percurso do porto, a lembrança de outras eras, a subida até à Terra Alta, a ida ao Canto e a volta ao centro daquela que foi e continua a ser a minha outra metade. (Metade de mim é terra e outra metade é mar que mira a alta Montanha quando esta lhe acena lá de cima, em dia aberto).
E relembrei o percurso das gentes nos lugares, à mesa de um café citadino, longe, tão longe do sossego das marés, dos poços, e daquele mar de outrora...
Infelizmente não visitei esse mar mas cumprimentei o autor de "Santo Amaro sobre o mar" e tenho a sensação de que o mar é meu amigo e Urbano Bettencourt também. Um doutor das letras e um bom amigo das gentes que gostam de rimar.
Bem haja!
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Tarde de Março, tarde de recordações
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Rosa,
ResponderEliminarBelo texto, mesmo sem rimas.
O mar e a memória foram caminho para circular por dentro de Santamaro, à mesa de um café, pois esse é o poder da palavra. E não é necessário repetir aqui como foi para mim um prazer conhecê-la desvirtualmente (diria o moçambicano Mia Couto) e de conversar consigo sobre territórios que nos são comuns. Abraço. Urbano