Obrigada, Kathie Baker, Dr. Chamberlain and blogue "Comunidades"

"'TRINTA ANOS DEPOIS', as rimas de Rosa Maria Silva (English translations by Katharine F. Baker and Dr. Bobby J. Chamberlain)" é publicado hoje no blogue da Direcção das Comunidades:


http://ww1.rtp.pt/icmblogs/rtp/comunidades/index.php?k=TRINTA-ANOS-DEPOIS-as-rimas-de-Rosa-Maria-Silva-English-translations-by-Katharine-F-Baker-and-Dr-Bobby-J-Chamberlain.rtp&post=20239



 




 


Não tenho palavras para agradecer tamanha gentileza que tiveram para comigo. Agradeço reconhecidamente à amiga Katharine F. Baker e ao Dr. Bobby J. Chamberlain, bem como à Dra. Lélia Pereira S. Nunes, do blogue "Comunidades".


 


Foi graças ao convite de Tibério Dinis, do blog "In Concreto", que esse artigo nasceu. Veja...

Desafiando o Desafio

Da cantoria sou fã

Na Terceira tem raiz

Com a doçura da manhã

Nosso cantar é feliz.



Dois José's ao desafio

Da Terceira e São Miguel

Quase que me contagio

Pra me ver nesse papel.



Duas ilhas, pura rima,

De cantares cordiais,

Onde salta ao de cima

Que não se querem rivais.



Peço agora humildemente

Que me cantem algo mais

Quero ficar muito contente

Com vossos versos jograis.



Se convosco fosse cantar

Perante plateia amiga

De certeza iria dar

Com gosto uma cantiga.



Cantiga de mais carinho

E feita de coração

Com um cálice de vinho

Faria a uma saudação.



O que escrevo de improviso

Acompanha a melodia

E vou aquecendo o juízo

Com a vossa cantoria.





Um abraço na despedida


Quero deixar aqui no ar


Quem me dera 'inda em vida


Convosco, um dia, cantar.



Rosa Silva ("Azoriana")


http://www.youtube.com/watch?v=yYc3lPorHUM

Danças e Bailinhos de Carnaval on-line

Só mesmo na:

ViaOceanica - TV Azores Global
e na
TVAZORES.

Fiquem atentos às transmissões em directo.

Rosa Silva ("Azoriana")

A amizade tem um nome: A. F. Costa

A vinte e três de Janeiro

Do ano dois mil e dez

Tive um gosto verdadeiro

Que conto agora a vocês.


 


Uma oferta excepcional

Para me fazer sorrir

Duma amiga especial

Que se foi mas torna a vir.


 


Meu blog posso editar,


À noite e dias feriados,

No SAPO já posso estar

Com artigos alinhados.


 


É grande a felicidade


Com internet ligada


Fruto da boa amizade


Que me quis ver animada.


 


Até quando eu não sei


Vou conseguir a ligação;


Palavras não encontrei


Para tanta gratidão.


 


Os meus versos aprecia


E conhece o meu dom


Na ilha alva maresia

Subiu neste meu tom.


 


Obrigada! Deus te proteja

E te livre dessas dores


Tudo o que minha almeja


É voltares aos Açores.


 


A tua ilha materna


Te espera com um sorriso


E também "vais ter à perna"


Cantigas de improviso.


 


2010-01-23, sábado


Rosa Silva ("Azoriana")

Ó quem me dera

Img149.jpg

Ó quem me dera
Ser da lua, a esfera
Ser do livro, a cratera
Dum sonho adormecido.

Ó quem me dera
Ser flor de primavera
Ser o começo da era
Do meu SER desconhecido.

Ó Quem Me Dera...

Beijar-te
Em
Livro

Ó quem-me-dera!

Rosa Silva ("Azoriana")

Palco do coração

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Amizade semeia vida


É flor sempre em botão;


É uma frase erguida


No palco do coração.


 


Dia de Amigas é usual


Costume maravilhoso


Antecede o Carnaval


Que pra nós é glorioso.


 


A vida não tem sentido


Se não houver amizade:


O meu verso é tingido


Com abraços de verdade.


 


Para ti que és amigo


Ou amiga da simpatia


Deixa que este artigo


Seja prenda de alegria.


 


Rosa Silva ("Azoriana")

Dia de Amigas

Hoje canto em surdina
No meu canto especial
Lembro-me da Angelina
Cantadeira sem igual.

Digam lá o que disserem
Nos Açores e mais além
Façam tudo por lembrarem
Quem cantava tanto bem.

Este blog, amigos meus,
É uma dádiva ilhoa
Que eleva São Mateus
Berço da nobre pessoa:
Turlu com versos seus
Provou que era mulher boa.

Vinte e oito de Janeiro,
Registado em diário
Com um toque verdadeiro
Enfeita o calendário
Com um verso lisongeiro
Num abraço planetário.

Rosa Silva ("Azoriana")

Memorando ao Charrua

O Charrua (José de Sousa Brasil) e a Turlu (Maria Angelina de Sousa) casaram a 8 de dezembro de 1973, ele com 63 anos e ela com 66 anos de idade. Ambos faleceram num dia 5 e mesmo dia da semana (segunda-feira), com distância de 4 anos, embora a idade deles, por morte, fosse de dois anos apenas; isto porque ela sendo mais velha morreu primeiro: Turlu faleceu com 79 anos (5 de janeiro de 1987) e Charrua com 81 anos (5 de agosto de 1991). Ela ficou sepultada em Toronto, no Canadá e ele na freguesia das Cinco Ribeiras, ilha Terceira, Açores.


 


A 24 de junho de 2010 será o centenário do nascimento de Charrua. Em 5 de novembro de 2007 foi o centenário do nascimento da Turlu. Dois anos e meio de diferença.


 


Charrua nasceu na Ribeira do Mouro, das 5 Ribeiras, a 10 km de Angra do Heroísmo (10 a dividir por 2 dá 5).


 


Turlu nasceu a 5 km de Angra do Heroísmo, na Canada da Francesa, em S. Mateus da Calheta, a 5 de novembro de 1907 e faleceu a 5 de janeiro de 1987. Anote-se bem: se colocarmos um 8 (oito) no lugar do 0 (zero) do ano de nascimento da Turlu dá o ano da morte: 1907 tira 0 coloca 8 dá 1987. Portanto, o 8 é também o mês de agosto quando faleceu o Charrua. Pode-se, então, afirmar que foram almas gémeas que vieram ao mundo para serem nomeados os poetas populares açorianos, sobejamente conhecidos e homenageados. O 8 volta a aparecer no DIA do casamento deles, em dezembro de 1973. Estava-se a quatro meses do 25 de abril de 1974.


 


O número 5 é, sem dúvida, um marco histórico para este dois cantadores ao desafio e amantes do improviso. Após ler, mais que uma vez, o livro de Mário Pereira da Costa, sobrinho da Turlu por ter casado com a sobrinha Lúcia Sousa, é que me dediquei a estes detalhes à laia de memorando.


 


No fundo, todos temos um número que nos marca... O meu é o 4, tanto para o bem como para o mal. Eis o que vos lego e podeis divulgar:


 


Memorando ao José de Sousa Brasil (Charrua)


 


Nas 5 Ribeiras nasceu / (24-06-1910, sexta-feira. Centenário do nascimento em 2010, quinta-feira)


A 5 de agosto partiu; / (05-08-1991, segunda-feira, com 81 anos)


A 5 de janeiro morreu / (05-01-1987, segunda-feira, com 79 anos)


Turlu que a 5 do onze surgiu. / (05-11-1907, terça-feira. Centenário do nascimento em 2007, segunda-feira)


 


A 13 estreia cantando / (13-01-1927, quinta-feira, com 16 anos - Charrua)


A 5 de março vida militar / (05-03-1931, quinta-feira, fazia 21 anos em Junho)


Com gosto improvisando


Com a Turlu foi cantar. / (1931 - Em S. João de Deus - Santa Luzia - Angra do Heroísmo)


 


Sina de "amor impossível"


Era a Ribeira do Mouro


O dele foi compatível


Com um brilhante tesouro.


 


Foi a Turlu sua "Aurora",


E ele seu "Sol Nascente"


Cantando cá e lá fora


O que vinha num repente.


 


Após sua viuvez


Charrua, por fim, casou;


Dezembro foi sempre o mês


Que ao amor se entregou.


 


Com a Turlu, cantadeira,


Paixão duns cinquenta anos,


Veio casar à Terceira / (08-12-1973, sábado, com 63 anos - Angelina com 66 anos)


Com S. Mateus nos seus planos. / (Na paróquia de S. Mateus da Calheta - Angra do Heroísmo)


 


Treze anos de casados


Unidos pela Poesia,


Eternamente guardados


Nos Anais da Cantoria.


 


Que seja no tempo certo


Lembrado por nossa gente


Que ouviu cantar de perto


Seus versos de Sol Nascente.


 


Rosa Silva ("Azoriana")


 


Turlu


 


Aos 5 anos, órfã de pai;


5 De março canta na América;


A 5 de fevereiro cai


A mãe, que lhe era rica.


 


Tomava conta do filho
E do marido na ilha;


Faleceu, ficou sem brilho


E causa mais dor à filha.


 


Francisco Borges, o marido,


Henrique, o filho amado,


Da terra tinham partido...


Fica ela só deste lado.


 


5 foi bom e fatal


Para a Turlu cantadeira
Que se tornou imortal


Pela rima pioneira.


 


Dia 5 para nascer,


Dia 5 para encantar,


Dia 5 para morrer


E no Canadá ficar.


 


Charrua foi seu amor


Alma gémea da cantoria;


Dia 5 segue o Cantador


Para o lado de Maria.


 


Cantam junto lá no Céu,


Com Anjos em harmonia,


Enquanto o povo ilhéu


Os aplaude em sintonia.


 


Rosa Silva ("Azoriana")


Memorando ao Charrua


 

Um vazio enorme

Enquanto Janeiro ficar

No ar,

Paira-me na mente

Insistente

Um vazio enorme.



Não mais te verei,

Não mais me sorrirás,

Não mais saberei

Porque já não estás.

Foste cedo embora

[Já não me visitas

Tanto tempo fora

Nunca mais me fitas...]



Dou por mim pensando

No teu riso brando

Que bem me fazia

Agora partiste

Deixaste-me triste

Muito mais vazia.



V

A

N

I

A

O mundo é pequeno (o resumo de um Dia de Amigos)

JoseSantos,Mar.jpg

http://www.adiaspora.com/_port/musica/biografias/joaopimentel.htm


 


Na imagem encontrada em http://www.venuscreations.ca/viewMa.asp pode ver-se, da esquerda para a direita, José Santos, Maria dos Anjos e João Pimentel. O primeiro, José Santos, tive o prazer de ouvir cantar ao desafio, no Snack Bar do Sr. Medeiros, da Vinha Brava, no dia 21 de Janeiro 2010, ontem, com o Sr. José Fernandes. Foi um sucesso! Aplaudi entusiasticamente.


 


Eu também estive presente a convite do Sr. Medeiros e ao lado do Sr. Fernando Alves Fernandes, da freguesia da Ribeirinha, estreei as Cantigas de Amigos perante uma sala com olhares ávidos por presenciar a "surpresa" da noite. Pela manifestação de simpatia, com palmas, sinto que me dei bem nesta primeira experiência com pouco treino, ainda, no que toca ao afino da voz com a melodia tradicional da Cantoria ao Desafio. Não lembro do que cantei exactamente mas senti, na ocasião, surpresa por mim própria.


 


Percebi que a(s) minha(s) mãe(s) me deram apoio. Cantei-lhes no dia da amizade, como se de uma oração se tratasse. Numa pesquisa que fiz pela internet, encontrei o Sr. José Santos que, ontem, me veio cumprimentar após terminar a sua actuação. Um encanto de pessoa. Mal sabia eu que o iria encontrar numa página fabulosa de grandes cantores. Maria dos Anjos e João Pimentel merecem todo o meu respeito e admiração, têm vozes de ouro. Parabéns!


 


Mais uma vez fico a pensar: como o mundo é pequeno, meu Deus! Estamos todos ao alcance de um toque de tecla. Que Deus proteja a todos e continue a bafejar com o sucesso que, de certo modo, já alcançaram. Por mim, não tenho palavras para expressar, na totalidade, a emoção que senti neste serão de um punhado de amigos da Cantoria e das quadras de improviso. Bem haja Sr. José Medeiros e todos os que participaram, incluindo os TOCADORES de viola e violão - José Henrique Rocha, da freguesia da Ribeirinha, concelho de Angra do Heroísmo e Paulo Cota, do Pico da Urze, freguesia de São Pedro do mesmo concelho.


 


Os cantadores que se seguiram à minha actuação, foram: José Fernandes e José Santos; José Medeiros e Valadão, este da freguesia das Doze Ribeiras, vizinho da Serreta, sobrinho de um cantador que já faleceu, meu antigo vizinho, o Barbeiro da Serreta. Outros cantadores lá estavam mas a hora já estava adiantada e tive de rumar a casa... Na despedida levava uma saudade...


 


21 de Janeiro de 2010


Rosa Silva ("Azoriana")


 


P.S. Lembrei-me das amigas Joanina, Kathie Baker, Chica Ilhéu e Clarisse Barata Sanches...  Imaginem estarem lá a apreciar tudo isto. lol

Azoriana / Açoriana - Terceirense das rimas - Tem um comentário a aguardar moderação

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Anónimo, deixou um comentário ao post Memorando ao Charrua: "parabens pelo sucesso de ontem nos "amigos das cantigas". Bem haja pelo memorando do Charrua e continue até junho. O seu blog é o arauto desta data. Nunca largue este tema para que mais alguém se contagie."

Victor C. Santos - E.U.A., em DVD

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Ao vivo nas Cinco Ribeiras, freguesia de Angra do Heroísmo e na Agualva, freguesia da Praia da Vitória - ilha Terceira.


 


E a Azoriana também estava lá. É uma recordação que me enche de emoção.


 


Rosa Silva ("Azoriana")

Dia de Amigos

Bom Dia!


 


Festejem a amizade


Na quinta-feira lembrada


Em toda a comunidade


Ela seja bem passada.


 


Eu aceito ir jantar


Ao café do Sr. Medeiros;


E se chegar a cantar


Que venham versos ligeiros.


 


Rosa Silva e companhia


Sonha um alegre serão


Aos Amigos da Cantoria


Manda uma saudação.


 


Luis Bretão, tão honrado,


Receba minha homenagem


Por todo o seu agrado


No alvor desta viagem.


 


E o Sr. Paulo Lima,


Que me segue amiúde,


Faz da vida uma rima


Sortida e com virtude.


 


Aos bloguistas e amigos


Um abraço cordial


E que venham seus artigos


Na mira do Carnaval.


 


Rosa Silva ("Azoriana")

"Santo Amaro sobre o mar", de Urbano Bettencourt

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À minha caixa de correio postal chegou o livro que me vem encher de contentamento. A outra metade de mim chegou ao conhecimento do autor que, num gesto nobre e simpático, me abrandou a saudade com letras suas e desenhos de Alberto Péssimo sobre a freguesia de Santo Amaro, ilha do Pico, Açores.


 


Fico muito grata ao caríssimo Urbano Bettencourt. Espero, sinceramente, que volte a navegar pelas minhas inspirações instantâneas... "Sobre a Terra a que também pertence" por natureza e vizinhança (a Piedade).


 


"Santo Amaro sobre o mar"


Uma crónica cuidada,


À Terceira veio parar


Para ser acarinhada.


 


Poesia, narrativa,


Moldura de estimação,


Uma fonte sempre viva


Que tempera a emoção.


 


20 de Janeiro de 2010


Rosa Silva ("Azoriana")

Cantando a ilha Terceira

Minha terra é meu fogo,


O meu anel de carinho,


O luar onde então rogo


Pelo canto onde caminho.


 


Minha terra cristalina,


Rosada de festivais,


Uma eterna bailarina


Dançando nos Arraiais.


 


Minha terra, minha flor,


Meu coração de ternura,


Onde anda o meu amor


Neste chão de lava pura.


 


Eu vos peço humildemente


A ti, a ti ou a ti...


Que em papel, docemente,


Veja o que construí.


 


Eu sou aquilo que sou


E mais não poderei ser;


Devo a quem me criou


Tudo o que estou a escrever.


 


Rima pobre ou rima rica


Baila no meu pensamento,


Que apenas identifica


A inspiração do vento.


 


Gota de água fervilhando


Nas marés de lua cheia


Que vão por mim costurando


A rima que me incendeia.


 


Minha terra, branco lar,


Pérola vestida de encanto


Que anda à volta do mar


Seja manso ou nem tanto.


 


Rosa Silva ("Azoriana")


In http://inconcreto.blogspot.com/2010/01/porto-dos-biscoitos.html

A propósito de Cantigas ao Desafio da jovem terceirense, estreante em 2009

A vida dá muitas voltas


 E mais voltas há-de dar


Que sejam as quadras soltas


Para a todos encantar.


 


Dá-se a vez às mulheres


Para abrir a Cantoria:


Clara canta como puderes


Mostra tua sabedoria.


 


Na moda de "cantadeira"


Penso que não me irei ver:


Repentista da Terceira


Vou rimando a escrever.


 


Uma noite já rimei


Ao amigo Luís Bretão


Daí pra cá não encimei


Nem nas festas do Verão.


 


Na escrita toda eu canto


Com prazer e alegria;


O Divino Espírito Santo


É o «Pai da Cantoria».


 


E no céu a nossa Mãe


Zela pelas suas filhas;


Feliz aquela que tem


Rimas frescas pelas ilhas.


 


Rosa Silva ("Azoriana")


 


In http://www.acores.com/?page=art_det&ida=1522

Guitarra

Guitarra toca pra mim


Antes da morte chegar


Não deixes que seja o fim


Que me venha entoar.


 


A rima é melodia


Que beija o nosso povo


Tocada com harmonia


Faz nascer um verso novo.


 


Não me faças sentir só


No meio de tanta gente


Levanta o lá-si-dó


Da cantiga mais ardente.


 


Guitarra chora comigo


Quando lembrar meus parentes


E livra de todo o perigo


Os que ainda estão presentes.


 


Rosa Silva ("Azoriana")

The New Show - Nellie Pedro

Disc_Azores.jpg



"Discover The Azores" é o novo Show de Nellie Pedro

Um susto na via rápida de Angra do Heroísmo

Não sei se foi uma questão de sorte ou se não era o meu dia de ir para a terra fria.


 


Saí de casa relativamente a boas horas para conduzir um carro em ponto pequeno que, ultimamente, serve para a travessia entre a Canada dos Folhadais e algumas ruas da cidade, passando pela via rápida, circular a Angra do Heroísmo. A pouca distância da bomba de gasolina e na subida que nos leva à rotunda que dá acesso a Santa Luzia, deparo-me com um carro estacionado na via com o sinal de pisca accionado à direita. Pensei rapidamente... Tenho de dar sinal para a esquerda e ultrapassar... Num ápice vejo pelo espelho do lado esquerdo um carro com a mesma ideia e já NÃO me deu tempo de ultrapassar o parado na via... STOP!!, foi o que me ocorreu antes que embatesse em mim o que me ultrapassava ou que eu batesse na traseira do que estava parado. Eu não ia com grande velocidade porque o carrito é velhinho e anda nas calmas. Naquela subida até que tem mesmo de ir nas calmas e pronto, o travão até que obedeceu.


 


O carro que me ultrapassou foi tão rápido e nunca mais lhe pusemos a vista em cima. O problema chegou após eu sentir um toque na traseira do meu. O outro veículo que vinha atrás do que ultrapassara dois carros parados, em agonia, fez com que o quarto carro não tivesse tempo de accionar o travão até deitar fumo, como aconteceu, dali a bocado, com um que se assustou tal como muitos e accionou o travão com quanta força tinha no pé, e claro que foi impossível não dar uma pancada de se ouvir. Acontece que tive que sair do carro horrorizada com a situação e bradei o quanto pude. Nisto olho para o veículo que me batera na traseira e reparo que derramava água e dali não conseguia sair.


 


Entretanto, arredei o carro que levava mais para a frente porque previa que pudessem vir mais batentes. A hora de ponta estava próxima e muitos veículos circulavam apressadamente e nem davam pelo triângulo das emergências. Partiram um e o meu teve de avançar até que uma alma caridosa emprestou o seu.


 


Passado um bocado e após algumas conversas ora exaltadas ora amansadas pela prontidão da PSP, eu segui o meu rumo e os restantes ficaram lá para a assistência necessária e os vistos habituais.


 


Já depois de chegar ao trabalho é que pensei: quando fui buscar os documentos necessários para apresentar às autoridades policiais é que vi a estampa de Nossa Senhora dos Milagres. Olhei e pensei: "Salvaste-nos!". Não era ainda a minha hora... Quando será a minha e/ou a nossa hora? Estive precisamente na mira da morte pois ficaria entalada entre chapas... Lembrei-me da minha querida prima Vânia... O mês de Janeiro é um mês, quanto a mim, traiçoeiro. Seria mais uma tragédia... Renasci hoje e tremo ainda. Que o Santo do dia proteja quem circula pelas vias do mundo pois ninguém sabe qual a hora de não dar tempo de travar...


 


Angra do Heroísmo, 18 de Janeiro de 2010.


Rosa Silva ("Azoriana")

"Charrua" brevemente lembrado neste blog...

"Anónimo" comentador


Vá mantendo a procura


E nascerá com fulgor


Um artigo de "bravura".


 


Não sou "Bravo" nem "Tenrinho",


Nem Turlu, nem Maria Clara,


Dou em versos meu carinho


Sorrindo ao que me depara.


 


A quem quiser colaborar


Num artigo ao "Charrua"


Faça favor de mandar


Uma "cantiguinha" sua.


 


Talvez ao chegar a hora


Do centenário apregoar


São João vem cá pra fora


Connosco a festejar.


 


Rosa Silva ("Azoriana")


 


P.S. Ando em pesquisas e preparando um "Memorando ao Charrua".

3º Aniversário de "Fragmentos dos Meus Sonhos", de Socorro Lima Dantas

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Com grande entusiasmo


Nestes elos tão risonhos:


Um Feliz Aniversário


A "Fragmentos de Sonhos".


 


Numa excelsa união


Cantemos com alegria


A Socorro Lima Dantas


Na melhor Festa do dia!


 


Abraços contentes


Rosa Silva ("Azoriana")


13 de Janeiro de 2010


Parabéns - http://www.socorrolimadantas.com.br

"Snow and ice" in Pittsburgh

To my friend Kathie Baker:


http://www.post-gazette.com/pg/10012/1027507-455.stm


 


 


 


Sóis prisioneiros da neve


Que vos sela as saídas;


O frio não será breve


E deixa as carnes curtidas.


 


"Snow and ice" por todo o lado


Em molduras congeladas


O terreno engessado


Bloqueando as estradas.


 


Toda a rima então treme


Do gelo que me provoca


Parece que estou sem leme


E ando a leste da doca.


 


Não há "snow" na minha ilha


Só no alto da Montanha


Do Pico, a maravilha


De uma beleza tamanha.


 


"Fallingwater" Deus proteja


Pra não ferir o casal


Vosso aquecimento seja


O comando ideal.


 


Tudo, enfim, tem beleza,


E acende os olhares,


Quando toca a natureza


E os nossos diferentes ares.


 


Rosa Silva ("Azoriana")

Serreta (a propósito de uma imagem de Tibério Dinis, um lajense de coração e bloguista convicto)

Serreta


 


Oh... Serreta, abençoada!


Alva pomba a esvoaçar


P'la devoção coroada


Em quem para ti olhar.


 


És a alva Madrugada,


Que sorri, virada ao mar,


Vai p'la Senhora guiada


O que por ali passar.


 


De branco, seu casario,


Bordando a serra de frio,


Estampando o que lá tem...


 


 


Meu amor por ti nasceu


E para sempre se deu


Como um sorriso de Mãe.


 


Rosa Silva ("Azoriana")


 


Nota: Ver a imagem da autoria de Tibério Dinis, autor do "In Concreto" - http://inconcreto.blogspot.com/2010/01/serreta.html


 


É muito bom ver que a Serreta é, ainda, um atractivo à humanidade e inspira imagens e letras instantâneas.


 


Índice temático: Desenho sonetos

10-01-10

Após a missa de sétimo dia de Vânia Dinis Teixeira, às 11:00, na freguesia da Serreta, concelho de Angra do Heroísmo, ilha Terceira, seguiu-se a cerimónia do lançamento da primeira pedra da Casa Mortuária.


 


Estavam presentes algumas autoridades e pessoas da freguesia que aplaudiram Andreia Cardoso, presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, e Sérgio Cardoso, presidente da Junta de Freguesia local, que participaram activamente na cerimónia após a benção por parte do Reitor do Santuário da Senhora dos Milagres.


 


10 de Janeiro de 2010.

Até sempre!

Vânia Dinis Teixeira



http://www.pelhamfuneralhome.com/vaniateixeira.html

Pensamentos de um Janeiro: SAUDADE e ESCURIDÃO

Parece-me que toda (ou quase toda) a gente sabe do meu gosto por escrever, não em papel mas em directo, para as linhas tecnológicas, as rimas do meu ser que explodem qual vulcão acelerado ou ventania sobranceira. Desde o dia quatro do mês de Janeiro do ano de dois mil e dez (04-01-2010) que o vento amainou, a escuridão me tomou e um vale de lágrimas e tormentas me abraça como quem se despede de alguém, que realmente não me despedi...


 


Gosto sempre mais das chegadas e nunca das despedidas ou partidas sem volta...


 


Hoje só me apetece a prosa (que raramente me ataca e quando me ataca é porque estou diferente).


 


Hoje só me apetecia ler "Santo Amaro Sobre o Mar", de Urbano Bettencourt que nasceu na Piedade, ilha do Pico, em 1949. O nosso jornal Diário Insular com o "Vento Norte" de Álamo de Oliveira traz uma página inteira sobre Urbano Bettencourt. É outra das pessoas estudiosas e ilustres que gostava de cumprimentar e segredar-lhe que adorava ler o seu livro sobre a "minha" querida freguesia de Santo Amaro, do concelho de São Roque, da Ilha do Pico. Sinto saudade: Santo Amaro é e será sempre a minha metade que junta com a da Serreta, freguesia do concelho de Angra do Heroísmo, ilha Terceira, me faz ser ilhoa por inteiro.


 


Hoje, sinto o desgosto percorrer-me as entranhas por mais não ver «uma flor nada e criada na Serreta» e que me surge no pensamento para me tirar o alento. Saudade...


 


A escuridão tinge-me. Hoje continuo de negro por fora e por dentro. É terrível a sensação de não saber nada, de não ver mais, alguém que permanece "viva em visões" diurnas e nocturnas. SAUDADE e esta:


 


ESCURIDÃO


 


 


(1) Poema vespertino para 9 de Janeiro de 2010


 


A lava secou, perdeu.


É pedra negra e mais nada;


A criação que me deu


Ruiu e ficou calada.


 


Porque tal aconteceu?


Rogo e sinto-me quebrada.


Escuridão se acendeu


Quando a última balada.


 


Minha alma está de luto,


[Vejo um sorriso além


Que ocorre num vaivém.]


 


Criou-me um aqueduto:


Teus quatro anos foram gosto,


Mais vinte e cinco, o desgosto.


 


Rosa Silva ("Azoriana")


 


(1) Lembro bem das meninas que subiram ao altar levando uma cesta com duas alianças. Estávamos em 28 de Julho de 1985. Era o dia do meu casamento que se desfez antes das bodas de prata. Uma das meninas, de quatro anos na altura, faleceu aos vinte e nove anos (isto é, com mais vinte e cinco anos), no dia 4 de Janeiro de 2010. Os números marcam-me junto de uma ETERNA SAUDADE.


 


Condolências a toda a família pela comum dor infinita.


 


Rosa Maria

Dia de Reis

"Os Reis Magos são personagens que vieram do Oriente, guiados por uma estrela, para adorar o Deus Menino, em Belém. A designação "Mago" era dada, entre os Orientais, à classe dos sábios ou eruditos. Já o apelido de "Reis" foi-lhes atribuído em virtude da aplicação liberal que se lhes fez do Salmo 71,10. Ignora-se a providência dos Reis Magos, mas supõe-se que fossem da Arábia, tendo em conta os dons oferecidos (ouro, incenso e mirra). Quanto ao número e nomes dos Reis Magos são tudo suposições sem base histórica. Foi uma tradição posterior aos Evangelhos que lhes deu o nome de Baltasar, Gaspar e Melchior. O dia de Reis celebra-se a 6 de Janeiro, partindo-se do princípio que foi neste dia que os Reis Magos chegaram finalmente junto ao Menino Jesus." - Texto recebido por e-mail a propósito deste dia comemorativo.


 


Ouro, incenso e mirra tem um significado. Sabes qual é?


 


Entretanto há uma dor muito grande que nem me deixa dormir... A morte de um ente querido continua a doer muito...


 


O mês de Janeiro continua a marcar-me pela negativa.

4 de Janeiro: Descansa em Paz!

5 de Janeiro: http://www.eagletribune.com/punews/local_story_005010128.html



"Pelham, NH, woman dies in four-car crash



By Bill Kirk



ANDOVER -- A 29-year-old Pelham, N.H., woman died and two people were

injured in a four-car crash on Interstate 93 south near the Route 133

exit early yesterday morning."



(...)

 


Após o trágico acidente:


 


http://wbztv.com/video/?id=84944@wbz.dayport.com

A propósito de: Um homem não chora!?

Mote (da minha autoria)



A homenagem em vida

Entre alguém cá na terra

É como uma torre erguida

Com o sorriso que descerra.



Glosa



A homenagem em vida

Sempre hei-de proclamar

Se a morte é despedida

Porque se há-de louvar?



Entre alguém cá na terra

Já fiz a sã homenagem

E raramente se erra:

"A vida é uma miragem?"



É como uma torre erguida

Que o tempo vai quebrando;

A morte é dor tão sentida

Que vem não se sabe quando.



Com o sorriso que descerra

A homenagem atempada:

Ao coração se aferra

Antes da final morada.



Rosa Silva ("Azoriana")

Ao poema de Euclides Cavaco - "Ano Novo"

http://www.euclidescavaco.com/Poemas_Ilustrados/AnoNovo/index.htm


 


Respondo assim:


 


Feliz Ano Novo!


 


Brilham estrelas na mente,


E fogo de artifício


Na passagem eloquente


Que reina no seu ofício.


 


Linda é a homenagem


Do poema recitado


Celebrando a passagem


Com festa por todo o lado.


 


Na minha casa, à janela,


Dei uns ais de alegria,


Na passagem que é tão bela


Coroada de euforia.


 


Euclides, caro amigo,


Poeta de maior luz,


«Bom Ano!» é o que digo


Na quadra que mais seduz.


 


Abraços


 


Rosa Maria Silva ("Azoriana")

3 de Janeiro: Ventania

Diz-se "adeus" aos feriados.


 Em casa, estamos quietos;


Da rua ouvem-se grados


Zumbidos rasando os tetos.


 


A fúria da ventania


É um delírio constante


Pouco antes do mei-dia


Dançava a árvore gigante.


 


Rendidos à tempestade,


No lençóis agoniados,


Pla ventania que há-de


Trazer danos elevados?!


 


A rima se faz em reza,


E em terapia singela;


Ninguém hoje a menospreza


Nem o bater da janela.


 


A compasso, tudo bate,


Na casa deste lugar:


Oxalá que não desate


Nova lira a bom chorar.


 


Este ano vou pedir


Que Março seja mansinho


E no mês logo a seguir


Tenha festa de carinho.


 


Rosa Silva ("Azoriana")

Sismo de 80 recordado no Telejornal das 20 horas, da RTP Açores, com o jornalista Victor Alves

Eu, mera cidadã, natural da freguesia da Serreta, ilha Terceira, residente em São Carlos, na actualidade, vizinha do jornalista que muito LOUVO. É um bom jornalista que acompanha muitos acontecimentos na Região Autónoma dos Açores. A minha falecida mãe gostava muito de o ouvir e até me pedia para falar com ele para dar informações sobre a freguesia natal por motivos de devoção à Senhora dos Milagres. Não o contactei nem sei bem como o abordar sem me emocionar. Peço a Deus que eu não morra sem o cumprimentar pessoalmente e falar nem que seja só um bocadinho.


 


Se alguém tiver o seu contacto, ou o próprio, por favor, deixe em comentário. As homenagens querem-se em vida e Victor Alves é uma referência na televisão da nossa Terceira.


 


Um abraço a Victor Alves, apresentador das "Memórias do Sismo de 80", passados 30 anos.


 


Rosa Silva ("Azoriana")

E tu onde estavas em oitenta?

Eu tinha 15 anos. Corri pouco antes para a rua porque ouvi o trator do meu padrinho a subir a Canada da Vassoura, porque nos vinha visitar. Nem deu para entrarem. Nesse momento a natureza era uma onda gigante que parecia querer engulir tudo. Eles acenaram e nem entraram. Regressaram porque queriam saber se havia estragos na casa deles. Na nossa havia algumas rachas mas não oferecia perigo imediato. O medo instalou-se e ficávamos todos na sala, sem pregar olho. As réplicas e as notícias eram uma agonia. O liceu adiou as aulas (que bom para mim, que não gostava de estudos). Daí para a frente foi o recuperar de tanto estrago.


 


Nos dias primeiros de Janeiro tenho sempre presente a zoada e a ruína das vinte para as 4 horas na Serreta, arredores, nesta e as outras duas ilhas vizinhas.


 


Chorei a morte de uma colega da escola das Doze Ribeiras.


 


Hoje tudo está (ou quase tudo) reconstruído e melhorado graças à força de um povo ajudado pela tropa e dádivas externas.


 


E Deus olhou por nós. A ilha é assim mas gostamos de cá estar.


 


Bom Ano!