No último deste ano...

O Charrua me inspira


 


José de Sousa Brasil - o selo comemorativo


O Charrua é titular
Dessa alcunha famosa
Tanto serve para lavrar
Como inspira esta Rosa.

Uma Rosa inspirada
Se converte logo em rima
Quando flor é perfumada
Se mulher dá mais estima.

E Charrua tem estima
De tantos, também de mim,
O verso vem ao de cima
E floresce em meu jardim.

Tenho um jardim de amores
Pétalas de alma sã
Posso não ser como as flores
Mas das rimas eu sou fã.

Rosa Silva ("Azoriana")


 

Uma tarde diferente

Estou feliz, estou contente


Estou no ventre da semana.


Para qualquer residente


O seu berço canta hosana.


 


Hoje tenho a entrevista


Com a D. Dulce Teixeira


Ponho o meu ponto de vista
Às belezas da Terceira.


 


Estou seguindo o improviso


Que me ocorre nesta hora


A eles o meu sorriso


Antes de irem embora.


 


Canta a minha alma ardente


Nesta bela ocasião


Grata estou, cordialmente


Saúdo a televisão.


 


Rosa Silva ("Azoriana")

Casa Agrícola Brum - 120 anos

Mui digna de registo
É a Casa Agrícola Brum.
Com o selo está visto
Que como ele não há algum.

Já completou cento e vinte
Anos, com vinho famoso,
É uma Casa de requinte
Com um Museu valioso.

Parabéns à geração
Que leva o bom efeito,
"Bagos d'Uva" na Região
É blog mais-que-perfeito.

O Verdelho da Terceira
Canta em tom afinado
Vai tomando a dianteira
No copo do aficionado.


Rosa Silva ("Azoriana")


Angra do Heroísmo, 28 de Dezembro de 2010

A Euclides Cavaco

Feliz aniversário! Muitos parabéns


Poeta - Euclides Cavaco



Neste dia especial
Faz anos o meu amigo
Porque é Dia de Natal
Deus Menino está contigo.

Sorrindo, Ele aconselha
Que cantemos em alegria
Brilha hoje a sua estrela
No cálice da Poesia.

Poesia que nos encanta
No dom cortês e leal
Quando declama e canta
Todo o seu manancial.

Um abraço apertado
Com rimas do meu fervor
Que seja comemorado
Com a prenda do Senhor.

Rosa Maria

Postal

À D. Clarisse Barata Sanches, de Góis - Coimbra, e a resposta

D. Clarisse Barata Sanches - Góis


 


Clarisse, flor de bondade




À mesa está uma flor
Benza-a Deus com seu amor
E lhe dê sempre a coragem
De seguir sua romagem.




A romagem dos escritos
Que são sempre tão bonitos
Medidos com precisão
Quais odes do coração.




Clarisse, flor de bondade,
Sua tese sempre há-de
Surtir-nos grande efeito
Na rima sempre a bom jeito.




Todo o bem eu lhe desejo
Seja este verso um beijo
Que lhe dou com todo o gosto
Sorrindo pousa em seu rosto.




Boas Festas e Feliz 2011 na medida do possível contornando quaisquer crises.



Rosa Silva e Família para D. Clarisse e Cª.


Eis a resposta da D. Clarisse Sanches:




À boa Amiga e inspirada Poetisa Rosa Maria Silva

“Azoriana”





À mesa está uma flor


Amiga Rosa: é engano.


Só vê o Computador


E um livro em primeiro plano.




 


Hoje foi-se a inspiração,


Versos bonitos, nem escolho…


E as odes do coração


Vão sem medida e a olho.




 


Clarisse “ flor da bondade”


É exagero, meu bem,


Mas agradeço, Confrade


Que agora somos também.




 


Fui aos Açores, quem diria


Que a máquina digital


Estreava em fotografia


Deste modo original.




 


Um beijinho, igualmente,


Com todo o nosso bairrismo.


Viva Góis no Continente


E Angra do Heroísmo.




 


Feliz Natal e um 2011 cheio de bênçãos de Deus


 


Clarisse Barata Sanches - Góis


Silêncio (s)

A cidade estava calma, silenciosa. A escola fechara as portas para férias da pequenada e o silêncio prosperava. Nas ruas, apenas alguns carros circulavam nas vias habituais. As pessoas eram escassas no percurso matutino. Envolvi-me, no (s) silêncio (s). Para mim, o silêncio é propício à maturação de ideias. Por outro lado, o meu silêncio pode ser mal interpretado por outrem. O silêncio é o meu melhor amigo: faz-me recordar o tempo que a parte melhor da casa, a sala que ficava reservada ao Presépio natalício.

Ainda lembro, que cedo íamos às “leivas” musgos, aos verdes aveludados que se arrancavam das pedras frias da lava da ilha. Recheadas de alegria, percorríamos as canadas onde a infância reinava. Voltávamos a casa para iniciar a tarefa feliz: construir a cabana com pedras, encher os caminhos de farelo da madeira que o meu pai serrava e se guardava para este fim, colocar os verdes a preceito ao longo do recanto da sala, que também tinha o cedro com o cheiro a Natal. As figuras dispostas, criteriosamente, completavam a aldeia cuja intenção era animar a nossa casa e dar-lhe felicidade festiva, relembrando que o Menino renascia nas palhinhas deitado.

Nas vésperas a azáfama era tal que nos criava uma expectativa fora de série. Enquanto a minha mãe preparava a consoada, tínhamos que fazer uma sesta não fosse o Menino Jesus, na Missa do Galo, apanhar alguma de nós com sono. Mesmo com um frio de rachar, os nossos sentidos estavam todos despertos na hora do «Beija-Pé» e de retorno ao lar, onde o sapatinho ficara à espera da bondade do S. Nicolau. Ao entrar em casa, corríamos com o coração a saltar pela boca fora, e os olhos esbugalhados no encontro de um brinquedo, nem que fosse de plástico. Depois… depois a animação fazia prolongar a noite até que o Galo se voltasse a deitar, primeiro que nós. O dia já ia alto quando voltávamos à brincadeira com aquela oferta bendita… Hoje, a saudade é que volta sempre ao sapatinho que permanece no coração.

Não haja dúvidas de que o Natal é das crianças. Mas quais crianças?! Hoje nem as deixam ser… Eu fui criança e em mim reinava a inocência.

Ao silêncio me recolho para voltar a ser criança nem que seja apenas por uma noite: a Noite do Menino!

Rosa Silva (“Azoriana”)

David Fagundes RIP

 


David Fagundes

 



DAVID FAGUNDES – FIM DUMA VIDA


 


Liduino Borba


 


Na Páscoa de 2009, lancei na Fonte do Bastardo, freguesia de origem do biografado, numa cerimónia, muito participada, integrada na “Onda Cultural” da Câmara da Praia da Vitória, apoiada pela Junta de Freguesia, o livro “David Fagundes – Versos duma Vida”.




No dia 14 deste mês de Dezembro faleceu David Fagundes e apetece escrever “David Fagundes – Fim duma Vida”.




O meu relacionamento com David Fagundes vem dos anos setenta, como Guarda Fiscal, quando trabalhei na Agência dos Barcos, na Praça Velha, entre 1970 e 1981, mas apenas em termos profissionais, porque não o conhecia como improvisador.




O meu conhecimento sobre a existência de David Fagundes, como repentista, aconteceu numa conversa com Norberto Bettencourt, funcionário do Museu de Angra e proprietário d’”O Arado”, aquando da minha recolha de Velhas, em 2005, para a publicação de um livro, que poderá conter cerca de um milhar delas, distribuídas por cerca de meia centena de autores.




Nessa data mostrou interesse em deixar “uma recordação para familiares e amigos”. Do nosso relacionamento, percebi a qualidade dos seus versos, «que se lê com muita fluidez» como disse Victor Rui Dores. Em 2008, depois de uma conversa com ele e com a esposa ficou decidido fazer o livro.




Segundo Victor Rui Dores, em 6 de Fevereiro de 2009, no Prefácio do livro, «… este terceirense veicula, nos seus versos, uma inabalável fé cristã, escrevendo, com os olhos da memória, sobre o fluir do tempo, a saudade, a distância, a ausência, a viagem, o afecto, o amor, a vida e a morte no registo mais sentido de uma escrita pessoalíssima e profundamente humana. Eis um homem que através das suas rimas se dá aos outros, ele que é portador de uma consciência crítica e de um apurado sentido de justiça, dando disso conta no que escreve e na maneira como escreve.»




Escrever sobre a morte não é nada fácil, mas David Fagundes fazia-o com muita mestria e à vontade. Sobre a sua, que fez tudo para adiá-la, e que tinha algum receio como me confessou, escreveu nove quadras alusivas ao tema, que a família teve a feliz ideia de as publicar no folheto da funerária aquando da morte. Por estarem dívidas em dois temas no livro, juntei-as:


 


«Algumas quadras para mim


 


Há anos, que faço quadras para diversos fins, mas nunca tive o desembaraço de fazer umas para mim. Aqui vão elas:


 


Até que resolvi fazer


Embora pobres mas singelas


Comecei-as a escrever.


Com simplicidade, vão elas.


 


Sino que dobras para alguém


Que acaba de sucumbir


Um dia dobrarás também


Para mim, que te estou a ouvir.


 


Sino que entoas a tua voz


Enquanto a vida vivemos


Duas vezes tocas para nós


Ao nascer e quando morremos.


 


Com mais ou menos sorte


Sem neste mundo já progredir


Luto até que venha a morte


A que não posso fugir.


 


Sem lamentos nem dissabores


Cada um pode rezar.


Detesto grinaldas de flores


Que não me iriam salvar.


 


Tenho uma farda linda e nova


No meu quarto a jazer


P’ra ir comigo p’rà cova


Um dia quando morrer.


 


Podem pôr sobre o meu caixão,


De qualquer cor de tecido,


Um letreiro a pedir perdão


Aos que sem querer tenha ofendido.


 


Podem pôr a minha estampa


Na sepultura a mim incumbida


E ponham as flores na campa


Que me foram dadas em vida.


 


Rezem vezes a miúdo


Porque em vida muito rezei


Se com a reza eu não for tudo


Sem ela nada serei.


 


28 de Setembro de 2006».


 


Só os grandes improvisadores conseguem escrever assim. Faleceu o David Fagundes, fechou-se mais uma biblioteca.




Paz à sua alma!


 


Casa da Terra Alta, 16 de Dezembro de 2010.



 


 


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Quão dolorosa partida


Para quem lhe tinha amor


Ele perdeu por cá a vida


Pra seguir na do Senhor.


 


Foi no mês do nascimento


Do Divino Redentor


Pra que o seu falecimento


Fosse tido sem mais dor.


 


Cristo o levou para o Céu


Junto de anjos e arcanjos


E o seu irmão ilhéu


Fica com os seus arranjos.


 


Homem bom e repentista


Que seu livro teve e viu:


Continua o nosso artista


Nas rimas que bem urdiu.


 


À família enlutada


Com sofrimento atroz


A palma lhe seja dada


Que feliz foi ele por vós.


 


Ó meu Deus, mas porque dói,


Tanto assim a despedida...


Bem-haja quem lhe constrói


Os Versos na outra Vida.


 


Rosa Silva ("Azoriana")

Natal - AVSPE


Índice temático: Desenho sonetos

À Tribuna Portuguesa

Quase o Natal...

O Natal é uma ponte
Entre o velho e novo ano
Uma flor em cada fronte
A renovação de um plano.

O Natal palavra alta
No nascente de uma vida
Pronunciá-la faz falta
Para que seja mais querida.

O Natal só faz sentido
Se dele brota caridade
Quem reparte o seu devido
Luz maior felicidade.

Que o Natal para ti seja
Colorido de ternura
E num sorriso reveja
Deus em cada criatura.

Rosa Silva ("Azoriana")


 


Feliz Natal e Próspero Ano Novo a todos os que colaboram na edição de «Tribuna Portuguesa», quinzenário de Modesto - Califórnia, dirigido por José Ávila.

Uma consulta canina digna de registo

A minha Leoa é uma fera...


 


 


Esta é a minha Leoa, digo, cadela com dois anos de idade. Em Novembro de 2008 entrou na minha residência que mais parecia uma bolinha de pêlo. Na altura, julguei que fosse um cão porque vinha com o nome de Leão. Mais tarde, o veterinário tirou as dúvidas e passou a ser Leoa. E mais parece uma fera mesmo. Meiga para os donos e pessoal de casa mas uma fera para os de fora ou para quem tentar entrar e já não puder sair sem levar um "carimbo" do dente mais saliente.


 


Posta a introdução, vou ao que interessa. A Leoa, como é da praxe, aos dois anos foi à consulta de rotina. Lembro que o caminho entre a sua residência e o consultório canino nunca foi tão longo: Ela não parou um minuto, encheu tudo de pêlo e baba. Para a aguentar o melhor possível foi uma inquietação. Ela gosta de saltar para o carro mas stressa em andar nele. Estava enfurecida ao ponto de ser necessário o veterinário dar-lhe um sedativo. Só após esse "milagre" é que ela acalmou e acabou por adormecer durante algumas horas.


 


Mais uma vez, se provou que estou apta a qualquer serviço e, desta vez, até evitei que as necessidades fisiológicas caíssem no assento do carro... Mulher prevenida valeu não ter de juntar as partes sólidas do assento mas foram caíndo na toalha que tinha entre mãos. Chego à conclusão que outrora não gostava de animais de pêlo mas agora não quero que nenhum mal lhe aconteça ou que façam algum mal...


 


O certo e sabido é que para entrarem, primeiro têm de chamar, aguardar que se feche a fera no canil e depois, entrar na área. É que a Leoa gosta muito da sua dona e defende-a com os dentes que tem.

12 de Dezembro de 2010

Dou comigo a passar os olhos em tudo e mais alguma coisa. Vejo as notícias de Angra do Heroísmo no SAPO Local; dou uma saltada ao Planeta Açores para ver como andam as marés de títulos (deparo com o blog do Júlio Ávila e sei que ele existe e continua a escrever como eu gosto de ler. Este pequeno deprime-se facilmente mas mal sabe ele que é deprimido que escreve melhor. As coisas saem-lhe todas cá para fora e isso é bom. Gostava de lhe puder dizer: - Éh piqueno não te sintas assim, continua a escrever e faz umas boas acções volta e meia! (Eu até tinha ideias para te ocuparem as notas no teu caderno). Enfim, siga a marinha…

Respondo a uns e-mail’s e, entretanto, está prestes a terminar a hora de almoço. Mesmo assim, não me sai da cabeça a tarde de Domingo. Verifiquei que os sonhos são, por vezes, como a previsão do tempo: “mar cavado a grosso, ondas de noroeste passando a norte, vento com rajadas”… etc. Havia sonhado bastante e o resultado apresentou-se tempestuoso. Não era preciso tanto… Tenho de travar os sonhos antes que eles dêem cabo da minha e de outras vidas. Irra, quem tanto sonha!

Não gosto de vir para aqui derramar tristezas mas não há maneira de me alegrar… Tenho o coração partido e estou sem reacção perante uma aflição que deixou marcas numa tarde domingueira de Coroas e de limpeza do Oratório de Santinhos.

13:51
2010-12-13
Rosa Silva (“Azoriana”)

"Stormy Weather", de Joe-Ant

O título deste artigo reporta-se ao blog de todas as chuvas, especialmente daquelas que deixam um rasto de amizade. O seu a seu dono é o lema do autor que referencia e bem as chuvas que vai colhendo aqui e ali.


 


E porque os Açores são aventurados em chuvas e o sol surge para logo se esconder e voltar num ápice, também há mar e maresias. Talvez por estas razões, o autor do blog, que se encontra no "Outono da vida" e julgo ser de Lisboa, colheu algum dos meus artigos e juntou-lhes uns pingos de emoção com palavras de simpatia. É bom ter novos amigos pelo Natal e que continuem neste elo virtual.


 


"Stormy Weather" na calma das palavras trocadas. Volte sempre que a chuva caia de mansinho e o mar murmure a melodia de sempre.


 


Abraço


 


Rosa Silva ("Azoriana")

Desejo-vos...

Feliz Natal - Postal de Rosa Silva para Todos

 


 





Feliz Natal


 


Que o Menino de Belém
Que Divina Graça tem
Ampare o mundo inteiro.
Na manjedoura singela
Berço da Imagem bela


Há o selo verdadeiro.

 



Selo de Paz e Amor,


Humildade e fervor,
Real símbolo de Vida.


Luz dos Homens, caridade,


Exemplo de santidade,
Com Doutrina conhecida.

 



Que seja este ofício
Feito postal natalício


Para a todos desejar:
Feliz Natal simplesmente
Ao saudável e ao doente


E ao seio familiar.

 


Que em cada Advento
Quatro velas de alento
Iluminem nossa Fé:
Que a cera derretida
Retempere a nossa vida
Para sermos como Ele é.


  


Rosa Silva



Coisas que nos alegram...

Foto de Ricardo Laureano

 


Foto: Ricardo Laureano


 


 


 


Ora dá cá um, ou depois mais outro... :) Com a Reportagem de Miguel Azevedo até apetece outro... :) e um comentário que trago pró artigo:


 


Cismemos? :)


 


Iogurte da Vaquinha
Pilar da Ilha Terceira
Já se sabe e se adivinha
Que toma a dianteira.


 


Produto açoriano
Com emblema terceirense
Oxalá daqui a um ano
Seja o tal que sempre vence.


 


Eu não estou com brincadeiras
Nem tão pouco sou avessa:
"Made" nas Cinco Ribeiras
Todo o bem lhe aconteça!


 


Iogurtes no Natal
São mesmo uma prenda bela
É produto regional
Com Vaquinha na lapela.


 


Yes!
Rosa Silva ("Azoriana")


 


Nota: Tenho de passar por lá... Humm!

Fri-Luso de Dezembro

Jornal FRI-LUSO de Jorge Vicente

 


Já se encontra on-line o Jornal FRI-LUSO nº 55, de Dezembro, do amigo Jorge Vicente e seus colaboradores. De novo, e com um curto interregno, assistimos ao desfile de inspirações, num colorido jovial nesta data fraternal. Importa, pois, alegrar o mundo que anda envolto numa tendência, digo, em crises diversas que a todos atacam quer física, quer moralmente. Que o Deus Menino, exemplo de simplicidade e humildade, afaste as fraudes, as leis incómodas, o desespero financeiro e outras tragédias que não nos podemos livrar porque é a natureza a comandar.


 

Deliciem-se com a leitura e com a estreia de um novo colaborador da ilha Terceira - Rodrigo Silva, que vai espalhando pelo mundo virtual as suas opiniões e as Tradições Terceirenses.


 


Rosa Silva ("Azoriana")



O MESCF e “a festa do Carlinhos Papagaio”

Não sei se isto é uma crónica ou tem outro título qualquer. Após ler os últimos desenvolvimentos do MESCF parece-me como aquela história da festa do Carlinhos Papagaio - não é nesta, nem na outra, é na outra... Será que vai haver oportunidade para se chegar a vias de fato?! (fato de facto e não de Fato). Um traje novo queria o Lugar de São Carlos, isso sim! Seria como que um balde de água tépida para limpar as paredes das nódoas e um novo ar para uma "nova" freguesia do concelho de Angra do Heroísmo, da ilha Terceira e do arquipélago dos Açores que, pelo meu ponto de vista, é um jardim de Portugal, não fossem alguns solavancos que acontecem de vez em quando com o discurso da República.

Enfim, não me quero meter em caminhos tortuosos com lombas e curvas de protesto, nem em altos voos tracejados por algum raio de tempestade aérea. O que tenho direito a referenciar é o facto (ou fato) de que São Carlos é conhecido, é populoso, é digno de referência a nível regional, nacional e mais além, num círculo de vozes simpáticas. Tem história, tem património, tem gente e gente que eleva a cultura, o saber e o trabalho e muito lutou por fazer do Lugar de São Carlos um prazer de viver, colorido pelo dourado das laranjas, pelas salutares castanhas e pelas cores da alegria.

São Carlos é ponto de encontro e de passagem para as freguesias da Terra-Chã, São Mateus da Calheta e de São Pedro e o que navega no mar, que beija as enseadas de pedra talhada pelas ondas espumantes. Que eu saiba não há rivalidades entre santos. Todos se devem respeitar e optar pela audição favorável, a boca cheia de que "São Carlos é e pode ser a nova freguesia!". Inté à promeira, se Dês quisé!

Rosa Silva ("Azoriana")

Prosa e rima: A vida de maresias

Pincelei a vida com as cores da ilha e no tom de (a)mar. Azuis esverdeados. Um acto misto (de amor) da mãe (terra) com o pai (mãe). Mergulhei nas ondas dos prazeres. Chorei em vez de rir, numa onda maior. Agora elevo o sorriso às águas-calmas. A bruma apazigua a tempestade e dá a bonança dos dias multi-cores. É assim, A VIDA DE MARESIAS...





A vida de maresias
Prefere o tempo feliz
Mergulha nas utopias
Daquilo que às vezes diz.

É difícil caminhar
Em areias movediças
Entre a terra e o mar
Há tormentas e delícias.

Uma onda de carinho
Envolve todo o meu crer
Se ficar pelo caminho
Não sei como há-de ser.

Na vida de maresias
Há dons com tonalidade
Ondas vêm todos os dias
Coloridas de saudade.

Rosa Silva (“Azoriana”)

Senhora da Conceição

Há um ano foi assim...


 


 


Hoje e sempre:


 


Senhora da Conceição


Protejei a Fazãzinha


E também nossa Nação


Se a desgraça se adivinha.


 


Senhora da Conceição


Esta é uma prece minha


Que louva a vossa acção...


Sei que não oro sozinha.


 


Rosa Silva ("Azoriana")


 


 


Senhora da Conceição

 


 


 


 


 (clique na imagem)


 

O Antes e o Depois

Não! Não sou VIP, nem JET7, nem manchete de uma “Grande Reportagem”, nem notícia de horário nobre, nem figura pública. Sou, sim, uma cidadã que se sente realizada a nível profissional e quase, quase a nível pessoal, não fossem os arrepios próprios de uma vida sujeita às intempéries ou bonanças ocasionais.

O facto de gostar de blogar é meio caminho para me sentir um ponto acima da vivência pacata de algumas pessoas que nem sabem o que é um blogue. Imaginem que, no início, quando mencionava que tinha um blog, até parecia que estava a dizer algum palavrão, algum slogan partidário, algum objecto que serve para murar uma casa: tens um bloco?! E lá vinha eu com as migalhas explicativas, ao ponto de ficarem boquiabertos por eu ter um diário virtual. “Ah, piquena profeita! Escreve para baixo sobre a nossa Serreta!” e mais, “Eh, piquena, pois não te sabia com tais dotes nas cantigas… Vai em frente, força!” e outras tantas mensagens de se tirar o chapéu ou de o enfiar bem até às orelhas… “Acho que te estás a expor demasiado… Olha que o mundo nos vê, Deus nos conhece e nada é como parece”. Podem crer, que esta me tocava no goto, por outra pensava: - Deixá-lo. Se ela me inspira pois não vou negar-lhe esse gosto! E assim seguia com mais ou menos artigos, mais ou menos rimas, mais ou menos inspiração. Raramente faltavam os agradecimentos, os destaques  a isto ou aquilo, o olhar atento a alguma menção à “Azoriana”… Esta alcunha também foi alvo de algumas peripécias… Até julgaram que eu era americana… Tudo porque as cedilhas são umas marotas nestes caminhos tecnológicos e esbarram nos muros virtuais. Tira cedilha e ala que se faz tarde: um “Z” é sempre um “Z” e serve para bom turista ler (Azores, Azorianos, Azorianas and so on).

Passada esta faceta, dei em notar algum “feed-back”, expressão pomposa americanizada que quer dizer algum retorno de informação, ao ponto de me incentivar a prosseguir no bom caminho, isto é, em boas salas com a presença de escrita poética mundial: A “AVSPE – Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores", da qual sou membro efectivo a convite da sua fundadora, Efigênia Coutinho, e, mais recentemente, também sou Confrade da Página Pessoal de Pinhal Dias e São Tomé - “Os Confrades da Poesia”, onde se encontram vários Confrades de cá, de lá e de mais além.

Agora digo que valeu! Valeram-me os retalhos da inspiração, a repentista e rimada raiz cultural, bem como o crescimento de amizades com um mesmo sentimento: o prazer de escrever e de dar ao mundo uma amostra do ontem, do hoje e do que virá depois de mim, de nós: a SAUDADE, uma longa e sentida saudade, que se tiver a resposta global ficará nos papéis reais da memória.

AVSPE


O corpo tem a medida
De acordo com o tamanho
Porém a alma é erguida
Além do corpo que tenho.

De mim não podem tirar
A alma de pano-cru;
Somente podem lembrar
Que sou da terra da Turlu.

O corpo dela é ossada
Mas a alma permanece
Nos lábios da terra amada
Onde a rima estremece.

Meus amores pela rima
Vingaram no virtual;
A raiz veio ao de cima
E tornou-se um ideal.

Rosa Silva (“Azoriana”)

O livro da Azoriana



 




 





 


Livro: Serreta na intimidade


Data de lançamento: 2 de Abril de 2011
Hora: 18:30

Autora: Rosa Silva “Azoriana”
Edição: Turiscon Editora






O livro pode ser encomendado de duas formas:
1) Por carta, dirigida a Canada dos Folhadais, 69 - São Carlos
9700-202 Angra do Heroísmo
2) 
Via e-mail
a Rosa Silva

O Livro será entregue:
Enviado pelo Correio, acrescido dos portes




 

Se fosses vivo... (havia bolinho)

Hoje seria o teu aniversário. Contarias oitenta e uma velas no bolo que sempre querias para festejar um dia diferente. Hoje, festejas noutra dimensão que já tem nove anos. Nasceste numa segunda-feira do mês natalício do ano de 1929. O último aniversário foi num sábado e partiste, para sempre, numa sexta-feira de Carnaval, aos 71 anos de idade. Chegaste no fim e partiste no início (Fevereiro de 2001) mas os teus valores estão presentes na lembrança. A tua entrega ao trabalho e às dificuldades, à alegria e festividades, ainda permanecem na memória da tua descendência.


 


Lembro-me que, no silêncio, te acompanhava o talhar da madeira na loja das criações: um arado, uma canga, uma janela, uma porta ou a mais pequena peça de artesanato surgiam do teu inato conhecimento e vocação. Sem diplomas, foste pedreiro, carpinteiro, agricultor e, mais tarde, pintor. Foste criança, jovem, adulto, esposo e pai de duas filhas que aprenderam a decifrar, entre um temperamento tempestuoso, o afecto que não mostravas mas que sentias pelos seres que deras ao mundo.


 


Agora, são os teus três netos e uma neta, que ainda te conheceram em vida, os ouvintes do que lhes transmitimos.


 


Tenho apenas a saudade de ser o que não sou depois que partiste...


 


Assim começam as Histórias para crianças: Era uma vez....

Um presépio. Nesse presépio tinha um Menino, uma Maria, um José, um Anjo, um burrinho e uma vaquinha. Tinha também umas ovelhinhas que aqueciam as palhinhas do Menino. Tinha um galo para chamar os pastores e visitantes do Menino que iria nascer dali a um mês, como era habitual festejar em todos os anos, em quase todos os lares e igrejas.


 


Estava na altura de "armar" o presépio na parte mais harmoniosa da casa. Com esta seria a terceira vez que tais criaturinhas vinham à luz do dia e ao luar da noite. Mas, de repente, houve um alvoroço. Uma ventania... turbulência... desassossego bastante e tudo virava, tudo tombava com a intempestiva chegada de uma bola de pêlo luzídio de negro... Mas quem será? Mas quem será o intromissor?


 


Era nem mais nem menos do que o "Faraó", o preto como lhe chamamos todos os dias. Ei-lo instalado no seu trono preferido. E onde estará o Menino?


 


O Menino acho que está confortavelmente aquecido por este bichinho de olhar esverdeado, cujo sorriso nem se vê... O nosso é que se viu estridente :)


 


 



Esta imagem tem direitos de autor: é única!


 

Alexandrina Cota e netos

 


Avó e netos

 


Vitorina, Laura, Natália, Rosa, Daniel


Manuel Marcelino, Alexandrina (minha avó) e Humberta


 


Olhando esta imagem, onde estão oito sorrisos radiantes e diferentes, com o mesmo sangue correndo nas veias, dá uma saudade inimaginável. Julgo que aqui teria treze anos (1977). Estava tão feliz ao lado dos meus cinco primos, irmã e avó materna. Qual dos primos é o mais parecido com a sua avó? Ela já não está entre nós há vinte e quatro anos. O neto mais velho era o Daniel Cota que partiu cedo, com meio século. Todos casaram, todos tiveram descendência. Apenas eu estou divorciada.



Acho que o meu filho mais novo é o retrato da tia, a neta mais nova de minha avó, que está do seu lado esquerdo. Dizem que ela é parecida com o pai e eu parecida com a mãe.




Alexandrina com sete netos
Estava radiante e feliz
Rodeada de afectos
Trilhando a sua raiz.

Vitorina, Laura e Natália,
Humberta e o Manuel,
(Só eu não fui Cidália),
Rosa e também o Daniel.

Neste dia de alegria
Sorrindo aos americanos
Que tiraram a fotografia
Que perdura há muitos anos.

Quem me dera reconstruir
Todo este enorme encanto
Continuar a sorrir
Lá naquele terno canto.

Ai tanto que já passei,
E outro tanto vivi,
Aquela sala limpei
E agora não moro ali.

Já tomou outra figura,
Há paredes derrubadas,
Na lembrança há a ternura
Destas horas bem passadas.

Rosa Maria

Quando estamos felizes abraçamos o mundo

Amei quando me disseste: (...) "a minha amiga "Azoriana" é um livro aberto! E universal a partir da ilha."


 


Quem, como eu, vive numa ilha é que sabe o sentir ilhéu. Quem, como eu, vai tendo acesso às novas tecnologias que nos põem em directo com o universo virtual, que certamente vai passando para o real através da impressão e/ou divulgação de mão em mão, é que sabe o impacto que se vai tendo nos diversos sentires.


 


Sou o retrato de alguém que me doou um dom, cuja apresentação só se deu quando me voltei para mim e vasculhei sentires que jamais me tinham fustigado antes do ano de dois mil e quatro, mais propriamente, o mês das flores: Abril.


 


O respigar das pétalas foi tomando o meu ser e abraçou-me de tal forma que nem deu para me afastar. Embrenhei-me por marés e ventos em escritos de apetecer, de prazer e de gratidão, de oblação. Não ousei disfarçar os sentires de quem me abraçava e me impelia a rascunhar, tecladamente, outra forma de vida. Uma forma, de tal forma, que me deu asas e voei, me deu sorrisos e sorri, me deu paz e fiz-me folha de miravento, o tesouro que desejo e acalento.


 


Graças a um punhado de heróis das letras, na língua mátria, percebi que, finalmente, os meus sentires são o que tenho de melhor - o amor de berço. O SAPO foi a ponte para avançar na fortaleza das ideias, o resto veio por acréscimo. Presentemente, descubro que sou uma mulher realizada e feliz. Agradeço a quem consolidou este sentir.


 


Rosa Silva ("Azoriana")

"one more shoot" na Serreta

"A exposição de fotografia "Percursos de Esperança" será inaugurada no próximo dia 2 de Dezembro, pelas 18:00h, na Academia da Juventude da Ilha Terceira - Praia da Vitória, local onde poderá ser visitada durante todo o mês de Dezembro.

Esta é a fotografia que estará a representar-me. Dei-lhe o nome "Fé enquanto fonte de esperança" e foi captada no Santuário Diocesano de Nossa Senhora dos Milagres, localizado na freguesia da Serreta, ilha Terceira, na madrugada do dia 12 de Setembro de 2010. Foi a única fotografia que submeti à avaliação do júri. Foi uma das 20 seleccionadas de entre um total de 104 fotografias apresentadas a concurso."


 


Estes dois parágrafos, acima, fazem parte de um artigo publicado por Miguel Bettencourt, um blogger terceirense que conheci no I Jantar de Bloggers da Terceira. Fiquei com uma boa impressão dele e, sempre que nos encontramos, quer na vida virtual, quer na real, há uma cortesia amigável, uma palavra de simpatia e uma irmandade blogger. Fazemos parte deste novo mundo de escritos e imagens captadas com um olhar atento.


 


É precisamente por causa desse olhar atento que hoje dedico este artigo ao caríssimo Miguel Bettencourt. O Miguel gosta da Serreta e com a sua imagem submetida a concurso ficou num bonito patamar. Que maravilha! A Senhora dos Milagres faz milagres a quem dela se abeira. Acreditem que é verdade.


 


Estou muito feliz e mais feliz estaria a minha falecida mãe porque veria a "sua" Serreta como uma «fonte de esperança» de olhares peregrinos.


 


Obrigada Miguel, muitos parabéns!


 


Rosa Silva ("Azoriana")

O que pensam de ti...

"Terceira

Poderia chamar-te a ilha dos monumentos e dos cronistas, tu que és a mais histórica destas históricas ilhas... Poderia falar das tuas fortalezas, dos teus conventos, das fachadas das tuas casas renascentistas...



Poderia até chamar-te Angra do Heroísmo, cidade vaidosa do património mundial! Ou então Praia da Vitória, terra-mãe de Nemésio que ninguém leu.



Ah, sim, e poderia falar das tuas touradas e da euforia das tuas festas! Tanta coisa que eu poderia dizer do teu povo festivo e festeiro. Dos teus arraiais. Dos teus impérios. Das tuas alcatras suculentas. Da tua massa sovada de apetecer. Do teu alfenim conventual. Das tuas Danças de Entrudo. Da ternura que contigo partilhei no Jardim. Dos beijos que contigo troquei nas banquetas do Pátio da Alfândega. Das tuas quintas de S. Carlos e das tuas matas da Serreta...



Mas não. O que quero mesmo é repousar o meu olhar no teu Monte Brasil. E imaginar que vou partir por esse mar fora! E viver intensamente o bulício a bordo de paquetes iluminados. E respirar, no convés, a amplidão dos horizontes. E, depois, recolher ao camarote e adormecer. Com as vagas por travesseiro."


 


"Visões das ilhas", Victor Rui Dores *, in "Comunidades" da RTP-Açores.


 



Victor Rui Dores



 


* Victor Rui Ramalho Bettencourt Dores nasceu no dia 22 de Maio de 1958, na vila de Santa Cruz da ilha Graciosa, Açores. Licenciado em Germânicas, pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa, é actualmente professor na Escola Secundária Manuel de Arriaga, e, na cidade da Horta, desenvolve apreciável actividade cultural. Com vários livros publicados, é poeta, romancista, ensaísta, crítico literário, cronista, etnomusicólogo e linguista. Colabora regularmente nos jornais, na rádio e televisão dos Açores e está ligado à actividade teatral como actor e encenador.
Produção Literária: Poemas de Mar e de Fogo(poesia), 1978; Grimaneza, ou um Barco Chamado Desejo (contos), 1987; Entre o Cais e a Lanche (poesia), 1990; À Flor da Pele (poesia), 1991; Sobre Alguns Nomes Próprios Recolhidos na Ilha Graciosa (ensaio), 1991; Histórias em Peripécias, 1990; Bons Tempos (crônicas), 2000; Açores, as Ilhas Ocidentais - Azores, the Western Islands (albúm fotográfico), 2004; A Valsa do Silêncio (romance), 2006; A Graciosa Ilha (texto/fotos de José de Nascimento), 2009.

Olhos nos olhos

Bendito seja o teu olhar. Bendita seja a tua escrivaninha, onde te sentas e dilaceras, amigavelmente, com a tua pena as folhas de outrem. És o juiz cordial, o tutor magistral, o bálsamo da alma, que rima a paz de uma gaivota, o murmúrio das ondas temperadas de desejo, o cálice da aventura ilhoa, o caminho do sonho, a fluidez do canto, o sopro do verso estendido no corpo de uma quadra, a redondilha marcando o tempo que não volta mais.


 


Fixaste os meus olhos e absorveste as ideias da alma. De um trago possuiste a ideia germinada nas entranhas da vida, ora calma ora num turbilhão de pensamentos nus. E viste o meu berço talhado pelo suor de umas mãos que mimaram o corpo saído do ventre do amor. E ouviste o meu choro tonificado pela melodia angelical da clave rural. E tocaste o meu ser escrito nas dunas da alegria e nas escarpas da tristeza. E tingiste o teu olhar com as águas límpidas colhidas de um denso nevoeiro que enfeitiçou o teu coração peregrino...


 


Ai, como sou feliz sabendo que os teus olhos fitaram os meus sem ser preciso uma presença viva. Por isso, eu digo, basta um olhar interilhéu para se saber que as rimas são um doce da alma terceirense.


 


A felicidade não existe todo o tempo, não se faz a curto prazo, mas quando nos bate ao coração está na altura do grito: Estou feliz!


 


Rosa Silva ("Azoriana")


 


P.S. A propósito de um e-mail recebido que ficará como lembrete.

Canto ao Vinho!

 


Ó vinho delicioso
Que adoças a garganta
Para mim és glorioso
És do bago que me encanta.

És o néctar fabuloso
Que no paladar se planta
És o bom vinho, famoso,
Que até o humor levanta.

Cálice de tom divino
Maresia do lendário
De sabor puro e fino.

Casa Brum, Chico Maria,
Nobre Museu, Donatário,
Resistência mais Confraria.

Rosa Silva ("Azoriana")


 Índice temático: Desenho sonetos


 


Chico MariaDonatárioDa Resistência


Imagens de "Bagos d'Uva", blog biscoitense

Começaram os ensaios

Toda a ilha já festeja
O ensaio da sua dança
Espero que a tua seja
Temperada de bonança.

Escrever a saudação
Bem como a despedida
É uma boa missão
De alegria surtida.

Escrever o Carnaval
Com graça e riso a eito
Mesmo antes do Natal
Já começa a dar efeito.

A alma do nosso povo
Se veste da nova rima
Enfeita velho e novo
E o humor vem ao de cima.

Canta, canta, meu amigo,
Tuas rimas insulares
Preserva no teu artigo
Nossas artes populares.


Tenho certeza que a festa
Marca ponto na ocasião
Quando o dom se manifesta
Nas rimas do coração.

Rosa Silva ("Azoriana")

Palavras são sementes

Palavras são sementes

Um lindo agradecimento, recebido por email, de Malu Mourão

MEUS AGRADECIMENTOS
Malu Mourão

Uma Luz Divina veio me iluminar
E uma grande felicidade invadiu todo o meu ser.
A onda de alegria que me cobriu com o seu festejar,
É o tão sublime presente vindo de você.

E na data para mim assim tão especial,
Uma corrente miraculosa de amizade a me envolver
Numa gigantesca onda de calor humano sem igual,
Neste aniversário, de amor me fez renascer.

Senti-me amada e feliz no meu existir.
Cada mensagem recebida foi um gesto a florescer
Uma certeza absoluta que guardarei dentro de mim:
Dar amor é a melhor forma de se viver.

Hoje, com a glória de Deus a me guiar
E muito feliz de poder neste poema transcrever,
Todo carinho recebido de vocês num parabenizar,
Com todo meu afeto, venho AGRADECER!

Serreta - Imagens

Serreta

Momentos em imagem

Cantoria


 


Dias felizes...


 


Para além da imagem


 


Clique

Imagens que inspiram a Valsa das Cores

A Serreta no seu melhor

 


Imagem da autoria de Liduino Borba


In Serreta na intimidade, 2011. Página 103, figura 258 (de 2010)




A VALSA DAS CORES



Dançam verdes, azuis frescos,
Numa valsa acetinada
Nesses quadros pitorescos
De quem os vê da estrada.

Dançam palavras de sonho
Pela mente de um escritor;
Nas minhas eu sei que ponho
Com enlevo o meu amor.

Na linha do horizonte
Pasma o céu perante o mar
E o que vejo ali defronte
Entontece o  meu rimar.

Na rima que em mim dança
Num atalho de ternura
Há um tom de esperança
Frente ao azul da aventura.

Rosa Silva ("Azoriana")



Nota: Jamais esquecerei a expressão de contentamento de José Fonseca de Sousa quando me lembrou desta Valsa das Cores, ao ponto de voltar a reler o que tinha escrito em 2010. Confesso que também gostei de viajar nestas cores que nos tingem de alegrias.