15 de Dezembro - Triste alvorada

Violenta tempestade

Irrompeu na madrugada

Na Agualva, da Terceira,

Que arrasou a ribeira

De vasta calamidade

Após grande enchurrada.



Foram carros arrastados

Por ruas alvoraçadas

De águas em fúria

Provocando tal lamúria

Nas vozes dos sinistrados

Com as casas inundadas.



A nossa televisão

Deu-nos conta logo cedo

Do que ali se passava

E com tudo o que mostrava

Causava consternação

Por todo aquele degredo.



Ajudas de várias frentes

Reunindo autoridades

E serviços de protecção

De apoio à população

Consumida em suas mentes

Com tais adversidades.



Coitado de quem se vê

Numa tragédia assim

Perdendo os seus haveres

Sem força e sem puderes

Gritando por quem mais crê

Para poupar a vida enfim.



O cenário é dantesco

E muito dele se fala

Pla surpresa matinal

Aproxima-se o Natal

Tudo está muito fresco

E o lamento não se cala.



Que o Deus Menino anime

E ajude quem ajuda

No rescaldo do tormento

Ficará no pensamento

Mas que ninguém desanime

Pois há sempre quem acuda.



O Governo Regional

À Agualva se deslocou

Neste trágico dia

O Presidente seguia

A população local

Que com seu apoio contou.



15-12-2009

Ilha Terceira - Açores



Rosa Silva ("Azoriana")

1 comentário:

  1. Amiga
    Belos versos...mas melhor bem seria não teres este mote para os fazeres!
    Que tristeza, até me dói o coração.
    Para aquelas pessoas, foi pior este dilúvio que o Sismo de 80!
    Beijos e Feliz Natal!
    O Oaulinho está melhor?
    Espero que sim.
    beijinhos e amizade.
    Chicailheu

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