Com a rima sou feliz

Vejo tanta gente
bela,
E seu rico vestuário...
Cá por mim sou tão singela
Só é
"rico" o meu diário.

Vou blogando dia-a-dia
Enquanto a vida
deixar;
Sou pobre em demasia
E há pouco quem queira
dar.

Com a rima sou feliz,
Feliz é quem dela gosta;
Sou
pobre e tanto fiz
Mas a miséria se encosta.

(...)

A
Turlu também se viu
Forçada a ter de cantar:
Brilhou com seu
desafio
Mesmo que fosse a chorar.

Mas eu não sou
cantadeira
Aos palcos 'inda não fui:
A voz tem de ter
maneira
Quando a melodia flui.

Estou passando por
tristeza
Apresentando alegria:
Dói muito ver a pobreza
Cercar
a réstia do dia.

Se houvesse alguém no mundo
Coroado de
bondade
Fazia por um segundo
Um ser feliz de verdade.

Mas
a crise é mundial
E todos passam por ela;
É uma dor
universal
Que pousa em cada janela.

A janela do amor
Da
paz, solidariedade,
É estreita e sem clamor
Quer no campo ou na
cidade.

Só Deus tem na Sua Mão,
A bondade e o
"castigo";
A clemência e o Perdão
Peço agora neste
artigo.

Na Tribuna li primeiro,
Quem brindou a minha
rima,
Foi talvez o pioneiro
Que a levou lá ao de
cima.

Nas páginas desse jornal
Pela América fez içar
O
que na ilha de Portugal
Uma mulher quis criar:
Uma rima ao
natural
Na internet a cirandar.

Rosa Silva
("Azoriana")

2009/08/03

1 comentário:

  1. OI amiga Rosa. Que coisa linda, este seu poema. é uma delícia, ler e saborear. Muitos parabéns que tenha saúde e alegria para continuar a criar assim poemas bonitos. Um grande abraço deste amigo do Continente. Eduardo.

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