E vestidos de
ternura
Estão todos os seus versos...
Vejo, além, tanta
doçura
Nesses actos já dispersos.
São dispersos do
actual
Viver da humanidade;
Deus abençoe afinal
Toda a nossa
sociedade.
Os avós, pais e irmãos,
Sejam fonte de
lembrança,
Dêem todos suas mãos
Se na vida têm esperança;
A
labuta em que se vive,
Não dá para muito mais,
Há ainda quem
sobrevive
Em doses desiguais.
Haja a oportunidade,
De
zelar pelos velhinhos,
Que na sua tenra idade
Tiveram melhores
carinhos.
Há que dar-lhes atenção,
Pese embora a
precaridade,
E a falta de vocação
Em seguir com a
caridade.
Eu não estou a criticar,
Porque também o
mereço;
Eu também não vou ficar
Eu também desapareço;
E meus
filhos seguirão,
Com alguma inquietude,
Pois também não
manterão
Sempre ares de juventude.
Rosa Silva
("Azoriana")
Há "Lições de Amor"
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Que eu estivesse com vocês para os bailinhos, as danças e os defiles. Bom Carnaval!
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