Ressuscitem o E.B.I.T.

Estava eu a fazer arrumações quando encontrei um jornal de S. Miguel
com um artigo alusivo ao I Encontro Bloguista da Ilha Terceira. Lá
estava a minha foto e a do Luis Nunes que era suposto ter erguido o
III, mas tal não foi possível. Será que em Março ocorrerá algum novo
evento? Confesso que sinto saudades desta reunião bloguista, nem que
seja como participante.

@z(º)riana

Dedicatória ao poeta terceirense Hélio Costa

Sei que um livro vai
subir
Ao palco das emoÇöes
E creio que irao sentir
A melhor
das sensaÇoes.

Nesse palco quero ver-me,
Porque de poemas
gosto,
Certamente vou perder-me:
No seu verso eu
aposto!

E se ha amor pela ilha,
Que nos dà
inspiraÇao,
Muito mais p'la maravilha
Do seu nobre
coraÇao.

Bravo poema de encanto
Que surge todo a primor
E
dele gostarei tanto
Como gosto do Amor.

Rosa Silva



@z(º)riana

NÃO AGUENTO MAIS...

Escrevi o assunto em caixa alta para parecer mesmo o grito tal e qual
o dei. QUERO A MINHA QUERIDA INTERNET NO ACONCHEGO DO LAR. Por favor,
senhores responsaveis pelas tecnologias, baixem o preço do tarifário
para que quem, como eu, não consegue arcar com o exagerado preço mensal.
Dou-vos um beijo
Por este desejo
Que teima em chegar...
Vos peço, por Deus,
Que os desejos meus
Possam 'inda navegar.

Rosa Silva

@z(º)riana

Dia de Amigos

Quinta-feira, a primeira,
Dum molho de outras três
Que pela ilha Terceira
Se comemora outra vez.

Os amigos vão ao streap
Que por cá é nova moda
As amigas ao despique
Ficam c'a cabeça à roda.

E vão todos p'ra folia
À conta de uns tostões
E no meio da euforia
Vão comendo coscorões.

As filhoses e malaçadas
Licores de bons sabores
E caras fantasiadas
Animam nossos Açores.

@z(º)riana

O "causo" não é para rir... E talvez faça chorar... É a saudade!

A "Peripéciazinha" foi uma realidade,
Faz rir, mas
foi dorida de verdade;
Podia bem ser um tema de Carnaval
Para
aquela dança em que tudo vale.

Querida amiga Joanina,
Não o
quiseste ofender,
Mas se foste esta menina
Gritava ou ficava a
morrer.

Isso de andar à cata,
Duma "agulha num
palheiro",
É triste e quase que desata
A pessoa num
berreiro.

Mas no fundo tua viagem,
Foi bela recordação,
E
levaste na bagagem
Todo o nosso coração.

Uma lágrima
caída,
Remata a cantoria
E para o resto da vida
Vou lembrar
nossa euforia.

Podem passar muitos dias,
Meses e até mais
anos,
Foste causa de alegrias
Para uns quantos seres
humanos.

Esse nobre coração,
E mais alegrias que tais
Tão
felizes, ao serão,
Da Canada dos Folhadais.

Guarda a rima
que te dou,
Nesta boa hora do dia
Porque foi ela que
soou
Como a nossa mais valia.

Não foi preciso
cantar,
Sozinhas ou acompanhadas,
Cá dentro senti
vibrar
Nossas palavras rimadas.

A rima que vem de
dentro
E por fora não se vê
É a que nasce do centro
De quem
ama e de quem crê.

O amor e sã amizade
São as flores dum
canteiro
Que ficam p'ra eternidade
Como um selo
verdadeiro.

Me despeço com abraços
Para ti, marido e
gato,
São esses teus fortes laços
E merecem o teu bom
trato.

Rosa Maria

Agradecimento que publiquei nos Cânticos da Beira

É com um grato
prazer,
Que acabo agora de ler
Talentosa explicação
Da Drª
Maria Tavares
Que alegra os meus ares
E a quem lê a
edição.

Desgarrada de Além-Mar,
Deu-nos gosto em
cantar,
E selou nossa amizade:
Dona Clarisse do Ceira
E a
Rosa da Terceira
Cantaram na virtualidade.

Bem-haja aos ecos
todos,
Que dão alegria a rodos
E vontade de repetir;
Está
quase o Carnaval
Dizem que agora tudo vale
P'ra boa quadra
surgir.

Assuntos não vão faltar,
Pela ilha é um tal
cantar,
Nos ensaios p'ro Entrudo;
Não há ilha mais
festeira
Que a nossa ilha Terceira
E cá se aprende de
tudo.

Melhores agradecimentos

In «Cânticos da Beira» -
DESGARRADA DE ALÉM-MAR

Rosa Silva
("Azoriana")

Em memória de John Updike

Publico o poema que
se segue, recebido através da amiga Kathie Baker, em memória do
grande autor americano John Updike, que morreu 27 Jan 2009.


John Updike - "Azores," in Harper's Magazine, January 1964,
p. 37

Portuguese translation (below) by Jorge de Sena, published in
"The Sea

Within"
= = = = = = = = = = = =


Azores


Great green ships

     themselves, they ride

at anchor forever;

     beneath the tide


huge roots of lava

     hold them fast

in mid-Atlantic

     to the past.


The tourist, thrilling

     from the deck,

hail shrilly pretty

     the hillsides flecked


with cottages

     (confetti) and

sweet lozenges

     of chocolate (land).


They marvel at

     the dainty fields

and terraces

     hand-tilled to yield


the modest fruits

     of vines and trees

imported by

     the Portuguese:


a rural landscape

     set adrift

from centuries ago;

     the rift


enlarges.

     The ship proceeds.

Again the constant

     music feeds


an emptiness astern,

     Azores gone.

The void behind, the void

     ahead are one.

= = = = = = = = = =


Grandes navios verdes

     eis que navegam

ancoradas, para sempre;

     sob as águas


enormes raízes de lava

     prendem-nas firmes

a meio do Atlântico

     ao passado.


Os turistas, pasmando

     do convés

proclamam aos guinchos lindas

     as encostas malhadas


de casinhas

     (confettis) e

doces losangos

     de chocolate (terra).


Maravilham-se com

     os campos graciosos

e os socalcos

     feitos à mão para conter


os modestos frutos

     das vinhas e das árvores

importadas pelos

     portugueses:


paisagem rural

     vindo à deriva

de há séculos;

     a distância


amplia-se.

     O navio segue.

Outra vez a constante

     música alimenta


um vazio à popa,

     os Açores sumidos.

O vácuo atrás e o vácuo

     à frente são o mesmo.

Para começo de tarde

Estava eu no
Hospital,
À espera duma consulta,
Pus-me a ler algum jornal
E
a Revista que dele resulta.

Numa crónica de touradas,
Dum
belo de um cronista,
Escondi as gargalhadas,
Desatei quadra
bloguista.

O dia não está de graças,
Nem tão pouco de
marradeira:
Destas quadras não desfaças,
Nem da ilha mais
toureira.

Junto agora ao meu cansaço,
Os dedos quase a
sangrar,
De limpar o meu espaço
E de muito papel
rasgar.

Rosa Silva ("Azoriana")

Elogio a "Colcha de Retalhos" da artesã terceirense

Andamos de braço dado,

Nesta coisa de blogar

E moramos lado a lado

Numa escrita de tear.


Os dias correm a eito,

Numa fila quase ordeira,

Escrevemos, com efeito,

À nossa linda Terceira.


E na Colcha de Retalhos,

Reside tanta esperança;

É o fruto dos trabalhos

Que trazemos de herança.


Mesmo sem nos conhecermos

Trilhamos estes caminhos,

Para aos poucos percebermos

Que não estamos sozinhos.


E de quadras gosto tanto

Mesmo que sejam demais:

Comecei no Corpo Santo

Continuo nos Folhadais.


E agora na despedida,

Meu abraço amistoso,

E na quadra mais sortida

Um sorriso clamoroso.


Rosa Silva ("Azoriana")

Devido a entorse do pulso direito...

Agravou-se um
problema antigo do meu pulso que, com as mudanças e esforços dos
últimos tempos, me impede de escrever normalmente como o fazia até
aqui. Por este motivo vou ter de pausar a escrita bloguista, pois
estou muito habituada a escrever com os dez dedos das mãos. Os da mão
direita cada vez que tocam no teclado faz correspondência directa no
mal do pulso, que está de tala. Aguardo dias melhores e as sessões de
fisioterapia. Quando julgamos estar bem vem sempre algo que nos faz
pensar na preciosidade que é o nosso ser intacto. Nada como estar de
perfeita saúde. Bom fim-de-semana para todos.

A Leoa...

Leao.jpg

Enquanto espero, escrevo...

Hospital:
A palavra que mexe com os sentimentos. Quando um profissional de saùde sorri e se mostra atencioso com o utente torna o acto menos penoso. Hospital é a catedral da Saùde e tem de fazer render a virtude do bem, sem olhar a quem. Um bom profissional tem amor à vocaÇäo e no Hospital de Sto Espìrito hà bons profissionais. Aguardo um sorriso para um dos meus males...

Pensamentos

Crê:
Nossa vida é
uma passagem
E o dia é uma miragem;
E quem o quiser
entender
Já cá não estará p'ra ver.

Não guardes para
amanhã,
O que podes fazer agora;
Se ficares no divã
O
trabalho vai-se embora.

Ao poema "Avareza", desta semana, de Euclides Cavaco

Grande poema, com
efeito,
Esse que agora nos dá:
O mundo não é perfeito,
Avareza é o que mais há.

Toda a gente deve
ouvir
E prestar muita atenção:
Vereis um pobre pedir
Mas ao
avarento não.

Abraços para o amigo Euclides Cavaco.

RimAndo...

Já rimei ao Corpo
Santo
Rimo agora aos Folhadais;
Eu da rima gosto tanto
Mesmo
que seja demais.

Quando chegar a freguesia
A São
Carlos rimarei...
Venha a lei, por cortesia,
Que mais alegre
cantarei.

E sonhei com o Brasão
Ornado de lindas
cores:
As camélias, porque não,
Ou outra de suas
flores.

E o livro deste Santo,
É uma presença
constante,
Nossa bandeira de encanto
Que reinará
doravante.

Movimento de Elevação de São Carlos a Freguesia

Hoje, cedo, quando ia
a caminho da "145", transporte público da minha "nova" zona, deparei
com um envelope na caixa do correio, cujo remetente era o que indico
no título deste artigo. Para que saibam do que se trata passa a
transcrever, na íntegra, o conteúdo que é deveras merecedor de todas
as atenções e digno de ser exposto, e fica desde já o meu
contributo:

MOVIMENTO DE ELEVAÇÃO DE SÃO CARLOS A
FREGUESIA


São Carlos é um pitoresco lugar de quintas onde
ao longo dos tempos abastados proprietários ergueram as suas moradias
de Verão. O lugar surge como um prolongamento natural da cidade de
Angra do Heroísmo.

Escreveu João Ilhéu no livro "Touradas e
Romarias", publicado em 1929: "Abastados proprietários ali construíram
suas vivendas em ar de chalets ou ao geito solarengo, e lá passavam
todo o ano dedicando as horas livres ao tratamento de seus jardins e
pomares, cultivando por suas mãos a horta, ou gosando a limpidez das
tardes de estio na eminência dos torrões da quinta, sob os páteos
arroxados das latadas de gliceneas".

Embora sejam quase
inexistentes os registos históricos sobre as origens do povoado de São
Carlos, sabe-se que na sequência de uma crise vulcânica, ocorrida na
Serra de Santa Bárbara e zonas envolventes em Setembro de 1761, teve
lugar a fundação do Império de São Carlos, uma vez que foi no local
onde o mesmo foi edificado que cessaram os sinais da força da natureza
vindos da montanha. A Irmandade do Divino Espírito Santo de San Carlos
foi criada em 1814 e desde dessa data que se tornaram muito famosas em
toda a ilha as suas festividades.

Ao longo dos tempos, São
Carlos foi um local de eleição para manifestações ligadas à
tauromaquia e outras expressões da cultura popular terceirense, sendo
ainda nos dias de hoje, um ponto forte das festividades da ilha o
"Sábado de São Carlos", marcado por animados despiques nas Cantorias
ao Desafio e a saborosa Morcela, bem como, a sua afamada Tourada à
Corda.

Após o sismo de 01 de Janeiro de 1980, surgiram novos
arruamentos e muitas habitações e São Carlos deixa de ser apenas um
lugar de veraneio para se transformar num agregado populacional com um
crescimento acelerado que se prolonga até à actualidade.

Na
história colectiva de São Carlos merecem também destaque muitos dos
seus ilustres habitantes das mais variadas áreas: políticos,
desportistas, médicos, comerciantes, pedagogos, entre
outros.

Com a construção da Escola Básica 2/3 e Ensino
Artístico Tomás de Borba, São Carlos assume agora uma maior dinâmica,
deixando de ser apenas uma zona residencial para transformar num pólo
privilegiado para a educação das novas gerações, trazendo um movimento
de pessoas considerável que vai proporcionar uma maior dinamização
social, cultural, desportiva e económica.

São Carlos é também
um local onde estão implementados outros importantes equipamentos e
serviços como Escola Profissional da Santa Casa de Misericórdia de
Angra do Heroísmo, Associação Cristã da Mocidade, Residência do
Representante da República, Direcção Regional de Estudos e Planeamento
do Governo dos Açores, Clube Desportivo e Recreativo de São Carlos,
Rádio Horizonte Açores e instalações da Portugal Telecom.

Tendo
em conta a crescente relevância de São Carlos no contexto da Ilha
Terceira e dos Açores, os seus moradores propõem à Assembleia
Legislativa da Regiã Autónoma dos Açores a sua elevação a
Freguesia:

Movimento de Elevação de São Carlos a
Freguesia


Creio que está tudo muito bem escrito e
explicado. Melhor não é possível, julgo eu. Ficamos de olhos postos na
resposta ao pedido deste Movimento.

Ó meu querido blogue!

O meu blogue existe
há quase um lustro. Hoje se ele não existisse teria de o inventar nem
que fosse para espelhar nele uma Angústia existencial insistente. Sei
que há-de passar como tantas outras vezes que ela me atacou forte e
feio, mesmo sem balbuciar palavra. Quando me vejo neste estado viro-me
para o blogue e escrevo-lhe coisas como estas sem princípio, meio ou
fim. São apenas momentos de desabafo que nem sei se alguém entenderá
porque não está dentro de mim. Só eu sei o que me atormenta os orgãos
todos cá dentro e não consigo dar-lhes a volta e/ou colocá-los no seu
devido lugar. Oxalá o fim-de-semana me retempere o ânimo e o humor,
que, juro, anda pela rua da amargura. Sinto um «não-sei-quê» e um
«não-sei-quanto» e um «não-sei-como» difíceis de traduzir por letras
miúdas de um blogue que estimo muito como se de um filho se tratasse.
Enquanto não chego junto dos meus filhos vou pensando no que iremos
jantar... Bom fim-de-semana para todos. Hoje é um daqueles dias que
dava o meu número de telemóvel só para ouvir um consolo. Estou a ficar
lamechas, não estou?! Até mais ver enquanto a noite não
descer.

À amiga Kathie Baker...

Já chegou a
encomenda.
E a surpresa disparou!
Agradeço imenso a prenda
E
muito contente estou.
Quando a terra a germinar
Mais terei para
rimar.

Beijinhos muito agradecidos.

Rosa Maria

1º aniversário do blogue de sonetos da Maria João

Solar dos Sonetos de
Maria João Brito de Sousa

1º aniversário do "POETAPORKEDEUSKER" - 14
de Janeiro de 2009

"Um ano! Doze meses de viagem
De
palavras, de versos, de amizades!"

Continua...

Parabéns pelo 1º aniversário e, pelo menos, pelos 365 sonetos que estão ao alcance dos nossos olhares e sentimentos.

Um grande abraço

Rosa
Maria

A propósito de um e-mail do poeta Armando Sousa

Bela prosa biográfica

Que veio do bom mineiro

Que muito bem identifica

As flores de bom canteiro.


Escreva-nos, como entender,

Um dia de sua vida:

Mineiro e seu sofrer

Em prosa ou rima sentida.


Resta-me a curiosidade

De saber o que se passa

Na funda realidade

Onda a sombra é devassa.


E sem ver a luz do dia,

Em trabalhos tortuosos,

Deve ser uma agonia

E faz os homens saudosos.


Quando saem para a luz,

Após dura operação,

Vivos, gratos a Jesus

Que lhes deu a salvação...


Vêm com força no olhar

Para um céu enaltecido

E talvez a bom chorar

Por não terem lá morrido.


Abraço ao Armando, mineiro da poesia!


Rosa Silva ("Azoriana")

Sanjoaninas 2009



«A Festa do
Sol»
O tema das
Sanjoaninas 2009
De 19 a 28 de Junho
Em Angra do
Heroísmo
Ilha Terceira
Açores


Solstício de Verão
Saúda São João
E a "Festa do Sol"
Em
seu arrebol.


E venham as gentes

De todas as frentes

Juntar-se à Festa

Que se manifesta.


Comida e bebida,

Em dose sortida,

Não hão-de faltar

P'ra festa animar.


Enquanto se canta

Alegria é santa

E o Astro-Rei

Sorrindo encontrei.


Parabéns a Mónica Seidi

A Rainha das Sanjoaninas 2009

Tudo começou por causa de um cachorrinho: O Leão!

Eis o que se
desenrolou nos comentários de um artigo do blog da amiga Clarisse
Sanches - Cânticos da Beira:


De Azoriana a 12
de Janeiro de 2009:


Amiga Clarisse,


Adoptei um cachorrinho,

Que é mimoso por carinho

E me assenta muito bem.

Queria, então, que visse,

Como é a sua meiguice

Com o pouco que ora tem.


E com o seu olhar azul,

Atento a Norte e Sul,

Vai chamando a atenção;

P'ra mim é qual bébé,

E se continuar como é

Vai ser um "rapagão".


Não gostava de animais

E dos seus pêlos normais,

Por causa da alergia;

Mas este é mui fofinho,

E quando lhe vi o focinho

Foi tamanha a euforia.


Não terá grandes iguarias,

Nem maiores regalias,

Só coisa que dê pro gasto;

Vai ter o calor do afecto,

Que tem debaixo do teto

E julgo não ser-lhe nefasto.


Beijinhos


De canticosdabeira a 13 de Janeiro de
2009:


Minha boa Amiga Azoriana:


Amiga Rosa Maria

Alegrou-me o coração,

Porque adoptar, hoje em dia,

Um animal de companhia

É uma nobre e linda acção.


Já tem nome o cachorrinho?

E é bonito com certeza.

Mando de Góis um carinho,

Que ele é manso eu adivinho,

Cheio de graça e beleza!


Todos estes animais,

Foram criados por Deus.

São amigos, são leais

E quantas vezes dão ais

Que se ouvem nos altos Céus!


Acarinhe, sim, Amiga

O Cachorrinho ideal,

Confortando-lhe a barriga

E cante-lhe uma cantiga,

Quando andarem no quintal.


A nossa
Desgarrada está a ser lida no Rádio Clube de Arganil, todos os
Domingos à noite se lêem duas páginas.. O Snr. Abel Fernandes lê por
si e eu leio as minhas. Há muita gente a gostar de ouvir. É um
programa de Prosa e Poesia. Pena que não ouça aí. Mas eles têm
Internet. Gostava de aprender a declamar alguns versos meus. Vamos ver
se sou capaz...
O Sr. Fernando Reis, já não me declama nada. E eu
gostava até de cantarolar quadras...

Um abraço e que tudo
esteja a correr bem. Já anda a comer nabos e grelos do quintal?
Que
maravilha!

A minha Internet anda doente. Amanhã deve vir cá o
técnico de Coimbra.
Adeus
beijinhos e para os seus meninos
também
Clarisse



De Azoriana a 14
de Janeiro de 2009:


Linda resposta me deu,

Amiga Clarisse, de Góis,

Parece que vem do céu

Para alegrar-me depois.


Ele tem nome de Leão,

Já vinha com essa graça,

É muito lindo este cão

Brinca atento ao que se passa.


No quintal nabos e couves,

Já dão para alguns pratos;

'Inda bem que não me ouves

A ralhar é com os gatos.


Com que então a desgarrada,

Anda a fazer euforia,

Na rádio apresentada

Duas páginas num dia.


Ao Domingo é excelente,

É no Dia do Senhor,

Que sabe que esse presente

Nos deu graça e valor.


Agradeço a Arganil

À sua Rádio local,

E à pessoa gentil

Que proclama nosso ideal.


Em sextilha comecei,

Veio resposta em quintilha,

E em quadras acabei

A carta feita na ilha.


Terceira dos meus encantos,

Junto a Góis de Portugal:

Os nossos versos são tantos

Porque o mote é jovial.


Viva, viva a alegria,

Que é fruto da amizade;

E que todos neste dia

Sejam felizes de verdade.


Um abraço nesta hora,

P'ra amiga e afilhada,

E que pela vida fora

Cante alegre a Desgarrada.


Rosa Maria

E pronto... Tudo é motivo para se rimar nesta onda
que anda no ar.

Agradeço, carinhosamente, a oferta de Daniel Cristal

Às vossas ilhas
quero ir

às dessas aves gigantes

que se espalham num arco-íris

com gente alegre e aconchegante

para conhecer a sua arauta

e a poesia ao som duma flauta.



Daniel Cristal

À falta de televisão ouço a Rádio ao serão...

horizonte.jpg

Louvor

A Luís Castro, da
"Missão Infinita"


Porque sei o que é sofrer,
Porque sei
o que é não ter:
Alegro-me por alguém dar
Um tanto do verbo
amar.

E na "Missão Infinita",
Já toda a gente
acredita:
Tem alma e coração,
P'ra ajudar até mais
não.

Luís Castro o criador,
Da nova missão do
amor:
Merece o muito obrigado;
Deus estará do seu
lado!

"Pelos Olhos das
Crianças
",
Rejubilam esperanças:
Esta é a vez
primeira
Duma dádiva pioneira.

Bem-haja!
Rosa Silva
("Azoriana")

II aniversário de "Fragmentos dos Meus Sonhos", de Socorro Lima Dantas

award_sld.jpg


A
FRAGMENTOS DOS MEUS SONHOS
de Socorro Lima Dantas
na
Festa do II
ANIVERSÁRIO


Salvé treze de Janeiro,

Uma data especial,

Que envolve este cruzeiro

Celebrando seu ideal.


O ideal da amizade

E do amor fraternal

Que para sempre há-de

Reunir o pessoal.


A Socorro Lima Dantas

No eco dos Parabéns,

Por mais um ano que cantas:

Vivam os seus queridos bens!


Rosa Silva ("Azoriana")

Não são meras lambidelas...

A quem for sensível
não aconselho a leitura deste monólogo.

Título do monólogo: Não
são meras lambidelas...
Escrito e sentido por: Rosa Silva
("Azoriana")
Mote: Página 22 e 23, do DI Revista nº 301, de
11-01-2009.

Conheci logo o rosto daquele pianista que uma noite
tocou umas peças no restaurante serretense "Ti Choa". Nessa noite não
me veio à mente o nome do pianista mas hoje, passados uns largos
meses, reconheci o rosto e soube o nome: Arlindo
Nascimento
.

Avancei na leitura das duas páginas dedicadas a
este pianista que completa cinquenta anos da sua existência ao piano e
vai apresentar (apresentou) o seu primeiro registo discográfico. Dizem
ser "a história de um homem da música e da
televisão".

Encantou-me ter-me cruzado, sem o saber sequer, com
um grande pianista que está sem trabalho e afina pianos para
sobreviver
... Parece impossível mas é verdade! ... À parte esta
parte, li o resto da reportagem... E fiquei mais animada porque este
ilustre senhor tem admiradores por todo o lado.

O que me
emocionou forte foi o facto de ser o filho a "ofertar" o registo
discográfico... Feliz daquele que tem filhos que dão valor ao trabalho
de uma vida de amor. Sim, também se ama a música, também se ama a ilha
e o que ela nos proporciona. Feliz daquele que vê, em vida, o
resultado de tantas horas de dedicação ao que realmente lhe dá prazer
e satisfação. Feliz daquele que sorri perante obra feita e consegue
deixar algo para memória futura.

Confesso que chorei quando li:
"Um dia o pai morre e não temos prova nenhuma de que tocava bem!"...
Foi um choro egoísta, talvez ouça alguém dizer-me... Mas chorei porque
não sei se algum dos meus filhos me diria tal frase sentida e
reconhecida... Tenho a consciência de que tudo fiz para que não
faltasse o essencial a meus filhos mas sinto que as minhas rimas não
os entusiasmam como gostaria que entusiasmassem (excepto a um deles)
... Eles talvez não manifestam o carinho que uma mãe tem necessidade
também, mas sempre vão dando provas de que são os meus queridos
filhos... Não são meras lambidelas que me entusiasmam mas os actos e o
enfrentar a vida que vai sendo cada vez mais dura nos tempos actuais.
Se eles conseguirem sobreviver às intempéries, serei a mãe mais feliz
do mundo e isso me basta.

As lambidelas, propriamente ditas,
surgiram mais após travar empatia com o novo cachorrinho que manifesta
a sua dedicação através dos "beijinhos", que é o mesmo que dizer,
lambidelas carinhosas, ao jeito dele... Talvez seja por isso que me
encantei por ele e lhe dou o melhor que posso e sei... Toda a gente
gosta de um mimo. O meu mimo mais ansiado, neste momento, é o beijo
reconhecido dos meus filhos numa altura especial: o registo das rimas
da Azoriana em documento palpável, se tal lhes agradasse e se eu
pudesse levar a efeito.

Que me desculpe o sr. Arlindo
Nascimento por misturar "alhos com bugalhos" mas o
sentimento falou mais alto e atingiu o meu coração que também é muito
sensível. Bem-haja quem fez tão linda homenagem ao pianista Arlindo
Nascimento e que felicidade tem ele nas suas mãos e dedos, em
vida.

Sr. Arlindo Nascimento, aqui para nós que ninguém nos
ouve, quem me dera que um dia nos voltássemos a cruzar no restaurante
Ti Choa numa sessão de autógrafos, acompanhados pelos seus dotes de
excelente pianista, e, aí, seriam duas pessoas felizes e viria a
alegria estampada no olhar da Azoriana com o seu livrinho nas mãos...
Ou, quem sabe, meu filho com sua trompa, junto com os demais colegas
da Filarmónica me dessem um grande prazer... Sonhar é fácil... O
difícil é acordar na realidade de um sonho, que cada vez mais custa a
vir à tona.

E termino este monólogo com: Parabéns, senhor
Arlindo Nascimento e votos de continuação de muito sucesso!

Uma nova fase: o "bébé" Leão

A vida tem desafios
que nem nos passam pela cabeça. Chegou a minha vez de passar por um
grande desafio que, se fosse outrora, não seria capaz de aderir. Por
causa dos "amigos do alheio" tive uma reacção inesperada e que me está
a transformar radicalmente: aceitei criar um cachorro, que mais me
parece um bébé, porque não penso que é cão mas sim um bébé. Não lhe
mudo a fralda nem dou biberão mas limpo o que ele vai sujando e, com
ajuda do pessoal de casa, vou tratando o recém-chegado cachorrinho. É
um mimoso e já me lambeu o rosto, os braços e as mãos numa atitude de
entrega como se de uma mãe se tratasse.

Com tal atitude e com o
seu olhar azul-meigo, como que a pedir carinho, cativou-me 100%. Estou
espantada comigo mesma. Jamais tinha dado tanto afecto a um animal de
pêlo. É precisamente o pêlo o que mais temia, mas com a manifestação
de carinho esqueci o dito cujo pêlo e adoro esta nova fase. Espero que
seja sempre assim e que não me morda após passar a fase de
conhecimento.

É mesmo um maroto, este "novo" Leão, nome pelo
qual atende o chamamento. Não sei bem a sua raça mas a ver pelo que
todos dizem, vai dar um cão grande. Por enquanto não afugenta ninguém
mas estou em crer que com o avançar da idade pode vir a assustar quem
passar na zona. Oxalá que, mais tarde, não assuste a sua dona :)


Com isto é caso para dizer e comprovar que o tal ditado é
verdadeiro: "Nunca digas desta água não beberei" porque acho que me
embebedei da nova água que aceitei. Onde é que já se viu a Azoriana
gostar de um animal de pêlo?! Hehehehe... Mas quem resiste a um
olhar-azul maroto num bichinho tão amoroso?! Aguardemos pelos próximos
capítulos. Este episódio começou a 9 de Janeiro de 2009.

Homenagem a «Romasi»

É lindo e sensato
tudo aquilo que escreve,

E nunca será ingrato dizer tudo o que se deve:

Bem-haja, poeta Simões, no Canto do dia-a-dia,

«Romasi» das Emoções, Rogério da Poesia!


Sua dor e sofrimento, que lhe absorvem o momento,

Dão-lhe poemas de amor com o mais puro talento.


As homenagens em vida são melhor apreciadas:

Seja esta muito querida por estas linhas aladas.


Parabéns Rogério Simões!

Bem-haja o melhor que tens:

Muito amor à Poesia

Na dor do dia-a-dia!


9 de Janeiro de 2009

Rosa Silva ("Azoriana")

Num mundo àparte (em prosa)

Faz hoje dois meses
que não vejo cenas de televisão, não acedo à internet em casa, não
telefone para quem quer que seja com aparelho metido nalguma mesinha
de casa. Sinto-me num mundo àparte mas não deixa de ser
confortante.

Se continuasse a ver, digo, ouvir novelas, saber
de notícias mais tristes do que alegres, pagar uma mensalidade não
suportável para a minha parca bolsa... e a falar pelos fios que
conduzem a nossa voz até onde quisermos, mesmo sem necessidade de
maior, estaria a braços com a dita cuja crise em valores avassaladores
e destruidores do ambiente familiar.

Não sei é até quando vou
conseguir postar uma coisinha de cada vez que acedo a computador em
casa alheia. É que a casa alheia deve sofrer dos mesmos males que a
minha e, ainda por cima, estou a agravá-los nem que seja pelo tempo
que ocupo. Há pessoas boas não há?

Sã dedicatória ao «Blogue de Daniel Cristal»

O meu singelo olhar ali poisou,
Na hora que é mais pura certamente:
Comovi-me e rendi-me ao que ecoou
De Daniel Cristal, heroicamente!

É lindo, tudo aquilo que criou!
(Meus versos são gerados tão somente,
Da luz que alguma alma me dotou
Para que o meu ser fosse contente).

Fico feliz junto à nobre beleza,
Muito me honra a sua gentileza
E um sorriso cresce no canteiro...

Das pétalas que adoro desfolhar,
E que, hoje certamente, num olhar,
Tingem de amor o seu blogue inteiro.

Rosa Silva ("Azoriana")


 


Índice temático: Rosa e rimas do coração

O canto da desfolhada

Desfolhei o tempo

Com a vontade mansa de ti,

Amor macio

No cio.

Desfolhei a graça da vida,

Na dobra da manhã

De mim, coração festivo,

Onde me privo.

Cantei as frases colhidas

No ventre da solidão

Onde entrei, vez em quando,

Sem comando.

Fui pétala ferida

Nas horas perdidas

Entre a margem sonhada

Da madrugada.


Sou alma voadora

No corpo que ressoa

O canto, alva felicidade,

No avesso da tempestade.

Sou... ilhoa...

No canto das palavras

Que jorram inteiras

Por mim, numa doce melodia,

Dor e fantasia.

Os sons abraçam-se e

Perpetuam a minha ânsia

De cantá-los.

As palavras bailam no sonho

Que se adivinha tristonho...

Mas é na tristeza que as palavras

Soltam o calor do ser.

As palavras que quase se calaram,

Na nova estação de alegria,

Pausadas no eco da noite

Que, creio, virá com a toada

Do canto da desfolhada.


7 Janeiro de 2009

Rosa Silva ("Azoriana")

Bom Dia de Reis

Eles eram três Reis
Magos
Que adoraram o Menino
Agora até são pagos
E seguem
outro destino.

Os reis da actualidade
,Sem mirra, incenso e
ouro,
Pelas ruas da cidade
Vão sofrendo de mau agoiro.

E
há os que vão de carroça
À cata do que é alheio
E que vão
deixando mossa
Nas casas e seu recheio.

Devem as
autoridades,
Munidas de fardamento,
Irem além das
cidades
Seguindo os "reis" do momento.

E por muito que se
faça,
Ou por muito que se diga,
Cada "rei" sabe o que
passa,
Quando lhe aperta a barriga.

Mas o dia é
especial
E de plena adoração:
Marca o "fim" do Natal
E a fria
estação.

Rosa Silva ("Azoriana")

Viva 2009! Um olho de Sol, pela manhã...

Bom Ano! Bom dia!
Obrigada a todos que me comentaram nestes dias.

Se não fosse um
olho de Sol, pela manhã, não sei o que seria deste dia e de mim. O Sol
animou-me o primeiro dia de trabalho, após um silêncio de teclas por
quatro dias consecutivos, bem passados (ganhei quatro peças de mobília
e muito trabalho de casa). Entre as alegrias também se misturou uma
tristeza que causou angústia mas não se podia rezar (um cão não tem
alma mas aquele parecia gente, gente da nossa que se foi com a idade
de quase doze anos, no dia de Ano Novo).

Enfim, hoje, o olho de
Sol inundou a vidraça da casa grande, instituição pública, para nos
acertar o passo dos dedos pelas teclas que nos amansam. Sinto-me mansa
após ler o artigo da revista DI, do 1º Domingo de 2009, na página
dedicada ao "Folhetim", de Fagundes Duarte. À mesa do café (para um
descafeinado), li o artigo que me instalou uma lágrima ao canto do
olho (saudade), que o Sol enxugou um pouco depois. Não sei escrever,
nem pontuar, como sabe Fagundes Duarte, o deputado serretense, mas sei
o que é a dor da partida de uma mãe para todo o sempre... A maneira
como ele o escreveu é que me fez absorver a escrita com muita ternura.
Pensei que estava noutros tempos, dos mais antigos, cujo cenário me
era familiar, onde as pessoas eram todas desconhecidas do ser mas não
do nome. Apenas lembro a graciosidade da mãe de Luiz Fagundes Duarte
mesmo sem ter falado com ela.

Agora, resta-me olhar o Sol
dourado enquanto ele se quiser mostrar.

Bom Ano!