Viva o aniversariante!
Votos de uma longa vida,
Que nesta maré constante
Tenha alegria servida.
É um digno Presidente,
Da Sala mais que perfeita;
Que se veja sorridente
Na festa que lhe respeita.
Poeta Daniel Cristal,
No primeiro de Janeiro,
Ganhe um selo especial
Por ser grande pioneiro.
Parabéns, felicidades,
Lhe desejo nesta hora!
Que brilhem as amizades
Pela sua vida fora.
Rosa Silva ("Azoriana")
Etiquetas
No 1º de Janeiro
Entre o último de 2008 e o primeiro de 2009
Os desejos
Lindo é teu coração,
Onde arte e dedicação
Fazem crer um lindo par;
Queira Deus que o Novo Ano
Adoce cada ser humano
No momento de partilhar.
Na nova fase da vida
Seja para sempre erguida
Uma bandeira de paz;
Que toda a humanidade
Seja feliz de verdade
No melhor que for capaz.
Agradeço o sentimento
Que acrescenta ao momento
Em fase de transição:
Avança a Quarta-feira,
Para entrar na Quinta-feira
A bonita edição.
FRI-LUSO sempre acompanha
Com alegria tamanha
Os novos dias mensais:
Este bom luso-jornal
Já faz parte integral
Das leituras mundiais.
Bom Ano!
Rosa Silva ("Azoriana")
Para a amiga Francisca, from Canadá...
Cá chegou a rica prenda,
P'ra tua amiga da ilha,
Que te tem no coração:
Deu gosto a encomenda,
É mesmo uma maravilha
E vistosa é a gratidão.
Com beijinhos e abraços,
À amiga verdadeira,
Que me alegrou o sorriso:
E graças a estes espaços,
Vai agora da Terceira
Ramalhete de improviso.
Perante tal abundância,
Vou até ficar vaidosa,
Por me mirar ao espelho:
Nunca tive, desde a infância,
Dádiva tão amistosa,
Que torna novo o que é velho.
Querida amiga Francisca,
Fico à tua disposição,
Para o que souber fazer;
Vou descansar uma pisca
Pois foi grande a emoção:
Gostei de tudo podes crer.
XOXOXO
Feliz Ano 2009 deseja
Rosa Maria
Agradecimento a Felix Rodrigues, do blog "Desambientado"
Não se perca a
felicidade,
Ou os anseios de amizade,
No Novo Ano
ansiados,
Mas sempre retardados,
Pela guerra que se faz,
Sob
este manto de estrelas,
Sem se perceber que há nelas,
Um desejo
de cheiro a paz.
Félix Rodrigues
E porque me
deu a conhecer um belo poema
E o Ano da
Astronomia,
Respondo-lhe assim:
Cada vez que ali
vou
Abraçar os seus poemas,
Louvo o gosto que brotou
Ao cantar os novos temas.
Desta vez, e doutras mais,
É sortida a beleza,
Dos desafios globais
Que ao mundo dão riqueza.
Luz e cor, por noite e dia,
Firmamento de esperança;
2009 da Astronomia,
Em tudo o que a vista alcança.
É tão linda a natureza
Esculpida numa imagem,
Símbolo de paz e pureza
À qual junto a homenagem.
Rosa Silva ("Azoriana")
Elogio
Ao «POEMA
PARA O FIM DE ANO», de Euclides Cavaco.
Que bonita ovação
Faz ao nosso Ano Novo:
A sua composição
Toca o mundo e seu povo.
Nestas linhas, em fileira,
Mando-lhe um grande abraço,
Da amiga da Terceira
Que adora o seu espaço.
Sua rima altruísta,
Com o eco dos seus dons,
De quem tem golpe de vista
E critério nos tons.
Ano Novo, vida nova,
Para toda a humanidade;
O amigo com sua trova
Garante a felicidade.
Feliz Ano Novo para si, familiares e
amigos.
Rosa Silva ("Azoriana")
Este ano vou...
À beira da mudança
De porta semi-aberta
Está o Velho fim de ano;
A saudade se desperta
Já em cada ser humano.
Saudade, direis, de quê?!
Se está tudo na mesma,
Se ainda não se vê
A lebre passar de lesma?!
Em luta desenfreada,
Num rumo ao Deus dará,
Vi pouco ou quase nada...
Muita fome é o que há.
Por favor, vamos mudar,
A dose de cada um,
Ponham mais a trabalhar
A ver se ganham algum.
Tenho um desejo escondido...
Vem à tona poucas vezes,
Se pudesse ser vivido
Dava para doze meses.
Com amor, paz e alegria,
De Janeiro a Dezembro:
Se não fosse uma utopia
Era ideia que relembro.
O amor é como as rosas,
Exige muitos cuidados,
Têm as pétalas formosas
Espinhos por todos os lados.
A paz é um alvo lírio
Que adorna a cantoria,
Cada qual sofre o martírio
Se não o vê por um dia.
E a alegria constante
Não se colhe nem se vende,
Ela faz parte integrante
Do ser que a ela se rende.
Para as três se conseguir,
Há que fazer tentativas:
Novo Ano vem a seguir
Com poucas alternativas.
O Aleixo já cantava,
Com sua sabedoria,
E boa moral ele dava
A quem suas quadras seguia.
"Que o mundo está mal, dizemos,
E vai de mal a pior;
E, afinal, nada fazemos
Para que ele seja melhor".
Que se use o coração
Como leme desta vida,
E ao pobre dê-se a mão
Na sua justa medida.
E para mim a riqueza
Não é ter muito dinheiro,
É ter mais pão sobre a mesa
Por todo o ano inteiro.
E àquele que lhe sobeja,
Um tanto por cada dia,
Se der um pouco que seja
É fruto de mais valia.
O Pão melhor vem de Deus,
Na partilha abençoada;
Mas perante os olhos seus
Faz-se muito pouco ou nada.
E todo aquele que dá
Nem que seja um sorriso,
É como se visse cá
Alegre seu paraíso.
Um sorriso é alimento
Que cura qualquer tristeza,
Mas nunca será sustento
Para quem vive a pobreza.
Este ano vou... pedir,
A Jesus, Nosso Senhor,
Que faça por impedir
A pobreza do Amor.
Rosa Silva ("Azoriana")
Dizem que é o primeiro...
Concurso "Flor de
Jasmim"
Minha quadra já entrou,
Na corrida ao sabão:
Nessa flor ela apostou
E no cheiro, porque não?!
Mas se não for favorita
Ou tiver algum defeito,
No meio de tanta dita
Surtirá algum efeito.
Porque a "Flor de Jasmim",
Tem um cheiro encantador,
Se um dia passar por mim
Dou-lhe verso trovador.
Por ora fico à espera,
De quem for participante;
Do Inverno à Primavera,
Nenhuma quadra é errante.
Rosa Silva ("Azoriana")
Sincera nostalgia: Um homem também chora...
Sinto uma estranha
nostalgia após todo o alvoroço natalício. Quedo-me em pensamentos que
vão além do meu círculo de vida. Penso em pessoas que partiram e
outras cuja partida já conta alguns anos. Ouço dizer: morreu fulana,
morreu fulano. Neste tempo de nascer não devia morrer ninguém porque
se sente muito mais profundamente. A morte é sempre sentida mas há uma
sincera nostalgia que nos cerca neste tempo.
Dou comigo a
pensar que "um homem também chora" quando sente a saudade da voz de
uma mãe e o mesmo acontece com um filho que vê partir para sempre um
pai e/ou mãe...
Não consigo escrever mais nada
hoje...
Tenho saudades da voz da minha mãe e da presença do meu
filho que não vejo há bastante tempo. Dói muito,
muito...
Desejo um bom fim-de-semana a todos os que por aqui
vierem.
Com o som da rádio envolvi-me na melodia da voz dos «Il
Divo« e uma lágrima teimosa correu pelo meu rosto na solitude de uma
tarde isolada.
À amiga Picarota
À amiga Salomé,
Desejo tudo de bom;
Foi mais um Natal de fé
Cujo Menino é o dom!
E junto com a família,
Tenhas saúde e amor,
E que passes cada dia
Com a bênção do Senhor!
Foi esta a quadra solta
Que "cantei" com mais carinho,
Oxalá ela seja envolta
Da amizade que acarinho.
Do Pico tenho saudades
E de toda a minha gente
Pelo toque das trindades
Sonho um dia estar presente.
Rosa Silva ("Azoriana")
Um comentário de D. Clarisse é um novo artigo
(...)
Que acabe a pobreza,
E as linhas de
amargura,
E à alma portuguesa
Voltem cravos de
fartura.
De canticosdabeira a 23 de Dezembro de 2008
Minha boa Amiga Rosa Maria.
Venho por este meio agradecer-lhe o
seu lindo comentário que teve a gentileza de postar aqui. Queria
agradecer em verso, mas falta-me a inspiração. Não tenho andado bem
disposta e a minha Internet ainda não está completamente boa. Só o
blogue escapa... Hoje recebi um postal de uma amiga e grande poetisa e
escritora, do Porto, Maria Ramajal Jorge, a quem eu havia enviado o
nosso livro Desgarrada de Além-Mar. Ela disse assim:
Recebi
o lindo livro Desgarrada de Alem-Mar e não posso deixar de felicitar
as duas Autoras, pela originalidade da ideia que me parece seja única.
Bonito à vista, agradável de ler, boas quadras e três belos sonetos a
fechar o livro com a chave de ouro! Parabéns e abraços à Clarisse e à
Rosa Silva dos Açores.
Como vê, apesar de não dar lucro,
esta obrazinha dá-nos algumas alegrias. Ainda agora estive a falar ao
telemóvel com um sr. Padre António de Ouca-Vagos, que me disse estar a
gostar muito de ler o livrinho.
É uma linda recordação que fica
para a Posteridade e jamais será esquecida.
Desejo- lhe e a
toda a família um Natal Divino, com muita Paz, Amor e Saúde e que o
novo ano seja mais avantajado de graças para todos, mas especialmente
para os mais necessitados e que a crise seja debelada com equilíbrio
para que não haja poderosos a enriquecer a desfavor dos muitos tristes
e doentes que a Terra encerra. Que Deus ponha aqui as suas sagradas
mãos, com uma ajuda substancial, tão precisa neste
momento.
Ontem à noite liguei para si, mas não estava. Fica um
destes dias.
Um grande e afectuoso abraço da sempre
Amiga
Clarisse
**********
Cartas destas é sempre
bom receber e fazem-nos sentir que a amizade vale a pena. Bem-haja
amiga Clarisse por toda a sua generosidade e as palavras sempre
atenciosas. Que no Novo Ano se realizem todas as suas boas
intenções.
O Menino de Belém
Cada vez que fazemos
sorrir alguém
É como se tivessemos dentro de nós
O Menino de Belém.
Ele entrou, de novo, em nossos corações,
E colocou o brilho da estrela
Para atenuar as tristes emoções.
Cada vez que vires sorrir alguém
Retribui porque é a doçura que provém
Do Menino de Belém!
Quem me dera que a felicidade
Fosse espalhada pela humanidade
E ninguém ficasse privado
Do sorriso que afasta o mal
E nos traz a luz do bem
Do Menino de Belém.
O rosto desse Menino
Faz da madrugada um hino
Presente em cada ser
Que comunga o amanhecer.
Rosa Silva ("Azoriana")
O dia de intervalo
Após as lidas e a
confraternização da consoada; a chegada do Menino Jesus aos nossos
corações; a alegria do desembrulhar de prendas vertendo felicidade ao
rosto e coração das crianças; das visitas a familiares que se juntam
na partilha da refeição natalícia, há o dia de intervalo para se fazer
o preparo do novo fim-de-semana, que é o último deste
ano.
Falta uma mão cheia de dias para se abrirem as portas ao
dois mil e nove. Por isso, apetece-me dar-vos duas quadras daquelas
que me despontam ao ler alguns e-mails amigos que me desejaram Boas
Festas atempadamente e só agora lhes respondi. A tecnologia é avançada
mas, para mim, estagna em certas ocasiões. Sou feliz mesmo
assim.
As festas continuam enquanto a gente aguentar e estamos
próximos de mais algumas. Cada festa tem um significado e, nesta ponte
que atravessa o final do ano, há que preparar mais uma festa que,
desta vez, é um laço de ternura entre o Velho e o Novo
Ano:
Que as graças do Senhor
Abundem em cada
lar:
Haja saúde e amor
E um Ano de encantar.
Que chegue
dois mil e nove
Com um manto de fartura
E tudo aquilo que
move
A alegria e a ternura.
Rosa Silva
Postais de Natal (10)
À AVSPE - Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores
Natal original na AVSPE
Na santa harmonia
Que enche o dia
Sonha-se o Natal;
E o Deus Menino
Pequeno e franzino
É ponto fulcral.
A Virgem Maria
No "Sim" que diria,
Casto e obediente,
Traçou o destino
Daquele Deus Menino
Que nunca é ausente.
A felicidade
E o dom da amizade
Dão nova guarida
Ao Deus pequenino
De Amor cristalino
Que a todos dá Vida!
Um Feliz Natal
Ao mundo em geral
É o que desejo:
A grande ventura
É dar mais ternura
Um abraço e um beijo!
Rosa Silva ("Azoriana")
Postais de Natal (9)
Merry Christmas,
Joyeux Noël, Feliz Natal!
Boas Festas
a todos os que não mencionei nos artigos intitulados «Postais de
Natal», e muito em especial ao nosso Amigo SAPO e sua equipa que bem
merece os melhores elogios.
Há muitos amigos/as que queria dar
um tanto da minha inspiração, que vai surgindo à medida que o meu
olhar se queda num post, num comentário, num e-mail, mas ficará para
outra ocasião pois o verdadeiro Natal está quase e só terei acesso à
internet, muito provavelmente, daqui a alguns dias. Até lá, festejem
com alegria e muito amor.
Boas Festas aos familiares, aos
amigos e público em geral.
Angra do Heroísmo, 24 de Dezembro de
2008.
Rosa Maria ("Azoriana")
Postais de Natal (8)
À minha amiga Chica
Tens Deus no teu coração,
Como prenda de Natal,
E é com grande emoção,
Que te escrevo este postal.
Queria eu dar-te saúde,
Alegria e maior paz...
Não tenho essa virtude
Mas doutra eu sou capaz.
A virtude da gratidão,
Envolvo nas minhas linhas,
Para ti, de coração,
Dou singelas quadras minhas.
São singelas de formato,
Mas a minha boa herança;
Seja este o meu retrato
Que não tive em criança.
Melhor Ano te desejo,
Extensivo à família,
Aceita um abraço e beijo
No brilho do Santo Dia.
Boas Festas
Rosa Maria ("Azoriana")
Postais de Natal (7)
À amiga Clarisse
Sanches
Boas Festas de Natal,
Eu lhe venho desejar;
Porque sei que é vital
Nesta quadra festejar.
Festejar o Deus, que é Rei,
E se fez tão pequenino,
P'ra nos mostrar boa Lei,
E o grande valor divino.
Por mais voltas que se dê,
Não há outro Amor assim,
E para quem n' Ele crê,
Brilhará de Amor sem fim.
A Clarisse nesta data,
Brilha tal como as estrelas:
Eu estou-lhe muito grata
Porque também me fez tê-las.
Estrelas da Desgarrada,
Que cantámos em conjunto,
Em 2008 içada
Com encanto no assunto.
O assunto da Amizade,
Entre Góis e a Terceira,
Fica p'ra posteridade
Amizade desta maneira.
P'ra Clarisse e a Judite,
Vão abraços nestas linhas,
Que se abra o apetite
P'ra quadras suas e minhas.
Que acabe a pobreza,
E as linhas de amargura,
E à alma portuguesa
Voltem cravos de fartura.
Beijinhos
Feliz Natal e Melhor Ano
Rosa Maria
("Azoriana")
Postais de Natal (6)
Boas Festas a José
Ávila e sua Tribuna
E nesta hora catita,
Desejo as Boas Festas,
Nossa terra é bonita,
Linda homenagem lhe prestas.
Bom Natal para a Tribuna,
Para si honra e louvores,
Longa vida e fortuna
E a lembrança dos Açores.
Novo Ano mais feliz,
Com toda a prosperidade,
Lembre sempre da raiz
Que lhe plantou a saudade.
Cantemos ao Deus Menino,
Por mais um Aniversário,
Qualquer verso é um hino
Que brilha no calendário.
Abraço apertado
Rosa Maria ("Azoriana")
Obrigada a Alberto Flores e a Angela Monforte
Estimado amigo A. Flores, dono do Ailaife Blog,
Estou com um sorriso daqueles. Consegues ver daí? Pois, lembras-te daquela canção, que gosto muito, do Rio Grande? Acho que vou "plagiar" a dita, mais ou menos, assim:
"Cá chegou direitinha a encomenda",
P'lo carteiro que parou nos Folhadais;
Obrigada pela vossa rica prenda:
"Ventos do Sul" são p'ra mim especiais.
O resto irás receber num postal do correio... :)
Abraços para ambos e Boas Festas.
Rosa Silva
("Azoriana").
Há coisas que me dão pena...
É Natal para todos?! Tenho pena dos velhinhos Que vivem abandonados, Mas há uns que os carinhos Não se dão bem empregados. Não querem juntar-se aos novos, Preferem o fado inverso, Por isso é que há povos Sozinhos no universo. Eu não sei o que fazer, P'ra não ver tal divisão, Mas já vejo escurecer, A via da comunhão. A fome é um castigo, E o pobre sempre a teve, Mas se consegue um amigo, Alivia se mal esteve. Feliz Natal e Bom Ano Novo |
Balanços que gosto de ler...
partilhado com a família da Azoriana... Um momento maravilhoso!
Ambiente transbordante de paz e boa energia... Crianças que riem e
tagarelam alegremente, fazendo-nos sentir crianças outra vez. Uma
adolescente sensata e inteligente, que sabe o que quer, e que nos
transmite fé e esperança na vida! Um casal que se ama... Uma família a
sério! Uma bonita e comovente lição de amizade, e de
vida...
In "Balanço destes últimos
dias", ponto 4, "O Bloguezi da Joanina"
Postais de Natal (5)
Por obséquio,
Faça um presépio,
Tenha um Natal,
De amor fraternal.
Mantenha os petizes,
Cobertos de amor,
Protegidos, felizes,
Sem eleição de cor.
Nesse seu presépio,
Deite o seu menino
No aurículo ou ventrículo
Do seu coração.
Um Natal a sério,
Também é um hino,
Ou um bom estímulo,
À fraternal comunhão.
Félix Rodrigues
Lindo Poema! Aproveito para desejar ao autor do "Desambientado" um Feliz Natal e
Próspero Ano Novo, extensivo a toda a sua família. Abraço. Rosa
Maria
Postais de Natal (4)
A António do «Dispersamente» - Leiria
Muito bela é Leiria,
Tal como a dedicatória,
Bom Natal venha no dia
Que se repete a História.
A História de um Menino,
A quem se oferece luz,
Que se faz brilho divino
E que à partilha conduz.
As palavras que partilho
Neste tempo abençoado:
Viva Deus e viva o Filho
E o Espírito glorificado.
Desejo a si e família,
Um Natal muito feliz,
E na Santa Homilia
Vejam sorrir o Petiz.
Abraços
Rosa Silva ("Azoriana")
Uma Véspera de Natal
Na rua longa e escura
o silêncio era a ordem natural. Ninguém ousava sair à rua porque no
interior residencial o calor humano fazia-se sentir e era muito melhor
que o frio mórbido do exterior. Uma nuvem pairava sobre aquela pequena
mansão cuja iluminação radiosa dava um ar de festa a tudo o que a
circundava. E lá estava a nuvem como que absorta àquele espectáculo de
luz e magia. De repente, um cão da vizinhança ladra agressivamente.
Alguém ia passando embrulhado em farrapos quentes, acompanhado pelo
seu cão de guarda. Em passos lentos e pesados descia a rua
atabalhoadamente balbuciando palavras em surdina. Parecia um fantasma
da noite. "Quem me dera entrar nesta casa. Gostava de ver o rosto
desta gente e a sua alma..." O cão que o acompanhava parou em frente a
um portão que bem merecia ser reparado, e ladrou até que o seu amigo o
mandou calar. O cão obedeceu prontamente e seguiu viagem com ele. Hoje
a rotina tinha mudado. Na véspera de Natal não tinha ninguém que
festejasse com ele nem tão pouco se importasse com ele. Mais valia ir
de portão em portão na sua rotina que trocara da manhã para a noite.
Não queria ser visto mas queria sentir-se acompanhado. Estava
demasiado só para ser visto e olhado com indiferença. Há muito que o
seu Natal permanecia um fantasma na noite mais apetecida do mundo. O
seu sapatinho agora com um formato bicudo mas lustrado a rigor, era a
única peça que não tinha grande utilidade nessa noite especial, apenas
servia para galgar as ruas que o levavam junto dos portões ávidos pelo
depósito daquele papel dobrado cheio de letras felizes. Pudera! Eram
as letras do Natal, os votos de um punhado de gente feliz, os desejos
mais salutares, as "massagens" de quem não sabia o que fazer para
receber um salário por serviços prestados, e muitas imagens
"cintilantes" muito diferentes das reais imagens que podiam ser
captadas daquela pequena mansão que atraíra o ladrar do seu
companheiro fiel e amigo - o Magano.
Não se sabe a razão mas o Magano em vez de ladrar passou à fase do
ganir. O amigo Jonas acabara de lhe apressar o passo pois o raio do
cão não havia maneira de avançar caminho. Fixou-se em algo caído
contra a valeta. Era um xaile negro, todo enrolado, e parecia deixado
de qualquer maneira em virtude de algum acontecimento recente. Não
estava sujo nem nada, apenas permanecia contra a valeta e o cão não
queria sair dali de maneira alguma. Gania e olhava o Jonas que se
decidiu a ver o que se escondia debaixo daquele xaile negro... Era um
Menino todo despidinho e com um sorriso que parecia inundar o rosto do
Jonas. Já não tinha uma mão e uma perninha estava como que raspada. De
resto, era um lindo Menino de cerâmica pintada à mão. Quem o teria
pintado assim tão risonho? Quem o teria largado junto do xaile negro
para talvez não sentir o frio daquela rua longa?
Então, comovido pela cena inesperada de uma véspera de Natal, o Jonas
pegou no xaile que envolvia o Menino e levou-o consigo rua abaixo.
Juntou-o à sua sacola dos diários matutinos que, excepcionalmente,
foram distribuídos à noite. Uma noite calma e com uma nuvem que ainda
mantinha o formato de fantasma gigante. Jamais o Jonas irá esquecer
aquela nuvem e aquele momento do encontro com o Menino. Era a sua nova
companhia na longa caminhada das novidades. Uma lágrima caiu pelo seu
rosto e o cão apercebeu-se disso porque ganiu de novo e nunca mais se
arredou do pé do amigo Jonas. Este nem era o seu dono mas gostava de
acompanhá-lo sempre que o ouvia chegar junto da casa onde tinha os
seus apetrechos. Era um cão bondoso e abanava a cauda todo contente
porque obtinha do Jonas apenas um olhar carinhoso e amigo. Isso
bastava-lhe e retribuía-lhe da maneira que podia.
Quando o Jonas acabou a sua ronda e voltou para o seu casebre, acendeu
o candeeiro de petróleo, tirou os sapatos cansados e embrulhou os pés,
depois de os escaldar numa água bem quentinha com sal, no xaile negro
que trouxera toda a viagem e colocou o Menino na sua frente num
pequeno recipiente que escolhera para o deitar e quedou-se a olhar
para Ele toda a santíssima noite. O cão seguira-o até àquele casebre,
ao contrário do que era habitual, como que contagiado por aquela
maravilha e ficara no lado de fora da porta, devorando um bocado de
pão que o amigo lhe dera. Era como que a recompensa pelo achado.
A adoração continuava no interior e a fogueira ia aquecendo o Jonas,
cansado, e o Menino Jesus deitado. Ninguém sabe o que o Jonas
balbuciara junto do Menino mas parece que o sorriso deste se iluminou
e a sala pequena ficou radiosa. Nisto, Jonas adormeceu naquela cadeira
de braços, que ele próprio tinha feito para as horas de repouso.
Naquele momento era o que bem necessitava após os quilómetros
percorridos levando as notícias diárias. Aquele ardina encontrara a
sua fortuna: um Menino de ouro. Confidenciava ele depois aos
amigos: "Encontrei o meu Menino de ouro!". Todos ficavam sem perceber
o que ele queria dizer... Mas era verdade, Jonas não tinha família e
Aquele tinha sido a sua companhia na véspera de um Natal diferente.
Era o Menino Jesus que parecia ter vindo de propósito para o seu
caminho para ele não ficar só no Natal.
Afinal, quem teria ficado só no Natal, sem aquele Menino? Ninguém...
Como aquele Menino havia mais pois quem os pintava tinha muitos outros
iguais... Quem deixara aquele Menino na valeta embrulhado num xaile
negro era quem habitava naquela pequena mansão e sabia que aquele
ardina viria por aquela rua longa e escura... Aquele Menino trazia a
felicidade de uma Véspera de Natal. Fim.
[História de ficção para a "Fábrica de
Histórias" inspirada em factos reais que serviram de mote para
fantasiar a escrita. A todos um Natal repleto de carinho, paz,
harmonia, saúde, alegria, amor e a companhia de um Menino
Jesus.]
Rosa Silva ("Azoriana")
Para o amigo "Blue Heaven"
Nesta quadra de harmonia,
Lanço uma frase cordial,
Que passes bem o teu dia
E que tenhas um Bom Natal!
Que tenhas sempre o dom,
Correndo à flor da escrita,
E nunca desmanches o tom
Dessa veia tão bonita.
Vais formando um tesouro,
Com pérolas de inspiração,
Tu p'ra mim vales ouro
Meu amigo do coração.
Hoje aqui te deixo
O abraço mais fiel,
Mesmo não sendo Aleixo
Fazes bem o teu papel.
E a vida torna-se bela,
Quando brilha o coração,
O amor é uma estrela
E dela não se abre mão.
Beijinhos.
Feliz Natal e Próspero Ano Novo
Rosa
Silva ("Azoriana")
Parabéns à Grilinha (16 de Dezembro)
Oh minha querida amiga,
Venho dar-te os parabéns,
Não a tempo da cantiga,
De mais um ano que tens.
As tuas dores são tantas,
E há falhas de saúde,
Mas a todos nós encantas
Com a tua atitude.
És amiga cordial,
Uma bloguista ferrenha,
Desejo-te Bom Natal,
E que a saúde melhor venha.
Adeus até outro dia,
Fico alerta às notícias;
Abraços a ti e família
Nesta época de delícias.
As melhoras!!
Rosa Maria
Postais de Natal (2.1)
A Euclides
Cavaco:
*********
A «Mensagem de Natal»
Surtirá um grande efeito
Porque o Menino afinal
Foi e será sempre eleito.
A gente é que não vê,
A mensagem do desenho,
E muitas vezes não crê
Que no amor está o ganho.
«Celebração do Amor»,
Como diz o caro amigo,
É a Festa em esplendor
Do Menino mais antigo.
Nosso Senhor representa
O amor de uma Família,
Que não sendo opulenta
Resplandece em cada dia.
E dá-nos inspiração,
Para cantarmos em verso
O que dita o coração
Neste nosso Universo.
Boas Festas e Bom Ano,
Desejo a si e aos seus,
E que cada ser humano
Tenha a bênção de Deus.
Rosa Silva ("Azoriana")
A mensagem
Li uma "mensagem" de Natal num blog
aqui ao lado. Quem me dera que houvesse um psicólogo de serviço
on-line que amparasse mensagens dessas e que respondesse, sem
esperar retribuição monetária ou qualquer outro donativo, com a sua
visão pessoal ao que ela traz no seu âmago.
Sabem mesmo o que é o Natal?
Para mim o Natal é a Festa do Nascimento do Menino
Jesus. Numa festa é normal surgirem luzes, bastante comida e
bebida para os convidados, partilha de estados de alma. Esta é uma
Festa Santa porque tem a ver com Deus Menino. O que gira à volta de
tudo isto é para satisfazer as crianças que são os principais
convidados. Os adultos acompanham os seus filhos para se poder chamar
de Festa da Família. Naquele tempo, chamava-se a Festa da
Sagrada Família. Mas onde estão as verdadeiras famílias da
actualidade? Existem, com algumas mudanças de acordo com a evolução
dos tempos. No entanto, as crianças ressentem-se e acabam por
manifestar alguns traumas fazendo um jogo do «quero-quero» e se o jogo
não é conforme as suas regras acaba por ser um martírio para
todos.
Quem é capaz de reformar a situação? Quem?!
Eu não sirvo de exemplo porque o meu lar também foi desfeito outrora e
agora renasceu noutras circunstâncias, por sinal, mais pacíficas...
Mas uma coisa vos digo: é melhor ser do que ter. Não
tenho televisão, nem internet em casa, nem telefone e o espaço para o
diálogo caseiro tornou-se mais amplo. Apenas comunico com o mundo
através de um aparelho minúsculo - o telemóvel - e de resto estou a
leste das notícias todas. Chego à conclusão que me tem feito muito bem
esta ausência de notícias que acabo sabendo horas mais tarde. Há
notícias que nos fazem muito mal... A família precisa de paz e
tranquilidade, de conversa, isto é, espaço para o diálogo com
ensinamentos e regras. Se faltar essa harmonia falta tudo e nem um
presente no sapatinho irá camuflar o negrume de um coração. Há
corações pequeninos que batem sem compasso por falta de diálogo.
Que o Natal de 2008 seja um presente de diálogo e harmonia familiar,
com a bênção de Jesus, o Menino.
À Fábrica de Histórias - Agradecimento
Recebi o de Setembro,
O prémio pelo que escrevo
Na Fábrica de Histórias
Colectânea de memórias,
Escritos e trajectórias,
Sonhos, realizações,
E algumas invenções,
Que agora bem relembro:
O meu Obrigada devo.
Mas que bela é a surpresa,
E o sorriso me coloca:
Foi da Fábrica de Histórias,
Colectânea de memórias,
Escritos e trajectórias:
Um punhado de amigos,
Depositando artigos...
E agora sobre a mesa
O "rato" feliz se desloca.
Azoriana escreveu:
Hoje faço 7
anos, Sonhei, Um dia
normal e Figuras, em
Setembro de 2008.
A colectânea virá com o 1º volume (Setembro a Novembro)
e a
Fábrica de Histórias vem a lume.
Parabéns a quem a inventou e a quem nela participou!
Saiba
tudo, seguindo o link na imagem da capa.
16 de Dezembro de 2008
Rosa Silva ("Azoriana")
Viva, viva a Sociedade Filarmónica Recreio Serretense
135
anos
* Dedicatória à Sociedade Filarmónica Recreio
Serretense *
7 de Dezembro de 2008
[Apresentada durante o espectáculo
comemorativo do aniversário]
Aos músicos e seu regente,
E a toda a nossa gente
Quero hoje saudar:
A Serreta está feliz,
Em festa está a matriz
Que na ilha é exemplar.
A minha saudação
É feita com emoção,
E lembra do emigrante:
De certeza neste dia
Sente uma grande alegria
Pela data triunfante.
A todos que já partiram
E que muito contribuíram
P'ró bem da Sociedade:
Que Deus lhes dê protecção
E que a nossa gratidão
Acalme a nossa saudade.
Neste gosto de rimar,
Os parabéns quero dar
Aos membros da Direcção,
Aos músicos abnegados,
Com mérito, dedicados
À virtuosa missão.
Que a Senhora Padroeira,
Dos Milagres, da Terceira,
Da freguesia Rainha:
Esteja do vosso lado
E vos ouça com agrado
Bem como à prece minha.
Mesmo sendo ex-residente
Meu coração é presente
Tem o mote de minha mãe:
A força da tradição
Fez nascer a vocação
Dos netos que aqui têm.
Um é ainda criança
Já dignifica a herança
Que traz do seu bisavô;
O António e o João
Deram-lhe a instrução
Para honrar o que herdou.
Viva, viva a Sociedade,
Que é linda de verdade,
Com Maria a encimar
O pórtico e a bandeira
E a nossa alma inteira
Com Ela a comemorar!
4 de Dezembro de 2008
Rosa Silva ("Azoriana")
P.S. Quando escrevi
esta dedicatória ainda não sabia que a Filarmónica tinha uma nova
Bandeira e que ia ser abençoada precisamente na missa por alma dos
irmãos falecidos. Esse facto emocionou-me muito porque tomei como mais
uma prova de que "alguém" me dá a dica exacta na hora certa. Esse
alguém só pode ser minha mãe... Ela adorava a "sua" Filarmónica. Eu
também gostei imenso de estar presente neste evento e declamar duas
das minhas criações para este evento que foi um sucesso.
Gosto de ti...
Era já noite quando
chegaste. Já estava tudo pronto à tua espera. As saudações iniciais.
Aqueles sorrisos alegres. A apresentação do recinto familiar. O
reviver de um passado quase esquecido. A conversa amena e contente com
todos os participantes num eco feliz. As horas voaram felizes e tu
estavas feliz. Gosto muito de ti. Gostamos de ti. Queremos repetir
outro serão assim, talvez...
Tu sabes quem és. Eu sei quem és e
isso faz-me sentir bem.
A amizade tem rosto, nome e coração:
TU!
Beijinhos meus, deles e do Pipoca...
16 de Dezembro
de 2008
Rosa Silva ("Azoriana")
Postais de Natal (3)
Ao poeta Rogério Martins Simões
Como é
bom ter amigos!
E nós somos dos antigos
Nesta arte de blogar.
E na quadra do Natal
Nasce o artigo ideal
P'ra amizade festejar.
A magia desse dom
Não fará perder o tom
P'ra celebrar nossa festa:
Cantemos com alegria
A vida de cada dia
Ninguém sabe o que 'inda resta!
Feliz
Natal e Próspero Ano Novo!
Rosa Silva
("Azoriana")
Um pouco de prosa... (Prefiro a rima)
Bom dia!
Tinha tanto para vos contar mas dadas algumas circunstâncias não me é
possível fazê-lo. Confesso que não sou muito adepta dos posts por
e-mail pois dão-me algum trabalho uma vez que tenho de reeditar o
artigo para que assuma o aspecto que lhe quero dar, noutra hora.
Enviar post's por telemóvel é dispendioso. Este fim-de-semana bem me
apeteceu escrever mas o telemóvel ficou em repouso.
Adianto que, no sábado, a ceia de Natal da Sociedade Filarmónica
Recreio Serretense foi uma maravilha. Estava tudo muito bem
ornamentado e delicioso. Só me resta agradecer à Direcção por esta
gentileza. A todos um Feliz Natal.
A par disso houve uma notícia que me entristeceu por causa da morte de
uma senhora que residia na Serreta, bem perto da Sociedade
Filarmónica. Causou-me nostalgia. Os meus sentidos pêsames à família
enlutada.
Há sempre uma tristeza combinada com alegrias. Uma das alegrias é o
facto de 11 de Dezembro ser uma data a lembrar porque ultimei toda a
burocracia à volta da aquisição de habitação. Tudo em ordem, siga a
vida enquanto Deus quiser.
Ao invés do que é habitual, hoje, não estou inspirada. Estou com
dificuldades em postar.
Postais de Natal (2)
Aos amigos que estimamos
Duma forma especial
Nestes versos desejamos
A todos Feliz Natal.
Que traga o dois mil nove
O que na vida carece
E os seus anseios comprove
Como sonhou e merece.
Nestas quadras modestas
Com toda a solicitude
Desejamos Boas Festas
Com amor, paz e saúde !...
Saudações Natalícias.
Euclides Cavaco
"Ecos da
Poesia"
Respondo assim:
"O sonho comanda a vida"
E cada vez que se sonha
Há uma árvore erguida
Que p'lo Natal é risonha.
E risonha fico eu
Pelo seu estro honroso
Porque foi Deus que lhe deu
Um rimar maravilhoso.
Boas Festas e Feliz Ano Novo
Rosa
Silva ("Azoriana")
Natal - Christmas em blog...
And so this is Christmas... Com umas
quadras feitas, sem nome e sem data, com verdades à laia de conto
rimado, cuja intenção foi participar e responder à solicitação que nos
apresenta o blog em causa:
Já dei o meu
contributo e você já deu o seu?
Postais de Natal (1)
Agradeço a gentileza
de Donato Parreira pelo Postal de Natal personalizado que me deu e
pelo CD com a colectânea de fotos da CAJAF.
Votos de um Bom Natal e Próspero Ano Novo para ti e toda a tua
família.
A propósito desta lembrança veio à minha ideia o seguinte: todos os
cartões que eu receber de amigos bloguistas ou não, irei colocar junto
da árvore de Natal que foi ornamentada pelas crianças.
É o primeiro Natal da casa da Azoriana. Será que o SAPO também
quererá entrar neste desafio?! Quem me dera, oh quem me dera...
Provavelmente só poderei retribuir com um agradecimento blogado mas
concerteza devem compreender que este ano para mim é um ano de
volumosas despesas. Se quiserem entrar neste desafio, podem optar por
"preto e branco" e por email.
Estou a rir-me porque já sei que vão pensar: que mulher
pedinchona hehehehe... E quem não o é?! Ao Donato não pedi nada
mas ele é um rapaz simpático de verdade e arrisca a vida para que
possamos ver as melhores imagens do interior da ilha Terceira. Ele é
da Terra dos Bravos! Terra é ilha, Bravos são os nossos toiros, mansa
é a nossa gente e o Menino Jesus é quem nos dá a melhor
recompensa.
Tristeza & Felicidade
Lembram-se daquela
canção intitulada "Postal dos
Correios" - Rio Grande, cuja letra acho que é de Rui Veloso
que a canta junto com outros cantores, acho que Tim, Jorge Palma,
Vitorino e João Gil? Pois é. Esta a canção que não paro de cantarolar
ultimamente e hoje mais do que nunca.
Quem me dera ter o meu pai e a minha mãe para lhe escrever um postal
hoje a dizer-lhes que, finalmente, a casa é minha e de meus filhos...
Dia 11 de Dezembro de 2008 é uma data comemorativa para a família. A
casa da família da Azoriana existe graças aos pais que tive e ao meu
esforço por recuperá-la. É motivo de felicidade.
E porquê a palavra "Tristeza" no título do artigo?! É porque
a felicidade nunca se separa da tristeza. A tristeza ocupa o meu
coração por vários motivos mas um deles é o principal. É que na letra
da tal canção repete, pelo menos três vezes "Sou capaz de ir aí
pelo Natal"... Meu filho não vai estar presente fisicamente no
nosso Natal. Não sei até quando o tornarei a ver... Para uma mãe que
não vê o filho há tempos é motivo de maior TRISTEZA. Sei que ele está
lutando pelo seu futuro e isso faz-me sentir melhor mas não arruma a
tristeza de mim. Ele estará connosco no coração não só no Natal mas em
todos os dias da minha vida.
Um beijo para ti, Luís Carlos! Perdoa não te ir ver e mais não puder
fazer por ti........... Ah, tenho esta música no telemóvel... É a
preferida para despertar... Hoje, chorei ao acordar num misto de
tristeza e felicidade...
Ofertas que nos dão e agradecemos divulgando...
DESGARRADA de ALÉM-MAR
Por Isaura Martins de S. João da Boa Vista - Tábua
Clarisse Sanches tem nova faceta:
Fez uma Desgarrada de valores!
E com a Rosa Silva, essa poeta
Conhecida "Azoriana" nos Açores!
Serviu a Internet pra fazer
Um trabalho inédito e emissário...
Quinhentas quadras são, e quem as ver
Achará o livrinho extraordinário!
Seu nome: Desgarrada de Além-Mar,
É de Angra do Heroísmo e Góis também
Com usos, tradições da nossa Beira!
Desgarrada com História há-de ficar,
Em terra que ela abraça mar-além,
Desejosa de ver o Rio Ceira!
in "Cânticos da Beira - Prosa e Poesia"
Árvore da Amizade Natalícia
Hora de almoço. Tarde
fria. Gente na cidade após um feriado santo. Rostos conhecidos (ou
não) caminham com ou sem afazeres. Entro numa instituição bancária.
Deparo-me com número de espera longínquo. Fico a observar o lado de
fora enquanto que o lado de dentro está em espera ou alberga rostos
inquietos ou não. A porta abre-se várias vezes para entrarem mais do
que saem. Agiganta-se a minha inquietação para sair dali. Quantos
seres estarão ali também em delírio?! Será dia de são vapor? Uns
recebem, outros pagam no dia seguinte. O feriado deu a pausa
necessária a muitas contas. Trilharam-se outras contas.
Uma alma boa deu-me um número mais baixo que o meu para que a minha
vez ficasse perto. Foi um acto generoso. Nem tive tempo de lhe
agradecer convenientemente porque estava a atender uma chamada de
telemóvel de uma pessoa amiga. Deu-me tempo de sorrir. Um sorriso é um
bonito agradecimento. Deus lhe faça bem pela gentileza que teve para
comigo. Cheira-me a Natal e quis fazer igual: dei a minha vez a quem
estava à minha frente com um número alto. Houve sorrisos gratos. É bom
sorrir numa tarde fria. Fiz o que tinha a fazer e fui embora para
outro lado, rua acima. Não me saía da ideia a chamada do
telemóvel.
Pensava. Vou improvisar assentos para este Natal. Há que estar
preparada para um grande dia, tarde ou noite. Um encontro de amizade
na casa da Azoriana vai ser motivo para grandes planos. Até me esqueci
da tristeza de outros números num papel estreito. É que a amizade é um
valor precioso, porque não se compra nem vende. Existe e dá sentido à
vida.
Acho que acabei de criar uma nova Tradição de Natal: Juntar amigos
bloguistas (ou que gostam de blogues) em confraternização natalícia.
Nem mais! Acho que é algo que merece ser divulgado para que dê lugar a
imitações.
Fazem-se festas de Natal para as crianças nas diversas instituições,
por isso, imitemos o que é bom. Façamos de conta que somos crianças,
pelo menos por um dia, para abrir as portas aos sorrisos genuínos e
enfeitar a Árvore da Amizade Natalícia. Os braços serão os ramos, as
mãos as folhas: os braços levantar-se-ão e as mãos irão abanar unidas
por um ventilado comum que é a amizade que nasceu com os escritos ao
longo dos meses.
Os escritos são laços que nos unem na simplicidade do sonho... São
momentos! Festejemos o momento mesmo antes dele acontecer. A ideia já
brilha como a Estrela de Belém. Que o Menino Jesus esteja no meio de
nós e que o calor do momento sonhado seja realizado para que não se
sinta a frieza de uma tarde de Dezembro do ano de dois mil e oito. A
tarde seguinte à do nascimento de Nossa Senhora.
Vamos sorrir e cantar
Com nossos braços no ar
Num efeito de alegria.
E p'la nossa vida fora,
Lembremos, a toda a hora,
O encanto desse dia.
O "encontro" na casa da Azoriana (?!)
E numa tarde briosa,
Em viatura jeitosa,
Lá surgiu a Joanina,
A Mena e também a Xana
À casa d'Azoriana,
Que sua garganta afina. :)
(...)
O resto depois se verá,
E quem sabe se contará,
Alguma peripécia nova;
Agora o que mais importa,
É que me batam à porta
E a alegria venha à prova.
(...)
Vamos fazer do Natal,
Uma festa especial,
Num convívio que partilha:
Amizade, ternura e voz
E que se lembrem de nós,
Cá e para além da ilha.
Rosa Silva ("Azoriana")
Abraços de amizade
Um momento de emoção
Chegou ao meu coração
Numa tarde abençoada;
Uma amiga partilhou
O bem que Deus lhe doou
E a Virgem imaculada.
P'la minha porta entraram
Pelas suas mãos doaram
Presentes de amizade;
Uma Luz se acendeu
E em mim permaneceu
Sua solidariedade.
Bem-haja pelo seu gesto,
E aqui lhe manifesto
(Mesmo em anonimato)
Toda a minha gratidão,
Do fundo do coração,
P'la bondade do seu acto.
Alongo o agradecimento,
A quem mais nesse momento,
Se associou à partilha:
Que um Natal
diferente
Abunde e seja presente...
Com Jesus tudo nos brilha.
2008/12/08
Rosa Silva ("Azoriana")
Joanina, Mena e Xana...
está feito. Aguardo notícias e a marcação do encontro, caso concordem.
Seria uma felicidade para mim e família.
@z(º)riana
A festa de aniversário foi um sucesso
dos 135 anos foi maravilhosa. A surpresa para mim foi a bençao da nova
bandeira. É linda e honra sempre a sua padroeira, Nossa Senhora dos
Milagres.
Fábio Ourique cantou e encantou com o som da Filarmónica da Serreta. A
Manuela Simoes fez uma excelente apresentação e todos aplaudiram com
emoção. Parabéns a todos. Obrigada ao maestro Joao Marcelisno Costa
por me ter convidado a declamar duas criações para este dia. Uma delas
terminou assim:
Viva, viva a Sociedade,
Que é linda de verdade,
Com Maria a encimar
O pórtico e a bandeira
E a nossa alma inteira
Com Ela a comemorar.
@z(º)riana
Joanina da Califórnia
A Joanina
já está na ilha Terceira. Foi com muita alegria que lhe dei o grande
abraço que estava prometido. Visitei-a, ontem, após saída do trabalho.
Foi pouco tempo mas deu para trocarmos algumas palavras. Pela primeira
vez estive com a "Melra Preta Amaricana" e falei-lhe dos abraços que
as amigas bloguistas lhe mandavam.
A Joanina está bem e
retribui com o sorriso da amizade.
Gostei imenso de a ver
pessoalmente e espero vê-la noutros dias pois a sua estadia
prolonga-se por algumas semanas.
Ela é a madrinha da minha nova
residência e temos que comemorar essa efeméride :). Tenho que carregar
as pilhas da máquina fotográfica que, ultimamente, têm estado um
bocado reservadas. O livro da Desgarrada de Além-Mar precisa de
uma dedicatória específica e aguardemos até ao próximo
encontro.
A propósito do «Inter-Ilhas» da Antena 1, de hoje, com Sidónio Bettencourt e a equipa
À Filarmónica Recreio Serretense
4 de Dezembro de 1873
* Em Festa de aniversário a comemorar no próximo Domingo *
Pelo céu dançam estrelas,
Quando há festa na Serreta;
No coração posso vê-las,
Na batuta e tabuleta.
Farei tudo por merecê-las
Mesmo entre a nuvem preta
Porque o sonho não é tê-las
É doá-las ao planeta.
A Serreta é conhecida
Pelo dom de uma Mãe
Que muito amor nos tem.
Seu Hino é que dá vida
E encanta o coração
De quem lhe tem devoção.
Rosa Silva ("Azoriana")
In SAPOlândia
ZORiANA
Deseja a todos os familiares,
amigos e bloguistas em geral
umas Festas de Natal
felizes e harmoniosas
um Ano Novo tolerante,
pacífico, alegre, saudável
e, sobretudo, amoroso.
Um dia feliz
Aos quatro dias do
mês de Dezembro do ano de dois mil e oito recebi a certidão do registo
oficial da minha residência, e dos meus filhos, que a partir desta
data pode ser considerada habitação própria e permanente até que Deus
e Nossa Senhora dos Milagres queiram. Sem estas duas forças eu não
conseguiria concretizar este empreendimento.
A todas as pessoas que me estimam e nutrem amizade, bem como aos
familiares, fico à vossa disposição e aguardo a vossa visita. A casa
torna-se fria se não tiver o calor da amizade.
Hoje também se completam centro e trinta e cinco anos da Sociedade
Filarmónica Recreio Serretense. Isso dá-me maior alegria porque foi
precisamente neste dia que também tive o registo entregue pela
Conservatória do Registo Predial de Angra do Heroísmo.
Que Deus me dê forças para seguir com os valores que meus pais sempre
me incutiram. Que haja paz, amor e saúde. Que eu goste da nova
residência e da "145". Agradeço publicamente às pessoas que
já perceberam que o meu equilíbrio falha ao andar de pé na urbana e
que me ofereceram o seu lugar.
Bem-haja os condutores competentes que zelam por assentar os mais
idosos e os que padecem por andar de pé na urbana.
SFRS - Em festa de aniversário
Pelo céu dançam estrelas,
Quando há festa na Serreta;
No coração posso vê-las,
Na batuta e tabuleta.
Farei tudo por merecê-las
Mesmo entre a nuvem preta
Porque o sonho não é tê-las
É doá-las ao planeta.
A Serreta é conhecida
Pelo dom de uma Mãe
Que muito amor nos tem.
Seu Hino é que dá vida
E encanta o coração
De quem lhe tem devoção.
5 de Dezembro de 2008
Rosa Silva ("Azoriana")
Índice temático: Rosa e rimas do coração
P.S. Pela festa de aniversário dos 135 anos da SFRS - Sociedade Filarmónica Recreio Serretense
Estranha sensação
Na dolência das ondas
do ser,
Onde a minha alma espreita
O silêncio das horas paradas
Inertes dos ares festivos,
Deixo-me ficar,
Quase adormecida
Do eco da terra lavrada,
Que a tarde me aconchegou...
Lanço um olhar tenebroso,
Ao ventre da natureza
Desenhado na mente escarlate
Tingida pela cortina de afectos
Que se erguem pela proa
Dos monumentos da tarde.
E ninguém dá por mim...
Sinto necessidade de comunicar
Com o mundo que deixei de ver;
Teima a fraqueza de alcançá-lo...
E ninguém o vê em mim...
No balançar remoto das rosas
A estranha sensação de um paraíso por abrir,
Na saudade lacrada no meu rosto de mulher
Que te deixou de ver sucumbir devagar,
E que hoje, especialmente hoje,
Oculta palavras douradas de afecto
Nas trindades que voaram de ti...
Onde será que pairas que ninguém te vê
Nem eu
Aqui...
Nesta estranha sensação de lume vazio de palavras.
Rosa Silva ("Azoriana")
Era o teu dia de anos...
Hoje era o dia que
mais te entusiasmava: fazias anos. Se fosses vivo terias hoje o bolo
de setenta e nove velas. Já partiste há sete anos. Agora resta-nos
recordar os momentos bons e os menos bons.
Foram muitas as palavras que não te disse e poucos afectos mas hoje
sei que sem ti eu não seria o que hoje sou. Obrigada!
Ao Fri-Luso nº 34 de Dezembro
Viva o Fri-Luso Jornal
A beleza do Natal
Ancorou no teu jornal:
Um presente de mil cores,
Um desfile de valores,
Dos poetas e escritores
Numa quadra natural.
Uma lágrima tombou
E meu coração tocou;
Não penses que de tristeza
É emoção p'la beleza
E podes ter a certeza
Que grande onda se formou.
(...)
Rosa Silva
("Azoriana")
