Identidade

Não sei se este meu
pensamento de hoje é original (ou se já foi sentido por alguém): A
minha identidade é a minha naturalidade.


Quer queiramos, quer não, apresentamos os traços do nosso berço, isto
é, do local original onde nascemos e demos os primeiros passos. Talvez
por isso nunca me sinta completamente satisfeita com a mudança de
localidade.


A parte do corpo que melhor se prende com a localidade (identidade) é
o coração. O meu coração diz-me que metade de mim é serretense e a
outra metade é santamarense. A freguesia da Serreta, do concelho de
Angra do Heroísmo, da ilha Terceira, é o local de nascimento por
inteiro (nasci no quarto cuja janela estava virada para o mar); a
freguesia de Santo Amaro, do concelho de São Roque, da Ilha do Pico é
a outra parte do meu encanto (meu pai nasceu também virado para a
imensidão do mar que abraça a freguesia mais linda, na minha
perspectiva).


Neste mês mudei de localidade, mais uma vez (com esta é a quinta vez).
Não foi por querer mas por contingências da vida. Cada vez mais a
saudade me abraça e me diz que o meu berço é que me deu o mote para
tudo. Foi uma pena ter pensado que estaria melhor fora dele. Puro erro
que agora é tarde de mais para alterar. Assim sendo, tenho que me
conformar com a nova identidade/localidade.

1 comentário:

  1. Amiga Rosa

    As contingências da vida levam-nos a tomar atitudes que por vezes queremos desfazer no minuto seguinte mas é impossível voltar atrás.

    Somos cidadãos do Mundo e depressa te habituarás à nova localidade/identidade

    beijinhos

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