As mãos p'lo teclado vão, sobem em flecha.
Na procura íngreme, soltam-se amarras
Da mente que brota, em encanto, palavras
Poéticas num mundo que me não fecha.
Será que tu medes o rumo da frecha
Que valsa em ti, nas ondas que, logo, agarras
Pra moldar a quadra, c'a melhor das garras
Ou deixas pra trás a bendita lamecha?
O meu "eu" contando, sem par, este passo
Que vai em directo pro teu bom espaço,
Que luz na ribalta do verso, rimando
O gosto da arte que vais sonetando.
Então, chega a hora da pura verdade:
Soneto perfeito é mais dom que vontade.
Rosa Silva ("Azoriana")
Índice temático: Rosa e rimas do coração
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