Há dias de prosa...

Para pegar na sinceridade, digo-vos que, às vezes, fico com a sensação que escrevo para as estrelas, para os peixes e para as zebras. Umas porque estão no ar, outros porque estão no mar e, ainda, outras porque estão nos campos mais longe de mim possível. É que as zebras que vejo por cá não são animais irracionais.



Sinto que hoje o dia está propício para um comício tal e qual eu fosse da política (que até é coisa que acho "anti-qualquer-coisa"). Não! Não vou escrever de política, podem ficar os leitores descansados. Se eu me meter por essas vias muita coisa vinha à baila sobre coisas que já vi passar na frente dos olhos feitas por políticos que já ocuparam cadeiras de veludo. Não. Melhor estar quieta no meu canto porque agora é que se está muito melhor (e desculpem a repetição de palavras). As ilhas levaram uma lufada de ar fresco. Só precisa acrescentar agora capital a muito boa gente. Sem capital nada se consegue e ficamos a nadar em seco. Mas que está tudo formoso lá isso está. E o que não está para lá caminha (as taxas de juro é que não param de crescer).



Mas claro que isto não é política nenhuma porque o que me fez escrever este pedaço de texto em prosa (lembram-se que gosto mais de rimar?!) é só para ter a certeza que alguém ainda me lê. Há dias que penso que ninguém põe sequer o olho em cima do que escrevo e se põe não dá cavaco. Eu também não dou cavaco a muita coisa mas hoje apeteceu-me levantar poeira nem que seja para animar um bocadinho algumas tormentas pessoais e intransmissíveis. É que as coisas pessoais é que, geralmente, chamam a atenção, a discussão e muito mais a polémica.



Por escrever a palavra mais apelativa (polémica) quero deixar aqui exposta a minha tristeza por não receber comentários dos meus "irmãos" emigrantes que certamente olham para a minha escrita mas não comentam. Sei disso porque tive oportunidade de conversar com alguns emigrantes serretenses que disseram ler-me e gostarem da minha divulgação mas preferem falar cara-a-cara. Acredito que seja melhor quando me olham e vêem que o sorriso desponta feliz e aberto perante as palavras amigas que me são dirigidas. É por vocês e por mais alguém que ainda me conforta e dá prazer escrever.



Obrigada senhor Constantino Sousa, mulher, irmão e outros (inclusive familiares) que vi na minha freguesia natal e me falaram que gostam do que eu divulgo da nossa terra. Até o senhor José Duarte (filho do senhor Veiga) que é o retrato exacto do pai, fez-me sorrir e rir. Não vou esquecer que a senhora Valquíria sabe a data exacta do meu nascimento porque o meu pai estava a trabalhar na casa dela no dia de petas... Por tudo isso, sinto que estou bem acompanhada. É por isso que vos digo: os blogs são o nosso ponto de encontro. Bem-haja a equipa que os controla e preserva.



E podem escrever-me para email se não quiserem deixar comentário.



Angra do Heroísmo, 24 de Setembro de 2008

2 comentários:

  1. Acho que muita boa gente a lê.Eu já não posso dizer o mesmo até já pensei em ir embora.Beijinhos e felicidades para o grande dia.Salomé

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  2. Ó jovem...olha para mim, aqui a (re)ler e a visitar o teu cantinho :):)
    Que tal?

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