Há dias assim como que uma febre ruim...

O dia ainda não acabou mas eu estou esfalfada e sem tafulho. Para quem não sabe "esfalfada" é mesmo muito, muito cansada; "sem tafulho" é mesmo algo que não tem solução. Acho que este último termo é mesmo muito Açoriano, com "i", porque Açorianos é com "i" e não com "e". Adiante... Mas porquê tanto cansaço e tanto "sem tafulho"?





Porque apetece-me é escrever, escrever e escrever. E quando escrevo em prosa é mau sinal. Acreditem que o meu "negócio" faz-se melhor com versos e rimas. É aí que fico descansadinha, feliz, airosa e com uma leveza fora de série. Prosa não. A prosa cansa-me, esfalfa-me. A prosa abunda hoje porque alguém, um dia desta semana, teve a triste ideia de me mandar uma frase e/ou expressão que me pôs sem tafulho, após uma valiosa acção minha e de familiar chegado. Acontece que, a partir daí, não "rebentou" mais nenhuma expressão autoritária desse remetente. Se calhar pensa que a má da fita sou eu... Mas não sou não. É que há coisas que não se toleram e não se pode dizer sempre "sim" e "sim" e amén.





Como é que vai ser para que este mundo se entenda?





Por um lado há assaltos, guerras, crises existenciais, furacões, tormentas várias, tanto pela mão do ser humano como pela natureza em fúria, e por outro lado, há as manias de tudo perfeitinho, tudo de feição, tudo sem mácula, e não percebem que fazem um mal medonho a quem dá o que tem da melhor maneira possível e com a paciência (que em mim até atinge os 10%) de santo (pecador) e depois fico num estado de prosa que só lendo, porque quem não lê não acredita o mal que aqui "je", a bloguista azoriana, se encontra e, muito provavelmente, mais bloguistas também estão mas por razões opostas às minhas.





Que o virar deste dia, sem tafulho, me traga sonetos, quadras, versos, rimas de vento em popa e com a esperança de dias melhores. É que está a ser uma inquietação para chegar o dia que tanto anseio: Ver a Senhora dos Milagres no seu dia solene e entregar-lhe as minhas lágrimas felizes e desabafar o meu interior. Faltam 11 dias ainda... Amanhã fica a faltar 10, depois 9, depois 8... Nunca mais chega!

1 comentário:

  1. Amiga Azor, pelo jeito da prosa de ontem e caso para dizer, como tambem se diz na nossa terra, que "o mar nao estava de lapas"!! Espero que hoje ja esteja de feicao, e que as nuvens negras ja tenham desaparecido no horizonte. Bj da Jo

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