Alma dum soneto



A ti, que escreves com alma
O que nos fere a visão
De contentamento são
Bramindo a rica palma.

A ti, que lavras de calma
As valsas da solidão:
O encanto é teu condão,
Palavra tua viv’alma.

Meus elogios, presentes
Nos versos, qual afluentes,
De um mar que nos ondeia.

Mesmo a natureza morta
Um brilho ao verso aporta
E o soneto se ateia.

Rosa Silva (“Azoriana”)


 


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