Versos crus de felicidade



Minha alma é um fio retorcido
P’las malhas de uma doce ventania.
Se páro esse reflexo dá-me azia,
E faz cair o verso ao comprido.

Tento que ele renasça com sentido...
Mas a bruma assombra a foz do dia
E dá-me o calafrio da fantasia
De ter um verso novo assim erguido.

E tento sempre soltá-lo ao vento,
Na vontade de dar-lhe realeza
Num verso rente à norma portuguesa.

Crua dor tranca-se no pensamento
Da cor mais negra, digo insanidade,
Queima o que penso ser felicidade.

Rosa Silva (“Azoriana”)


 


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3 comentários:

  1. Oi amiga ainda não muito bem, mas tentado regressar.Agradeço o carinho deixado no meu canto, obrigada.Beijinho e bom fim de semana.
    Salomé

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  2. ola amiga rosa pois nao me esqueci de si nao me esqueci do nosso encontro no alto das covas pelas nossas festas e dos versos que me dedicou e ha minha mana pois tudo isso so´mostra a sua simpatia mas tenho tide muitas avarias no computador por isso nao tenho ca vinde com tanta frequencia mas continuo sua fa ,bjs da amiga xana

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