A Tua Música
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A tua música é alegria
É coração batendo contente
É prece e romaria
É a alma da nossa gente.
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À bandeira içada um hino
É solene procissão
É cortejo do Divino
Com sublime devoção.
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É da folia pezinho
É concerto no terreiro
É do S. João marchar fino
É Carnaval sem parceiro.
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É nas manhãs alvorada
À porta do Santuário
É prece mil vezes tocada
À Senhora dos Milagres e do Rosário.
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É passo doble na arena
A toiros e ganaderos
É aplauso à faena
De forcados e cavaleiros.
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A tua música não tem idade
Nem social escalão
És alegria da mocidade
E nostalgia do ancião.
Filomena Silveira
14 de Julho de 2006
Nota: Este poema tem quase dois anos. Estava guardado à espera da altura de ser aqui divulgado. Ouvi-o pela voz da autora (prima emigrante) na Sociedade Filarmónica Recreio Serretense, no dia de concerto e recital. Mais tarde, foi-me entregue numa folha alva onde, alinhada à esquerda, vinha esta preciosidade, que é uma oferta à Filarmónica Recreio Serretense.
Publico-o precisamente na véspera do dia de nascimento da minha falecida mãe que amava a "sua" música. Gostava que no céu, onde talvez ela esteja, houvesse uma festa amanhã, dia 14 de Março (o ano era 1940), com os anjos entoando este Hino à Filarmónica da Serreta, freguesia que não me sai da lembrança.
Quem me dera saber se ela, minha mãe, convida meu pai a juntar-se à melodia. É que tudo o que o poema canta (e muito bem) tem a alma dos que amam «A Tua Música».
Obrigada, Filomena! Se um dia passares por aqui, ou alguém te avisar desta ocorrência, deixa um "Olá!".
Rosa Silva ("Azoriana")
"D. ROSINHA", bom dia...!
ResponderEliminarHoje levantei-me bem disposto a pensar na festa que se aproxima...é já na próxima quarta-feira.
O DIA DO PAI, o dia de S. JOSÉ.
Para celebrar esta data, escrevi um pequeno texto, a lembrar a todos alguns passos da vida de S. José:
"ALGUNS APONTAMENTOS DA VIDA DE
S. JOSÉ"
José, era um varão justo e temente a Deus, carpinteiro de seu ofício, homem maduro e experiente de entendimento claro e grande rectidão, obediente aos desígnios divinos, um espírito grato ao Senhor.
Este homem da casa de David, foi escolhido por Deus para ser o futuro esposo de Maria, uma jovem virgem e tão pura como bela, que vivia na cidade de Nazaré.
Tendo Maria desposado José, - mas antes de ter decorrido o prazo de um ano, a que a Lei fixava para os esposos fazerem vida em comum, - a jovem achou-se grávida por obra do Espírito Santo, conforme as palavras do Anjo da Anunciação.
José, que era um justo e não queria expô-la à difamação, decidiu repudià-la secretamente.
Porém, o Anjo do Senhor, apareceu-lhe em sonhos, dizendo:
- "José, filho de David, não tenhas receio de tomar contigo Maria, tua esposa, pois o que nela se gerou, vem do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus, pois Ele há-de salvar o seu povo, remindo-o de todos os pecados...".
José, fez como lhe mandara o Anjo do Senhor, e tomou consigo a sua esposa.
Por esse tempo, na Palestina ninguém era recenseado no lugar da sua cresidência, mas sim naquele de onde era originária a família de que descendia. Assim, José partiu de Nazaré e pôs-se a caminho da cidade de David a que pertencia, a cidade de Belém, que ficava na Galileia, a mais de 150 quilómetros de caminho, por estradas em muito mau estado.
Por se encontrar a cidade cheia de gente, para o rescensiamento, foi em vão que José arranjou abrigo nas hospedarias. Como Maria estava perto do termo da sua gravidez, acabaram por se instalar num corral, onde um boi pachorrento ruminava a palha que estava na mangedoura, junto de um burro paciente.
Nessa noite de silêncio e no recolhimento do humilde curral, Maria deu à luz o seu Menino, a quem envolveu em panos e o recostou na mangedoura.
Após o nascimento, ouviram-se as vozes dos Anjos em louvor do Senhor, cantando:
- "Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homems de boa vontade...".
O Menino Jesus, cresceu e viveu sempre na companhia de José e Maria.
José, o santo homem a quem Deus confiara a missão de proteger o Menino, morreu - segundo uma tradição antiquíssima, mas não comprovada - , quando Jesus contava 19 anos de idadeO bom pai adoptivo finou-se tranquilamente, como quem sabe que o seu dever foi cumprido e pode descançar por fim, na mão de Deus.
Nada se sabe concerteza sobre a morte deste justo, nem quando, nem - em rigor - onde. Podemos apenas supor que terá morrido em Nazaré, na casa humilde onde vivera durante longos anos.
Na memória de todos os homens bons, José permanece vivo, com a sua aurèola de santo e com o bordão a que costumava arrimar-se nas caminhadas longas da sua existêncis.
Ora aqui tem minha amiga, o que escrevi para homenagear o S. José. Meu patrono, meu Pai e meu Santo.
Um bom fim de semena para si e que S. José a guarde, sempre.
Teixeira da Silva
Muito obrigada pelo seu comentário majestoso.
ResponderEliminarNo dia 19 farei dele um artigo especial se São José me der vida e saúde.
Por agora um grande abraço e votos de um excelente fim-de-semana.