«A Tua Música», de Filomena Silveira - Chino. USA

A Tua Música
*
A tua música é alegria
É coração batendo contente
É prece e romaria
É a alma da nossa gente.
**
À bandeira içada um hino
É solene procissão
É cortejo do Divino
Com sublime devoção.
***
É da folia pezinho
É concerto no terreiro
É do S. João marchar fino
É Carnaval sem parceiro.
****
É nas manhãs alvorada
À porta do Santuário
É prece mil vezes tocada
À Senhora dos Milagres e do Rosário.
*****
É passo doble na arena
A toiros e ganaderos
É aplauso à faena
De forcados e cavaleiros.
******
A tua música não tem idade
Nem social escalão
És alegria da mocidade
E nostalgia do ancião.


Filomena Silveira
14 de Julho de 2006


Nota: Este poema tem quase dois anos. Estava guardado à espera da altura de ser aqui divulgado. Ouvi-o pela voz da autora (prima emigrante) na Sociedade Filarmónica Recreio Serretense, no dia de concerto e recital. Mais tarde, foi-me entregue numa folha alva onde, alinhada à esquerda, vinha esta preciosidade, que é uma oferta à Filarmónica Recreio Serretense.

Publico-o precisamente na véspera do dia de nascimento da minha falecida mãe que amava a "sua" música. Gostava que no céu, onde talvez ela esteja, houvesse uma festa amanhã, dia 14 de Março (o ano era 1940), com os anjos entoando este Hino à Filarmónica da Serreta, freguesia que não me sai da lembrança.

Quem me dera saber se ela, minha mãe, convida meu pai a juntar-se à melodia. É que tudo o que o poema canta (e muito bem) tem a alma dos que amam «A Tua Música».

Obrigada, Filomena! Se um dia passares por aqui, ou alguém te avisar desta ocorrência, deixa um "Olá!".

Rosa Silva ("Azoriana")

2 comentários:

  1. "D. ROSINHA", bom dia...!
    Hoje levantei-me bem disposto a pensar na festa que se aproxima...é já na próxima quarta-feira.
    O DIA DO PAI, o dia de S. JOSÉ.
    Para celebrar esta data, escrevi um pequeno texto, a lembrar a todos alguns passos da vida de S. José:

    "ALGUNS APONTAMENTOS DA VIDA DE
    S. JOSÉ"

    José, era um varão justo e temente a Deus, carpinteiro de seu ofício, homem maduro e experiente de entendimento claro e grande rectidão, obediente aos desígnios divinos, um espírito grato ao Senhor.
    Este homem da casa de David, foi escolhido por Deus para ser o futuro esposo de Maria, uma jovem virgem e tão pura como bela, que vivia na cidade de Nazaré.
    Tendo Maria desposado José, - mas antes de ter decorrido o prazo de um ano, a que a Lei fixava para os esposos fazerem vida em comum, - a jovem achou-se grávida por obra do Espírito Santo, conforme as palavras do Anjo da Anunciação.
    José, que era um justo e não queria expô-la à difamação, decidiu repudià-la secretamente.
    Porém, o Anjo do Senhor, apareceu-lhe em sonhos, dizendo:
    - "José, filho de David, não tenhas receio de tomar contigo Maria, tua esposa, pois o que nela se gerou, vem do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus, pois Ele há-de salvar o seu povo, remindo-o de todos os pecados...".
    José, fez como lhe mandara o Anjo do Senhor, e tomou consigo a sua esposa.
    Por esse tempo, na Palestina ninguém era recenseado no lugar da sua cresidência, mas sim naquele de onde era originária a família de que descendia. Assim, José partiu de Nazaré e pôs-se a caminho da cidade de David a que pertencia, a cidade de Belém, que ficava na Galileia, a mais de 150 quilómetros de caminho, por estradas em muito mau estado.
    Por se encontrar a cidade cheia de gente, para o rescensiamento, foi em vão que José arranjou abrigo nas hospedarias. Como Maria estava perto do termo da sua gravidez, acabaram por se instalar num corral, onde um boi pachorrento ruminava a palha que estava na mangedoura, junto de um burro paciente.
    Nessa noite de silêncio e no recolhimento do humilde curral, Maria deu à luz o seu Menino, a quem envolveu em panos e o recostou na mangedoura.
    Após o nascimento, ouviram-se as vozes dos Anjos em louvor do Senhor, cantando:
    - "Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homems de boa vontade...".
    O Menino Jesus, cresceu e viveu sempre na companhia de José e Maria.
    José, o santo homem a quem Deus confiara a missão de proteger o Menino, morreu - segundo uma tradição antiquíssima, mas não comprovada - , quando Jesus contava 19 anos de idadeO bom pai adoptivo finou-se tranquilamente, como quem sabe que o seu dever foi cumprido e pode descançar por fim, na mão de Deus.
    Nada se sabe concerteza sobre a morte deste justo, nem quando, nem - em rigor - onde. Podemos apenas supor que terá morrido em Nazaré, na casa humilde onde vivera durante longos anos.
    Na memória de todos os homens bons, José permanece vivo, com a sua aurèola de santo e com o bordão a que costumava arrimar-se nas caminhadas longas da sua existêncis.

    Ora aqui tem minha amiga, o que escrevi para homenagear o S. José. Meu patrono, meu Pai e meu Santo.
    Um bom fim de semena para si e que S. José a guarde, sempre.

    Teixeira da Silva

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  2. Muito obrigada pelo seu comentário majestoso.

    No dia 19 farei dele um artigo especial se São José me der vida e saúde.

    Por agora um grande abraço e votos de um excelente fim-de-semana.

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